Bianca Bin recorda boatos sobre casamento com Guizé: ‘Pelados na Amazônia’
Bianca Bin, 34, recordou e rebateu algumas fake news sobre seu casamento com Sergio Guizé, 44.
A atriz falou sobre as notícias falsas que surgem sobre ela enquanto pessoa pública. “Não tem como a gente se reservar do jeito que gostaria, fake news sempre vão existir”, afirmou em entrevista ao gshow.
Bianca citou os boatos de que ela e Guizé teriam se casado nus na Amazônia. “Rolou uma [fake news] sobre nosso casamento que a gente tinha casado em 2018 na Amazônia, pelados, com uma cerimônia em tupi-guarani. A gente nunca pisou na Amazônia!”, rebateu.
“O importante é saber quem a gente é, ser leal, honrar nosso caráter com a gente mesmo. Falar os outros sempre vão falar.” afirmou Bianca Bin.
Na verdade, o casamento foi bem mais intimista. “A gente casou assim que se conheceu. Em 2018, mudamos para o interior, compramos uma casa juntos. Em 2022, a gente oficializou no papel com um juiz de paz em uma cerimônia para alguns familiares e poucos amigos aqui na nossa casa”, recordou ela.
Bianca refletiu sobre os rótulos de que ela e o marido são “reservados” sobre sua vida pessoal. “Tanto o meu perfil quanto o do Guizé é de pessoa tímida, não é que não gosta de falar, a gente tem orgulho da relação, da nossa parceria. Mas acho que, por ambos serem tímidos, somos mais discretos e bem tatuzinhos que gosta de se esconder”, pontuou.
A atriz também contou que o casal planeja ter filhos futuramente. “Está nos nossos planos, mas não no futuro próximo porque ano que vem estamos com a agenda lotada de trabalho, mas num futuro breve, espero eu, estou com 34 anos, é um desejo dos dois, sim”, revelou.
*Com informações de Uol
Bolsonaro nega ter debatido morte de Lula, Alckmin e Moraes: ‘Nunca aconteceu’
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, em entrevista à revista VEJA publicada nesta sexta-feira (22), que nunca debateu um plano para matar autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB) , bem como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes .
Quando a operação da Polícia Federal revelando o caso foi deflagrada, na última terça-feira (19), Bolsonaro estava em Alagoas. Naquele dia, Mario Fernandes, secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência de Bolsonaro, foi preso, ao lado de outros três militares.
A entrevista para a Veja foi gravada no dia seguinte, quarta-feira (20), ainda antes de Bolsonaro ser indiciado pela Polícia Federal como “líder da organização criminosa” que tentou um golpe de Estado em 2022.
“Lá na Presidência havia mais ou menos 3.000 pessoas naquele prédio. Se um cara bola um negócio qualquer, o que eu tenho a ver com isso? Discutir comigo um plano para matar alguém, isso nunca aconteceu”, disse à Veja.
Ele também negou que tivesse tentado dar um golpe de Estado, mas não afastou a hipótese de ter ventilado a possibilidade.
“Eu jamais compactuaria com qualquer plano para dar um golpe. Quando falavam comigo, era sempre para usar o estado de sítio, algo constitucional, que dependeria do aval do Congresso”, completou.
O ex-presidente foi indiciado, junto com outras 36 pessoas , pelos crimes de tentativa de golpe, tentativa de abolição do Estado de direito e organização criminosa na quinta-feira (21).
No inquérito que levou à prisão dos militares, a Polícia Federal destacou algumas informações sobre o vínculo entre o general Mario Fernandes e Bolsonaro. Em mensagens trocadas, o militar mencionou que o ex-presidente havia aceitado o “nosso assessoramento”.
O general também esteve no Palácio da Alvorada, onde Bolsonaro permaneceu isolado após sua derrota para Lula , um dia depois de imprimir o plano golpista em uma impressora do Planalto. Ao longo de novembro e dezembro de 2022, o general fez pelo menos duas visitas ao ex-presidente.
*Com informações de IG
Prefeito David Almeida anuncia construção da nova feira do Mutirão na zona Norte
Em visita ao parque Gigantes da Floresta, onde comemorou a marca de 2 milhões de visitantes, o prefeito de Manaus, David Almeida, anunciou outro importante investimento: a construção da nova feira do Mutirão, na zona Norte, um antigo sonho da população local. A obra será realizada em um terreno que passará por desapropriação e contará com uma área de 2.900 metros quadrados, ao custo estimado de R$ 9 milhões. A meta é concluir o projeto em seis meses a partir da emissão da ordem de serviço.
