Escolas de samba já estão esquentando os tamborins com ensaios técnicos nas quadras
No mundo do samba, o Carnaval já começou. Basta passar na quadra de uma das Escolas de Samba do Grupo Especial de Manaus para ver que os tambores já estão rufando e o esquenta dos tamborins já acontece a pleno vapor. O Carnaval na Floresta, no qual as escolas desfilam, é promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Para os foliões que também desejam entrar no clima da festa, aqui vai um roteiro das festas que as Escolas de Samba promovem neste fim de semana. Tem muito ensaio das baterias, ensaios técnicos nas ruas e apresentação de protótipos das fantasias, para quem já deseja escolher a sua.
A Sem Compromisso realiza no sábado (18), o primeiro ensaio técnico de rua, conhecido como “arrastão”, reunindo todos os segmentos: bateria, comissão de frente, musical, baianas, corte, Ala show e muito mais. O arrastão iniciará às 20h na Avenida do Samba (ao lado do galpão de alegorias da Unidos da Alvorada) e seguirá em direção ao galpão da Sem Compromisso, na Avenida do Samba, no Dom Pedro.
Após o ensaio, a escola apresentará suas fantasias para o Carnaval 2025. “Estamos trazendo belíssimas fantasias, e com certeza a nação tucana e o povo do samba vão gostar muito dos nossos protótipos. Vamos para a avenida com um bonito carnaval”, enfatizou Andrew Lobo, presidente da agremiação. O evento ainda contará com pagode e cerveja gelada, encerrando a noite com o “Botequim do Tucano”.
Também no sábado (18), a festa do samba continua com a Cachoeirinha em festa para celebrar os 49 anos da Andanças de Ciganos. O aniversário foi nesta quinta-feira (16), mas o grande evento de celebração será no sábado, a partir das 19h, na quadra localizada na Avenida Borba.
A celebração da Andança de Ciganos contará com um show especial do cantor Guto Lima, que promete agitar a festa com muito arrocha. Além disso, a escola receberá a presença ilustre da co-irmã Aparecida, trazendo ainda mais brilho e união ao evento.
Ainda no sábado (18), às 19h, a Reino Unido da Liberdade realiza seu ensaio técnico de rua, com concentração no bairro de Santa Luzia.
No domingo (19), às 19h, é a vez da Grande Família realizar seu ensaio técnico de rua, com concentração em frente ao Shopping Grande Circular, e da Aparecida realizar mais um ensaio de bateria em frente à quadra da escola, às 19h, o que já vem se transformando em uma tradição dos domingos.
Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
Brasileiro faz primeiras imagens do mundo da tovacuçu-xodó, ave rara da Amazônia
Depois de enfrentar uma ‘odisseia’ de dez anos com caminhos repletos de obstáculos e desafios com sucuris, onças, carrapatos, bugios, tempestades e inúmeras tentativas frustradas, o biólogo Ricardo Plácido conseguiu o que pesquisadores e observadores de aves do mundo todo sonhavam em conquistar: o registro da ave tovacuçu-xodó (Grallaria eluden).
Em uma região do Parque Estadual Chandless, no Acre, ele fez, depois de três dias consecutivos de tentativas, as primeiras imagens com foco da espécie, que é uma ave enigmática e pouco conhecida da família Grallariidae, encontrada na Amazônia do leste do Peru e no oeste acreano.
Desde que a ave foi descrita, em 1969, pelos pesquisadores George Lowery e John O’Neill, através da captura de um indivíduo da espécie no Peru, o animal nunca tinha sido fotografado ou filmado por ninguém na natureza. O que se sabia sobre essa ave terrestre era apenas a vocalização e também alguns avistamentos, principalmente em terras peruanas.
As dificuldades para encontrar a espécie arisca são inúmeras, devido à baixa densidade populacional, e localização de difícil acesso, habita em emaranhados de mata, em meio a depressões, pirambeiras e igarapés.
“É uma ave extremamente inconspícua e uma das mais raras do mundo, pouco conhecida e bem complicada de encontrar. Às vezes você até ouve o canto, mas para ver é complicado. É um bicho furtivo, sorrateiro…. em outras palavras, um ninja das sombras”, conta Plácido.
O nome científico, inclusive, Grallaria eluden, faz alusão a este comportamento. De acordo com o biólogo, eludens, do latim, significa fugir, evadir.
