
Com a variedade de produtos disponíveis nas prateleiras, escolher bacalhau e azeite pode se tornar um desafio para o consumidor. Diferenças de nomenclatura, espécies, categorias e até apresentação dos itens acabam gerando confusão e, muitas vezes, levam à compra de produtos diferentes do que o cliente imaginava estar levando para casa.
Com mais de 15 anos de atuação no mercado, o Grupo Engenho trabalha com a importação e seleção de azeites e bacalhaus, além de vinhos e presuntos ibéricos. Com unidades em Manaus e Belém, o grupo ampliou sua presença no segmento gastronômico e reúne experiência na escolha e no controle de qualidade desses produtos.
De acordo com o sócio-proprietário do grupo, Rogério Perdiz, no caso do bacalhau, o principal ponto de atenção está na identificação correta da espécie. Segundo ele, é comum que peixes salgados e secos sejam vendidos como bacalhau, mesmo quando se trata de espécies diferentes.
“O consumidor costuma se confundir principalmente pelo nome e pela espécie do produto. Existem diferenças importantes de qualidade e preço, além de substitutos comercializados como ‘tipo bacalhau’. Isso pode incluir rotulagem pouco clara, troca de espécie, cortes com maior quantidade de partes escuras ou até mercadorias com umidade acima do ideal, o que reduz o rendimento”, explicou Perdiz.
Entre as espécies mais reconhecidas como bacalhau legítimo, Rogério destaca o Gadus morhua e o Gadus macrocephalus, consideradas referência em qualidade, textura e sabor. Segundo ele, a diferença em relação aos substitutos pode ser percebida tanto no preparo quanto no resultado do prato.
“O bacalhau tradicional apresenta lâminas mais firmes, boa suculência após a dessalga e sabor mais profundo. Já os substitutos tendem a ficar mais fibrosos, com textura menos nobre e sabor mais neutro ou até mais forte de forma menos agradável, com impacto diferente no rendimento e na apresentação da receita”, disse.
Quando o azeite não é azeite
No caso do azeite, a confusão mais comum, de acordo com Rogério, está relacionada à categoria do produto e às informações do rótulo. Ele alerta que muitos itens disponíveis no mercado possuem aparência semelhante à do azeite de oliva, mas são misturas de óleos vegetais ou produtos aromatizados.
“A principal dúvida do consumidor está na categoria do produto, como extravirgem, virgem, composto ou tempero. Existem itens que parecem azeite, mas são misturas ou óleos aromatizados. Além disso, informações sobre origem, qualidade e frescor nem sempre ficam claras, e até um azeite verdadeiro pode perder qualidade se não houver cuidado com luz, calor e tempo”, destacou.













