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Mais da metade dos municípios da Amazônia passou 2024 inteiro em seca

Urubus invadem praia onde antes havia o rio Solimões, em busca de peixes mortos (Foto: Jullie Pereira / InfoAmazonia)

Mais da metade dos municípios da Amazônia Legal esteve sob seca durante todo o ano de 2024. Uma análise exclusiva da InfoAmazonia, baseada nos dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), revela que, dos 772 municípios da região, 459 (59,5%) sofreram com o problema climático de 1º de janeiro a 31 de dezembro no ano passado.

Em setembro, auge do verão na Amazônia, quase todas as cidades estavam em algum grau de seca: 759 (98,3%). Na época, a reportagem navegou o rio Solimões entre os municípios de Tefé e Uarini, no Amazonas, e acompanhou Ernan Pereira, piloto que apoia a organização científica Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, e levou os pesquisadores até as comunidades ribeirinhas impactadas pela falta d’água. 

“A gente vive uma realidade [mais surpreendente] a cada ano que se passa, principalmente para quem navega e para as populações ribeirinhas que vivem nessas comunidades, que sofrem bastante com essa estiagem e não estão preparadas”, disse Pereira.

Grandes bancos de areia ocuparam o lugar onde deveria estar o rio, um dos sinais evidentes da falta de chuva. Em menor ou maior intensidade, isso se repetiu em 2024 por toda a região. O Cemaden utiliza uma classificação de acordo com a gravidade da seca. Os piores índices são “severa”, “extrema” ou “excepcional”, sendo a última a mais grave de todas. As versões mais “leves” da seca são a “fraca” e a “moderada”. 

59,5% dos municípios da Amazônia registraram seca em 2024

Um único município da Amazônia chegou ao nível de seca excepcional: Tarauacá, no noroeste do Acre. Segundo os dados do Cemaden, a região estava com limites de precipitação, de água disponível no solo e de saúde da vegetação em seus piores níveis.

“É muito raro ver uma seca excepcional, porque a gente faz uma média dos valores dos índices e, no final, essa média suaviza. A gente pega a chuva, pega o solo, calcula os desvios da normalidade e verifica as classes. Em janeiro [de 2025], a previsão é que a precipitação seja dentro do normal, mas, nessa região de Tarauacá, as chuvas ainda podem ser abaixo do esperado”, explica Ana Paula Cunha, pesquisadora do Cemaden que é responsável por fazer o monitoramento da seca.

Pelo menos uma vez, as cidades sentiram a seca

Quase todos os municípios amazônicos vivenciaram a versão moderada do problema pelo menos uma vez em 2024: 747 (96,7%). Já a seca severa foi sentida por 486 municípios (63%) e, a extrema, por 74 (9,5%). Em Feijó, no Acre, onde vivem 35 mil pessoas, a população enfrentou, por dez meses, variações de seca entre moderada, severa e extrema.

Cunha afirma que 2024 foi o pior ano para o Brasil em termos de seca: “A vegetação seca, com um solo seco, temperatura alta, baixa umidade. Essas áreas estão mais suscetíveis ao fogo, a propagação dele é mais rápida, a mobilidade também é muito impactada e o abastecimento dos rios leva muito tempo”, explica

Em 2024, o déficit de chuvas foi tão grande que os principais rios da bacia do Amazonas tiveram o menor nível da história. A temperatura média da Terra ultrapassou, pela primeira vez, 1,5°C em relação à época pré-industrial, um marco histórico que os cientistas alertam ser fundamental evitar desde o Acordo de Paris, assinado em 2015.

Segundo Cunha, o país não dispõe de um sistema de gestão de risco específico para a Amazônia, o que compromete a eficácia e a rapidez das respostas. A InfoAmazonia buscou analisar qual deve ser o posicionamento dos novos prefeitos eleitos nas cidades que enfrentaram a seca de 2024, a fim de compreender se há perspectivas de uma gestão mais ágil nos próximos anos.

Assim, o levantamento trouxe os dados do Índice de Convergência Ambiental total (ICAt) do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), que avalia o comprometimento de parlamentares em relação ao meio ambiente, com uma posição favorável ou não às pautas sobre o tema. Das cidades que enfrentam seca severa, extrema ou excepcional, 117 (89%) elegeram prefeitos com índice péssimo, ou seja, pessoas contra a causa ambiental. Os resultados também mostraram que os prefeitos pró-meio ambiente reeleitos passaram por secas mais fracas.

