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Famosos lamentam a morte de Washington Olivetto que ‘fez da publicidade cultura popular’

Foto: Barbara Lopes / Agencia O Globo

Políticos, artistas e figuras famosas da TV e da internet lamentaram a morte do publicitário Washington Olivetto, 73. Considerado o “Pelé da Publicidade”, Olivetto morreu no hospital Copa Star, no Rio de Janeiro no fim da tarde deste domingo (13).

O Corinthians – time do coração de Washington – foi um dos primeiros perfis a se manifestar nas redes sociais. O clube relembrou o fato de o publicitário ter sido um dos fundadores do movimento Democracia Corinthians.

No mundo político, a morte de Washington Olivetto também repercutiu. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou suas condolências à família do comunicador. Em nota, o petista –que também é corintiano– destacou feitos de sua carreira e relembrou a participação de Olivetto no Democracia Corinthiana durante a ditadura militar.

 “Aos 73 anos, nos despedimos do publicitário Washington Olivetto, talvez o mais célere nome da nossa propaganda. […] Meus sentimentos à família, amigos, colegas de profissão e admiradores”, diz a nota divulgada pelo Planalto.

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, também se manifestou. Em nota, disse que recebeu a notícia com “profunda tristeza”. Classificou o comunicador como “um gigante da publicidade”.

“Neste momento de dor, manifesto publicamente meus sentimentos de solidariedade e pêsames para todos os familiares, amigos e admiradores do trabalho de Olivetto. Deixo um abraço especial para a esposa Patrícia e para os filhos do publicitário”, escreveu.

‘Melhor de todos’, dizem publicitários

Washington Olivetto, que faleceu no domingo, aos 73 anos, deixará um legado de criatividade para as futuras gerações de publicitários do Brasil. Dono de campanhas icônicas como “O Primeiro Sutiã” e “O Garoto da Bombril”, especialistas destacaram que um de seus maiores trunfos foi trazer aspectos do dia a dia para os comerciais de TV.

“Washington foi uma escola, e foi aluno do cotidiano ao compreender que a propaganda criativa vem da rua, dos hábitos da cultura popular. Sua carreira e sucesso foram guiados pela habilidade de transformar atitudes simples em ideias poderosas e inesquecíveis”, disse Fernando Barros, presidente do Conselho da Propeg.

Para Francesco Civita, CEO da Pródigo Filmes, Olivetto tinha como marca a união da criatividade com a vida cotidiana: “Isso transformou a publicidade em cultura popular. Com humor afiado e genialidade, ele renovou marcas e deixou sua marca na história”.

Para Hugo Rodrigues, presidente do conselho da WMcCann, que sucedeu Washington Olivetto, em 2017, lembrou que o maior legado para as novas gerações é a forma como Olivetto fazia publicidade: “Ele é um divisor do mercado: existe a publicidade antes do Washington, e depois de Washington. Esse legado é eterno. E por isso mesmo, ele vai continuar impactando gerações no futuro, como Senna no automobilismo, Pelé no futebol… Perdemos a genialidade do Washington, mas a espiritualidade de como ele fazia publicidade será sempre perseguida por qualquer profissional que ame esse ofício”.

Segundo Erh Ray, CEO da Betc Havas, o trabalho de Olivetto mostra que negócios e criatividade caminham juntos: “Para uma geração de líderes criativos e donos de agências, ele foi um mestre, ensinando-nos a pensar além. Pioneiro, foi um dos primeiros brasileiros a ganhar um Leão em Cannes e a ser homenageado no festival, marcando a publicidade global. Com obras memoráveis como ‘O Primeiro Sutiã’ e ‘O Garoto da Bombril’, foi visionário ao perceber que publicidade e cultura popular precisavam caminhar juntas. E transformou a profissão de publicitário em motivo de orgulho. Seu legado transcende prêmios e moldou nossa indústria. O vazio que ele deixa é imenso, mas seu impacto é eterno”.

Para o publicitário Luiz Lara, fundador da Lew’Lara\TBWA, Olivetto soube unir os aspectos populares e sofisticados, o culto e o divertido em suas campanhas. “Ele foi muito além da publicidade, tornou-se um artista pop, formador de opinião, sem nunca perder a leveza e o humor. Fez a publicidade brasileira ganhar asas e se tornar uma das mais premiadas do mundo. Ganhou seu primeiro prêmio em Cannes com apenas 19 anos. Brilhou na DPZ, onde revolucionou o cinema publicitário, fundou a W/Brasil e sempre criou campanhas memoráveis que entraram na cultura popular. ‘O Homem de 40 Anos’, ‘O Casal Rodolfo e Anita do Itaú’, ‘Unibanco 30 Horas’, o Cachorrinho da Cofap, os meninos do DDD, o ‘Bra’ de Bradesco. São muitas campanhas fantásticas que ficarão para sempre na nossa memória afetiva”.

Dalton Pastore, presidente da ESPM, onde Olivetto era Professor Emérito, lembrou que seu talento conquistou fama, respeito e admiração para a publicidade brasileira em todo o mundo. “Ele seguirá sendo uma inspiração para todos os que se dedicam a fazer melhor”.

Com informações de O Globo e Poder 360

Avanços tecnológicos e projetos inovadores marcam os 74 anos de história do TCE-AM

Foto: TCE-AM

Fundado em 1950, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) completa 74 anos neste dia 14 de outubro, celebrando sua trajetória de modernização, aprimoramento dos serviços e inovação em diversos setores.

