Encontro Lula e Trump - Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que ele não tomasse partido na eleição brasileira.
“Eu assisti à eleição, não tomei partido. Deixei as coisas acontecerem. Pediram que eu não tomasse partido, o atual presidente.” afirmou Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
A declaração foi dada a jornalistas durante uma viagem de campanha para as eleições legislativas dos Estados Unidos, previstas para a próxima semana.
Questionado sobre o reconhecimento da vitória de Lula, Trump voltou a criticar o processo eleitoral brasileiro e afirmou que a votação foi motivo de constrangimento para a população do país. O republicano classificou o pleito como uma “desgraça” para o Brasil, mas evitou dizer se reconhece o resultado da votação, vencida pelo atual presidente com 51,8% dos votos no domingo (25).
Nas críticas, o presidente estadunidense ainda mencionou a reação do mercado de ações brasileiro, que caiu após a vitória de Lula.
Na quarta-feira (28), Trump já havia classificado a eleição como “muito estranha”, mas afirmou que não se envolveria na disputa pelo reconhecimento do resultado.
Flávio Bolsonaro reivindica vitória
Na quarta-feira (28), Flávio Bolsonaro (PL) havia divulgado uma carta em uma rede social na qual se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No documento, o senador também agradecia a líderes internacionais, incluindo Milei e também Trump, pela recepção nos Estados Unidos.
Minutos após a publicação da versão original, Flávio apagou o texto e divulgou uma nova versão. A expressão “presidente eleito” deu lugar a “líder”.
Flávio alega fraude eleitoral, sem apresentação de provas, enquanto o próprio PL, partido do senador, reconheceu o resultado que declarou a vitória Lula.
Democratas criticam acolhimento nos EUA
Em publicação, os democratas da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes questionam o tratamento privilegiado concedido ao senador.
“Não há asilo para pessoas que fogem da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não é suficiente. Negar os resultados eleitorais, sim.” afirmou House Foreign Affairs Committee Dems.
O deputado Shri Thanedar criticou a decisão e afirmou que “em vez de enfrentar as acusações pendentes de fraude e corrupção, Bolsonaro está fugindo do Brasil”. O parlamentar também questionou a atuação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que teria facilitado a entrada do brasileiro.
O deputado Joaquin Castro, argumentou que “perder uma eleição não é motivo para receber asilo”. O parlamentar ainda cobrou explicações do governo estadunidense sobre sua atuação no caso e sobre uma possível ajuda para que o senador deixasse o Brasil em desacordo com a legislação brasileira.
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