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‘Não vou pedir desculpa por querer misericórdia’, diz bispa que contrariou Trump em sermão

Mariann Edgar Budde fez um sermão em Washington que irritou Donald Trump (Foto: BBC Brasil)

A bispa Mariann Edgar Budde explicou por que contrariou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o culto de celebração de posse do republicano. Ela concedeu entrevistas à rede CNN, à revista Time e ao jornal The New York Times.

“Não vou pedir desculpa por pedir misericórdia para outros”, diz Budde. Ela disse que recebeu ameaças de morte depois de seu sermão, o que disse ser “tem sido preocupante e desanimador”. Apesar disso, explica que não se sente em perigo: “As verdadeiras pessoas que estão em perigo são aquelas que têm medo de serem deportadas. As pessoas reais que estão em perigo são os jovens que sentem que não podem ser eles mesmos e estar seguros e que estão sujeitos a todos os tipos de ataques externos e respostas suicidas a eles”.

A bispa diz que “não odeia Trump”. O presidente criticou o sermão de Budde em uma publicação, em que a chamou de “esquerdista radical”. “Eu me esforço para não odiar ninguém e ouso dizer que também não sou da ‘esquerda radical’, seja lá o que isso signifique”, explicou.

“Queria contrariar com uma lembrança da humanidade” de imigrantes e comunidade LGBTQ+, diz bispa. Budde afirmou que o sermão tinha a intenção de lembrar que as pessoas “amedrontadas em nosso país” mencionados por ela são “seres humanos, representados durante a campanha política da maneira mais severa”.

A religiosa diz ter olhado direto para Trump enquanto dava sermão. Budde explicou que “estava falando diretamente com ele” porque Trump “se sente encarregado e com poder para fazer o que foi chamado para fazer”.

“Queria dizer que há espaço para a misericórdia. Há espaço para uma maior compaixão. Não precisamos retratar com termos severos algumas das pessoas mais vulneráveis da nossa sociedade, que são nossos vizinhos, amigos, filhos, os amigos de nossos filhos, e outros”, argumenta a bispa episcopal de Washington.

Bispa enfrentou Trump durante sermão

O presidente participou de uma cerimônia religiosa na Catedral Nacional de Washington em celebração à sua posse. A cerimônia foi liderada pela bispa Mariann Edgar Budde, membro do alto escalão da Igreja Episcopal – uma vertente do protestantismo.

Em seu discurso, a bispa repreendeu o novo líder sobre os decretos que ele assinou contra pessoas LGBTQ+ e migrantes. “Eu lhe peço que tenha misericórdia, senhor presidente. Há crianças gays, lésbicas e transgêneros em famílias democratas, republicanas e independentes”, afirmou.

Ela ainda falou sobre o medo que está ”sendo sentido em todo país”. Mariann defendeu os trabalhadores estrangeiros que “podem não ser cidadãos ou não ter a documentação adequada (…) mas a grande maioria dos migrantes não é criminosa”, argumentou.

Trump atacou a líder religiosa em suas redes sociais. “Além de seus comentários inadequados, o sermão foi muito chato e pouco inspirador. Ela não é muito boa em seu trabalho! Ela e sua igreja devem um pedido de desculpas ao público!”, publicou em sua conta na Truth Social.

Quem é a bispa?

Mariann tem 65 anos e é bispa episcopal de Washington. Sua biografia no site da diocese diz que ela atua como líder espiritual de 86 congregações episcopais e dez escolas episcopais no Distrito de Columbia e quatro condados de Maryland.

Ela foi a primeira mulher a ser eleita como diocesana de Washington, em 2011. A líder religiosa também atua como presidente da Protestant Episcopal Cathedral Foundation, que supervisiona os ministérios da Washington National Cathedral e da Cathedral schools.

Mariann é casada, mãe de dois filhos adultos e avó. ”Quando não está trabalhando, você frequentemente a encontrará andando de bicicleta, passando tempo com a família ou cozinhando o jantar para amigos”, relata sua biografia.

A bispa Budde é defensora da equidade racial, da prevenção da violência armada, da reforma da imigração e da inclusão total de pessoas LGBTQIA+. ”Ela acredita que Jesus chama todos os que o segue a lutar pela justiça e pela paz, e a respeitar a dignidade de cada ser humano”, descreve a Igreja.