O cientista político Marcos Woortmann, diretor adjunto do IDS, explica que há uma falta de gestores públicos capacitados para debater, planejar e executar ideias que criem ações a curto prazo contra a seca. Nos últimos dois anos, a população amazônica ficou à mercê de propostas como distribuição de alimentos, envio de brigadistas e drenagem dos rios, sem projetos que realmente reduzissem definitivamente os impactos dos eventos extremos. 

Woortmann afirma, ainda, que é necessário um plano de adaptação em nível municipal para cada um deles. “A Constituição, no seu artigo 170, traz o direito ao meio ambiente saudável como um direito previsto naquela Carta Magna. Essas pessoas estão ali fazendo precisamente o contrário, atuando contra a melhor ciência e contra também os saberes tradicionais, porque populações indígenas, populações ribeirinhas, também têm as suas leituras do meio ambiente”, diz.

E 2025?

O climatologista José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden, disse que em 2025 há a previsão de a região sentir os efeitos do La Niña, fenômeno que resfria as águas do oceano Pacífico, mas que ainda não é possível afirmar como ele irá se comportar. “Quando se tem a La Niña, existe uma tendência de seca no Sul e chuvas na Amazônia, mas temos o oceano Atlântico muito quente, que não está favorecendo as chuvas”, diz. O especialista explica que, por isso, a tendência do aumento da temperatura na Amazônia vai continuar. 

Esta reportagem foi produzida pela Unidade de Geojornalismo InfoAmazonia, com o apoio do Instituto Serrapilheira (TextoJullie Pereira)

Reportagem publicada no InfoAmazônia

Passageiros deportados dos EUA recebem assistência em Manaus e embarcam para MG

Foto: Alex Pazuello / Secom

Os 84 passageiros deportados dos Estados Unidos embarcaram com segurança rumo ao destino final, em Minas Gerais, na tarde deste sábado (25). Durante o período em que permaneceram em Manaus, receberam assistência integral do Governo do Amazonas, que garantiu acolhimento adequado, com fornecimento de colchões, alimentação, água e atendimento médico.

Os brasileiros chegaram a Manaus na noite de sexta-feira (24), onde a aeronave que os levaria até Belo Horizonte apresentou um problema técnica. Durante a permanência na capital amazonense, por determinação do governador Wilson Lima, a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e a Defesa Civil se mobilizaram para prestar suporte às necessidades dos passageiros.

Os deportados ficaram acomodados em uma sala no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, onde receberam comida, água, colchões e atendimento durante as 16 horas em que permaneceram no local. A secretária da Sejusc, Jussara Pedrosa, destacou a importância do acolhimento humanizado.

“Fizemos um atendimento humanizado, com alimentação, apoio psicológico para que essas pessoas conseguissem seguir viagem de forma humanizada, atendendo a uma determinação do governador Wilson Lima”, afirmou a secretária.

Cerca de 25 bombeiros também participaram da ação, prestando suporte direto. O comandante de Socorro, tenente Newton David Hansen, explicou que a equipe esteve preparada para atender a qualquer eventualidade de saúde.

“O objetivo principal era fazer qualquer tipo de atendimento, se fosse necessário. A maioria dos atendimentos foi apenas pré-hospitalar”, explicou o comandante.

Entre os passageiros estava Alisdete Gonçalves, de 49 anos. Ele agradeceu o apoio recebido pelo Estado. “A gente nem esperava por esse acolhimento. Fomos muito bem atendidos pelo Amazonas, com médicos, técnicos e o Corpo de Bombeiros. Parabenizamos o governo”, disse Alisdete.

Com informações da Secom

Inscrições para o ‘Aldeia Cultural’ com imersão em comunidade indígena encerram neste domingo

Foto: Divulgação

Contemplado pelo edital Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), da Prefeitura de Manaus, por meio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), a 2ª edição do projeto “Aldeia Cultural” acontece nos dias 1º e 2/2, na Aldeia Indígena Inhaã-bé, localizada no Tarumã-Açu, região metropolitana de Manaus.

Para participar, os interessados precisam ser maiores de idade, a partir de 18 anos, e deverão preencher corretamente o formulário, pelo link bit.ly/40wDFOH. As inscrições encerram às 23h59 do domingo (26). Ao todo, serão disponibilizadas 40 vagas.

Idealizado pela artista indígena Thaís Kokama, o projeto visa promover conhecimento e aprendizado sobre os povos indígenas. Os inscritos terão dois dias de imersão cultural na aldeia, onde, dentre as atividades ofertadas, estão: oficinas de pintura corporal, apresentações culturais incluindo música, moda, dança, entre outras.