“Nós vamos fazer uma feira padrão, modelo, para ficar bem nos moldes do parque Gigantes da Floresta, porque o contraste é muito grande. Você tem esse parque imponente e logo a seguir se depara com aquela realidade de décadas que é a feira do Mutirão. Vamos construir um espaço digno”, garantiu o prefeito.
O projeto prevê um espaço moderno e bem estruturado, garantindo mais conforto e segurança para os feirantes e frequentadores. Com as novas ações, a Prefeitura de Manaus reforça seu compromisso com a revitalização urbana e a melhoria da qualidade de vida da população, levando desenvolvimento às áreas mais periféricas da cidade.
Rússia diz que ataque com míssil hipersônico na Ucrânia foi aviso ao Ocidente

O Kremlin disse na sexta-feira que um ataque à Ucrânia usando um míssil balístico hipersônico recém-desenvolvido foi projetado como uma mensagem para o Ocidente de que Moscou responderá às decisões e ações “imprudentes” em apoio à Ucrânia.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, falou um dia depois que o presidente Vladimir Putin disse que Moscou havia disparado o novo míssil – Oreshnik ou Hazel Tree – contra uma instalação militar ucraniana.
“A principal mensagem é que as decisões e ações imprudentes dos países ocidentais que produzem mísseis, fornecendo-os à Ucrânia e, posteriormente, participando de ataques ao território russo não podem ficar sem uma reação do lado russo”, disse Peskov aos repórteres.
“O lado russo demonstrou claramente suas capacidades, e os contornos de outras ações de retaliação, caso nossas preocupações não sejam levadas em conta, foram claramente delineados.”
Peskov afirmou que a Rússia não era obrigada a avisar os Estados Unidos sobre o ataque, mas informou os EUA 30 minutos antes do lançamento.
O presidente Vladimir Putin permanece aberto ao diálogo, disse Peskov, acrescentando que o governo do presidente dos EUA, Joe Biden, “prefere continuar no caminho da escalada”.
Putin disse na quinta-feira que a Rússia havia disparado o novo míssil depois que a Ucrânia, com a aprovação do governo Biden, atacou a Rússia com seis mísseis ATACMS fabricados nos EUA na terça-feira e com mísseis de cruzeiro britânicos Storm Shadow e HIMARS fabricados nos EUA na quinta-feira.
Ele afirmou que isso significava que a guerra na Ucrânia havia agora “adquirido elementos de caráter global”.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que o uso do novo míssil pela Rússia representou “uma escalada clara e severa” na guerra e pediu uma forte condenação mundial.
*Com informações de Uol
Neto de ex-presidente da ditadura é indiciado pela PF por tentativa de golpe: ‘Me sinto honrado’

O blogueiro e ex-comentarista da Jovem Pan Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho foi um dos 37 indiciados pela Polícia Federal na quinta-feira, 21, na investigação que apura o planejamento de um golpe de Estado após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.
Ele é neto de João Batista Figueiredo, último presidente da ditadura militar no Brasil, entre 1979 e 1985. Em fevereiro deste ano, a Polícia Federal emitiu mandados de busca e apreensão para um grupo investigado por planejar um golpe de Estado após o resultado da eleição presidencial de 2022. Paulo Renato foi um dos alvos e, de acordo com relatório da corporação, ele foi investigado por propagar notícias falsas.
Em nota nas redes sociais, o blogueiro afirmou se sentir “honrado” por ter sido indiciado ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 35 pessoas. O grupo é acusado de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
“A conduta criminosa que me é atribuída é a de reportar, com precisão, os acontecimentos envolvendo o alto comando do Exército brasileiro”, escreveu. O documento final da investigação da PF conta com mais de 800 páginas e foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) com relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
O indiciamento ocorreu na quinta-feira, enquanto o tenente-coronel Mauro Cid prestava novo depoimento ao STF, sob suspeita de ter emitido informações sobre o planejamento de um atentado contra o presidente Lula, o vice Alckmin e Moraes.
“Deixo claro: não respondo a intimidações, tampouco recuarei no exercício das minhas liberdades dadas por Deus. Tenho inclusive plena confiança de que os Estados Unidos, sob uma nova administração que valoriza a liberdade, tratarão esses acontecimentos com a gravidade que merecem”, completou o ex-comentarista.