A data não marca apenas a fundação da instituição, mas também o compromisso contínuo no controle dos recursos públicos. Com investimentos em tecnologia, a Corte tem modernizado seus processos, tornando-os mais rápidos e acessíveis. A implementação do Data Center e de sistemas digitais integrados são exemplos do compromisso com a inovação e a eficiência na prestação de serviços à sociedade amazonense.

À frente da Corte de Contas, a presidente, conselheira Yara Amazônia Lins, que tanto preza pela celeridade no julgamento de processos e implementação de projetos pioneiros, reforçou a importância de ações que promovam a participação ativa da sociedade na fiscalização pública neste momento especial de reconhecimento e celebração.

“Não basta apenas idealizar boas ações; é essencial desenvolver e implementar projetos alinhados à nossa missão institucional, de forma a tornar a sociedade nossa maior aliada na fiscalização. Nosso compromisso é garantir que o Tribunal e o cidadão estejam lado a lado no cuidado e na proteção dos recursos públicos”, afirmou a conselheira.

Ouvidoria da Mulher

A Ouvidoria da Mulher, idealizada pela conselheira Yara Amazônia Lins, tornou-se um dos principais canais de escuta ativa no Amazonas para o combate e prevenção da violência contra a mulher.

Criada em março deste ano, a Ouvidoria já atuou em casos graves, como violência doméstica e injúrias raciais. Além do atendimento a denúncias, promoveu palestras e firmou parcerias institucionais para fortalecer a proteção à mulher na sociedade amazonense.

Um dos maiores desafios no combate à violência é a resistência em denunciar. Com a estruturação da Ouvidoria, houve um alto índice de denúncias e resoluções, com apenas 9,53% de desistências, enquanto 90,47% dos casos foram resolvidos ou estão em andamento.

A Ouvidoria da Mulher recebe denúncias por WhatsApp (92 99315-0974), telefone (92 3301-8143), Instagram (@ouvidoriadamulhertce), ou de forma presencial, na sede do Tribunal de Contas do Amazonas.

Blitz TCE

Lançado em fevereiro deste ano pela conselheira-presidente Yara Amazônia Lins, o programa Blitz permitiu ao TCE-AM uma atuação imediata de irregularidades encontradas em órgãos essenciais como escolas e hospitais do estado.

Em 2024 já foram 15 inspeções dentro do programa, em órgãos das áreas da saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente. Nas fiscalizações, realizadas a partir de denúncias recebidas pela Corte de Contas, técnicos do Tribunal visitam o local, de forma intempestiva, para avaliar os serviços que devem ser oferecidos à sociedade.

Para fazer uma denúncia de irregularidades nos serviços públicos ao programa Blitz TCE é disponibilizado o WhatsApp 99199-5518 e o e-mail [email protected].

Combate a queimadas

Para intensificar as ações de controle e combate às queimadas que vêm atingindo o Amazonas, o TCE-AM implementou, também neste ano, o Comitê de Enfrentamento às Queimadas.

Composto por seis membros, o comitê contribui para as ações com a avaliação de programas governamentais de controle ambiental, a verificação da eficácia do licenciamento ambiental e a promoção de ações coordenadas entre estado e municípios. O comitê também busca propor soluções para melhorar as políticas de combate às queimadas e monitorar o cumprimento da legislação ambiental.

Transparência na Prestação de Contas

No âmbito das prestações de contas anuais (PCA), uma otimização no sistema em 2024 possibilitou maior transparência no acompanhamento das entregas para toda a sociedade. Nas PCAs, os gestores de órgãos públicos do Amazonas prestam contas dos recursos utilizados no último ano para apreciação e julgamento do Tribunal.

Sob iniciativa da presidência, a Secretaria de Tecnologia da Informação (Setin) criou um sistema de atualização simultânea das informações, por meio do link https://pca2024.tce.am.gov.br/. Nele, qualquer cidadão pode consultar, ao vivo, os órgãos que entregaram toda a documentação da respectiva prestação de contas dentro do prazo estipulado.

Com uma interface moderna e intuitiva, o site oferece mais transparência a população, que pode consultar o empenho de cada órgão em se manter regular com a gestão dos recursos públicos.

Qualidade no ambiente de trabalho

No ano em que completa 74 anos, os servidores da Corte de Contas alcançaram o inédito título de campeão nas Olimpíadas dos Tribunais de Contas (OTC), que na edição de 2024 foi disputada em Palmas, Tocantins.

Reunindo Tribunais de Contas Estaduais e Municipais de todo o país, a OTC é um momento de confraternização e incentivo ao esporte que acontece anualmente. Em 2024, com o apoio da Associação Olímpica Esportiva dos Servidores do TCE-AM, a Corte Amazonense foi destaque em diversos esportes, conquistando o inédito primeiro lugar entre todos os Tribunais participantes.

O incentivo ao esporte colaborou para o desenvolvimento do trabalho em equipe, engajamento e motivação dos servidores nas mais diferentes áreas.

Com informações da assessoria

Cientistas acham quantidade ‘inacreditável’ de vírus em nossas escovas de dente

Ilustração de um vírus bacteriófago, que infecta e destrói bactérias (Foto: Getty Images)

Uma ducha quente é ótima, mas os humanos não são os únicos que se banham na água quente: uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos revelou que diversas comunidades de vírus também habitando os chuveiros do mundo.

