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Marcelo Ramos protocola PDL para sustar efeitos da redução do IPI na ZFM

Deputado Marcelo Ramos (PSD)

DA REDAÇÃO – O vice-presidente da Câmara Federal deu entrada em um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para impedir que os efeitos do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, que reduz em 25% a alíquota do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), atinjam a Zona Franca de Manaus. A medida retira a competitividade das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus e sinaliza para o sério risco de que várias delas desistam de suas atividades no Amazonas.

O deputado federal alegou na justificativa da PDL que o Decreto Federal nº 10.979, publicado no DOU (Diário Oficial da União) na última sexta-feira (25) é uma manobra eleitoreira que “fere a regras do Tribunal Superior Eleitoral que define como crime a concessão de benefícios por parte da Administração Pública em ano de eleições”.

Marcelo Ramos destacou ainda os prejuízos do decreto para as indústrias e para as empresas que orbitam o Polo Industrial de Manaus impactando a arrecadação dos municípios amazonenses.

“Excetuadas as discussões relacionadas às implicações negativas de tal medida à atividade industrial da Zona Franca de Manaus e às arrecadações estaduais e municipais diante da redução, respectivamente dos repasses ao Fundo de Participação dos Estados – FPE e ao Fundo de Participação dos Municípios – FPM, a estimativa de impacto bilionário mediante a concessão de benefício fiscal denota, nitidamente, violações à legislação eleitoral vigente”, defende o vice-presidente da Câmara Federal.

Marcelo Ramos participou hoje pela manhã do encontro no Palácio Rio Branco com a participação da bancada amazonense em Brasília, deputados estaduais e representantes da indústria e do comércio, convidados pelo prefeito David Almeida.

No encontro, parlamentares e autoridades da indústria e do comércio decidiram encaminhar uma carta ao governo federal com a descrição dos prejuízos à Zona Franca de Manaus que o decreto federal vai provocar caso não tenha teus efeitos sustados.

ONU: mudanças climáticas põem em risco quase metade da população

As emissões de gases impactam diretamente nas mudanças climáticas (Foto: Gabriel Buss)

Um novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC – sigla em inglês) foi apresentado nesta 2ª feira (28.fev.2022). A pesquisa patrocinada pela ONU (Organização das Nações Unidas) aponta que as mudanças climáticas colocam quase metade da população mundial em risco. Leia a íntegra do relatório aqui.

O documento fala que as mudanças climáticas são mais rápidas do que a adaptação humana. O aquecimento global está remodelando o planeja de forma mais severa do que se sabia há alguns anos. Isso porque os impactos da ação do homem são maiores do que se pensava anteriormente.

O relatório descreve que já não é mais possível se adaptar há alguns impactos do aquecimento global. Além disso, afirma que as mudanças climáticas estão afetando a saúde física e mental de todas as pessoas.

Em relação as consequências para a saúde mental vem principalmente de traumas causados por catástrofes climáticas, como incêndios florestais e perda de meios de subsistência.

Ao Poder360, a especialista em políticas climáticas do Observatório do Clima, Stela Herschman, disse que o estudo é um “alerta vermelho ao mundo“.

“A principal mensagem do relatório é de como a mudança climática já é uma ameaça“, disse.

Herschman destaca que o resultado mostra que temos pouco tempo para agir. “Temos 8 anos, até o final dessa década. Precisamos de mudanças drásticas“, afirma.

A especialista diz que os líderes mundiais precisam levar a sério as questões climáticas e afirma que as pessoas precisam, ao escolher seus candidatos políticos, avaliar se essas pessoas estão preocupadas com o clima e o futuro do planeta.

As secas, chuvas, tornados, inundações e outras extremos climáticos estão sendo vistos com cada vez mais frequência e de forma simultânea e suas consequências estão se tornando cada vez mais difíceis de gerenciar.

Um dos dados apresentados é que as vítimas de enchentes, secas e tempestades foi 15 vezes maior nos países altamente vulneráveis a mudanças climáticas quando comparado com países pouco vulneráveis.

A pesquisa mostra que as pessoas que menos contribuem para o problema são as mais afetadas. O estudo aponta para a questão da injustiça climática e para a vulnerabilidade. Cerca de 3,3 a 3,6 bilhões de pessoas vivem em contextos altamente vúlneraveis a mudança climática.

“Este relatório é um alerta terrível sobre as consequências da inação”, disse Hoesung Lee, presidente do IPCC.