*Com informações de Terra
Luciano Huck dá lance de R$ 220 mil por camiseta autografada por Pelé, Ronaldo e Neymar
O apresentador Luciano Huck deu um lance de R$ 220 mil por uma camiseta 10, da Seleção Brasileira Masculina de Futebol, durante o leilão beneficente da Fundação Fenômeno na noite de quinta-feira, 21.
O item é autografado por Pelé, Ronaldo e Neymar. No entanto, não foi o apresentador que arrematou a camiseta. Um anônimo deu um lance de R$ 310 mil e ficou com a peça.
“Acho importante o Ronaldo usar a força que ele tinha nos campos, agora fora dos campos também. Nos deu tantas alegrias no gramado e agora poder compartilhar a força dele para ajudar a gente. Que isso multiplique. O Ronaldo merece todo nosso aplauso. Sempre fui muito fã”, disse Huck no evento, segundo a revista Quem.
O artista ainda comentou sobre a importância da doação: “Quando você fala de questões sociais, a internet, somada a televisão, tem um poder transformador de emocionar e tocar as pessoas. Quando você tem alguém que endossa a causa, como Rio Grande do Sul, nas enchentes… Quanto mais a gente puder, devemos incentivar a cultura de doação.”
Outros famosos, como Ronaldo, as apresentadoras Ana Maria Braga e Silvia Abravanel e a cantora Claudia Leitte estiveram no evento realizado na capital paulista.
*Com informações de Terra
Dia do Escritor Amazonense marca o agendão cultural desse final de semana

Uma programação encantadora e repleta de apresentações para todos os gostos, aguarda pelo público nos espaços culturais mantidos pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Entre as atrações do agendão cultural deste fim de semana (22 a 24/11), destaca-se o encontro com vários escritores amazonenses na Biblioteca Pública, incluindo lançamentos de livros e rodas de conversa, além do conhecimento no processo criativo de histórias em quadrinhos regionais e a importância de clubes literários do Amazonas.
A agenda também inclui um sarau no Hall do Teatro Amazonas, sessões de curta-metragens e a estreia de documentário no Cineteatro Guarany, além de apresentações que combinam dança ao vivo e videodança no palco do Teatro da Instalação, celebrando a criatividade em todas as suas formas.
Encontros Literários
Em alusão ao Dia do Escritor Amazonense, comemorado nesta sexta-feira (22/11), a Biblioteca Pública do Amazonas realiza mais uma edição do projeto “Encontros Literários: Escritores Amazonenses”. O evento acontece neste sábado (23/11), de 10h às 18h, e no domingo (24/11), das 16h às 17h. O evento gratuito traz uma série de diálogos com escritores locais, focando na riqueza da produção literária da região, além de oferecer ao público a chance de conhecer as histórias, inspirações e trajetórias dos autores.
O Chefe do Departamento de Gestão de Bibliotecas mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Sharles Costa, diz que celebrar o dia do escritor amazonense é exaltar o trabalho de profissionais que tanto contribuem para a formação de leitores e, consequentemente, para a melhoria da cultura.
“É uma data importante para a valorização daqueles que contribuem ativamente na construção da sociedade, promovendo e disseminando nossa cultura e trazendo um sentimento de pertencimento e de orgulho ao povo amazonense, pois através de muitos escritores de nossa terra, nossa cultura chegou aos quatro cantos do mundo”, destaca Sharles.
Entre os participantes do projeto, estão os escritores: Marta Cortezão, Rita Alencar Clark, Sandra Godinho e o escritor Otoni Mesquita revelando as influências literárias, como Arthur Reis, Genesino Braga, Márcio Souza, Maximino Correa e vivências que moldaram sua escrita, destacando como a cultura e o cotidiano amazônico inspiram suas obras.
A representação da Amazônia na literatura infantil se dará pelas autoras Adriana Barbosa da Silva e Leila Plácido com mediação de Marilane Pacheco e o escritor Jan Santos destaca a importância da literatura no movimento “Encantarias”.
A trajetória do Clube literário do Amazonas contará com Gracinete Felinto, Nelson Castro, Álvaro Smont e Miguel Ferreira que irão explorar a importância dos clubes como espaços de resistência cultural e promoção da leitura na região e, para concluir a programação, uma roda de conversa com mulheres que escrevem a Amazônia contará com Franciná Lira, Iná Isabel, Ecila Mabelini, com a mediação de Lucila Bonina.