Não parece, mas isso é uma boa notícia.

“O número de vírus que encontramos é inacreditável”, conta Erica Hartmann, microbiologista que liderou o estudo da americana Northwestern University. “Sobre muitos, sabemos bem pouco, e muitos outros nunca vimos antes. É incrível a biodiversidade inexplorada ao nosso redor. E nem é preciso ir longe para encontrá-la, ela está bem debaixo do nosso nariz.” Por exemplo, nas torneiras do banheiro.

Os vírus costumam ser associados às doenças que causam em seres humanos e outros animais. Entretanto, nem todos são patogênicos, e podem prestar serviços úteis à ciência. A maioria das espécies identificadas por Hartmann e sua equipe é conhecida como bacteriófagos: em vez de representarem um perigo para os seres humanos, eles infectam bactérias.

No estudo recém-publicado na revista científica Frontiers in Microbiomes, o grupo de pesquisa de Hartmann observou que a maioria dos norte-americanos passa dois terços da vida em casa e, portanto, aprender sobre os organismos que ocupam esse espaço compartilhado é valioso para entender a qualidade de habitação.

Quem mora na minha escova de dentes?

Para entender a composição das comunidades virais, os pesquisadores usaram dados anteriores, de projetos de ciência cidadã, que coletaram amostras de chuveiros e escovas de dentes em residências nos EUA. Em seguida, avaliaram a composição dos ambientes, encontrando comunidades microbianas muito diferentes em cada local.

Embora geralmente se considere que os vírus estão numa espécie de limbo morto-vivo, onde precisam de um hospedeiro vivo para se reproduzir e, ocasionalmente, causar danos, a verdade é que eles habitam muitos ambientes diferentes, em comunidades complexas.

Nos banheiros norte-americanos, a equipe de Hartmann encontrou mais de 600 espécies virais únicas vivendo em chuveiros e cerdas de escovas de dente. A diversidade era tanta, que nenhuma comunidade viral era igual a outra, nos chuveiros e nas comparações entre as escovas de dente.

Espera-se que os vírus bacteriófagos identificados pelo grupo de pesquisa possam abrir novos caminhos para o tratamento de infecções bacterianas, e servir como uma maneira mais apropriada de limpar ambientes, sem produtos antimicrobianos.

“Quanto mais eles são atacados com desinfetantes, maior a probabilidade de desenvolverem resistência ou de se tornarem mais difíceis de tratar”, explica Hartmann. “Todos nós deveríamos aceitar os micróbios, pois eles estão em toda parte e a grande maioria não causa doenças.”

Auxílio no combate a comunidades bacterianas dos banheiros

Não é nenhuma novidade que ambientes aquáticos estão repletos de vida. Afinal de contas, a água está no topo da lista de pesquisa dos cientistas que procuram vida em outros planetas. Além de vírus e bacteriófagos, os biofilmes das superfícies do banheiro também podem abrigar bactérias e fungos, com revelaram outras pesquisas.

O estudo do grupo de Hartmann começou há três anos e ganhou o apelido: “Operação Boca-Suja”, pois a ideia inicial era investigar a alegação de longa data de que, ao dar descarga, uma nuvem de coliformes fecais se espalhava pelo banheiro, contaminando objetos como a escova de dentes. Para os pesquisadores, essa afirmação provavelmente não era verdadeira, e a maioria das bactérias da escova de dentes viria da boca do usuário.

Em 2018, os resultados do Showerhead Microbiome Project sugeriram conexões entre chuveiros infectados por micobactérias (com características de fungos) em banheiros americanos e europeus e a prevalência de infecções pulmonares.

Então, vem a calhar que a pesquisa mais recente de Hartmann tenha demonstrado que os bacteriófagos mais comumente encontrados nesses ambientes tendem a visar as micobactérias nocivas.

“Poderíamos imaginar pegar esses bacteriófagos e usá-los como uma forma de limpar os patógenos do sistema de encanamento”, propõe Hartmann. “Queremos analisar todas as funções que esses vírus podem ter e descobrir como podemos usá-las.”

Com informações do Uol

Problemas de vista atingem 19% de alunos até 15 anos e dificultam o aprendizado

O uso exagerado de celulares e computadores é um dos problemas que atingem a visão de estudantes no Brasil (Foto: Divulgação)

A dificuldade de enxergar o quadro da sala de aula, mesmo sentado a poucos metros de distância, fez com que Marcos Viana, de 13 anos, tivesse menor rendimento nas provas. O problema perdurou do quinto ao oitavo ano, momento em que os pais descobriram que o menino tem miopia nos dois olhos. Casos como o de Marcos não são isolados.

Um levantamento feito pelo projeto Em Um Piscar de Olhos com 110.700 alunos, de 6 meses a 15 anos, mostrou que 19% deles tinham algum problema de vista. Desses, cerca de 18 mil não usavam óculos ou qualquer outro tipo de correção. As consequências, segundo educadores, são defasagem no aprendizado e até evasão escolar.

“Tinha dificuldade para ler o que escrevia no caderno, e nas provas eu nem sempre conseguia entender o que estava escrito e acabava escrevendo ou fazendo a conta errada. Também sentia muita dor nos olhos e isso dificultava a leitura”, conta Marcos.