O diretor-presidente do Concultura, Tony Medeiros, ressalta que os editais de cultura do município são uma forma de exaltar a cultura e artistas locais.

“Os projetos que vêm sendo executados pelos editais, como a Pnab – Manaus, mostram o comprometimento da atual gestão em valorizar a identidade cultural do nosso povo. Dessa maneira, nossos artistas podem desenvolver seus trabalhos e alcançar mais pessoas com as suas artes”, destacou o presidente.

Segundo Thaís Kokama, as expectativas para essa edição do projeto “Aldeia Cultural” são as melhores possíveis.

“A primeira edição do Aldeia Cultural foi incrível e queremos continuar levando essa experiência para todos, de modo que as pessoas possam ter mais conhecimento sobre os povos originários e entendam a importância de zelar e aprender sobre a nossa cultura. Mais do que um projeto, essa é uma forma de mostrar nossas raízes e o quanto elas significam para nós”, ressalta a artista.

Cultura indígena

Os participantes selecionados terão acesso a uma experiência de imersão única e completa, de forma gratuita, incluindo translado, alimentação, participação em todas as atividades, banho de rio e demais experiências. O resultado dos selecionados será divulgado na próxima quarta-feira, 29/1, por meio do Instagram da aldeia Inhaã-bé, no link instagram.com/aldeiainhaabe.

No dia 1º/2, o translado sairá da Praça da Saudade, localizada na rua Simão Bolívar, Centro, às 7h, e seguirá até o porto da Prainha, no Tarumã-Açu, onde fará a travessia às 8h, com o retorno às 10h do dia 2/2. Os que não puderem dormir na aldeia poderão retornar ao porto às 18h ainda no dia 1º.

O projeto “Aldeia Cultural” foi um dos selecionados pelo Edital Macro de Chamamento Público n° 002/2024 – Cultura Étnica, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) de fomento à cultura, da Prefeitura de Manaus, realizado pelo Concultura, com o apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Com informações do Concultura

Itamaraty é condenado a pagar R$ 2,5 mi por descumprir leis trabalhistas na Europa

Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília (Foto: Divulgação)

O descumprimento de leis trabalhistas na França, Holanda e Irlanda fez com que o MRE (Ministério das Relações Exteriores) fosse condenado a pagar cerca de R$ 2,5 milhões em indenizações desde 2022. Os casos envolvem contratados locais — grupo que recebe salários menores e tem menos benefícios que diplomatas.

Na França, um assistente administrativo ganhou direito a indenização de mais de R$ 2 milhões. Tiago Fazito, 47, trabalhou no Consulado-Geral do Brasil em Paris entre 2012 e 2017, quando foi demitido por justa causa após entrar com processo contra o Itamaraty para receber 500 euros a mais, como seus colegas de função.

Na demissão, o Itamaraty alegou que Fazito não poderia ter informado a diferença salarial à Justiça francesa. “Eu não tornei públicos esses documentos”, afirma ele. Após a dispensa, Fazito abriu novo processo, encerrado em 8 de setembro de 2024, para anular a demissão e reaver os salários.

Fazito ganhou a causa, mas o Itamaraty não pagou o valor devido até agora. Ele então decidiu acionar o governo da França para receber, em processo ainda sem decisão. Em nota, o MRE informou que não pagou a indenização “em respeito à soberania” do Brasil.

“O Estado brasileiro não invoca imunidade de jurisdição em ações trabalhistas e determina o pagamento de decisões desfavoráveis sempre que esgotados os recursos a serem interpostos no Judiciário local. Entretanto, não pode acatar decisões judiciais que atentem contra as inviolabilidades de seus postos no exterior, sobre as quais não há hipótese de relativização. A inviolabilidade de um consulado ou embaixada estrangeira, dos arquivos e das comunicações, tal como prevista nas Convenções de Viena, não pode jamais ser afastada em respeito à soberania do país que envia seus representantes”, diz o Ministério das Relações Exteriores, em nota.

Para Fazito, argumento do Itamaraty “não faz o menor sentido”. Ele lembra que o MRE assinou um contrato de trabalho submetido à lei francesa, que prevê a reintegração em caso de demissão considerada injusta. Além disso, afirma que, em vários momentos do processo, informou que buscava apenas a indenização e não a reintegração à equipe do consulado.