O evento tem o objetivo de incentivar a leitura, dando importância a autores amazonenses, e promete vários momentos de troca, inspiração e celebração. A programação completa do Encontros Literários pode ser acompanhada pelo Portal da Cultura (cultura.am.gov.br) e redes sociais @culturadoam.
Sarau no Hall
Nesta sexta-feira (22/11), às 16h, a Orquestra de Violões do Amazonas (Ovam) apresenta um “Sarau no Hall – Ovam no Hall”, no icônico Teatro Amazonas. O Hall do Teatro será o cenário de uma apresentação do Quarteto da Ovam. Com um repertório diversificado, a apresentação será uma oportunidade de apreciar arranjos envolventes, demonstrando a versatilidade da música brasileira.
O repertório musical inclui os sucessos “Chega de Saudade” (Tom Jobim), “Sanfona Sentida” (Luiz Gonzaga), “Deixa a vida me levar” (Zeca Pagodinho) e “Tá escrito” (Gilson Bernini e Xande de Pilares). O evento tem classificação etária livre, e os ingressos estão à venda na bilheteria do teatro e no site shopingressos.com.br.
Mostra de Dança
Nesta sexta-feira e no sábado (22 e 23/11), às 19h, o palco do Teatro da Instalação vai brilhar com as apresentações dos espetáculos “Transfiguração” e “Rua” da Cia Fragmento de Rua. As apresentações combinam dança ao vivo e videodança, celebrando a criatividade em todas as suas formas.
“Rua” explora as dinâmicas do cotidiano urbano, trazendo à cena histórias e emoções que emergem do encontro entre corpos, espaços e a vivência da cidade. E “Transfiguração” desafia regras e padrões impostos pela sociedade, convidando o público a refletir sobre a liberdade e a transformação.
Entre os dois espetáculos, haverá um intervalo especial de 15 minutos, com a exibição da videodança “Átomo”. A obra cinematográfica é uma reflexão poética sobre a essência da matéria e da existência, explorando a conexão entre o corpo físico e o astral, revelando impulsos adormecidos e portais profundos que nos ligam ao universo e a nós mesmos. Uma celebração do poder transformador que habita em cada um de nós. O evento tem classificação livre e entrada franca.
Sessões de Filmes
Dando continuidade a programação do Cineclube de Artes, o Cineteatro Guarany apresenta uma vasta programação que se estende por três dias no espaço localizado na Vila Ninita, na avenida Sete de Setembro, ao lado do Centro Cultural Palácio Rio Negro. As sessões que iniciaram nesta quinta-feira (21/11), prosseguem sexta-feira (22/11), às 18h30, e no sábado (23/11), às 19h. O Cineclube de Arte é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Nesta sexta (22/11), a programação fica por conta da mostra “Tchê!!! O cinema de Diogo Ferreira”, com a exibição de três documentários em curta-metragem do cineasta gaúcho radicado em Manaus desde 2020, A entrada é gratuita.
Já no sábado (23/11), às 19h, o Cineclube de Arte promove a estreia do documentário em curta-metragem ‘A Casa do Tempo de Jorge Tufic’, com direção de Dan Rubenz. Contemplado pela Lei Paulo Gustavo 2023, executada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o filme explora a trajetória do poeta acreano Jorge Tufic, que se radicou em Manaus, onde viveu a maior parte da sua vida. Entrada gratuita.
Feira Especial de Natal

Em Parintins, neste sábado (23/11), de 15h30 às 21h, a chegada do Papai Noel promete encantar a Feira de Economia Criativa Povos Criativos em mais uma edição junto com uma programação repleta de apresentações artísticas, shows, espaços de economia criativa e muita gastronomia. A feira acontece no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro – Unidade Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus), no Bumbódromo. Entrada gratuita.
Esta é mais uma programação do @governo_do_amazonas, por meio da @culturadoam, em “O Mundo Encantado do Natal 2024”. Venha participar desse momento mágico com a gente!
Endereços:
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Teatro Amazonas – Largo de São Sebastião – Centro;
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Teatro da Instalação – Rua Frei José dos Inocentes, Centro;
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Cineteatro Guarany – Vila Ninita, Avenida Sete de Setembro, Centro (anexo ao Palácio Rio Negro);
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Biblioteca Pública – Rua Barroso, nº 57, Centro;
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Centro Cultural de Parintins – Bumbódromo – Avenida Nações Unidas, s/nº, Centro, Parintins/AM.
