Bioeconomia no Amazonas se destaca como alternativa para um futuro sustentável

Rodrigo Guedes aciona Polícia Federal para investigar acusações feitas pelo vereador Aldenor Lima
O vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) acionou nessa terça-feira, 08.04, a Polícia Federal do Amazonas para investigar as acusações feitas pelo vereador Aldenor Lima, em que Guedes teria propagado fake news contra seu filho com Síndrome de Down. Além disso, o vereador pedirá a cassação de Aldenor Lima por falsas acusações.
Nessa terça-feira, ao pedir a assinatura do vereador Aldenor Lima para a CPI dos Empréstimos, Rodrigo Guedes foi surpreendido com várias acusações de propagar fake news contra o filho de Aldenor Lima, que possui Síndrome de Down.
Buscando provas, Rodrigo Guedes acionou a Polícia Federal para investigar as acusações feitas por Aldenor e a existência de qualquer processo da mesma natureza envolvendo seu nome no órgão.
Para Guedes, a acusação de Aldenor Lima foi uma tentativa clara de tirar o foco da falta de assinatura da CPI dos Empréstimos.
“O vereador Aldenor Lima não quer se comprometer em investigar os empréstimos feitos pelo Prefeito David Almeida, por isso fez essa cortina de fumaça me acusando de fake news. Mas essa denúncia é muito grave e agora ele vai ter que provar para a Polícia Federal tais acusações. Fui presidente da Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência por quatro anos e sempre defendi os direitos de todos, jamais teria tal atitude! Vou pedir investigação e a a cassação do vereador”, declarou.
Além do processo da Polícia Federal, Guedes também acionará a Justiça por acusações de calúnia e difamação feitas pelo vereador Aldenor Lima.
David Almeida acompanha avanço das obras do projeto assinado por Oscar Niemeyer
O prefeito de Manaus, David Almeida, esteve, na manhã desta terça-feira, 8/4, em visita técnica às obras do parque Encontro das Águas Rosa Almeida, primeira intervenção arquitetônica assinada por Oscar Niemeyer, no Amazonas. Localizado na avenida Desembargador Anísio Jobim, bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste, o parque representa um marco histórico e arquitetônico para a cidade, com vista privilegiada para o encontro dos rios Negro e Solimões.
“Estamos aqui, hoje, verificando o progresso desta grande obra que vai transformar o turismo e a relação de Manaus com suas águas. O parque Rosa Almeida é mais um passo na nossa proposta de virar a cidade de frente para os rios. Esta é uma obra assinada por Oscar Niemeyer, e a nossa previsão é entregá-la até o Natal deste ano, como um presente para os manauaras”, destacou o prefeito.
Com mais de 120 mil metros quadrados, o parque passa por obras de contenção do talude, terraplenagem e estabilização do solo, com uso da técnica de jet grouting. Já foram executadas 155 estacas e outras 111 estão previstas para garantir a segurança e durabilidade da estrutura.
O projeto arquitetônico original de Niemeyer, concebido, em 2005, como um mirante, foi ampliado pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), que transformou o espaço em um parque urbano completo, após a retirada das torres da antiga Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel) que limitavam a área útil do terreno.
“A obra está dentro do cronograma. Mesmo com alguns dias de chuva, estamos conseguindo manter o ritmo. O conceito foi ampliado de mirante para parque, o que possibilitou novas atrações: teremos a ‘Oca Niemeyer’, um espaço de exposições múltiplas; um restaurante panorâmico sobre o barranco; dois quiosques gourmet; playground, pet space, áreas para artesanato e estacionamentos para PcDs e idosos. É um equipamento urbano pensado para oferecer experiências de cultura, lazer e bem-estar. É um projeto que trabalha a biofilia, essa conexão entre o ser humano e os recursos naturais. Isso faz bem para a alma, para a mente e para o corpo”, explicou o diretor-presidente do Implurb, engenheiro Carlos Valente.
A obra é executada pelo consórcio Encontro das Águas, com licenciamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-AM) e monitoramento arqueológico permanente. A entrega final está prevista para o fim de 2025, consolidando o parque Rosa Almeida como novo símbolo da integração entre cidade, arquitetura e natureza.