A pesquisa foi feita a partir da pré-avaliação da saúde ocular de alunos de 422 escolas, em nove estados. Entre as mais de 21 mil crianças e adolescentes que apresentaram algum problema de visão, quase 3% tinham anisometropia — quando um olho “tem mais grau” que o outro. Essa condição pode levar à doença do “olho preguiçoso”, a principal causa de perda visual na infância.

Uma estimativa realizada no ano passado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia também mostrou que 23 milhões de crianças em idade escolar no Brasil têm problemas de refração que interferem em seu desempenho diário, sejam eles relacionados ao aprendizado, autoestima ou inserção social.

“O diagnóstico precoce, além de coibir o atraso no aprendizado, reduz entre 60% e 80% os casos de cegueira de crianças e jovens. Por isso, é importante estar atento aos sintomas”, diz Leonardo Figueiredo, fundador do projeto.

A subsecretária de apoio às políticas educacionais da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Fernanda Mateus, afirma que a identificação do problema começa quando o professor percebe que o aluno está fechando muito o olho para enxergar a lousa ou quando tem muita dor de cabeça, além de possíveis notas baixas. Para tentar solucionar questões como essas, a pasta criou uma gerência que acompanha a saúde dos alunos de escolas públicas.

“Os professores são orientados a prestar atenção nos sinais apresentados pelos alunos em sala de aula e os sintomas são reportados à direção e, posteriormente, aos pais. Todos os colégios públicos do Distrito Federal recebem atendimento do projeto Em Um Piscar de Olhos, e já notamos melhora em casos de alunos que antes apresentavam dificuldades”, relata Fernanda.

A ONG Parceiros da Educação Rio constatou que 10% a 20% dos estudantes de 39 escolas cariocas possuem dificuldade para enxergar. O Visão Esperança já doou mais de 1.500 óculos e fez cerca de 15 mil exames. Esse ano, a previsão é distribuir outros 831 óculos e realizar mais de 7.000 avaliações. A triagem e os exames são realizados em todos os estudantes do 1° ao 5° ano por profissionais da clínica Vita Oftalmologia. As marcas Fuel e Zerezes disponibilizam as armações e as lentes.

Excesso de tela

O Ministério da Saúde alertou que além dos fatores de saúde e genéticos, as telas têm um impacto direto na saúde dos olhos das crianças e adolescentes. Um documento divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria aponta que o uso exacerbado de celulares e computadores tem causado problemas na superfície ocular, motilidade ocular e associação como fator de risco para miopia, acompanhados de sintomas extraoculares como dores no ombro e pescoço, cefaleia e dor nas costas.

Para amenizar esses efeitos, a instituição listou recomendações como orientar os menores a fazerem um descanso com mirada a longa distância durante o uso das telas; além de manter as telas à distância de um braço e em um ângulo ligeiramente descendente do rosto. Ajustar as configurações da tela do computador, incluindo contraste e brilho, e incentivar as crianças a saírem ou brincarem ao ar livre também são saídas.

Com informações de O Globo

OEA pede ao TSE pela 4ª vez aumento da equipe que examina contas eleitorais

Fachada do prédio do TSE, em Brasília (Foto: Antônio Augusto / TSE)

Em relatório produzido depois do primeiro turno das eleições municipais, a OEA (Organização dos Estados Americanos) recomendou, entre outras medidas, que a Justiça Eleitoral aumente a estrutura responsável por fiscalizar e examinar as contas dos partidos e candidatos no país. É a quarta vez consecutiva que o organismo emite parecer no mesmo sentido. Fez o mesmo nas eleições de 2018, 2020 e 2022.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem caminhado na contramão dessas recomendações. Nos últimos dois anos, a equipe que fiscaliza os gastos dos candidatos e partidos foi reduzida em 45%. Em 2022, havia 22 servidores no TSE responsáveis pela contabilidade. Neste ano, são apenas 12 servidores, como revelou a coluna.

Neste ano, os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha foram mantidos no mesmo patamar de dois anos atrás, de R$ 4,9 bilhões. Ou seja: o volume de trabalho será o mesmo – porém, executado por um número menor de servidores. Questionado sobre a recomendação da OEA e sobre eventual plano de aumento na equipe de fiscalização, o tribunal não se manifestou.

“A MOE/OEA (Missões de Observação Eleitoral da OEA) observou que o processo de julgamento das contas ainda enfrenta dificuldades para ser mais ágil e eficiente, sendo um procedimento complexo, com múltiplas instâncias de verificação, e demorado devido ao volume de informações que precisam ser analisadas”, diz o relatório.

Segundo o documento, “atualmente, a revisão e o julgamento das contas referentes ao ano de 2020 ainda não foram concluídos”. O órgão pondera que “o processo de julgamento de contas deve ser concluído no prazo máximo de cinco anos, pois, após esse período, não poderão ser impostas sanções devido ao prazo de prescrição”.

Nas eleições municipais, a primeira instância é responsável por analisar e julgar os relatórios financeiros das campanhas apresentados pelas candidaturas. É possível haver apelação aos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) e, por fim, ao TSE.

Por outro lado, os diretórios nacionais dos partidos prestam contas ao TSE; os estaduais, aos TREs; e os municipais, aos juízes eleitorais. “Esse procedimento, embora altamente garantista, contribui consideravelmente para a demora no julgamento das contas”, pondera a OEA.