Registros
Após 20 anos da descrição do tovacuçu-xodó, pesquisadores relataram ter ouvido a espécie em 1993 e posteriormente em 2001 e 2003, sempre no Peru.
Perto dos anos 2000, dois estrangeiros, Andrew Whittaker e o David Oren, disseram que ouviram a ave em território brasileiro, no Rio Juruá e no rio Moa, no Acre, durante levantamentos da avifauna local. Na mesma época, o ornitólogo Mário Cohn-Haft escutou o canto da espécie ao Sul do rio Solimões e outros brasileiros conseguiram gravar a vocalização da ave em partes diferentes da Amazônia do nosso país.
“Lembro que escutei um som diferente, que eu não reconheci, e pensei: ‘caramba não sei o que é isso!’. Mas pela qualidade do som achei que ou era um inhambu ou um tovacuçu. Fui pensando e passando a lista de espécies possíveis, e cheguei à conclusão que tinha que ser um grallarideo “, relembra Cohn-Haft, que guardava um carinho especial pelo tovacuçu-xodó, já que o pesquisador admirava muito quem descreveu a espécie.
Já em 2015, o pesquisador Fernando Igor Godoy gravou o som do tovacuçu-xodó em outra região brasileira, no município de Manoel Urbano, quase na fronteira com o Peru.
Ele conta que, antes de viajar para o Acre a trabalho, pesquisou as espécies que poderiam ocorrer na região que estaria e se deparou com o tal tovacuçu. Nisso, entrou em sites peruanos para ouvir a vocalização e guardou o som na memória.
Já o colega de profissão Ricardo Plácido, embora soubesse da presença da espécie no Acre desde 2013, começou de fato a embarcar na saga de procura em 2015, já que começou a trabalhar no Parque Estadual Chandless – onde se sabia da ocorrência da ave rara.
Ricardo imaginava que a missão não seria nada fácil, pois se tratava de uma espécie pequena e arisca em um território de 695.303 hectares, nos quais muitos nem conseguem se ter acesso.
O 1º encontro
“Foi em 2018 que eu vi a ave pela primeira vez. A gente estava fazendo um levantamento de espécies atrativas à observação de aves e nos deparamos com um igarapezinho. A equipe estava cansada e ensopada depois de uma chuva forte, mas quando, de repente, ouvi a espécie cantando, foi um alvoroço, eu não acreditava”, relembra.
Ricardo improvisou uma camuflagem e começou a tocar o canto da ave para ver se conseguia atraí-la para perto. E o tovacuçu-xodó finalmente se aproximou.
A partir daí até o ano de 2023 foram incontáveis expedições até o mesmo local em busca de um reencontro. Às vezes sozinho, às vezes acompanhado de ornitólogos e até dos mais conhecidos observadores de aves, enfrentando todos os tipos de desafios em meio a aventuras dignas de um roteiro de filme. Mas nenhum outro encontro ocorreu.
Ajuda dos ribeirinhos
Através de um programa do Governo Federal que estimula a participação de ribeirinhos nas unidades de conservação, Ricardo Plácido pediu para os moradores da região, que trabalhavam como monitores ambientais, saírem à procura do tovacuçu-xodó.
“Em 2023 um deles achou e conseguiu gravar a vocalização. Quando a gente chegou lá, meses depois que ele tinha visto, aconteceu a mesma coisa, um blowdown destruiu o ponto”, explica Plácido que ficava cada vez mais frustrado.
Meses se passaram e outro ribeirinho gravou, novamente, o canto da espécie, mas dessa vez em um local muito longe, a 120 km da sede do parque.
O encontro final
O biólogo aproveitou uma brecha na agenda e foi atrás da ave fantasma. Ele conta que, no primeiro dia, passou seis horas tentando. Depois que se escuta o canto da espécie, é preciso cautela e muita paciência, já que o animal se aproxima aos poucos, muito lentamente, e está sempre pronto para fugir ao detectar qualquer movimento brusco.
“Em determinado momento, toquei o playback, ele se aproximou, e depois se calou por 30 minutos. Demorou mais meia hora para ele aparecer de novo e eu fiquei calado, até que finalmente consegui um registro, mas muito desfocado e borrado”, conta.