Com informações do Uol

Câmara Municipal fortalece ferramentas de gestão ‘de olho’ na ampliação de certificações

Foto: Sidney Mendonça / CMM

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) promoveu ontem (22), uma reunião sobre a implementação de normas ISO e o Sistema de Gestão Integrada (SGI). O evento, realizado na Sala de Cinema Silvino Santos, contou com a participação de diretores e gestores setoriais, que ficaram a par da importância da ISO e as responsabilidades de cada setor na adaptação aos padrões de qualidade e gestão.

Segundo Aleksandro Machado, subgerente de Gestão Integrada da CMM, o encontro desta quarta-feira é o primeiro de vários que serão realizados ao longo do ano a fim de explicar as responsabilidades de cada setor, bem como os pontos de melhoria a serem trabalhados dentro da Casa para a manutenção de cada ISO.

“Essa reunião tem o intuito de fazer, principalmente, que o corpo diretivo da casa se envolva e entenda um pouco melhor qual é a função da ISO, qual o seu papel individual na continuidade delas. Quem conheceu a Câmara lá por 2010-2015 e vê o que ela é hoje, percebe o salto que foi dado em gestão e processos. E a ISO possibilita que a gente possa ter melhoria contínua nos processos”, disse.

A ISO 9001 (voltada para gestão da qualidade e serviços) foi implantada na CMM em 2014, enquanto a ISO 14001 (gestão ambiental) veio em 2015, mesmo ano de criação do Sistema de Gestão Integrada (SGI), que alia as duas ISOs.

Para Aleksandro, a meta para os próximos dois anos é dar continuidade aos padrões estabelecidos para SGI, visando também a ampliação de tal quadro.

“Nós pretendemos manter as duas ISOs e, quem sabe, conquistar novas. Mas, para isso, precisamos primeiramente deixar a casa arrumada e percebemos, desde essa primeira reunião, que vamos ter o envolvimento e comprometimento do corpo de diretores, o que é muito importante”, concluiu.

Selo de qualidade

A sigla ISO significa International Organization for Standardization ou Organização Internacional para Padronização, em português. A ISO é uma entidade de padronização e normatização, e foi criada em Genebra, na Suíça, em 1947.

A ISO 9001 designa um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral, qualquer que seja o seu tipo ou dimensão. A ISO 14001 estabelece padrões para a gestão ambiental de empresas, ajudando empresas e órgãos governamentais a serem bem-sucedidas, sem esquecer as responsabilidades ambientais.

A concessão ou revalidação destes certificados ocorrem após a conclusão bem-sucedida de auditorias da normas, permitindo às organizações operarem com mais eficiência.

Com informações da CMM

Área queimada no Brasil cresce 79% em 2024 e mais da metade está na Amazônia

Amazônia foi o bioma que mais queimou em 2024, segundo o MapBriomas (Foto: Michael Dantas / AFP)

Mais de 30,8 milhões de hectares foram queimados no Brasil entre janeiro e dezembro de 2024, uma área maior que todo o território da Itália. É o que apresentam os dados inéditos da plataforma Monitor do Fogo, do MapBiomas. Esse total representa um aumento de 79% em relação ao ano de 2023, ou um crescimento de 13,6 milhões de hectares, sendo a maior área queimada registrada desde 2019 pelo Monitor do Fogo. Três em cada quatro hectares queimados (73%) foram de vegetação nativa, principalmente em formações florestais, que totalizaram 25% da área queimada no país. Entre as áreas de uso agropecuário, as pastagens se destacaram, com 6,7 milhões de hectares queimados entre janeiro e dezembro do ano passado.

“O ano de 2024 destacou-se como um período atípico e alarmante do fogo no Brasil, com um aumento expressivo na área queimada em quase todos os biomas, afetando especialmente as áreas florestais, que normalmente não são tão atingidas. Os impactos dessa devastação expõem a urgência de ações coordenadas e engajamento em todos os níveis para conter uma crise ambiental exacerbada por condições climáticas extremas, mas desencadeada pela ação humana como foi a do ano passado”, explica Ane Alencar, diretora de Ciências do IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo.

Esse aumento das áreas queimadas no Brasil está associado aos efeitos acumulados de um longo período seco que afetou grande parte do país, associado ao fenômeno “El Niño” entre 2023 e 2024, classificado como de intensidade moderada a forte. Com a baixa umidade, a vegetação fica mais suscetível ao fogo.