Centenas de cientistas participaram dos estudos que duraram anos para a formação do relatório. Um dos pontos destacados é que as consequências do aquecimento já está contribuindo para crises humanitárias e que deve colocar cada vez mais em risco a segurança alimentar.

Há um alerta que mais problemas podem tornar-se irreversíveis caso o mundo passe de 1,5º C de aquecimento global. Atualmente este número está em 1,1º C. Antonio Guterres, secretário-geral da ONU, usou as redes sociais para dizer que já viu muitos relatórios, mas nada como o novo relatório do IPCC.

Guterres afirmou que o estudo é “um atlas do sofrimento humano e acusação condenatória de liderança climática fracassada“.

Uma das conclusões dos cientistas é de que é necessária “uma ação ambiciosa e acelerada para se adaptar às mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que se faz cortes rápidos e profundos nas emissões de gases de efeito estufa“.

*Com Poder360

Rodrigo Guedes entra com representação contra Amazonas Energia por apagão

Vereador Rodrigo Guedes (PSC)

Após o apagão que deixou diversos bairros de Manaus e os municípios de Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo às escuras no último domingo, 27/02, o vereador Rodrigo Guedes (PSC) anunciou que entrará com uma representação nos órgãos de fiscalização para que a empresa Amazonas Energia seja punida. Esta não é a primeira vez que Guedes entra com representação nos órgãos competentes, como Ministérios Públicos Federal e do Estado do Amazonas, contra o mau serviço prestado pela empresa.

“O que aconteceu nesse domingo não pode passar impune. A Amazonas Energia deixou vários bairros de Manaus sem energia elétrica por horas. Foi um problema local, uma falha da empresa na prestação de serviços, na rede de geração e distribuição de energia”, explicou o vereador.

Segundo nota oficial, a concessionária de energia se limitou a explicar que houve um desligamento da conexão ao Sistema Interligado Nacional e da Usina Hidrelétrica de Balbina, mas não se sabe o motivo. De acordo com o vereador, houve uma falha na prestação do serviço, infringindo o Código de Defesa do Consumidor.

“Isso precisa ser punido. Estarei representando junto aos órgãos de fiscalização, Ministérios Públicos Federal e do Estado do Amazonas, no Procon, na Aneel e na própria CPI da Amazonas Energia para que haja punição. O que não pode acontecer é a Amazonas Energia deixar a cidade inteira às escuras e nada acontecer. Chega de impunidade!”, disse.

*Com assessoria

 

Carta em defesa da ZFM será entregue ao governo federal, afirma David Almeida

(Foto: Dheyizo Lemos / Semcom)

O prefeito de Manaus, David Almeida, se reuniu nesta segunda-feira, 28/2, com lideranças políticas e empresariais do Estado, para que, juntos, enviem uma Carta Aberta ao governo federal em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM), atingida duramente na última sexta-feira, 25/2, pelo Decreto Federal nº 10.979, que reduz em 25% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), tornando insustentável a produção na capital amazonense.

O encontro aconteceu no Palácio Rio Branco, localizado no Centro Histórico de Manaus, e contou com a presença do senador Omar Aziz, do vice-presidente da Câmara e deputado federal, Marcelo Ramos, representantes da bancada federal e estadual, vereadores e os presidentes da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, e do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.

Após a reunião, David Almeida anunciou que uma Carta Aberta seja enviada ao governo federal solicitando que os incentivos a ZFM sejam mantidos, garantindo assim a competitividade do modelo econômico instalado no Amazonas.

“Hoje, dia 28, comemoramos 55 anos da Zona Franca e estamos aqui, nessa reunião com representantes da indústria e da política para discutir a defesa dos interesses do nosso modelo de desenvolvimento econômico. Nós estamos unidos, e o povo amazonense está representado nessa mesa. O Polo Industrial foi muito abalado e prejudicado com o decreto publicado pelo governo federal, e nós queremos que se mantenham as vantagens comparativas do PIM. Não somos contra o decreto que beneficia 300 mil indústrias, mas que esse decreto seja estendido e outro seja publicado uma extensão mantendo essas vantagens da Zona Franca de Manaus. Esse é o primeiro caminho, a união e o diálogo. Posteriormente, caso não consigamos, temos outros caminhos e não excluímos combater a própria publicação”, enfatizou Almeida .

O gestor municipal revelou que uma comitiva formada por senadores e deputados federais já pré-agendaram uma reunião com o ministro Paulo Guedes e que faz questão de participar do encontro.