Maior da América Latina, Festival Amazonas de Ópera retorna aos palcos de Manaus a partir de 15 de abril
A beleza, a criatividade e a imponência artística estão de volta a Manaus com o 26º Festival Amazonas de Ópera (FAO). Maior evento dessa expressão cultural na América Latina, o festival acontece entre os dias 15 de abril e 18 de maio, com apresentações no Teatro Amazonas e no Centro Cultural Palácio da Justiça, oferecendo ao público superproduções com alguns dos artistas mais consagrados do cenário da operístico contemporâneo.
Realizado com recursos da Lei Rouanet, com patrocínio do Bradesco, e com apoio da Innova e Swarovski, o Festival Amazonas de Ópera é organizado pelo do Fundo do Festival em parceria com o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
A programação da 26ª edição reúne três óperas, três concertos e dois recitais e marca o início de um projeto de cooperação internacional que vai criar o “Corredor Criativo da Amazônia”. A iniciativa envolverá instituições culturais do Brasil, Colômbia, Portugal e a Áustria com o objetivo de promover o FAO internacionalmente, e inserir o festival e a cultura na agenda ambiental sustentável da Amazônia.
Os ingressos para os espetáculos do Festival Amazonas de Ópera estão à venda na bilheteria do Teatro Amazonas e no site shopingressos.com.br. A programação inclui uma versão em concerto de La Bohème (Puccini), As Bodas de Fígaro (Mozart) e apresentações como o concerto lírico Oca à la Rossini e os recitais Belcanto e Canções Brasileiras.
A abertura será no dia 15 de abril, às 19h, com “La Vorágine”, uma ópera contemporânea baseada em um romance histórico colombiano, ambientado no ciclo da borracha. Os personagens saem da Colômbia com destino à capital amazonense, que vivia seu apogeu econômico devido à exploração do látex. A obra é uma coprodução Brasil–Colômbia e simboliza a entrada oficial do país vizinho no “Corredor Criativo da Amazônia”.
Composta por João Guilherme Ripper, a montagem é inédita e reúne cantores colombianos e brasileiros, além de equipes técnicas dos dois países. “Essa ópera marca o início de uma nova fase para o festival. A Colômbia, que já era parceira, agora passa a integrar o Corredor Criativo. Vamos assinar acordos com Portugal, Colômbia e Áustria, impulsionando a cultura, o turismo e a educação em Manaus e na região amazônica”, afirma a diretora-executiva do festival, Flávia Furtado.
Mais de 80% dos artistas e técnicos envolvidos em todo o Festival de Ópera são de Manaus e já trabalham na montagem da estrutura dos espetáculos e dos figurinos há cerca de 15 dias. Os ensaios em conjunto de parte dos artistas que vão se apresentar também já começaram no Teatro Amazonas e no Palácio da Justiça. Outros artistas desembarcam em Manaus, nas próximas semanas, para reforçar a preparação para os outros espetáculos.
De acordo com a organização do Festival Amazonas de Ópera, cerca de 280 pessoas estão engajadas diretamente na produção do evento – entre técnicos, solistas, coro e orquestra. A direção artística é do maestro Luiz Fernando Malheiro.

A programação do Festival de Ópera também contará com iniciativas voltadas à inclusão, como o espetáculo adaptado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e o espetáculo OCA alla Rossini para estudantes de escolas da rede pública.
Ópera transformando a Amazônia
Criado em 1997, o Festival Amazonas de Ópera gerou importante impacto para a cultura e a economia criativa manauara. A partir do evento, os corpos artísticos do Estado começaram a ser montados e toda uma cadeia de trabalho da economia criativa foi estruturado, com destaque também para a expansão do setor hoteleiro e gastronômico no entorno do Teatro Amazonas.
Agora, o Festival inicia um novo capítulo cuja missão primordial é destacar a colaboração do setor cultural para a preservação da Amazônia brasileira. Flávia Furtado destaca que a assinatura de convênios com grupos da Áustria, Colômbia e Portugal marca essa nova etapa, que vai beneficiar a classe artística em Manaus e Belém, além de ampliar as oportunidades de qualificação de mão de obra.