A Amazônia foi o bioma mais afetado. Os 17,9 milhões de hectares queimados ao longo de 2024, correspondem a mais da metade (58%) de toda a área queimada no Brasil no ano passado, e é a maior área queimada dos últimos seis anos no bioma. É uma extensão maior do que o total que foi queimado em todo o país em 2023. A formação florestal foi a classe de vegetação nativa que mais queimou na Amazônia: cerca de 6,8 milhões de hectares, superando a área queimada da classe de pastagem, que foi de 5,8 milhões de hectares.

“Esse recorde na Amazônia foi impulsionado por um regime de chuvas abaixo da média histórica, agravando as condições ambientais. Um dado preocupante é que a classe de formação florestal foi a mais atingida, superando pela primeira vez as áreas de pastagens, que tradicionalmente eram as mais afetadas. Essa mudança no padrão de queimadas é alarmante, pois as áreas de floresta atingidas pelo fogo tornam-se mais suscetíveis a novos incêndios. Vale destacar que o fogo na Amazônia não é um fenômeno natural e não faz parte de sua dinâmica ecológica, sendo um elemento introduzido por ações humanas”, comenta Felipe Martenexen, da equipe do MapBiomas Fogo.

O Pará foi o estado que mais queimou no ano passado, com 7,3 milhões de hectares ou 24% do total nacional. Em seguida vêm Mato Grosso e Tocantins, com 6,8 milhões e 2,7 milhões de hectares, respectivamente. Juntos, esses três estados responderam por mais da metade (55%) da área queimada em todo o ano passado. Entre os municípios, São Félix do Xingu (PA) e Corumbá (MS) registraram as maiores áreas queimadas em 2024, com 1,47 milhão de hectares e 841 mil hectares queimados, respectivamente.

Amazônia foi o bioma que mais queimou em dezembro de 2024

Em dezembro de 2024, foram queimados 1,1 milhão de hectares, o que corresponde a 3,6% de toda a área queimada no Brasil ao longo do ano. Essa área é um pouco menor que o território do Líbano. Esse total mensal representa um aumento de 79% em relação à média dos últimos 6 anos, ou 485 mil hectares acima da média. E 68% da área queimada em dezembro de 2024 ocorreram em vegetação nativa, sendo a maioria na classe de formação florestal, que representou 24,2% da área queimada no mês. Entre as áreas de uso agropecuário, as pastagens também se destacaram no mês de dezembro, respondendo por 28,4% da área queimada.

A Amazônia respondeu por 88% do total queimado em dezembro: 964 mil hectares. As florestas (incluindo florestas alagáveis) foram o tipo de vegetação nativa mais atingido, respondendo por 37,5% da área queimada em dezembro no bioma, ou 361 mil hectares queimados. Pastagem foi a classe de uso da terra mais impactada, com 29,6% da área total queimada na Amazônia em dezembro de 2024 (285 mil hectares).

O Cerrado foi o segundo bioma que mais queimou em dezembro do ano passado, com 88 mil hectares. Eles se dividiram entre áreas de vegetação nativa (50%), especialmente em formações savânicas (21,5 mil hectares), e áreas agropecuárias, principalmente em pastagens (21 mil hectares).

Em dezembro, no Pantanal, 7,6 mil hectares foram queimados, sendo 72% concentrados em formação campestre. E na Mata Atlântica, 7 mil hectares foram queimados, principalmente em agropecuária (65,7% ou 4,6 mil hectares). O Pampa, por sua vez, teve a menor área queimada dentre os biomas no mês de dezembro, com 71 hectares, e a Caatinga totalizou 32.705 de hectares queimados.

No mês de dezembro de 2024, os três estados que mais queimaram foram o Pará (407 mil hectares), o Maranhão (296 mil hectares) e o Amapá (121 mil hectares). E os três municípios com maior área queimada foram: Porto de Moz (PA), com 41 mil hectares, Almeirim (PA), com 37 mil hectares, e Tartarugalzinho (AP), com 32 mil hectares queimados.