A ave apareceu novamente, sorrateira pelo chão, e sumiu. Começou então, o jogo de esconde-esconde em que o biólogo ia atrás, lentamente, se embrenhando na mata, se arrastando pelo chão tentando uma aproximação, e o bicho dava as caras e logo desaparecia novamente. Apesar de quase não aparecer, o tovacuçu cantava sem parar. “Parecia que ele tinha ficado até rouco e decidi ir embora para não estressar o animal”, confessa o biólogo.
Só que desistir não era uma opção e no dia seguinte, Ricardo voltou. E o tovacuçu dessa vez, não apareceu nem por um segundo. No terceiro dia, no entanto, a sorte estava a seu favor.
“Logo que chegamos, a ave respondeu e aí eu fiquei mais ou menos quatro horas nesse tipo de xadrez, indo atrás. Você tenta enxergar e ele fica lá parado cantando sem parar, mas você não vê nada por conta da vegetação e aí fica tentando procurar uma janelinha, quando se mexe um pouquinho mais, ele percebe e vai para um lugar mais escondido ainda. É uma luta”.
Quase na hora de ir embora, o pesquisador, ao escutar mais uma vez o canto do tovacuçu, pediu ajuda do Pedro, zelador que ouviu a espécie e relatou meses antes, para realizar um tipo de cerco em volta da ave. Dessa forma, quando ela se mexeu enquanto um estava de um lado, o outro já segurava a câmera e conseguiu realizar os cliques.
“Foi uma emoção indescritível e agora meu objetivo é mostrar para a humanidade que existem espécies no nosso planeta que a gente nem conhece. É como se diz na biologia da conservação: se a natureza é um livro aberto, você extinguir uma espécie é como rasgar a página desse livro sem nunca ter lido o conteúdo da página, né? Então é algo que a gente precisa refletir”, finaliza Plácido.
Com informações do g1-Campinas
Exithus Consultoria recebe dois primeiros lugares em premiação do Banco da Amazônia
A Exithus Consultoria, empresa dirigida pelo economista Marcus Evangelista, recebeu nesta sexta-feira (17), duas premiações de primeiro lugar durante a homenagem promovida pelo Banco da Amazônia S.A. (Basa) aos consultores e projetistas da regional Amazonas/Roraima da instituição. O evento ocorreu na sede do Basa em Manaus e foi apresentado pelo superintendente Éden Sávio.
O encontro teve como objetivo apresentar os resultados do Banco da Amazônia no ano passado, os desafios de ampliação para 2025,além de prestar reconhecimento às consultorias de maior destaque. A Exithus Consultoria foi campeã pela maior captação de novos clientes e maior número de operações aprovadas em 2024.
“Ficamos muito satisfeitos com a premiação, são 22 anos de trabalho e isso é um reconhecimento de toda a nossa dedicação, de toda a equipe da Exithus. Hoje, nós já estamos presentes em vários locais no Brasil e esperamos estarmos aqui novamente no ano que vem”, afirmou Marcus Evangelista.
A economista Amanda Evangelista, sócia da Exithus Consultoria, também comemorou a conquista. “Estamos aqui para agradecer o prêmio com muita satisfação. Foi uma jornada de muito trabalho, 22 anos de carreira, foram muitas batidas na porta, mas deu tudo certo e aqui estamos nós, caminhando com sucesso cada vez mais”, disse.
O superintendente Éden Sávio salientou a importância do reconhecimento aos consultores e projetistas, que apoiam a regional Amazonas/Roraima do Basa, e ainda apontou como desafios para 2025 a priorização de créditos para pequenos negócios e para a agricultura familiar na região.
“Fizemos um evento de reconhecimento de todo o trabalho da consultoria, que são parceiros do banco, consultores que atuam no ramo empresarial, Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar] e projetos rurais, que ajudam o banco a cumprir a sua missão, fortalecer cada vez mais essa região da Amazônia, com créditos e soluções. Foi um evento que a gente traz com muito zelo pela importância que as consultorias têm na prospecção de negócios aqui”, disse.
“Além de fazer esse reconhecimento, a superintendência também mostrou o desafio para 2025, que nós queremos ampliar a nossa participação no mercado, pulverizar cada vez mais o crédito, priorizando os pequenos agricultores, os pequenos negócios e, de maneira muito especial, a agricultura familiar”, completou o superintendente.