“Buscamos um discurso unificado e soluções para que possamos reverter essa decisão expondo o ponto de vista político e técnico. Aqui, ninguém está procurando o protagonismo. O nosso partido aqui é o Amazonas e o nosso candidato é a Zona Franca de Manaus. Estamos todos no mesmo partido, trabalhando pelo mesmo candidato, que é o nosso modelo de desenvolvimento. Infelizmente, no dia que completamos 55 anos de Zona Franca de Manaus, recebemos o pior presente que poderíamos. Essa é a realidade”, afirmou o prefeito.

Apoio nacional

Após a publicação do decreto, não apenas políticos do Amazonas, mas representantes de outros estados demonstraram a insatisfação com a decisão do governo federal, como afirmou o senador Omar Aziz.

“Nós não estamos só. Precisamos deixar claro que muita gente da região Norte e Nordeste não concordam com esse tipo de política. Exemplo disso foi o senador Randolfe Rodrigues (PE) que postou um vídeo criticando a ação do governo federal. O Brasil não é apenas o Sul do país, não só São Paulo, onde tem 80% das indústrias implantadas. Precisamos pensar no Brasil como uma nação e buscar soluções que sejam benéficas para todos”, citou Aziz.

De acordo com o deputado Marcelo Ramos, a resposta do Amazonas à decisão federal deve ser imediata vista a urgência na implantação de um novo decreto.

“Precisamos de uma alternativa que mantenha o decreto no resto do país, mas preserve a Zona Franca. Não podemos falar de uma nova matriz econômica nesse momento, porque a implementação do decreto é para amanhã, e a criação desse novo sistema é para 30 anos. Não podemos deixar a população do Amazonas passar necessidade nesse período”, finalizou.

*Com assessoria

 

União Europeia rastreia “dinheiro paralelo” que financia Putin

Josep Borrell, próximo chefe da diplomacia da União Europeia (Foto: Kenzo Tribouillard / AFP)

Em pronunciamento realizado hoje (28), o chefe da diplomacia europeia Josep Borrell disse que uma das medidas adotadas contra a Rússia é de rastrear o “dinheiro paralelo” que financia o presidente Vladimir Putin e possivelmente a guerra contra a Ucrânia.

O chefe da diplomacia europeia reforçou que é necessário lutar contra o “dinheiro paralelo” que chega aos cofres russos. Borrell elogiou a postura da Suíça em adotar as sanções econômicas contra a Rússia e nos esforços dos países europeus para rastrear esse dinheiro.

Durante a sua fala, Borrell falou sobre o nascimento de uma nova era com relação à dependência da UE (União Europeia) em relação ao petróleo e gás russos. Mencionou que isso tem um custo muito alto para os países europeus e que esse comércio serve para financiar Putin.

E por fim disse que o pacote de medidas econômicas contra a Rússia custará caro para UE, mas que a conta ficaria mais alta no futuro caso não houvesse uma ação imediata.

E que a UE também está concentrando esforços para ajudar o governo ucraniano com envio de armamentos, a maior para defesa, e carregamentos de primeiros socorros.

*Com Terra

Espaços culturais têm horário ampliado a partir de quinta-feira

(Foto: Michael Dantas / SEC)

A partir de quinta-feira (03/03), o Teatro Amazonas e os espaços culturais administrados pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, terão o horário para visitação ampliado. Os horários tinham sido reduzidos como prevenção à Covid-19, nos meses de janeiro e fevereiro.

O aumento no período de visitação foi possível com a redução de casos do novo coronavírus, evidenciado nas últimas semanas.

As visitas ao Teatro Amazonas, Palacete Provincial e aos centros culturais Palácio Rio Negro, Palácio da Justiça e Povos da Amazônia devem ser agendadas no Portal da Cultura (cultura.am.gov.br). Para a Casa das Artes e o Museu do Seringal não é necessário agendamento. Na entrada dos espaços é obrigatória a apresentação da carteira de vacinação.

No Teatro Amazonas as crianças de até 10 anos, pessoas com deficiência e pessoas nascidas no Amazonas, com comprovante da naturalidade, têm entrada gratuita. Os demais visitantes pagam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) para estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue, militares e acompanhantes de pessoas com deficiência, mediante a apresentação de documentos.

Protocolos mantidos

O secretário da pasta, Marcos Apolo Muniz, ressalta que todos os cuidados continuam sendo necessários. “Os equipamentos culturais passam pelo processo de sanitização, seguem os protocolos de segurança em prevenção à Covid-19 e têm totens de álcool em pontos estratégicos”, ressalta.