Com informações do MapBiomas

 

 

 

China e UE lamentam decisão de Trump e reforçam compromisso com o Acordo de Paris

O Acordo de Paris é um tratado internacional sobre mudanças climáticas com a união de quase 200 países para limitar o aquecimento global (Foto: COP-21 / Reprodução)

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país do Acordo de Paris, anunciada no último dia 21, gerou uma onda de críticas internacionais. Representantes da China e da União Europeia lamentaram a medida e reafirmaram a importância de continuar os esforços multilaterais para combater as mudanças climáticas.

Ambos os blocos destacaram a necessidade de manter o foco nas negociações climáticas da ONU, ressaltando que a mudança climática é um desafio global que exige uma ação conjunta de todas as nações. Guo Jiakun, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, fez questão de enfatizar que o problema da crise do clima não pode ser resolvido isoladamente por nenhum país.

“A mudança climática é um desafio comum enfrentado por toda a humanidade e nenhum país pode permanecer insensível ou resolver o problema sozinho”, afirmou. A declaração do porta-voz foi repercutida pela Agência France-Presse (AFP) e reflete a postura da China, que tem se colocado como líder global na agenda ambiental desde a primeira saída dos EUA do Acordo de Paris, em 2017.

Em outra frente, a União Europeia também se manifestou de maneira firme contra a retirada americana do pacto climático. Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que a Europa não mudará seu compromisso com a luta contra o aquecimento global.

“A Europa manterá o curso e continuará trabalhando com todas as nações que querem proteger a natureza e parar o aquecimento global”, disse von der Leyen em entrevista à agência de notícias Associated Press. A postura da União Europeia reflete uma determinação em seguir com as metas estabelecidas no acordo, independentemente da atitude dos EUA.

O vice-chanceler da Alemanha, Robert Habeck, também se posicionou favoravelmente à continuidade da transição energética, mesmo diante do recuo norte-americano. Em Davos, Habeck afirmou que os países europeus devem investir em suas próprias tecnologias e seguir em frente com a agenda climática. “Temos que trazer nossas próprias tecnologias à tona”, afirmou, destacando que a resposta à crise climática deve ser baseada em inovações tecnológicas e políticas energéticas sustentáveis.

Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), também se pronunciou sobre os impactos da saída dos EUA. Durante um painel na CNBC, Stiell foi enfático ao afirmar que o regime multilateral para o clima continuará a avançar, com o investimento global em energias renováveis aumentando de forma significativa.

“O mundo está passando por uma transição energética que é imparável. Só no ano passado, mais de US$ 2 trilhões foram investidos em energias renováveis, enquanto apenas US$ 1 trilhão foi destinado a combustíveis fósseis”, disse ele, reforçando a tendência irreversível de mudança no setor energético.

Especialistas alertam que a retirada dos EUA pode prejudicar sua competitividade no mercado de energias limpas, como painéis solares e veículos elétricos, áreas nas quais a China tem se destacado. Li Shuo, especialista em diplomacia climática, afirmou à Reuters que “a China tende a ganhar, enquanto os EUA correm o risco de ficar ainda mais para trás”.

A postura de Pequim e Bruxelas nesta nova saída dos EUA do Acordo de Paris se assemelha à reação ocorrida em 2017, quando Trump havia retirado o país do acordo pela primeira vez. Naquela ocasião, tanto a China quanto a União Europeia se posicionaram como alternativas para preencher o vácuo de liderança deixado por Washington, defendendo a continuidade do esforço multilateral para combater as mudanças climáticas. Contudo, o contexto atual apresenta novos desafios para os dois blocos, que agora enfrentam uma maior resistência política e a necessidade de superar a crise econômica global e tensões geopolíticas.

Entre os impactos dessa nova retirada dos EUA, destaca-se o déficit no financiamento climático internacional, que perde pelo menos US$ 11 bilhões, valor prometido pela administração do ex-presidente Joe Biden. Além disso, a omissão dos Estados Unidos poderá ter efeitos de longo prazo no cumprimento das metas de limitação do aquecimento global a 1,5°C.

Com informações de Um Só Planeta

 

Francisca Mendes recebe equipamentos ‘de ponta’ para ampliar atendimento à população

Foto: Assessoria

O Hospital Francisca Mendes, na Zona Norte de Manaus, recebeu na manhã de hoje (22) três novos equipamentos para seu parque de imagens e exames e que irão ampliar a agilidade e o atendimento da população: um aparelho de ressonância de 1,5 Tesla (o primeiro da rede pública estadual de saúde), um aparelho de hemodinâmica (para diagnosticar e tratar doenças cardiovasculares e neurológicas) e um tomógrafo de 80 canais.