Com informações da assessoria
Ludmilla revela nome da primeira filha com Brunna Gonçalves em show no BBB25
Depois de um show eletrizante de Anitta no “Big Brother Brasil 25”, foi a vez de Ludmilla assumir o palco da casa mais vigiada do país! Além de entregar uma sequência de hits poderosos, a voz de “Macetando” aproveitou o momento para revelar, pela primeira vez, o nome da filha que terá com Brunna Gonçalves. Simplesmente icônicas! A internet foi à loucura com a novidade.
Ludmilla entrega show repleto de energia no ‘BBB 25’
Ludmilla abriu o show com um medley de “Rainha da Favela” e “Jogando Sujo”, exibindo um look deslumbrante: um conjunto de alfaiataria estilizado, com correntes marcantes e uma bota imponente que também foi destaque.
“Boa noite para a casa mais vigiada do Brasil! Que prazer estar aqui de novo. Então, bora festejar!”, disse ela, animada. Antes de continuar o espetáculo, Ludmilla ainda brincou, pedindo que os brothers pegassem uma bebida para curtir o show ainda mais.
Cantora revela nome de primeira filha com Brunna Gonçalves
Em determinado momento, a artista começou a cantar “Maldivas”, canção que compôs para Brunna. É claro que a influenciadora marcou presença ao lado da amada! O tradicional “me bate, Ludmilla” ficou mais especial com a revelação que todos aguardavam após a performance: o nome de sua filhinha.
“Estava todo mundo curioso para saber o nome, mas a gente acabou de escolher. Apresento a vocês a nossa querida Zuri, princesa da mamãe!”, declarou. Awn! Amaram?
Na web, espectadores reagiram ao nome da pequena. “Que lindo! Para quem não sabe, Zuri é um nome de origem africana que significa ‘linda’ ou ‘bonita’. É originário da língua suaíli, que é falada na África Oriental”, explicou uma usuária no X, antigo Twitter. “Nome fofo demais! Que venha com muita saúde e alegria a pequena Zuri”, celebrou outra.
Entenda o processo de gravidez escolhido pelas artistas
Brunna Gonçalves e Ludmilla optaram pelo método ROPA (Recepção de Óvulos da Parceira), uma variação da fertilização in vitro (FIV). Veja como o processo foi realizado:
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Ludmilla forneceu o óvulo, que foi fertilizado com o sêmen de um doador em laboratório.
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O embrião foi transferido para o útero de Brunna, que está responsável pela gestação e pelo parto.
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O casal realizou o procedimento na clínica Conceptions Florida, nos Estados Unidos, que já gerou mais de 5 mil bebês. O custo médio de um ciclo de fertilização in vitro nos EUA é estimado em US$ 16 mil.
Com informações da Purepeople / Terra
Open Extreme Manaus acontece em março com apoio do vereador João Paulo Janjão
A temporada das artes marciais começa a ganhar corpo no estado do Amazonas e um dos principais eventos do ano já tem data e local confirmados. É o Open Extreme Manaus, organização que junta um mix de combates de MMA, Kickboxing e Jiu-Jítsu (Nogi), e está agendada para o dia 29 de março, a partir das 19h, na Praça de Alimentação do Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste.
“Esse será o nosso primeiro do ano e, nesta edição, o Open Extreme terá inspiração nos eventos de karatê combat. O evento também consolida a nossa parceria como vereador João Paulo Janjão, que já vinha nos apoiando nas edições anteriores e mantém o incentivo às lutas e ao esporte amazonense em geral”, disse o promoter do show, o faixa preta Marcelo Pontes (MPBJJ).
Card estrelado
De acordo com Marcelo Pontes, o Open Extreme contará com 15 lutas no card, sendo oito de MMA, cinco de Kick boxing e duas de Jiu-Jítsu sem quimono (nogi). Os 30 lutadores selecionados para o evento representam academias, associações e projetos sociais da capital e interior do estado, fomentando assim o surgimento de novos atletas no mercado das lutas.
No MMA, o principal destaque da programação será o lutador Júlio Tyson Pereira, amazonense do município de Novo Aripuanã e ex-campeão do Jungle Fight. No Kickboxing, um dos atletas mais conhecidos é Lucas Mendes, campeão do Open Extreme na categoria até 61kg.
Solidário
O evento tem caráter solidário e será todo custeado por patrocinadores e apoiadores ligados à causa do esporte. Para os setores populares, o acesso será livre. Para a área VIP, o acesso será mediante a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis.