“A gente tem um fundo criado para dar suporte ao festival, cuja história de 25 anos nos habilita para o próximo passo, que é ser reconhecido como grande impulsionador de turismo, cultura e educação para a cidade de Manaus. O ‘Corredor Criativo’ vai envolver o Amazonas e o Pará, que têm os maiores festivais de ópera do país. A gente entende que precisa replicar essa experiência”, disse a diretora-executiva do Festival Amazonas de Ópera.
Ela acrescenta: “Tem gerações de amazonenses que trabalham no teatro. É um projeto amazonense, para amazonenses porque 70% dos corpos artísticos e 80% dos trabalhadores técnicos são do Amazonas. E precisamos comunicar isso, porque o FAO é um projeto estruturante e sustentável que gera impactos para o meio ambiente e precisa ser incentivado e multiplicado.”
A proposta do “Corredor Criativo da Amazônia” será lançada no dia 16 de abril. Entre outras coisas, o objetivo é arrecadar recursos internacionais para fomentar ações estruturantes e de colaboração regional entre os membros do Corredor. Com relação especificamente ao FAO, “a ideia é fazer o festival funcionar na primeira metade do ano e, no segundo semestre, o trabalho ficará centrado na formação da mão de obra local, parcerias técnicas e ações com educação para escolas e instituições públicas do Amazonas. Por isso, vamos buscar linhas de financiamento para a cultura e meio ambiente objetivando beneficiar as cidades da região amazônica”, adiantou Flávia Furtado.
Em conjunto com essa iniciativa, será lançado o Prêmio Carlos Gomes dentro do Concurso de canto de Cascais. A premiação é parte de uma estratégia de divulgação do Festival Amazonas de Ópera na comunidade europeia. Dando visibilidade não apenas ao FAO, mas ao Brasil e nossa história importante com o gênero operístico.
Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Tetro Amazonas, localizado na praça São Sebastião, Centro, ou pelo site shopingressos.com.br. A programação e bastidores do evento podem ser conferidos no perfil oficial do Festival no Instagram, pelo @festivalamazonasdeopera.
Confira a programação do Festival Amazonas de Ópera 2025
𝘼𝘽𝙍𝙄𝙇
- ᴛᴇᴀᴛʀᴏ ᴀᴍᴀᴢᴏɴᴀꜱ
15, 17 e 19 – 19h - LA VORÁGINE
João Guilherme Ripper
(Ópera Binacional Colômbia – Brasil) - ᴄᴇɴᴛʀᴏ ᴄᴜʟᴛᴜʀᴀʟ ᴘᴀʟáᴄɪᴏ ᴅᴀ ᴊᴜꜱᴛɪçᴀ
20 – 19h
Recital Bradesco I
BELCANTO - ᴛᴇᴀᴛʀᴏ ᴀᴍᴀᴢᴏɴᴀꜱ
25 e 27 – 19h
LA BOHÈME
Giacomo Puccini (ópera em concerto) - ᴛᴇᴀᴛʀᴏ ᴀᴍᴀᴢᴏɴᴀꜱ
26 – 19h
INNOCENTI AMORI, cantatas e árias do século XVIII
𝙈𝘼𝙄𝙊
- ᴛᴇᴀᴛʀᴏ ᴀᴍᴀᴢᴏɴᴀꜱ
01 – 19h
CONCERTO LÍRICO - ᴛᴇᴀᴛʀᴏ ᴀᴍᴀᴢᴏɴᴀꜱ
03 – 19h
OCA A LA ROSSINI - ᴄᴇɴᴛʀᴏ ᴄᴜʟᴛᴜʀᴀʟ ᴘᴀʟáᴄɪᴏ ᴅᴀ ᴊᴜꜱᴛɪçᴀ
17 – 19h
Recital Bradesco II
CANÇÕES BRASILEIRAS - ᴛᴇᴀᴛʀᴏ ᴀᴍᴀᴢᴏɴᴀꜱ
14, 16 e 18 – 19h
AS BODAS DE FÍGARO
Wolfgang Amadeus Mozart.