“Esse procedimento não é digno de um país que aspira a ser um ator importante no seio da comunidade internacional, nem de um Estado que respeita a primazia do direito”, argumenta Tiago Fazito, ex-funcionário do Itamaraty na França.

Na Irlanda, uma auxiliar administrativa foi impedida de tirar 14 dias de licença remunerada previamente combinada. Nicole Montano acionou a Justiça, que decidiu em seu favor e condenou o Itamaraty a pagar indenização de aproximadamente R$ 85 mil em setembro de 2023. O Itamaraty informou ter pago a indenização em outubro de 2023.

No processo, Nicole também disse que se sentia “discriminada por ser mulher”. Na documentação do caso, à qual o UOL teve acesso, ela se refere ao Consulado do Brasil em Dublin, onde trabalhava desde 1997, como um “ambiente sexista”.

Na Holanda, motorista ganhou direito a indenização de R$ 390 mil em 2022. Guilherme Lima, 32, acionou a Justiça ao ser demitido da embaixada de Haia em 2021, quando estava doente, o que é proibido pela legislação local. Para o tribunal, a postura do Itamaraty foi contrária “aos padrões elementares do bom empregador”.

Apesar da decisão, Lima não recebeu do MRE o valor total da indenização. Em nota, o Itamaraty informou que, baseado na questão da soberania, não pagou salários e férias relativos ao período de tramitação do processo, como determinado. Esse montante representava 90% do que o funcionário tinha a receber. O motorista recebeu, de fato, cerca de R$ 20 mil.

“A embaixada do Brasil quase me matou”, diz Lima. Empregado no local desde 2016, ele relata que chegou a acumular 200 horas extras devido à sobrecarga de trabalho a que era submetido. O MRE informou que “limita o número de horas extras que cada posto pode contratar”, de acordo com as regras de cada país.

Itamaraty quis alegar imunidade diplomática

Os contratos dos funcionários locais estão sujeitos às leis trabalhistas dos países onde eles estão. Não estão sujeitos à lei brasileira.

O Itamaraty diz que cumpre decisões e paga indenizações, com exceção dos casos que envolvem a readmissão de contratados locais demitidos. Nesses casos, o MRE invoca a imunidade diplomática, dizendo que “o Estado brasileiro resguarda sua soberania para decidir livremente quem ingressa nos postos do Brasil no exterior”. O argumento também é usado para negar pagamentos referentes a períodos em que os trabalhadores alegam que estavam injustamente demitidos.

A imunidade diplomática impede que diplomatas respondam a qualquer tipo de processo durante o cumprimento de missões. O dispositivo foi estabelecido pelas Convenções de Viena de 1961 e 1963, das quais o Brasil é signatário. Especialistas afirmam que ele não se aplica nos casos em questão porque os processos não eram contra diplomatas, mas contra o governo brasileiro (enquanto contratante) pelo descumprimento de regras trabalhistas.

“Isso é uma prática internacional consolidada: nenhum país aceita que o Judiciário local determine quem frequenta suas embaixadas e consulados e tem acesso a seus arquivos e comunicações, pois seria um atentado à sua soberania. O mesmo ocorre, inclusive, com embaixadas estrangeiras no Brasil” segue a nota do ministério.

O argumento foi usado pelo Itamaraty na França e na Holanda. No primeiro, a Justiça entendeu que a imunidade diplomática não se aplica “a uma operação econômica, comercial ou civil”. Já na Holanda, o entendimento foi de que o dispositivo não se aplicava ao caso por se tratar de “uma relação trabalhista”.

Contratados locais têm regime diferente dos diplomatas. Eles não precisam ter nascido no Brasil e não são contratados aqui. Via de regra, são pessoas que já moravam no exterior. Já os funcionários de carreira do MRE são brasileiros natos admitidos por concurso —servidores públicos— e passam até cinco anos em cada posto diplomático fora do país.

A disparidade salarial chama atenção. Em carta ao Itamaraty em junho de 2024, contratados locais dizem receber salários que variam entre R$ 12,4 mil e R$ 18 mil para trabalhar em locais como Barcelona, Londres e Paris — enquanto o MRE paga a diplomatas recém-formados mais de R$ 20 mil por mês, fora os benefícios.

Contratados locais prestam serviço como atendimento e transporte de embaixadores. “Somos a memória histórica dos postos. Sem a gente, eles não existem”, diz uma funcionária que preferiu não se identificar. Em 2022, o Itamaraty tinha 3.313 contratados locais distribuídos por 218 consulados e embaixadas.