Resultantes de licitação realizada pelo Estado, os novos equipamentos são fornecidos pela empresa BioPlus, que também é responsável pela adequação da estrutura, salas, instalação e manutenção preventiva, clínica e corretiva dos aparelhos, o que assegura sua permanente utilização.

Segundo a Gerente de Diagnóstico por Imagem e Unidades Móveis do Grupo Bringel, Karoline Frank, a capacidade de atendimentos mensais depende da incidência e complexidade dos procedimentos com o objetivo de reduzir o tempo nas filas de espera.

“Para a empresa esta conquista é uma grande satisfação, atuando diretamente em benefício da população, trabalhando na porta de entrada dos pacientes no sistema de saúde e ver as filas diminuírem, os atendimentos acontecerem e os pacientes não precisarem esperar mais de um ano para fazer seus exames porque o aparelho estava quebrado”, destacou Karoline.

Atualmente, os equipamentos da empresa estão à disposição da população em 11 hospitais de Manaus, incluindo os três maiores: João Lúcio (tomógrafo e em fase de instalação a ressonância e a hemodinâmica), Platão Araújo (tomógrafo) e 28 de Agosto (raio-X, tomógrafo e brevemente ressonância).

Eficiência

Presente no evento, o governador Wilson Lima destacou que a ação faz parte do plano de reformulação da rede estadual de saúde e os novos equipamentos representam um avanço e maior agilidade no atendimento da população.

“O Hospital Francisca Mendes se consolida como uma unidade de referência na região com capacidade de atender pacientes de todo o país com um serviço de saúde mais eficiente”.

Em seu pronunciamento, a secretária estadual de Saúde, Nayara de Oliveira, também ressaltou a importância do primeiro equipamento de ressonância da rede pública amazonense e como os novos aparelhos vão se somar ao parque de imagens do hospital para atender as demandas ambulatoriais e o acompanhamento dos pacientes.

Com informações da assessoria

 

Exposição ‘Quanto + Preto Melhor’ destaca força da arte negra na Amazônia, a partir de sexta

Foto: Divulgação / Secretaria de Cultura e Economia Criativa

O Centro de Artes Visuais Galeria do Largo, situado na rua Costa Azevedo, 290, Centro, será palco de uma celebração à arte negra contemporânea na sexta-feira (24), às 18h, com a inauguração da exposição coletiva “Quanto + Preto Melhor”.

O projeto tem a curadoria de Marcelo Rufi, artista e pesquisador reconhecido por sua atuação em projetos que valorizam as narrativas afro-amazônicas. A mostra resgata e amplia histórias invisibilizadas, promovendo reflexões sobre letramento racial e a força ancestral que permeia a negritude.

O projeto vem sendo desenvolvido há cerca de 4 anos pelo grupo Arte Ocupa com o auxílio de Marcelo, que teve sua inspiração em meio a um trabalho de faculdade. “O título da exposição veio de um livro para colorir que criei na faculdade de Artes, no qual narrava, de forma lúdica, histórias de objetos e coisas da cor preta. Aqui, o nome ganha novos contornos, usado como um superlativo para enaltecer a cultura preta”, explica, ressaltando o simbolismo do nome da mostra.

A exposição reúne trabalhos dos artistas participantes do grupo Arte Ocupa. São eles, Anderson Souza, André Cavalcante Pereira, Andrew Ponto, Cigana do Norte, Edvando Alves, Estevan Leandro, Jorge Liu, Manuo, Rana Mariwo, Travamazonica, Ventinho, Vivian Evangelista e Zem Babumones.

Por meio de instalações, esculturas, pinturas e performances, as obras revelam a pluralidade das expressões artísticas negras e a profundidade cultural da Amazônia. “A exposição propõe uma imersão. Ela é, sobretudo, uma homenagem e exaltação. O público vai levar consigo a experiência de conhecer mais sobre a arte contemporânea manauara em diferentes técnicas e narrativas não lineares, que abordam temas como racismo estrutural, afrofuturismo e memória ancestral”, afirma o curador.