Com informações da assessoria
Obras noturnas aceleram as 19 intervenções da Prefeitura no trânsito de Manaus
O prefeito de Manaus em exercício, Renato Junior, acompanha de perto o andamento das obras de intervenção no trânsito das avenidas Constantino Nery, Pedro Teixeira e Djalma Batista. Na madrugada desta sexta-feira (17), as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) realizaram a retirada do canteiro central no cruzamento entre a Constantino Nery e a Pedro Teixeira.
“Passa de meia-noite de sexta-feira e as equipes da Seminf e os agentes de trânsito estão trabalhando aqui na avenida Constantino Nery. Os trabalhadores removem uma parte do canteiro central da via, para que as conversões à esquerda dos veículos que vêm da avenida Pedro Teixeira possam ser feitas com mais suavidade e segurança”, explica o prefeito.
Renato Junior destaca o compromisso da gestão em acelerar as obras. “Na próxima semana, até o dia 26, já estará completamente finalizado, não somente esse trecho, mas o trecho da Lóris Cordovil também, Pedro Teixeira e rua da Indústria, só nessa primeira parte. Estamos muito focados em cumprir essa determinação do prefeito David Almeida e entregar, é claro, um trânsito melhor para aquelas pessoas que por aqui passam todos os dias”, pontuou.
Na saída da rua da Indústria com a avenida Constantino Nery, a Seminf concluiu a remoção do canteiro central. “Recuperamos uma parte da base, agora estamos removendo uma parte do canteiro central em frente ao Vasco Vasques, cumprindo uma determinação do prefeito David”, afirmou o prefeito em exercício.
A prefeitura vai prosseguir com a construção desses acessos, para transformar o semáforo da avenida Pedro Teixeira com a avenida Constantino Nery em semáforo de dois tempos, e não mais de três tempos. “Com isso, nós vamos ganhar por volta de 25% a 30% de economia no tempo. Isso vai dar 15 ou 20 minutos por hora na velocidade do trânsito”, finalizou.
Com informações da assessoria
Israel aprova acordo de cessar-fogo, e reféns serão libertados a partir de domingo

O governo de Israel aprovou oficialmente o acordo de cessar-fogo assinado com o Hamas após uma reunião do Conselho de Ministros do país, nesta sexta-feira (17). Segundo o site Axios, 24 ministros votaram a favor, enquanto oito foram contrários.
A decisão veio horas após o gabinete de segurança israelense recomendar a aprovação, e de Israel e Hamas afirmarem que tinham acertado os últimos pontos depois que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ameaçou voltar atrás na trégua.
A aprovação foi um desafio para Netanyahu dentro de seu próprio governo. Membros linha-dura pressionaram o premiê contra o cessar-fogo.
Mais cedo, nesta sexta, o primeiro-ministro revelou que a primeira leva de reféns sob poder do grupo terrorista será libertada no domingo (19). A primeira fase do acordo prevê a libertação total de 33 reféns, de forma gradual. Pelo menos três devem sair já no domingo.
Cerca de cem pessoas que foram sequestradas pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 ainda estão sob poder do grupo, e a devolução deles é um dos pontos do acordo, que prevê também que Israel liberte centenas de palestinos presos em Israel e interrompa os bombardeios na Faixa de Gaza.
A previsão de liberação dos reféns foi feita após o Gabinete de Segurança de Israel, órgão formado após o início da guerra na Faixa de Gaza, aprovar também o texto nesta sexta-feira (17), esse passo era necessário para que os termos do acordo fossem aplicados por Israel.
O último passo, agora, da parte israelense, é a aprovação do acordo também no Conselho de Ministros — há alas mais e menos radicais entre os ministros de Netanyahu, mas a previsão é que o conselho também aprove.
O gabinete de Netanyahu não detalhou quantos reféns serão libertados no domingo e também não deu nomes — um dos reféns é um bebê que foi sequestrado quando tinha apenas dez meses. O Hamas afirma que ele morreu em bombardeio, mas a informação nunca foi confirmada por Israel.
Também nesta sexta, o Hamas disse que os pontos de discórdia do acordo foram totalmente resolvidos.
Na quinta-feira (16), depois de a ameaça de um novo impasse, Israel aceitou os termos do acordo de cessar-fogo com o Hamas, também segundo o gabinete do premiê.
