Papa Leão XIV - Foto: Reprodução / Vatican News

O surto de Ebola na República Democrática do Congo vem crescendo cada vez mais. Até o momento, mais de 2,5 mil pessoas já morreram contaminadas pela doença. Por conta da epidemia, o Papa Leão XIV pediu orações para o país.

O pedido foi feito aos fiéis neste domingo (23), ao final da oração mariana do Angelus, realizada na Praça São Pedro, no Vaticano.

Além disso, o Pontífice pediu também uma resposta internacional para um trabalho de prevenção que possa salvar vidas na República Democrática do Congo.

“Queridos irmãos e irmãs, nas minhas orações, recordo frequentemente a República Democrática do Congo, especialmente devido à propagação da epidemia de Ebola, que, infelizmente, está causando muitas vítimas. Encorajo uma resposta por parte da comunidade internacional, que envolva também as comunidades locais no trabalho de prevenção para salvar muitas vidas humanas.” disse o Papa Leão XIV.

Esta epidemia na RDC é a mais letal da história do país e é o segundo maior surto de Ebola já registrado na história.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, 2.516 pessoas já morreram contaminadas pela doença. A informação foi divulgada no último dia 20 de agosto.

Além disso, o CDC alerta que a doença está avançando de “forma exponencial” e que este surto se espalha de forma mais rápida do que as outras epidemias do vírus já registradas anteriormente.

Segundo os especialistas, desta vez, o responsável pela contaminação é o vírus Bundibugyo, para o qual não há vacinas ou tratamentos específicos.


OMS eleva risco de surto de Ebola no Congo – Foto: Divulgação / Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA

Este é o 17º surto de Ebola já registrado na República Democrática do Congo. Porém, esta epidemia ultrapassou mil casos confirmados em cerca de 40 dias após o início da resposta.

Em comparação com um surto de Ebola de 2018, a doença levou aproximadamente 235 dias para atingir mais de mil casos.

O surto atinge o nordeste da República Democrática do Congo e Kampala, capital de Uganda, país vizinho da RDC.

Em Uganda, não há relatos de transmissão comunitária e o último caso relatado no país, confirmado no dia 21 de junho, em um episódio que estava relacionado a uma viagem à República Democrática do Congo.

Ao todo, Uganda registrou, até o momento, 20 casos da doença. Desse número, duas pessoas morreram.

*Com informações de IG