Para Marcelo Rufi, que também é ativista cultural, a exposição é um marco importante para a representatividade da arte negra na região. “A proposta é usar a arte como uma ferramenta de educação e transformação, convidando o público a refletir sobre o impacto das histórias que foram invisibilizadas e o poder da ancestralidade que nos move”, destacou.

O próximo projeto, já em produção pelo grupo Arte Ocupa, será de oficinas e residências artísticas com o tema “Vejam antes que me tirem daqui”, que dialoga a respeito da memória e valor afetivo presente nos espaços públicos da cidade.

A abertura da exposição contará com apresentação do Maracatu Pedra Encantada, em meio a um cortejo que se inicia no Largo de São Sebastião e se estende até a Galeria do Largo, onde o grupo será homenageado na exposição. A entrada é gratuita e a mostra permanecerá em exibição no Centro de Artes Visuais Galeria do Largo, até o fim de fevereiro. O espaço funciona de quarta a domingo, das 15h às 20h.

Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

David Almeida entrega novo complexo de esporte e lazer a moradores do Armando Mendes

Foto: Dhyeizo Lemos / Semcom

O prefeito de Manaus, David Almeida, entregou, nesta quarta-feira (22), o novo complexo esportivo do bairro Armando Mendes, na zona Leste. O espaço, revitalizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), passou por uma reforma completa que incluiu a renovação da quadra coberta, do campo de areia e da praça. Além disso, novos quiosques e banheiros foram construídos para atender as necessidades da comunidade.

O local recebeu uma ampla revitalização, com a instalação de uma cobertura metálica na quadra, novos alambrados e pintura geral do espaço. No campo de vôlei, foi implantada uma rede de drenagem, do tipo espinha de peixe, garantindo um melhor escoamento da água da chuva. Também foi instalada uma arquibancada para ampliar o conforto dos usuários, juntamente com gradis no entorno do campo, tornando o espaço mais organizado e seguro.

Durante a entrega, o prefeito David Almeida destacou a importância do esporte e da revitalização de espaços para a comunidade. “Nós temos em mente fazer mais 60 complexos como este. Posso citar aqui, de cabeça, o do Ouro Verde, o CSU do Alvorada, o CSU do Parque 10. São cinco em obra e mais dez que vamos fazer ainda este ano. Estamos ajudando o esporte de comunidade e também apoiando o esporte de alto rendimento”, destacou o prefeito.

O chefe do Executivo municipal citou, na oportunidade, a participação de atletas apoiados pela prefeitura em competições em Dubai e Las Vegas no fim de semana. Ele mencionou, ainda, que times de Manaus, como os da segunda divisão, o Amazonas e o Manaus FC, também contam com patrocínio. “Acreditamos no esporte como uma ferramenta fundamental para transformar a sociedade e continuaremos investindo nele”, assegurou.

Impacto social

O vice-prefeito e secretário da Seminf, Renato Júnior, destacou o impacto social do projeto, especialmente, a revitalização da praça de alimentação. “Quando o prefeito David chegou aqui, viu uma banquinha toda enferrujada e disse: ‘Renato, quero que você faça um lugar digno para essas pessoas trabalharem e ganharem seu sustento, porque aqui é o ponto de encontro da comunidade. Não é somente para o esporte; é onde as pessoas se encontram no fim do dia, onde a mulher que faz o lanche consegue sustentar sua família’. Hoje, temos um espaço muito mais adequado para acolher essa convivência”, disse.

O titular da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), Wanderson Costa, também ressaltou o investimento da prefeitura no esporte e no empreendedorismo local. “São dez boxes entregues no complexo esportivo do Armando Mendes, que trazem melhorias de vida para todos. Aqui, tem esporte e uma praça de alimentação nova, com oportunidades para famílias que estavam há anos esquecidas. Esse investimento no esporte e no empreendedorismo local é um grande diferencial”, reforçou.

O complexo esportivo, que não recebia intervenções há mais de 25 anos, foi transformado em um espaço seguro e confortável, promovendo atividades esportivas e de lazer para crianças, jovens e adultos. Os moradores do bairro comemoraram a entrega, que atende uma antiga reivindicação comunitária e, agora, conta com uma infraestrutura moderna e acessível.