“A Missão tomou conhecimento de que essa situação também se deve à limitada disponibilidade de recursos humanos, administrativos e tecnológicos”. A OEA reiterou as recomendações para “aumentar os recursos humanos, financeiros e tecnológicos dos diferentes órgãos do Tribunal Eleitoral que intervêm na inspeção das contas dos partidos”; “desenvolver diferentes medidas que tenham como objetivo agilizar os processos de revisão contábil e, portanto, as sanções por parte do Tribunal Eleitoral”; e, por fim, “fortalecer o regime de sanções para aumentar sua eficácia e seus efeitos dissuasores”.

Ao longo dos últimos anos, os valores destinados aos candidatos têm aumentado e, em contrapartida, há diminuição no número de servidores da Asepa (Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias), setor do TSE responsável por examinar as contas de campanha e dos partidos políticos.

A preocupação com a quantidade de servidores da Justiça Eleitoral em todo o país dedicados à fiscalização de contas de campanha e de partidos vem de 2015, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) encaminhou para o Congresso Nacional projeto de lei propondo criação de 273 cargos efetivos para a Justiça Eleitoral nos estados, com lotação exclusiva nas unidades de fiscalização de contas. Também estavam previstos 302 cargos comissionados para esses setores. Mas a proposta paralisou no Congresso e não seguiu adiante.

Na época, o motivo da apresentação do projeto de lei foi o valor do Fundo Partidário, que havia triplicado em 2015 – foi de R$ 365 milhões para R$ 915 milhões. Segundo a justificativa do projeto, o valor aumentou em 470% entre 2009 e 2015. Já os gastos de campanha haviam crescido 207% entre 2008 e 2014.

O relatório que a OEA enviou ao TSE em 2020 seguia a mesma toada do documento deste ano. “O modelo de prestação de contas e a sua revisão apresenta importantes dificuldades e ineficiência. Esta situação se deve ao fato de que os recursos humanos para a fiscalização das contas ainda são insuficientes considerando o volume de trabalho. Isso explica, em parte, as demoras evidenciadas no julgamento das contas de processos eleitorais anteriores”, diz o documento de quatro anos atrás.

Em 2020, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha era de R$ 2 bilhões. Em 2022, o valor subiu para R$ 4,9 bilhões. Neste ano, foi mantida a mesma cifra no Orçamento da União.

Com informações da coluna de Carolina Brigido / Uol

Prefeitura retira 195 toneladas de lixo da orla dos rios em operação na Balsa Trairí

Foto: Assessoria

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), concluiu ontem (13), uma operação de transbordo que durou 30 dias e retirou 195.490 toneladas de lixo acumulado da orla dos rios. Realizada na Balsa Trairí, no bairro Santo Antônio, zona Centro-Oeste, a ação teve como objetivo limpar as margens dos rios e garantir a preservação ambiental e a saúde pública.

Os resíduos, retirados das margens dos rios, foram transportados inicialmente por balsas até o Porto Trairí. No local, o lixo foi transferido para caminhões pesados que seguiram pela rodovia AM–010 por 19 quilômetros até o aterro sanitário municipal, onde o material recebeu o tratamento adequado. Essa operação logística integrada de transporte fluvial e rodoviário foi essencial para garantir o descarte seguro e eficiente dos resíduos.

Esforços para preservação e envolvimento da população

O titular da Semulsp, Sabá Reis, ressaltou a necessidade de colaboração da população para manter a cidade limpa. “A prefeitura está fazendo a parte dela, mas a população também precisa jogar junto e descartar o lixo de forma correta. Só assim conseguiremos proteger nossos rios e igarapés e preservar o meio ambiente”, afirmou. Segundo ele, o engajamento dos moradores é fundamental para o sucesso das ações de limpeza urbana e para evitar o acúmulo de resíduos nos rios.

Ecobarreiras ajudam a reduzir o lixo nos rios

Para reforçar a proteção dos cursos d’água, a Prefeitura de Manaus implantou 10 ecobarreiras em pontos estratégicos de igarapés da cidade, o que resultou em uma diminuição significativa na quantidade de lixo retirado dos rios. As ecobarreiras atuam como barreiras físicas, impedindo que resíduos sólidos descartados de forma inadequada cheguem aos rios, contribuindo assim para a preservação da fauna e flora aquáticas.

As ecobarreiras foram instaladas nos igarapés do Alvorada, Passarinho, Mindú, bairro União, avenida Brasil, bairro São Francisco, igarapé do 40, avenida do Samba, Novo Aleixo (ao lado do Parque dos Gigantes) e Coroado. Desde a sua implantação, os dispositivos têm desempenhado um papel fundamental na retenção de lixo, reduzindo a poluição nos rios e facilitando o trabalho de manutenção e limpeza.

Desafios e resultados da operação

A operação de transbordo envolveu esforços significativos, com equipes de limpeza, operadores de máquinas e motoristas mobilizados para lidar com o manejo dos resíduos de forma segura. A transferência do lixo das margens para o aterro sanitário seguiu normas ambientais rigorosas, com o uso de tecnologias de rastreamento e pesagem para garantir a eficiência do processo.