Com informações do Uol

Equipe da Just Motors Racing representará o Amazonas nas Mil Milhas de Interlagos, em SP

Foto: Assessoria

O carro da Just Motors Racing, equipe que representa o automobilismo amazonense no grande prêmio Mil Milhas de Interlagos, em São Paulo, garantiu a Pole Position para a disputa. A tomada de tempo da equipe foi conquistada na tarde desta sexta-feira (24).

Este é o terceira ano consecutivo que a Just Motors conquista a Pole Position na categoria P4. Desta vez, o piloto que garantiu o feito foi Paulinho De’Carli.

O resultado aumenta a expectativa da equipe é pela pódio no autódromo de Interlagos nesta 42ª edição das 1000 Milhas Chevrolet Absoluta, realizada entre os dias 23 e 26 de janeiro.

“Estamos muito felizes com os nossos resultados, com a força do nosso motor. Tudo isso foi graças a um trabalho em conjunto, de todos os pilotos. Isso nos deixa cada vez mais convictos de que o Amazonas estará no lugar mais alto do pódio este ano”, comemora Paulinho De’Carli.

Ao lado dele, compõem a equipe da Just Motors os pilotos Paulo De’ Carli, Walter Cordeiro e Sávio Alencar.

No geral, incluindo todas as categorias da Mil Milhas, a Just Motors sairá na 20ª posição.

Desafio novo para a Just Motors

Toda a trajetória da equipe no decorrer de 2024, além de credenciar a Just Motors como uma das mais indicadas ao pódio, deu a Paulinho De’Carli um novo desafio. Pela primeira vez, o piloto correrá por duas categorias na Mil Milhas.

“A novidade de eu poder correr em dois carros e em duas categorias – P3 e P4 – nos coloca mais próximo ao pódio e isso tem gerado muita expectativa em nossa equipe”, salientou Paulinho.

Na categoria inédita, a P3, Paulinho De’Carli também sairá à frente dos adversários da categoria.

Mil Milhas de Interlagos

A disputa é reconhecida como a maior e mais tradicional prova de endurance do Brasil, reunindo mais de 60 carros no grid para aproximadamente 12 horas de corrida.

A largada está prevista para o primeiro minuto da madrugada desse domingo (26), com o tradicional show de fogos.

Com informações da assessoria

Tradicional Baile de Vogue acontece hoje e celebra o mês da visibilidade trans

Foto: Divulgação

Os bailes, ou “balls”, são festas que celebram a cultura ballroom e a dança vogue, um espaço seguro e de resistência para a comunidade LGBTQIAPN+.

Neste sábado (25), a capital amazonense será palco de A Substância Ball – Uma Fórmula da Sustentabilidade Trans e Travesty, evento que promete celebrar a cultura ballroom e a resiliência da comunidade trans e travesti.  O evento vai das 17h às 21h, no Impact Hub Manaus (Avenida Efigênio Salles, 1299, Bairro Flores). Os ingressos estão no segundo lote no valor de R$15,00 pelo Sympla e a entrada para pessoas trans é gratuita (Transfree), o link está disponível no Instagram da @kumayogacriacao.

O baile encerra uma série de atividades realizadas durante o mês de janeiro que incluíram oficinas de dança vogue e debates culturais, pelo projeto Cultura Ballroom 3.0, incubado pelo Kuma Espaço de Criação. Com cerca de 70 participantes, 15 pessoas recebendo bolsa auxílio transporte, os inscritos nas oficinas tiveram aulas de Vogue Femme com Odara Konda , Old Way com Simas Zion e New Way com Nano Shaolin, os professores que ministraram a oficina também irão participar da Ball no elenco de jurados.

Inspirado no filme “A Substância” de 2024, o baile de vogue propõe uma reflexão sobre como pessoas trans e travestis formulam estratégias de sustentabilidade na comunidade. Não é necessário fazer inscrição prévia para competir ou dress code obrigatório, usando esse tema para explorar a criatividade e levar às categorias.

Categorias Competitivas:

  • Trans Face

  • Baby Runway

  • Old Way vs New Way

  • Baby Vogue

  • Trans Performance

  • NB Best Dressed

  • Femme Queen Realness

  • Trans Masc Realness

  • Runway OTA

  • Vogue Performance OTA

Equipe do Evento:

  • Júri: Raiana 007, Simas Zion, Nano Shaolin, Odara Konda, Torugo 007

  • Hosts: Paola Laplata e Dingle 007

  • Chanter: Mother Perzpica Shaolin

  • DJ: Noologia Shaolin

  • Commentator: Aritana Shaolin

  • Apoio: Impact Hub

  • Realização: Kuma Espaço de Criação

O projeto tem apoio do Edital Cultura LGBT+ da Lei Paulo Gustavo pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Impact Hub e Kiki House of Shaolin. Mais informações podem ser encontradas no Instagram oficial: @kumayogacriacao.