Com a entrega do complexo esportivo do Armando Mendes, a Prefeitura de Manaus atingiu a marca de 22 espaços esportivos revitalizados em diferentes bairros da capital, reforçando o compromisso da gestão com o lazer, o esporte e a integração social.

Com informações da Semcom

 

Indígenas ocupam Seduc-PA há uma semana e pedem demissão de Rossieli, ex Seduc-AM

Indígenas negociam com a PM em ocupação da secretaria de educação do Pará (Foto: Adriano Patrese Lobato)

Centenas de indígenas e professores ocupam a sede da Secretaria de Educação do Pará, em Belém, desde o dia 14 de janeiro. Os líderes do protesto pedem a derrubada de uma lei que, segundo os movimentos, prejudica a carreira do magistério e privilegia o ensino a distância ao invés de aulas presenciais em aldeias e áreas remotas.

Os manifestantes estão acampados há mais de uma semana no prédio da Seduc-PA. A ocupação foi iniciada por mais de cem indígenas, de várias etnias e regiões do Pará, e em seguida teve a adesão de professores da rede estadual. O grupo está alojado em parte do prédio e também em um pátio externo, mas as atividades da secretaria não foram paralisadas.

O alvo do protesto é uma lei aprovada no final do ano passado. No dia 16 de dezembro, o governo estadual enviou à Alepa (Assembleia Legislativa do Pará) um projeto para atualizar o Estatuto do Magistério do Pará. O texto teve uma tramitação relâmpago — passou por três comissões em um só dia — e foi aprovado no dia 18, em meio a um protesto de professores que foi reprimido pela Polícia Militar.

A lei impacta a educação indígena

O texto altera as regras para remuneração de professores que atendem áreas remotas, como aldeias e quilombos, onde não há escolas físicas. Segundo os indígenas, essa medida deve levar comunidades a trocarem o ensino presencial pelas aulas virtuais oferecidas pelo governo, o que pode forçar jovens em idade escolar a deixarem as aldeias.

Os professores apontam prejuízos à carreira. Entre outros pontos, a lei mudou o cálculo para o pagamento de horas-aula e de gratificações, o que pode fazer aumentar a carga de trabalho sem acréscimo no salário. O texto também acabou com a progressão automática de carreira para docentes que obtêm qualificações, como pós graduação, mestrado e doutorado.

O grupo pede a demissão do secretário de educação do Pará, Rossieli Soares. O secretário, que foi ministro da Educação no governo Temer, afirmou no último dia 15 que o protesto é liderado por “grupos políticos que querem se aproveitar da situação”.

O governo foi à Justiça para retirar os manifestantes. Na noite do último domingo (19), o governo estadual entrou com uma ação de reintegração de posse na 5ª Vara Federal Cível do Pará, mas não houve decisão até o momento. Já o Ministério Público Federal pediu à Justiça que garanta o direito à manifestação aos indígenas.

A reportagem do UOL pediu esclarecimentos à Seduc, mas não teve resposta. A secretaria afirmou em nota, no último dia 15, que “mantém contato com as lideranças”, mas que a ocupação se baseia em “informações inverídicas” sobre as mudanças na lei. A Seduc nega que a medida trará prejuízos para a educação indígena.

‘Pagar para trabalhar’

Os indígenas temem que a mudança enfraqueça a educação nas aldeias. A lei modificou regras do Some (Sistema de Organização Modular de Ensino), um programa estadual que existe há mais de 40 anos para levar professores a aldeias, comunidades quilombolas e outras áreas remotas. O Some funciona por meio de convênios entre o governo estadual e as prefeituras municipais, que devem garantir moradia para os professores e um espaço para as aulas.

A lei alterou as regras de remuneração aos professores do programa. Até o ano passado, os participantes do Some recebiam uma gratificação de 180% sobre o salário-base, ou seja, quase o triplo. Além de ser um incentivo, esse adicional cobre despesas dos docentes em campo. A nova lei, no entanto, estabeleceu gratificações fixas, que vão de R$ 1 mil a R$ 7 mil.

Manifestantes afirmam que a mudança desmotiva professores a aderirem ao programa. A professora Irisleide Siqueira, que dá aulas na região sudeste do estado, afirmou ao UOL que os colegas precisam, com frequência, pagar despesas do próprio bolso, e que a mudança pode forçá-los a ter que “pagar para trabalhar”.