Cessar-fogo
Depois de 467 dias de guerra na Faixa de Gaza e quase 48 mil mortos, Israel e o grupo terrorista Hamas chegaram a um acordo para um cessar-fogo no conflito na quarta-feira (15). O tratado deve entrar em vigor no domingo, mas ainda precisa ser ratificado pelo Conselho de Ministros do governo, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
O governo de Israel tem evitado comentar o acordo até a reunião ministerial e chegou a ameaçar não aprovar o acordo após “exigências de última hora” do Hamas. Nos últimos dias, Netanyahu agradeceu aos Estados Unidos, Catar e Egito por mediar as negociações.
Mesmo antes da confirmação pelo país, boa parte dos israelenses já comemora o acordo com a promessa da libertação de reféns. Por outro lado, uma ala — que conta, inclusive, com representantes no governo de Netanyahu — se opõe frontalmente à sua assinatura.
O mais vocal opositor do acordo, do lado israelense, é um ministro de Netanyahu, Itamar Ben-Gvir. À frente da pasta de Segurança Nacional, ele é membro do partido de ultradireita Poder Judaico, formado por defensores de assentamentos israelenses nos territórios palestinos e opositores ferrenhos à solução de dois Estados.
Na primeira etapa do acordo, 33 reféns mantidos sob o poder do Hamas serão libertados e devolvidos para Israel — os 65 remanescentes seriam soltos em uma eventual segunda fase. Em troca, Israel se comprometeria a libertar centenas de prisioneiros palestinos.
“Se esse acordo irresponsável for aprovado e implementado, nós, membros do Poder Judaico, enviaremos cartas de renúncia ao primeiro-ministro”, disse ele, acrescentando que, ainda assim, não tentaria derrubar o governo.
Ben-Gvir também pediu ao ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, que descreveu o acordo como uma “catástrofe”, para se juntar a ele em uma última tentativa de impedir o cessar-fogo, que ele descreveu como uma capitulação perigosa ao Hamas.
O partido Sionismo Religioso de Smotrich repetiu sua oposição na quinta-feira, ameaçando deixar o governo se ele não retomasse a guerra contra o Hamas após a conclusão da primeira fase de seis semanas do cessar-fogo.
Ao longo de mais de um ano de guerra, bombardeios de Israel e incursões terrestres reduziram grandes áreas da Faixa de Gaza — principalmente no norte — a escombros e causaram uma crise humanitária na população de 2,3 milhões de habitantes.
Com informações do g1
Aranhas, serpentes e sapos da Amazônia estão entre os animais mais visados pelo tráfico

A Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) produziu e publicou um novo relatório nesta sexta-feira (17) sobre o comércio de animais silvestres na Amazônia brasileira. Dentre outros pontos, o documento destaca as principais rotas, espécies mais visadas, usos pelos compradores e estruturas da rede de tráfico.
Nas médias desde 2001, acompanhadas pela ONG, a atividade criminosa retira da natureza brasileira cerca de 38 milhões de animais anualmente, sendo que apenas um em cada dez consegue chegar às mãos do consumidor final, enquanto nove morrem durante a captura ou transporte.
Segundo Dener Giovani, coordenador geral do Renctas, a ONG acompanha as movimentações de mais de 800 grupos de mensagem e 400 comunidades em redes sociais, além de anúncios em marketplaces. A organização sem fins lucrativos atua há 25 anos no monitoramento online do comércio ilegal de animais silvestres na Amazônia e também em outras localidades.
Na análise dele, um número cada vez maior de espécies amazônicas vem sendo comercializado em grupos de mensagem. “Nos últimos três anos, percebemos um crescimento muito intenso de animais peçonhentos como aracnídeos, escorpiões, serpentes e sapos”.
Outro ponto destacado pelo relatório é a vulnerabilidade das fronteiras do Brasil com o Suriname e a Guiana Francesa para a saída de animais silvestres. Recentemente, essas rotas também passaram a ser utilizadas para entrada de animais exóticos no país, cujos compradores são brasileiros.
“O Brasil sempre ocupou um lugar de destaque no tráfico de animais silvestres como um grande fornecedor e agora a gente percebeu que o Brasil também está se destacando como um importador, o que também é um problema muito sério porque essas espécies podem levar a um desequilíbrio ambiental enorme e elas não têm predadores naturais”, afirma Dener.