Roberto Cidade irá liderar comitiva para debater sobre o ‘tarifaço americano’ com a Suframa e a Sedecti
Para aprofundar o debate sobre os riscos e as oportunidades que o “tarifaço do governo Trump” pode gerar na economia amazonense, especialmente sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM), o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), irá liderar uma comitiva de parlamentares estaduais, junto à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e à Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).
“Minha proposta é que tenhamos uma audiência com o superintendente Bosco Saraiva, da Suframa, e com o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, para que possamos entrar nesse debate com conhecimento. Precisamos ser propositivos, ver o planejamento que, tanto a Suframa quanto a Sedecti, tem para aproveitar as oportunidades deste momento. A ZFM tem que sair na frente. Precisamos conversar com todos os agentes do setor sobre esse momento que impacta a vida de todos. Esse é um debate extremamente importante e nós precisamos estar atentos para as oportunidades”, declarou.
Além das medidas do governo dos Estados Unidos, o deputado presidente quer debater com a Suframa sobre a expansão do parque industrial da Zona Franca para os limites da rodovia AM-010. De acordo com o parlamentar, é oportuno que se avalie quais os investimentos são necessários e agir rapidamente para que mais empresas se sintam atraídas a se instalarem no Polo Industrial de Manaus (PIM).
“O PIM tem apresentado um crescimento exponencial, tem batido todos os recordes, mas, infelizmente, não tem mais para onde expandir. Manaus abriga hoje muitas indústrias, porém se quisermos que outras empresas invistam aqui, nós precisamos nos preparar para o futuro. Esse ‘tarifaço americano’ tende a fazer com que as indústrias europeias e asiáticas queiram ir para outros lugares. Por que não o Brasil? Por que não a ZFM? Mas, para isso, precisamos planejar, melhorar a estrutura, ter energia boa, internet de qualidade”, opinou.
Para Cidade, além do PIM pujante, a geolocalização de Manaus, do Amazonas, favorece a atração de novas empresas.
“Se a gente planejar a Zona Franca de Manaus agora, tenho certeza de que nós vamos colher esses frutos lá na frente. Devemos aproveitar essa oportunidade do ‘tarifaço’ e fazer com que as indústrias que estão lá na Ásia e na Europa venham para o Brasil. A ZFM está estrategicamente localizada. Manaus é o local mais próximo para os Estados Unidos. Tenho certeza de que, se soubermos aproveitar as oportunidades, a ZFM tem mais a ganhar do que a perder”, finalizou.
Motéis de Belém se adaptam para hospedar participantes da COP30
Com o número insuficiente de leitos na rede hoteleira para a COP30 (conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas), motéis de Belém estão se preparando para oferecer hospedagem para os participantes do evento. Hoje a capital do Pará tem cerca de 18 mil vagas, enquanto o público esperado é de 40 mil a 50 mil pessoas.
“Na região metropolitana, há 2.500 quartos de motel, que podem hospedar 5.000 pessoas, o que contribui muito para a questão da falta de acomodação”, avalia Ricardo Teixeira, diretor regional da Associação Brasileira de Motéis, em Belém. “Além disso, são quartos com garagem exclusiva, o que ameniza bastante o problema do trânsito, porque ninguém vai precisar estacionar carro na rua, na frente de hotel.”
Ele mesmo está reformando o seu estabelecimento, o Fit Motel, no bairro do Jurunas, para oferecer hospedagem na COP. “Já reformei 8 dos 34 apartamentos. Está com infiltração? Vamos tirar. O piso está feio? Vamos trocar. A parede não está legal? Arruma a parede. Vai servir para a COP30 e para os próprios clientes”, afirma o empresário, que estima um gasto total de R$ 350 mil para a renovação do motel.
Além das obras, as despesas serão com camas novas (“vou trocar por king size”), TVs smart, roupa de cama “premium” e armários e cofres nos quartos. “Também terei que contratar pessoal extra para a cozinha e mais camareiras”, avalia.