Com informações da assessoria

FAB enviará avião para transportar deportados dos EUA de Manaus até Belo Horizonte

Foto: Reprodução

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que enviará no início da tarde deste sábado (25) um avião de Brasília para auxiliar os deportados em Manaus e encaminhá-los ao destino final, o aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Um grupo de deportados dos Estados Unidos aguarda o término do translado na capital do Amazonas.

Os americanos queriam esperar outro avião vir dos EUA para seguir para Confis, mas a Polícia Federal e o Ministério da Justiça foram avisados.

Correntes e algemas

Segundo o blog da Andréia Sadi, oficiais americanos queriam que os brasileiros deportados fossem algemados e acorrentados.

No entanto, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, não autorizou o uso das algemas, já que se tratam de cidadãos livres em território brasileiro e uma questão de soberania nacional.

E, por esse motivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou o envio do avião da FAB para fazer essa mediação.

As informações foram confirmadas oficialmente pelo Ministério da Justiça.

Detalhes da operação

Segundo a Força Aérea, “a aeronave KC-30, do Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte, foi engajada, por solicitação do governo federal, para prestar apoio aéreo aos deportados, oriundos dos Estados Unidos da América, que aguardam o término do traslado em Manaus”.

Ainda de acordo com a FAB, a previsão é que o avião decole da Base Aérea de Brasília às 13h, com pouso previsto, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, às 14h30 (horário local).

“A FAB disponibilizará, ainda, profissionais de saúde para acompanhamento dos deportados, durante o trajeto até o destino final, no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte (MG)”, prosseguiu a nota da FAB.

A aeronave, com 158 pessoas a bordo, tinha Belo Horizonte como destino final, mas precisou passar por manutenção, cancelando a decolagem para Minas Gerais.

A PF não informou a nacionalidade dos ocupantes, mas, segundo apurado pelo g1 com o Itamaraty, 88 são brasileiros.

Brasileiros deportados

Entre a noite de quinta (23) e a manhã desta sexta (24), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, utilizou uma rede social para anunciar que 538 imigrantes ilegais, de diferentes origens, já foram presos desde a posse de Trump — incluindo um suspeito de terrorismo, quatro integrantes da gangue Tren de Aragua e outros indivíduos condenados por crimes sexuais contra menores.

Ela disse, ainda, que “centenas de imigrantes ilegais já foram deportados em aeronaves militares”, marcando o início do que ela chamou de “a maior operação de deportação em massa da história”.

“Promessas feitas. Promessas cumpridas”, escreveu Leavitt, destacando que os voos de deportação já começaram.

Com informações do g1

Série sobre ‘Chaves’ ganha primeiro trailer e incomoda atriz de Dona Florinda

O ator Roberto Gomez Bolaños como Chaves (Foto: Divulgação / SBT)

O primeiro teaser de “Sem Querer Querendo“, produção da Max que acompanha a história por trás da criação do famoso programa “Chaves“, grande sucesso no Brasil com exibição no SBT, ganhou o seu primeiro trailer nesta sexta-feira (24).

A série terá como foco a história do criador da atração e ator do personagem-título, Roberto Gómez Bolaños, vivido por Pablo Cruz-Guerrero, e sua relação com aqueles que se tornariam os futuros atores do projeto.

Ainda sem uma data de estreia confirmada, a produção já levantou uma série de comentários nas redes sociais e dividiu a opinião dos fãs. Entre as reações, se destacou a revolta da atriz Florinda Meza, intérprete original da personagem Dona Florinda.

“Sei por uma boa fonte que nesta biografia não há respeito pela minha pessoa e muito menos pela verdade. Isso causaria grande dor ao Rober (Bolaños). Quem se importa com a autorização ou opinião de alguém que já partiu?”, disse a atriz em uma publicação em suas redes sociais.

A atriz foi casada com o criador de “Chaves” até a sua morte em 2014, e nunca conseguiu estabelecer uma relação amigável com os filhos de Bolaños e a primeira esposa do artista, Graciela Fernandez.