São exigidos procedimentos para evitar o risco de contaminação, como o uso de máscara, medição da temperatura e distanciamento de 1,5 metro. Também fica proibido o contato físico com elementos dos espaços, como colunas, paredes, vitrines expositoras, esculturas, pinturas, demarcadores, portas e maçanetas.

Confira os horários:

Teatro Amazonas

Largo de São Sebastião, Centro

Terça-feira a sábado, das 9h às 17h

 

Centro Cultural Palácio Rio Negro

Avenida Sete de Setembro, 1.546, Centro

Terça-feira a sábado, das 9h às 17h

 

Centro Cultural Palácio da Justiça

Avenida Eduardo Ribeiro, 901, Centro

Terça-feira a sábado, das 9h às 17h

 

Palacete Provincial

Praça Heliodoro Balbi, Centro

Terça-feira a sábado, das 9h às 17h

 

Centro Cultural dos Povos da Amazônia

Avenida Silves, 1.222, Distrito Industrial

Terça-feira a sábado, das 9h às 15h

 

Casa das Artes

Largo de São Sebastião, Centro

Terça-feira a domingo, das 16h às 20h

 

Museu Do Seringal Vila Paraíso

Afluente do Tarumã-Mirim, na margem esquerda do Rio Negro

Terça-feira a sábado – 9h às 15h

Clientes devem ser notificados antes de vistoria em medidores de água ou luz, no AM

Lei aponta que a empresa fica obrigada a comunicar ao consumidor, por escrito, mediante comprovação, com pelo menos dez dias de antecedência, o local, data e hora da realização da inspeção

A partir de agora, os consumidores deverão ser previamente notificados, por meio de carta com Aviso de Recebimento (AR), se houver necessidade de inspeção ou vistoria técnica, em medidores de energia e água, por parte das concessionárias e permissionárias dos serviços. Isso é o que está disposto na Lei nº 5.797, de 23 de fevereiro de 2022.

O autor da norma é o deputado estadual Sinésio Campos (PT), que também é presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Amazonas Energia, na Assembleia Legislativa (Aleam).

“A CPI está dando frutos e a prova disso é essa lei. Muitas famílias ainda são prejudicadas pelos abusos da Amazonas Energia, tanto na capital quanto no interior do Estado. Queremos ajudar a população e uma das maneiras que encontramos é dessa forma, por meio da lei. Uma vitória para o povo do Amazonas que merece respeito”, destacou o deputado estadual Sinésio Campos.

A lei aponta que a empresa fica obrigada a comunicar ao consumidor, por escrito, mediante comprovação, com pelo menos dez dias de antecedência, o local, data e hora da realização da inspeção ou vistoria técnica, para que ele possa, caso deseje, acompanhar a atividade pessoalmente ou por meio de representante nomeado.

Além de Sinésio Campos, a lei também tem autoria dos deputados estaduais Carlinhos Bessa (PV) e Dermilson Chagas (Podemos), que são presidente, relator e membro, respectivamente, da CPI da Amazonas Energia.

*Com assessoria

CIF autua quatro estabelecimentos em Manaus, no domingo de Carnaval

(Foto: Divulgação)

Coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a Central Integrada de Fiscalização (CIF) realizou, no domingo (27/02), vistorias em eventos de Carnaval, em Manaus. Quatro estabelecimentos foram autuados por irregularidades. Ao todo, foram vistoriados cinco locais.

O Atlético Rio Negro Clube, localizado no Centro, zona sul de Manaus, foi autuado pela Vigilância Sanitária Municipal (Visa Manaus) por funcionar como bar, similares e comercializar bebidas sem apresentar a licença sanitária. No mesmo local, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) autuou o estabelecimento por ausência de Auto de Vistoria.

Na zona centro-sul da capital, o Bloco do Gargalo, realizado no bairro Vieiralves, também foi autuado pela Visa Manaus por funcionar como bar, similares e comercializar bebidas sem apresentar licença sanitária. A Secretaria Municipal de Meio Ambiental e Sustentabilidade (Semmas) interditou o uso de aparelhagem sonora no estabelecimento.

No bairro Vila da Prata, zona oeste da capital, o Bolerão da Leninha foi notificado pela Semmas para a regularização do equipamento de aparelhagem sonora. O CBMAM também notificou o local por ausência de vistoria.

Efetivo

Participaram da CIF agentes da SSP-AM, por meio da Secretaria Executiva Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada (Seagi), Ouvidoria da SSP-AM, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, agentes da Visa Manaus, Semmas, Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).