A afirmação encontra base científica, uma vez que o bioma apresenta 13,2 mil espécies de plantas, 128 mil invertebrados, 1 mil de aves, 3 mil de peixes, 550 répteis, 311 mamíferos e 163 anfíbios descritos pela ciência. Uma biodiversidade gigantesca e, infelizmente, vulnerável.
“Todo o material coletado para a realização do presente estudo será encaminhado para as autoridades brasileiras, para que sejam tomadas as devidas providências para a investigação e a responsabilização dos possíveis atos criminais cometidos pelos usuários das redes sociais durante o período de levantamento dos dados”, afirma a organização.
Uma prática histórica
Mais do que uma visão da prática criminosa no presente, o relatório do Renctas inclui as raízes históricas do tráfico de animais silvestres na região amazônica desde o século passado.
A revisão de literatura pelos pesquisadores aponta que, em um período de 19 anos (1935-1954), foram comercializados cerca de 140 mil peixes-boi na Amazônia. Além disso, no ano de 1968, somente a cidade de Altamira (PA), produziu 36 mil quilos de peles de animais silvestres para a exportação.
Mas o comércio da biodiversidade não se limitava só a peixes e mamíferos. Na década de 1910, um único comerciante de Londres importou 400 mil aves da Amazônia, segundo a bibliografia do estudo. Vinte e dois anos depois, o estado do Pará exportou 25 mil beija-flores para serem utilizados como enfeites de caixas de chocolate na Itália.
“A história da ocupação da Amazônia brasileira, das primeiras expedições científicas até o presente, foi construída através da repetição sistemática de inúmeras práticas predatórias. A equivocada visão de seus primeiros colonizadores, de que a região era uma inesgotável fonte de riquezas naturais, persiste até hoje”, informa o levantamento.
Usos e espécies mais visadas
De acordo com o mapeamento do Renctas, os usos e destinos da fauna silvestre traficada no Brasil incluem:
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Caça de subsistência ou iguaria culinária
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Animais silvestres como PETs
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Uso cultural tradicional
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Uso para a pesquisa científica não autorizada
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Coleções particulares
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Turismo, “arte” e moda
O tipo de tráfico mais frequente na Amazônia é a caça para alimentação, superando até mesmo a modalidade de tráfico para uso como PET, a mais comum no restante do país. “Por mais surpreendente que possa parecer, na Amazônia, o hábito de se manter espécies silvestres como animais de companhia é menos frequente do que nas demais regiões do Brasil”.
Por outro lado, os números mostram que a caça para alimentação é amplamente praticada fora dos grandes centros urbanos. Anualmente, são caçados mais de 23 milhões de animais para serem utilizados como fonte proteica na Amazônia, totalizando cerca de 90 mil toneladas de carne silvestre.
Segundo o documento, não foram considerados dados oficiais de apreensão de fauna silvestre, uma vez que, em grande parte, são imprecisos quanto à descrição da espécie. “Além disso, o número de animais apreendidos pelos órgãos de fiscalização ambiental representa apenas uma ínfima parte do volume de animais traficados no país”, informa.
Solução passa por mudança cultural
Para o coordenador da ONG, expor a realidade do tráfico nacional e internacional de animais silvestres é fundamental para que a sociedade civil possa cobrar das autoridades ações efetivas para reduzir os danos das práticas criminosas à biodiversidade.
Danos que vão além da possível extinção de espécies ameaçadas. “A introdução de espécies invasores traz problemas gravíssimos, não só ambientais, mas de saúde pública. Imagine você não saber que seu vizinho pode estar criando uma naja asiática dentro de casa. Se esse animal escapa, pode causar um acidente”, alerta Dener.
Na avaliação dele, a legislação ambiental brasileira está adequada no papel, mas falha quando o assunto é a aplicabilidade das leis.
“No Brasil, a maior parte dos crimes ambientais a penalidade vai até um ano de reclusão e como são penas com menos de quatro anos, entra como crimes de menor potencial ofensivo. Então o criminoso paga uma cesta básica ou faz um acordo para assistir uma palestra. Acaba que o crime acaba compensando pro traficante porque ele ganha muito dinheiro e o risco que ele tem é pequeno”.
Com informações do g1-Campinas














