Enquanto o Brasil ainda sente os ecos do Carnaval, o Palácio do Planalto vira a chave para o Oriente. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, a capital sul-coreana, Seul, torna-se centro de gravidade da diplomacia brasileira. Não se trata apenas de uma visita de cortesia. Os ares são de uma ofensiva comercial para preencher lacunas que o Brasil não consegue resolver sozinho.
Segundo dados do Itamaraty, o foco central é a assinatura de um Plano de Ação Trienal que tem objetivo ambicioso: elevar o comércio bilateral – que hoje orbita os US$ 10 bilhões – para o patamar de US$ 20 bilhões até 2030. Para isso, Lula Inácio Lula da Silva levou na bagagem mais de 130 empresários brasileiros de setores que variam de cosméticos a aeroespacial.
Após 21 anos sem pisar um solo sul-coreano como chefe de Estado, quando ainda o mundo engatinhava na revolução digital que hoje tem em Seul um de seus corações pulsantes, o presidente Lula afirmou que a oportunidade vai “fortalecer também os laços entre nossos países” e completou afirmando que tanto com a Índia quanto com a Coreia vislumbra “bastante espaço para crescimento do comércio bilateral com os dois Países”
Os 4 pilares da Missão em Seul
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Soberania em Semicondutores: O Brasil quer deixar de ser apenas um consumidor para se tornar um hub regional de chips. A meta é atrair investidores de gigantes como a Samsung e Sk Hynix para fabricação local, protegendo a indústria brasileira de futuras crises globais de abastecimento.
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O “Novo Eixo” de defesa: O governo busca cooperação militar de elite. Na pauta estão tecnologias de drones, sistemas de mísseis de médio alcance e radares AESA. A Embraer lidera as conversas para parcerias em aviação militar.
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Transição energética e terras raras: A Coreia possui a tecnologia e o Brasil, o minério. O governo brasileiro negocia parcerias para que o lítio e o nióbio nacionais saiam do país já processados em baterias de alta atuação, e não apenas a matéria-prima bruta.
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Vistos e desburocratização: Espera-se o anúncio da ampliação da validade dos vistos de turismo e negócio para 10 anos, facilitando o trânsito de investidores.