O que é antimatéria e por que ela é o material mais caro do mundo?
Antimatéria e antipartículas não são só coisa de filme de ficção científica. Apesar de durarem muito pouco, serem raras e caras de produzir —sério, estamos falando de trilhões de dólares—, elas têm sido estudadas em detalhes por muitas décadas e fazem os cientistas quebrarem a cabeça. Tanto esforço e dinheiro envolvidos nessas pesquisas têm uma boa explicação: elas podem, no futuro, revolucionar muitas áreas, gerar energia ou ajudar a medicina a detectar câncer.
A primeira antipartícula descoberta foi o antielétron (também chamado de pósitron), em 1932, por Carl Anderson, ao estudar raios cósmicos. Mas sua existência já havia sido prevista em 1928, quando o físico britânico Paul Dirac demonstrou a existência de algo oposto à matéria: a antimatéria. Dirac levou o Nobel de Física em 1933. É notável que alguém tenha concluído que uma partícula nunca antes vista deveria existir, apenas baseando-se em argumentos teóricos.
A antimatéria é uma consequência da união de ideias de duas grandes revoluções da física do início do século 20: a teoria da relatividade e a mecânica quântica.
Matéria x antimatéria
O primeiro passo para entender a antimatéria é saber que tudo é constituído por matéria. E a matéria é formada por átomos, que, por sua vez, são compostos de elétrons (de carga negativa), prótons (positiva) e nêutrons (neutra).
Era nisso o que os cientistas acreditavam até 1928. Depois, Dirac demonstrou a existência de algo oposto à matéria: a antimatéria.
Isso significa que toda partícula tem uma espécie de gêmea correspondente na natureza.
Desde 1955, quando cientistas criaram um antipróton com ajuda de um acelerador de partículas, já foram listadas centenas de partículas, e cada uma delas possui uma antipartícula correspondente.
Um fato curioso é que, como as partículas e antipartículas compartilham as mesmas propriedades (apesar de terem cargas opostas), as leis da física funcionam de forma simétrica quando uma é substituída pela outra. Em outras palavras, se você pudesse trocar todas as partículas que o formam e compõem o mundo ao seu redor por antipartículas, tudo pareceria absolutamente normal.

Por causa dessas mesmas leis, quando uma partícula e sua antipartícula correspondente se encontram, elas se aniquilam, produzindo fótons (luz, embora não necessariamente visível). Esse fenômeno descreve uma das principais aplicações práticas da antimatéria: o exame de PET scan, que ajuda a detectar tumores.
Os “gêmeos” dos elétrons são os anti-elétrons, partículas que se comportam de forma parecida e têm carga oposta. Eles são chamados de pósitrons e, mesmo que a gente não veja, já topamos com algum deles por aí. Quer um exemplo?
Uma banana emite, em média, um pósitron a cada 75 minutos. Rapidamente, ele encontra um elétron, o que leva à aniquilação dos dois. É aí que começa o problema — e não estamos falando isso por que o resultado desse “match” é uma liberação de radiação. Estudar a antimatéria é muito difícil, porque ela dura pouco.
Basta encontrar uma partícula de matéria para que os dois se aniquilem. Não é só isso: na natureza, as antipartículas existem em número muito menor do que as partículas. Ou seja, tem muito mais elétron do que pósitron no espaço.
De acordo com o modelo do Big Bang, que explica o início do Universo, tanto a matéria quanto a antimatéria devem ter sido criadas em quantidades iguais no começo do Universo. Mas o que sabemos é que existe muito mais matéria do que antimatéria, e alguma coisa deve ter ocorrido para causar essa assimetria
Quem achar uma explicação para esse enigma pode nos ajudar a entender melhor o Universo.
Antimatéria feita em laboratório
A saída dos cientistas para driblar a escassez e a curta duração da antimatéria foi tentar produzi-la de forma artificial. Para isso, eles usam grandes aceleradores de partículas, que simulam em laboratório, a criação do Universo — em escala bem menor, é claro. O principal problema é que não se consegue isolar direito a antimatéria
O máximo que pesquisadores conseguiram foi manter partículas de antimatéria “vivas” por 15 minutos, mas em um ambiente de vácuo ideal e controlado. Isso faz com que qualquer estudo seja uma corrida contra o tempo.
Como se não bastasse esse entrave, há outro grande problema: criá-la artificialmente é algo caro e pouquíssimo eficiente. Quer ver?