*Com assessoria

 

Crise do clima põe 3,5 bilhões de pessoas em vulnerabilidade

Painel de cientistas climáticos da ONU avalia que opções de adaptação a secas, inundações, fome e doenças são limitadas para 40% da população global (Foto: Reprodução / Domínio público)

O grupo de especialistas recrutado pela ONU para avaliar a ciência sobre o clima divulgou hoje um novo relatório destacando o tamanho da população sob risco com o aquecimento global. “Entre 3,3 bilhões e 3,6 bilhões de pessoas vivem em contextos que são altamente vulneráveis à mudança climática”, diz o documento do IPCC (Painel Intergovernamental Sobre Mudança Climática).

Essa cifra, baseada em uma revisão científica conduzida por 270 especialistas, está no relatório do grupo de trabalho 2 do painel, que além de impactos e vulnerabilidades trata da adaptação a estes. Ele é um subcomponente do AR6 (6º Relatório de Avaliação), o principal documento do painel, parte de uma série que se renova a cada sete anos, aproximadamente.

Os impactos descritos como problemas ligados à interferência humana no clima no documento, incluem problemas como secas, inundações, fome e doenças.

O relatório avalia o nível de risco em diferentes cenários futuros de emissão, e mesmo no mais otimista deles (elevação da temperatura média global em 1,5°C até o fim do século, meta do Acordo de Paris para o clima), lista uma série de consequências irreversíveis.

Apresentado hoje em uma entrevista coletiva, o trabalho saiu acompanhado de um discurso com palavras duras do secretário-geral da ONU, António Guterres.

“O relatório de hoje do IPCC é um atlas do sofrimento humano e um indiciamento por fracasso na liderança climática” , afirmou. “Quase metade da humanidade está vivendo na zona de perigo, agora. Muitos ecossistemas estão num caminho sem volta, agora. A poluição desenfreada por carbono empurra os mais vulneráveis do mundo em uma marcha forçada para a destruição, agora. Os fatos são inegáveis. Essa abdicação de liderança é criminosa.”

A maior parte da população sob algum risco de sofrer consequências da crise do clima, segundo o IPCC, tem na água o seu maior ponto de fraqueza. Metade da população global enfrenta crises hídricas em parte do ano, e a mudança climática já tem boa parcela de culpa nisso. Quase um terço das pessoas estão em áreas vulneráveis por viverem em cidades ou habitações costeiras, onde o aumento do nível do mar e são ameaça potencializada por ressacas e tempestades.

Se os oceanos subirem mais 15 cm em média, descreve o relatório, o tamanho da população sob risco cresce 20%. Se subirem 75 cm, o número ameaçados dobra. Nesse cenário mais pessimista, o valor do patrimônio que se encontra sob risco de uma inundação até o fim do século pode chegar a US$ 14 trilhões.

No campo da saúde, os impactos se traduzem em um aumento nas doenças transmitidas por mosquitos ou pela exposição ao calor. O risco de fome se dá pelo impacto do clima na agricultura. O relatório também trata de biodiversidade, e reporta que metade dos seres vivos mapeados por biólogos está se deslocando para áreas mais frias, como montanhas e altas latitudes, em busca de clima melhor.

Descrição e prescrição

Desde que foi criado, em 1988, o IPCC tem adotado uma postura mais “descritiva” e menos “prescritiva” para problemas e soluções. Para cada relatório que publica, o painel produz um “Sumário para Formuladores de Políticas”. Cabe a autoridades de governo negociar formas de frear e remediar o aquecimento global em outro foro da ONU, a Convenção do Clima.

No atual documento, porém, o IPCC aponta muitas situações em que deixar de investir em adaptação não é mais opção a ser debatida, porque são inevitáveis.

“Nós nos preocupamos em não sermos prescritivos, mas ao mesmo tempo somos cidadãos do planeta”, diz o climatologista Hans-Otto Pörtner, co-líder do grupo 2 do IPCC. “Temos que nos equilibrar numa linha estreita em nossa mensagem final, e até podemos parecer prescritivos quando falamos da urgência do tema, mas no fim das contas o que fazemos é reiterar conclusões que saem das leis da natureza, porque a natureza reage à poluição que emitimos para a atmosfera.”

O AR6 é bem mais detalhado por região do que AR5, publicado em 2014. No tomo do grupo 2, há capítulos especiais para áreas mais críticas na mudança climática, incluindo pequenas ilhas, regiões polares, áreas montanhosas e florestas tropicais. Houve, por exemplo, um avanço em reconhecer que capacidade da Amazônia de reter carbono no chão está se reduzindo, pressionada pelo desmatamento e pela própria mudança climática.