Comandado por Roberto Gomez Fernandez, o Grupo Chespirito é o atual dono dos direitos autorais relacionados ao programa original e está envolvido com o desenvolvimento da nova série.

Com informações da Folha de S.Paulo

Hamas liberta mais 4 reféns israelenses em acordo de cessar-fogo; saiba quem são elas

As quatro soldados israelenses, que estavam detidas em Gaza desde 2023, libertadas por militantes do Hamas após acordo de troca de prisioneiros (Foto: Dawoud Abu Alkas / Reuters)

O grupo terrorista Hamas libertou na manhã deste sábado (25), por volta das 6h, pelo horário de Brasília, quatro reféns israelenses como parte acordo de cessar-fogo de Gaza, informou a agência de notícias Reuters.

Foram libertadas as soldados Karina Ariev, Daniella Gilboa, Naama Levy e Liri Albag que foram capturadas na base militar de Nahal Oz, que foi invadida por homens armados do grupo terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023.

As quatro militares israelenses foram levadas até um palco na Cidade de Gaza, no meio de uma multidão de palestinos e cercadas por dezenas de homens armados do Hamas. Elas acenaram e sorriram antes de serem levadas para os veículos da Cruz Vermelha. Minutos depois, autoridades israelenses informaram já estar com elas.

O Hamas confirmou também que deve soltar uma refém civil no próximo sábado (1), Arbel Yehud.

Ela deveria ter sido libertada também hoje. O governo de Israel pediu provas de que Yehud está viva e informou que não vai permitir o retorno de palestinos ao norte de Gaza, previsto para amanhã (26), enquanto a civil não for solta.

As jovens foram sequestradas juntas da base de Nahal Oz, perto do kibutz de mesmo nome. A ação foi gravada pelos agressores. A base é parte de uma unidade de observadores em Gaza dedicada a acompanhar a atividade do grupo terrorista.

Outras três soldados foram sequestradas com elas: Agam Berger, que permanece na Faixa de Gaza; Noa Marciano, cujo corpo foi repatriado; e Ori Megidish, libertada pelo Exército em outubro de 2023.

As reféns libertadas encontraram com suas famílias em uma base militar israelense perto da fronteira com Gaza, disse o porta-voz militar de Israel, contra-almirante Daniel Hagari, em um vídeo. Elas saíram de Gaza em veículos da Cruz Vermelha.

Elas foram levadas para um hospital, de acordo com o Ministério da Saúde israelense.

Israel, em troca, começa a entregar até 200 palestinos. O acordo entre as duas partes prevê entre 30 e 50 presos libertados para cada refém devolvido e a interrupção dos bombardeios e incursões militares na Faixa de Gaza.

Soldados foram “rosto” dos reféns

Imagens mostrando a captura das quatro, bem como de outro soldado, na base militar de Nahal Oz foram transmitidas pela TV israelense no ano passado.

Os vídeos foram liberados pelas famílias das reféns, em uma tentativa de aumentar a conscientização e a pressão para recuperá-las.

Parecendo atordoadas e ainda vestindo seus pijamas, as imagens, tiradas de imagens de câmeras corporais do Hamas recuperadas pelos militares israelenses, mostravam as soldados sentadas no chão com as mãos amarradas, algumas delas ensanguentadas.

Saiba mais sobre as reféns libertadas:

Naama Levy, 20

O vídeo de Naama Levy sendo colocada em um jipe em Gaza circulou nas redes sociais poucas horas após seu sequestro. Ele mostrou Levy machucada e cortada, com a calça manchada de sangue e as mãos amarradas atrás das costas, empurrado para dentro do veículo por um atirador enquanto os espectadores cantavam “Deus é o maior!” em árabe.

Ela tinha acabado de começar seu serviço militar quando o ataque ocorreu e, ao ser empurrada para dentro do jipe, ela implorou: “Tenho amigos na Palestina”, mostraram imagens divulgadas de sua captura.

Segundo um site criado por parentes de Naama – segunda de quatro filhos e praticante de triatlo -, ela cresceu na Índia, onde estudou em uma escola americana. Quando criança, participou do programa Hands of Peace, que promove o diálogo entre jovens israelenses e palestinos.

Daniella Gilboa, 20

Na manhã de 7 de outubro de 2023, Daniella, então com 19 anos, estava em contato com pessoas próximas e enviava vídeos para o namorado. Graças à roupa que vestia na ocasião, ela pôde ser identificada posteriormente em vídeos do Hamas.