A remoção das 195.490 toneladas de lixo da orla dos rios foi essencial para melhorar as condições ambientais e evitar a proliferação de vetores de doenças, proporcionando uma maior qualidade de vida para os moradores de Manaus.

Iniciativas futuras para a gestão de resíduos

A Prefeitura de Manaus, por meio da Semulsp, continuará investindo em soluções sustentáveis para a gestão de resíduos, incluindo a expansão das operações de coleta e a instalação de novas ecobarreiras. Além disso, programas de conscientização sobre reciclagem e descarte correto de lixo serão fortalecidos para educar a população e reduzir o impacto ambiental.

A conclusão do transbordo na Balsa Trairí e a efetividade das ecobarreiras demonstram o compromisso contínuo da administração municipal em proteger os recursos naturais, tornando Manaus uma cidade mais limpa, sustentável e resiliente.

Com informações da assessoria

Expedição Amazônia mostra recursos naturais ‘mágicos’ da floresta em novo documentário

Um pescador transporta exemplares do peixe pirarucu perto do Lago Serrado, uma comunidade no Rio Juruá, um afluente do Amazonas (Foto: André Dib / National Geographic)

A beleza única e a riqueza de recursos naturais da Amazônia chamam a atenção do mundo inteiro há anos, porém estudar a fundo todas as possibilidades sustentáveis para trazer soluções e esperança ao planeta diante das mudanças climáticas é uma tarefa que alguns Exploradores da National Geographic têm levado a fundo dentro do projeto Amazon Expedition do Perpetual Planet da Nat Geo Society.

Um grupo desses exploradores NagGeo registrou sua viagem pela floresta para mostrar uma pesquisa inovadora e surpreendente feita em expedições que navegaram por toda a bacia do rio Amazonas, dos Andes ao oceano Atlântico. O resultado é o novo documentário especial Expedição Amazônia, disponível no Disney+, e no qual a água é a grande protagonista.

Expedição Amazônia no Disney+: o que mostra o documentário

Com foco no ecossistema de água doce da Amazônia, equipes multidisciplinares lideradas por um grupo de Exploradores da National Geographic realizaram ao longo dos últimos dois anos e meio pesquisas intensivas que passaram por todo o território amazônico em seis diferentes países.

Eles também contaram contando com a colaboração de cientistas, comunidades e formuladores de políticas locais para “desenvolver soluções inovadoras e viáveis voltadas para a comunidade a fim de garantir a proteção, a restauração, a revitalização e a sobrevivência desse ecossistema vital”, como explica a página do projeto Amazon Expeditionde Nat Geo Society.

De seus rios voadores a seus riachos e florestas inundadas, a água é o elemento vital que sustenta o ecossistema amazônico e cerca de 40 milhões de pessoas que dependem dele em todo o continente. Durante as expedições, os Exploradores seguiram o fluxo dos cursos d’água da Amazônia, desde a nascente do rio Amazonas até chegar bem próximo das águas caribenhas, passando das típicas florestas de manguezais aos botos-cor-de-rosa do rio e à migração dos ursos andinos.

Foram expedições em diferentes locais da Amazônia e que reuniram equipes dedicadas a buscar soluções esperançosas para o planeta em uma grande missão documentada no especial da National Geographic Expedição Amazônia, que o público já pode conferir no Disney+.

Com informações da National Geographic Brasil

Iniciativas de bioeconomia podem contribuir para redução de catástrofes ambientais

Foto: Rodolfo Pongelupe

Neste domingo, 13 de outubro, é o Dia Internacional para a Redução de Catástrofes. A data ganha ainda mais relevância diante dos eventos climáticos extremos que estão sendo vivenciados no mundo, a exemplo das secas recordes na Amazônia, as enchentes no Rio Grande do Sul e as chuvas torrenciais no deserto do Saara, além do maior furacão registrado nos últimos 100 anos na Flórida (EUA).

A data reforça a importância de ações para a redução do risco de catástrofes. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o impacto dos perigos naturais pode ser reduzido por meio de esforços proativos e sistemáticos para analisar e diminuir os fatores causadores desses desastres.

“A adaptação climática é a nossa nova realidade. Não nos preparamos para os efeitos das mudanças climáticas. Seja na Amazônia ou nos Estados Unidos, tudo está ocorrendo de forma nunca antes vista. No Amazonas, há poucos dias chegamos a mais uma seca histórica, com o Rio Negro batendo o recorde de 12,11 metros. Me pergunto qual futuro que nos aguarda, se não começarmos a realmente levar a sério a conservação e preservação do meio ambiente”, comenta a superintendente de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades da FAS, Valcléia Solidade.

De acordo com a também ambientalista, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) vem promovendo uma série de articulações para implementar em comunidades amazônicas soluções que ajudem a proteger as florestas, rios e, principalmente, as pessoas que vivem nessas regiões e são as primeiras afetadas pelos extremos das mudanças climáticas.

Bioeconomia

Entre as soluções que agregam valor e tradição está o fortalecimento da bioeconomia, que pode ser uma das medidas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e contribui para a redução do desmatamento, além de gerar renda para as populações tradicionais.

Uma das iniciativas da instituição é o projeto “Empreendedoras da Floresta”, que está beneficiando 60 mulheres atuantes na cadeia do artesanato em três Unidades de Conservação (UCs) do Amazonas. A iniciativa será executada em três anos e realizará uma jornada empreendedora, por meio de oficinas, incentivando a desenvolver produtos inovadores da bioeconomia, empoderamento feminino e mentoria financeira, além de capital semente para seus projetos. O projeto é executado pela FAS, em parceria com a L’Oréal Fund for Women.