“Este relatório incluiu agora, com alta confiança, que a parte sul da Amazônia se tornou um fonte líquida de carbono para a atmosfera na última década” , afirma Jean Ometto, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e coautor do documento.

Desenvolvimento resiliente

O Brasil também aparece no relatório como particularmente vulnerável a impactos na agricultura, que sustenta boa parte da sua economia. “O aumento na precipitação média impactou positivamente a produção no sul da América do Sul, apesar de períodos de seca extremamento longos terem se tornado mais frequentes, afetando economias de grandes cidades do Brasil”, afirma o relatório.

Os extremos de estiagem, lista o IPCC, se alternam no Brasil com os extremos de chuva, que tem provocado mais morte e destruição nos últimos verões. O novo relatório do painel cita mais dos chamados “estudos de atribuição”, que buscam estimar quanto da mudança climática influencia eventos extremos.

“Não é uma coisa trivial atribuir um evento específico, como as chuvas que ocorreram recentemente em Petrópolis, à mudança do clima. Mas já é possível dizer com mais certeza que uma maior frequência desses eventos extremos está associada à mudança do clima” , explica Ometto.

O tema da adaptação a esses problemas tomou grande parte do novo relatório. O IPCC elaborou uma série de recomendações dentro de um conceito chamado “desenvolvimento climático resiliente”, em que soluções para os problemas precisam levar em conta as forças da natureza. Em meios urbanos, isso inclui políticas de habitação para desocupar áreas de risco, por exemplo. No campo, a adoção de sistemas agroecológicos e o fim do desmatamento são medidas importantes.

Financiamento

O IPCC também tomou a liberdade “prescritiva” de dizer aos formuladores de política que o dinheiro reservado para isso ainda não é suficiente. “Os fluxos financeiros atuais para adaptação, incluindo os de fontes privadas e públicas, são insuficientes e limitam a implementação de adaptação de opções, especialmente em países em desenvolvimento”, afirma o documento. Na opinião da vice-presidente do painel, a brasileira Thelma Krug, os governos precisam começar a se mexer.

“Já existe um fundo de adaptação há muito tempo, sob a Convenção do Clima, mas o que as agências financiadoras e os bancos sentem é que, embora possa existir dinheiro para adaptação, os planos nacionais são muito fracos”, diz a cientista. O trabalho que publicamos pode servir de base para melhorar esses planos e aumentar a chance de os países conseguirem financiamento.

O relatório do grupo de trabalho 2 do IPCC deu sequência ao do grupo 1, sobre a física do clima, publicado em 2021. O próximo documento, do grupo 3, deve ser publicado no início de abril, e tratará da mitigação da mudança climática por corte na emissão de gases do efeito estufa.

*Com Agência O Globo

 

Ucranianos e russos se encontram em Belarus para negociação

Encontro ocorre na cidade de Gomel, perto da fronteira com a Ucrânia; é a primeira vez que representantes dos dois países se reúnem (Foto: Reuters)

As comitivas da Ucrânia e da Rússia estão neste momento em Belarus para uma primeira negociação entre os dois países, de acordo com a assessoria do presidente ucraniano Volodmir Zelenski. A conversa deve se concentrar em alcançar um cessar-fogo imediato e a retirada das forças russas, afirma a Presidência ucraniana em comunicado.

O encontro ocorre na cidade de Gomel, em Belarus, perto da fronteira com a Ucrânia. É a primeira vez que representantes dos dois países se reúnem desde que a invasão começou, no dia 24 de fevereiro.

A Presidência da Ucrânia informou neste domingo (27) que concordou em dialogar com a Rússia e que as discussões se dariam na fronteira do país com Belarus, perto de Chernobyl. A decisão foi tomada após mediação do presidente bielo-russo Alexander Lukashenko.

“A delegação ucraniana se reunirá com a [delegação] russa sem estabelecer condições prévias na fronteira ucraniana-belarussa, na região do rio Pripyat”, disse a Presidência ucraniana nas redes sociais.

Kremlin

O Kremlin não quer revelar sua posição antes das negociações que devem começar em breve com a Ucrânia, afirmou nesta segunda-feira (28) o porta-voz do Kremlin.

“Não vou anunciar nossas posições. As negociações devem acontecer em silêncio”, explicou Dmitri Peskov durante encontro diário com a imprensa.

“Vamos deixar que os negociadores se estabeleçam”, completou.

*Com Reuters

 

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