O aspecto erótico do motel é outra preocupação de Teixeira. “Penso em fazer alguns ajustes, retirar elementos sensuais, como a cadeira erótica. Uma corretora, que está atendendo várias demandas para a COP, chegou a me perguntar se seria possível tirar o nome ‘motel’ da fachada”, conta.
Quem também pretende amenizar o erotismo dos quartos é Yorann Costa, proprietário do Motel Secreto, no bairro do Marco. “Vou tirar os quadros com fotos sensuais das paredes. A única coisa que não dá para tirar é o ‘pole dance’”, afirma.
Ele acredita que esse elemento, “a priori, pode causar um certo constrangimento, principalmente se ficar mais de uma pessoa na suíte”. “Mas, com o passar dos dias, se transforma em uma brincadeira, em algo descontraído”, opina.
Para o empresário, os motéis serão os últimos a serem procurados pelos participantes da COP30. “Ainda existe um pouco de preconceito. Vão vir empresários de empresas multinacionais, comitivas internacionais. Então é um pouco constrangedor para eles.”

Costa avalia que poderia hospedar de três a quatro pessoas por suíte, “levando em conta que há apenas um banheiro”. “Eu prefiro alugar o motel inteiro para uma única comitiva. No momento, fiz uma proposta para um grupo de Taiwan. Se eles aceitarem, terei que fazer várias adaptações, porque eles colocaram algumas exigências, como sala para 60 pessoas e transporte”, afirma.
Teixeira estipula o valor da diária para a COP30, no seu motel, a partir de US$ 750 (cerca de R$ 4.400), para duas pessoas, com café da manhã e jantar inclusos. Há dois tipos de quarto: o apartamento (21 m²) e a suíte (42 m²).
No site do estabelecimento, chamam a atenção duas suítes temáticas, com decoração alusiva aos dois principais times de futebol do Pará, o Remo e o Paysandu, que será mantida. “A decoração foi autorizada pelos próprios clubes, e há até quadros com camisas assinadas pelos jogadores.”
Todos os quartos, segundo Teixeira, possuem uma antessala com mesa e cadeiras, que podem ser usadas pelos participantes do evento da ONU para refeições e para trabalhar.
Já Costa diz que cobrará entre US$ 350 (aproximadamente R$ 2.100) e US$ 950 (R$ 5.600). Há três tipos de suíte, loft (40 m²), flat (70 m²) e premium (80 m²), esta com dois andares, sauna, banheira de hidromassagem, mesa com cadeiras, zona de “pole dance” com sofá e uma claraboia com entrada de luz natural.
“Os motéis têm muitas vantagens. Quem não gostaria de relaxar em uma banheira de hidromassagem após um dia exaustivo de reuniões? Ou ter uma sauna particular?”, afirma o proprietário.
Costa também possui um prédio próximo ao motel, o Luvi Flat Residence, de seis andares, com 24 apartamentos, que ele está negociando com a delegação de um país europeu. “Ainda não fechei nada, mas a ideia seria alugar o prédio inteiro para eles.”
Ao saber que a COP30 seria realizada em Belém, o empresário limitou os contratos de aluguel até julho deste ano, já pensando em hospedar participantes da cúpula do clima.
Teixeira, do Fit Motel, pretende oferecer curso de inglês para os funcionários para que possam atender os hóspedes estrangeiros, além de “renovar o treinamento de cozinha, atendimento e limpeza”. Já Costa prefere contratar duas pessoas fluentes em inglês para o período. “Também vou pagar a mais para os funcionários.”
Reforma em prédio de gráfica
Para além dos motéis, o empresário Paulo Alves, dono da Gráfica Alves viu na COP30 uma oportunidade para o espaço ocioso no primeiro andar do prédio do seu estabelecimento em Belém.
“Eu antes alugava os cômodos para a administração da igreja aqui ao lado. Depois pensei em fazer uma clínica para a minha filha dentista, mas ela foi morar fora. Depois pensei em abrir uma clínica popular, mas não entrou o dinheiro que eu estava esperando. E foi aí que apareceu a ideia de alugar para a COP”, explica.
