Ela foi vista no ano passado em um vídeo divulgado pelo Hamas, que a mostrava apelando com raiva ao governo para trabalhar por sua libertação e dizendo que se sentia abandonada. Natural de Petah Tikva, perto de Tel Aviv, a jovem é “uma musicista apaixonada, que estuda piano e canto” e que caminhava para uma carreira musical, segundo o Fórum das Famílias.

Liri Albag, 19

Liri Albag foi feita refém apenas um dia e meio depois de iniciar seu serviço militar, informou a mídia israelense. Ela tinha 18 anos quando foi sequestrada.

Conforme relatado pelo “The Jerusalem Post” em julho, ela conseguiu passar mensagens para familiares por meio de reféns libertados, nas quais pediu à sua irmã Shai que não cancelasse a viagem tradicional após o serviço militar, uma tradição israelense, e que não mexesse em seus sapatos preferidos.

Segundo depoimentos de ex-reféns, Liri foi obrigada a cozinhar, limpar e cuidar dos filhos de seus sequestradores. Ela apareceu neste mês em um vídeo de mais de 3 minutos divulgado pelo Hamas apelando por sua libertação.

Os pais de Liri, Shira y Eli Albag, são muito ativos na mobilização para pedir a libertação dos reféns.

Karina Ariev, 20

Pouco antes de ser levada, Karina Ariev conseguiu falar brevemente com seus pais e enviou uma mensagem de despedida à família, informou a mídia israelense.

Uma foto dela em cativeiro divulgada pelo Hamas a mostrou com a cabeça enfaixada com o que pareciam ser manchas de sangue.

O vídeo do sequestro mostra que a jovem ficou ferida na ação de 7 de outubro. Em janeiro de 2024, ela apareceu em um vídeo publicado pelo Hamas na rede social Telegram, ao lado de Daniella Gilboa.

Segundo o Fórum de Famílias de Reféns, Karina “sonha em ser psicóloga”.

Com informações do g1

Painel sobre a Amazônia em evento do Banco Mundial será presidido pelo Governo do Estado

O secretário da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Marcellus Campêlo, na 55ª Reunião Ordinária do Conselho das Cidades (ConCidades), em out.2024 (Foto: Reprodução)

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), participa, na segunda-feira (27), do Seminário Desafios da Amazônia e Programa Amazônia Viva, promovido pelo Banco Mundial.  A convite do banco, a Sedurb vai presidir o Painel 3 – Amazônia Habitável, que tem como tema ‘Melhoria dos padrões de vida, inclusão social e resiliência da comunidade’.

 

O evento será realizado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e contará com a participação de organizações governamentais e não governamentais, e pesquisadores. O Programa Amazônia Viva é a iniciativa do Grupo do Banco Mundial, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para fortalecer a proteção da floresta amazônica e fomentar oportunidades econômicas inclusivas e baseadas na natureza, para a população.

 

De acordo com o secretário da Sedurb, Marcellus Campêlo, o seminário será uma oportunidade importante para apresentar um panorama de questões como saneamento básico, infraestrutura, saúde e inclusão social na região, aos representantes do Banco Mundial. “O objetivo deles é conhecer projetos desenvolvidos por instituições e ações de governo para avaliar o apoio às iniciativas por meio do programa que desenvolvem”, afirmou.

 

A abertura do evento será às 9h, com a participação do representante do Governo do Amazonas, secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema), Eduardo Taveira, e representantes do Banco Mundial e do BID, além do diretor do Inpa, Henrique Pereira.

 

Iniciativas concretas

 

O secretário Marcellus Campêlo fará a abertura do painel, falando sobre a visão geral dos desafios no Estado do Amazonas e conduzirá a apresentação por parte dos painelistas, de várias iniciativas concretas, seguida de um debate.

 

A primeira apresentação do painel será do pesquisador em Abastecimento de Água e Saneamento Rural, João Paulo Borges Pedro, do Instituto Mamirauá. Em seguida, o diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), Denison Gama, fala sobre abastecimento de água e saneamento em áreas urbanas. A superintendente da Fundação Amazônia Sustentável, Valcleia Solidade, vai fazer apresentação sobre projetos em andamento para infraestrutura. A luta pela mobilidade, saúde e infraestrutura será o tema da fala da ativista Vanda Witoto, do Parque das Tribos. O painel contará, ainda, com a ativista Lorena Jezini, representante da Juventude / Água e Saneamento.

 

Com informações da UGPE

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