A mudança também enfraqueceu a proteção legal ao programa. O estatuto revogou uma lei de 2014 que regulava o Some e tinha regras específicas para a educação indígena. Com a mudança, esse programa segue funcionando na prática, mas não está mais garantido por uma lei específica

O governo nega que a lei tenha enfraquecido o ensino presencial. Em nota publicada no dia 15, a Seduc afirma que “as áreas que já contam com o Some continuam sendo atendidas com o mesmo formato”, e que a continuidade do programa está garantida.

‘Não queremos trocar professor por TV’

Para os indígenas, a mudança pode incentivar jovens a deixarem as aldeias. Segundo a ativista Alessandra Korap, liderança do povo Munduruku, a falta de incentivos para que professores atuem no Some abre caminho para a expansão do ensino a distância. Desde 2018, o governo tem equipado comunidades remotas com televisores, que transmitem aulas gravadas em Belém.

Os manifestantes acusam o governo de tentar precarizar o programa presencial para trocá-lo pelas aulas virtuais. De acordo com Alessandra, a maioria dos jovens indígenas prefere completar o Ensino Médio nas aldeias, já que costumam sofrer violência e racismo ao se mudarem para as cidades. Sem um ensino de qualidade em seus territórios, a tendência é que eles se mudem mais cedo para os centros urbanos, segundo a ativista.

O governo nega a intenção de substituir o ensino presencial pelo virtual. Na nota divulgada no dia 15, a Seduc afirma que o ensino virtual é “uma alternativa para atender estudantes que moram em regiões de difícil acesso”, mas que ele não vai substituir a educação regular

“Tem aldeias que já não têm escola no Ensino Médio. E, mesmo nas que têm, os alunos se mudam para a cidade assim que se formam, para ir à universidade. Sem um ensino de qualidade, eles vão mais cedo para a cidade. Na aldeia você tem peixe, você tem caça, tem frutas, e vive bem. Na cidade a vida é mais difícil, tudo custa dinheiro, tem violência e intolerância. Por isso é importante termos aulas presenciais no território. Não queremos trocar professores por TV”, Alessandra Korap.

Com informações do Uol

Inscrições para especialização em Ciência de Dados da UEA seguem até 31 de janeiro

Foto: UEA

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) está com as inscrições abertas para o curso de pós-graduação lato sensu em Ciência de Dados. No total, são ofertadas 45 vagas. Interessados devem se inscrever até o dia 31 de janeiro, de forma presencial, na Escola Superior de Tecnologia (EST), localizada na avenida Darcy Vargas, 1.200, Parque Dez de Novembro, zona centro-sul de Manaus.

A formação é direcionada a profissionais graduados em cursos superiores reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) das áreas de Computação (tais como Engenharia de Computação, Ciência da Computação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas de Informação, Licenciatura em Computação e afins); Engenharias; e de Ciências Exatas e da Terra (Estatística, Matemática, Física).

O objetivo do curso é capacitar os discentes por meio de um ensino de qualidade ofertado pela universidade, onde os conceitos, metodologias, técnicas e tecnologias da Ciência de Dados contribuirão na formação de profissionais qualificados para resolução de problemas em empresas.

Para saber mais, acesse o edital no link abaixo:

https://selecao1.uea.edu.br/?dest=info&selecao=11283

Com informações da UEA

Padre Fábio de Melo enfrenta nova depressão: ‘Vontade de deixar de viver’

Foto: Reprodução / Instagram

Padre Fábio de Melo, 53, abriu o coração ao contar que está lutando contra uma nova depressão.

No último fim de semana, o sacerdote subiu ao palco da Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, último dia das celebrações pelos 35 anos da Comunidade Católica Obra de Maria. Ele, então, contou sobre o que vem enfrentando aos fiéis.

Por lá, o religioso emocionou o público. Ele, que já enfrentou a doença no passado, fez questão de dar seu testemunho. “Quero abrir meu coração. Ao longo dessas duas últimas semanas, a depressão tomou conta de mim de novo. Ao longo dessas duas últimas semanas eu só tenho um pensamento nessa vida: a vontade de deixar de viver”.

Padre Fábio ainda afirmou que não vai desistir de lutar contra a doença: “Eu proclamo hoje que estou nascendo de novo e que esse é o primeiro minuto da minha nova vida”.

Com informações da Splash / Uol

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