A artesã Ingrid Diniz, moradora da comunidade indígena Três Unidos, do povo Kambeba, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, destaca os benefícios que vem recebendo por meio da iniciativa.

“O projeto veio em uma boa hora para nós, artesãs, para conhecer pessoas novas e desenvolver ainda mais o nosso trabalho. Hoje, a venda online é importante. Então, com o curso estamos aprendendo a vender nosso artesanato pelas redes sociais. No primeiro módulo, conhecemos várias artesãs de outras comunidades onde a Fundação [FAS] atua. [Foi muito bom] conhecer novas mulheres que trabalham no mesmo ramo, mas com sementes diferentes, fibras diferentes. Isso acaba agregando em nosso trabalho”, comenta Diniz.

Outra liderança feminina que também atua na cadeia do artesanato é Izolena Garrido, vice-presidente do Conselho Administrativo da FAS, que aborda sobre os desafios enfrentados pelas mulheres ribeirinhas, indígenas, quilombolas e extrativistas.

“Mulheres empreendedoras das florestas têm grandes desafios na Amazônia e as mudanças climáticas afetam diretamente o processo de coleta de matéria-prima, especialmente, quando se trata de fibras, pigmentos, cipós e outras matérias orgânicas usadas na confecção dos produtos artesanais. Saber respeitar a vida das espécies, frente a esses eventos extremos onde extrair pode significar extinguir, sacrificar, matar uma espécie, é muito necessário no mundo empreendedor. É preciso conhecer o momento de armazenar para continuar produzindo”, revela.

Segundo ela, um dos legados do projeto é a visibilidade que está sendo proporcionada aos produtos da floresta. “Essa iniciativa nos permite defender cada vez mais a importância da responsabilidade ambiental, o cuidado com as espécies e a multiplicação das mesmas. No cenário atual, faz-se necessário pensar a vida de todos seres vivos, principalmente daqueles que nos fornecem fibras, cores, escamas, folhas, etc. O projeto nos abre a oportunidade de pensarmos sobre nossos produtos: como os produzimos, o que queremos fazer, mostrar, ganhar. Mas é primordial que nós, artesãs empreendedoras, possamos pensar, cada vez mais, a melhor forma de manter as espécies para que elas também possam aparecer conosco em nosso sucesso”, finaliza.

Com informações da assessoria

Felix Valois conta o ‘causo’ de irmã Euzébia e sua imaginação fantástica sobre o comunismo

Foto: Márcia Costa Rosa

No ‘Artigo de Domingo’ de hoje, o advogado Felix Valois conta a história da irmã Euzébia, uma freira com imaginação tão fantástica quanto absurda sobre os perigos do monstro a quem aprendeu chamar de comunismo. Um ‘causo’ que retrata a realidade muito mais comum do que uma sociedade sadia deveria admitir.

Anticomunismo (Por Felix Valois)

À simples audição da palavra “comunismo” (ou seus derivados), a moça entrava em estado de pânico e tinha que ser socorrida com sais aromáticos para evitar um delíquio. Não que ela se preocupasse com a propriedade dos meios de produção ou com a distribuição de renda. Nada disso. Comunismo para ela não era uma doutrina socioeconômica oposta ao regime capitalista. No seu imaginário, tratava-se apenas da encarnação da besta do Apocalipse, capaz de levar a humanidade à extinção pura e simples, por via da prática de atrocidades indescritíveis. O estupro de freiras e a degustação de cérebros humanos infantis, por exemplo, eram as atividades preferidas dos comunistas, conforme afirmava com a mais absoluta convicção a nossa heroína, de nome Euzébia, produto perfeito e acabado da Guerra Fria e vítima de massiva propaganda.

Alie-se a isso a formação intensamente religiosa da moça, interna que fora em colégio católico. Sua professora de catecismo, Irmã Eugênia, não se cansava de repetir nas aulas diárias, que todo cuidado era pouco com os comunistas porque estes, insidiosos e hipócritas, não perdiam nenhuma oportunidade de se infiltrar mesmo nos lares mais bem estruturados. “Comunista não é gente”, bradava com ênfase a boa freira, sempre disposta a contar um pesadelo recidivo que a atormentava durante as noites, depois das orações na capela. Era assim a alucinação: em fila, as freiras se dirigiam à igreja para o serviço das matinas. Na semiobscuridade da noite de lua minguante, eis que lhes é dado divisar, na porta principal do templo, uma horrenda e gigantesca figura, misto de homem e dragão. Ajoelham-se as freiras, em oração e em prantos, sem conseguir desviar as vistas do monstro, que lançava fogo pelas narinas. A prioresa, num rasgo de coragem e fé, ergue-se e proclama: “Somos filhas de Deus e esposas de Cristo. Quem és tu, infame criatura, que ousas atormentar a nossa paz?” Não era uma voz o que se ouviu em resposta. Era, antes, um grunhido pavoroso, roufenho e malévolo, a dizer: “Ora, quem sou. Sou o comunismo e não tardará o momento em que vereis desabar sobre a vós toda a minha ira destrutiva e avassaladora”. Como veio, assim se foi a aparição e Irmã Eugênia despertava entre suores frios e um medo desumano.

