
O Seminário Prospera Sociobio, iniciado em Brasília, marcou o avanço do Edital Prospera Sociobio para a etapa de implementação dos Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia na Amazônia. A iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e com financiamento do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), reúne as seis redes regionais selecionadas para atuar em seis Territórios da Sociobioeconomia (TSBio), nos estados do Pará, Amapá, Amazonas e Acre, com investimento previsto de até R$ 70,2 milhões.
A programação do primeiro dia reuniu representantes do Governo Federal, organizações parceiras e integrantes das Redes selecionadas em um momento de integração e alinhamento. Ao longo do seminário, foram apresentados programas, políticas públicas e serviços disponibilizados por diferentes órgãos federais e parceiros, que poderão apoiar a atuação dos Núcleos durante a implementação dos projetos.
Entre os destaques da programação estiveram a contextualização da Estratégia Nacional de Bioeconomia (ENBio), do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) e do Prospera Sociobio, além da apresentação de instrumentos de apoio voltados ao acesso a crédito, assistência técnica, fortalecimento de mercados e integração com políticas públicas federais.
Ao final da programação, foi realizada a assinatura simbólica dos contratos com as Redes selecionadas, oficializando o início desta nova etapa do Prospera Sociobio e reforçando o compromisso conjunto entre poder público, sociedade civil e organizações territoriais para impulsionar uma economia baseada na floresta em pé.
Segundo Virgilio Viana, superintendente-geral da FAS, a parceria entre o Governo Alemão, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e a FAS foi essencial para viabilizar o edital dos Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia na Amazônia.
“Nesse modelo de atuação da FAS como agência implementadora, criamos uma estratégia de apoio com adiantamento de recursos. Foram R$1,5 milhão de reais antecipados, o que permitiu a realização das oficinas nos territórios, ações de divulgação, capacitações e todo o trabalho necessário para que essa construção avançasse. Acreditamos na parceria e, a partir desses seis polos de fortalecimento da sociobioeconomia, teremos uma nova perspectiva para a valorização da floresta em pé e para a construção da prosperidade dos guardiões da floresta”, afirma.
Para Carina Pimenta, Secretária Nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Prospera Sociobio representa a construção de um caminho concreto para que a política pública chegue aos territórios amazônicos com apoio direto e articulado.
“Todos vocês sabem a importância de quando o governo chega com recursos e apoio direto nos territórios. Esse espaço que criamos não é apenas um projeto, é um ecossistema, uma rede de apoio, em que os territórios se fortalecem entre si e o programa se conecta às políticas públicas. Hoje, a sociobioeconomia tem uma casa no MMA, junto aos ministérios parceiros, e esse é um espaço que deve seguir aberto e trabalhando com vocês”, declara.