Por cima de tudo, a nossa Euzébia não era figura que primasse por dotes de beleza física. Os mais inclementes diziam mesmo que ela era feia como a justiça de Tefé. Tendo escolhido a enfermagem como profissão, não lhe foi difícil compreender a natureza de certas manchas que lhe apareceram na pele. Era vitiligo. Socorreu-se, como era natural, dos serviços de um dermatologista de sua confiança que, após lhe explicar a natureza e a evolução da doença, teve a modéstia de lhe afirmar que, em Cuba, ela poderia encontrar tratamento mais adequado e mais avançado. Foi o mesmo que cutucar o cão com vara curta. A moça ficou uma fera e, dedo em riste, vociferou para o esculápio: “Admiro-me do senhor, doutor. Conhecendo-me, como o senhor me conhece, ter a ousadia de sugerir que eu, esta serva de Deus, vá me submeter a tratamento com aqueles comunistas (o sinal da cruz veio em seguida). Deus me livre. Antes uma boa morte do que permitir que um barbudo nojento daqueles toque no meu corpo”.

Era inevitável: Eusébia se tornou membro da TFP. Essa organização (Tradição, Família e Propriedade) era o que podia haver de mais cretino e reacionário na segunda metade do último século. Desfraldando agourentas bandeiras pretas, saíam em bandos pelas ruas, a fazer pregações e a visitar famílias, tudo com o intento primacial de prevenir a todos contra os perigos do comunismo. Nessa faina, entra o grupo de fanáticos na humilíssima residência de uma velha, num dos bairros periféricos de Manaus. Chão batido, desprovida de qualquer superfluidade, a casinha era a própria imagem da pobreza, raiando a miséria. O porta-voz do bando exorta a velhinha: “Minha boa senhora, tenha muito cuidado com o comunismo”. Sentada num caixote de madeira, a anciã indaga: “O que é comunismo?” A resposta não se fez esperar: “É um bando de malvados que não tem piedade de ninguém. Eles tiram o que é da gente para distribuir e não pagam nada”. A réplica foi mortal: “Tomara que já venha, então, esse tal de comunismo. Pode ser que eu acabe ganhando uma cadeira de balanço”. Pano rápido. A horda deu marcha a ré e foi atormentar em outra freguesia.

 

Lançamento do BNI Amazônia marca nova era de networking empresarial no Amazonas

Foto: Assessoria

Manaus será palco, no dia 17 de outubro, do lançamento do BNI Amazônia, o mais novo grupo da maior e mais bem-sucedida organização de networking de negócios do Brasil. O evento será realizado no restaurante Terra e Mar (Av. Mario Ypiranga 1309, Manaus), a partir das 6h30, e promete reunir empresários de diferentes segmentos para uma manhã de oportunidades e conexões estratégicas.

O Business Network International (BNI) é uma organização global com 39 anos de história, presente em 78 países e com mais de 329 mil membros em todo o mundo. Seu modelo de negócios exclusivo permite que apenas um representante de cada setor participe de cada equipe, garantindo um ambiente de referências qualificadas e negócios em expansão. Em 2023, a organização gerou US$ 23,3 bilhões em negócios fechados por meio de indicações entre seus membros.

O BNI se diferencia pela filosofia Givers Gain®️ (Contribuir para Receber). O conceito, baseado na troca mútua de negócios e oportunidades, estabelece um ecossistema de crescimento para todos os membros envolvidos. O sucesso dessa filosofia é comprovado pelos resultados globais do BNI, que conta com 11.200 equipes espalhadas pelo mundo.

Segundo o diretor executivo do BNI Amazônia, Alberto Martin Frioli, o lançamento do BNI Amazônia marca um ponto de virada para os empresários locais.

“Trazer o BNI para Manaus é oferecer uma ferramenta poderosa de crescimento para as empresas da nossa região. O poder do networking e da troca de referências qualificadas permite que negócios de todos os portes prosperem em um ambiente colaborativo e de confiança mútua”, destaca.

A diretora executiva do BNI Amazônia, Tânia Silveira Soares, também ressalta a importância do evento. “Esta é uma oportunidade interessante para os empresários do Amazonas se conectarem de maneira estratégica e eficaz. O BNI Amazônia será um pilar para aqueles que buscam expandir seus negócios e construir relacionamentos sólidos, baseados em confiança e colaboração”, afirma.

Além de promover a troca de referências, o BNI também incentiva o desenvolvimento contínuo de seus membros. A organização valoriza o aprendizado contínuo, inovação, atitude positiva, responsabilidade e a importância de construir relacionamentos sólidos. Essas diretrizes formam a base do BNI e moldam o sucesso de cada participante.

Com o lançamento do BNI Amazônia, empresários da região terão a oportunidade de fazer parte dessa rede de sucesso e alavancar seus negócios por meio do poder do networking qualificado. O evento de inauguração promete ser uma experiência transformadora para os que buscam expandir suas conexões e aprender com a tradição e inovação que o BNI oferece.

Serviço:

Evento: Lançamento do BNI Amazônia
Data: 17 de outubro de 2024
Local: Restaurante Terra e Mar
Horário: 6h30
Ingressos: Adquira seu ingresso com os nossos membros do BNI Amazônia

Com informações da assessoria

 

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