Lab de Impacto destaca resultados com mais de R$ 3 milhões investidos e 40 negócios impulsionados na Amazônia
O Lab de Impacto, programa de aceleração do Impact Hub Manaus, lançou, na semana passada, o vídeo institucional que apresenta alguns dos principais destaques da iniciativa, que já investiu mais de R$ 3 milhões e impulsionou mais de 40 negócios na Amazônia Legal. Produzido pela Take Films, o material evidencia o impacto direto em negócios dos territórios das florestas e rios amazônicos, mostrando como o empreendedorismo local tem se fortalecido a partir de investimentos, conexões e capacitação. Assista aqui: https://youtu.be/efy-3dM7F9o.
As iniciativas apoiadas atuam em áreas como sociobiodiversidade, tecnologia, alimentação e bioeconomia, com forte presença de comunidades indígenas e tradicionais. Além disso, mais de 60% dos empreendimentos são liderados por mulheres, reforçando o papel da diversidade no ecossistema de inovação da região.
Na 2° Edição do Lab de Impacto, realizada em parceria com a Plataforma Parceiros Pela Amazônia (PPA), foram aceleradas as marcas: Aruanas (Belém-PA); Biatuwi (Manaus-AM); Buriti Aromas (Manaus-AM); Deveras Amazônia (Santarém-PA); Tekohá (Belém-PA); Jucarepa (Belém-PA); Saboaria Amazônia (Ouro Preto d’Oeste- A) e Pimentas Portela (Manaus-AM).
Na edição mais recente, em parceria com o programa EcoAm, estão na jornada de aceleração: Dr. da Borracha (Epitaciolândia-AC); Horta Moriá (Jaru-RO); Cooine (Tefé-AM); Coopermogno (Tarauacá-AC); ATTRUP (Tefé-AM); Apoena (Tefé-AM); Vittalev (Tefé-AM); Empório Agricultura Familiar (Ji-Paraná-RO); Nãnê Sorvete Amazônico (Rio Branco-AC).
De acordo com Marcus Bessa, cofundador do Impact Hub Manaus, o programa foi estruturado para atender negócios em estágio inicial, chamados de “jaraqui”. “São muitos e extremamente importantes para manutenção do ecossistema Eles atuam desde a sociobiodiversidade até tecnologias envolvendo a sociobiodiversidade. O programa tem o objetivo de aumentar a densidade de negócios da sociobio na boca do funil do ecossistema de impacto amazônico. Esses negócios, por estarem em estágio inicial, precisam de um acompanhamento mais individualizado. Muitas vezes enfrentam gargalos específicos, e é esse olhar direcionado que permite que avancem de forma consistente”, comenta.
O cenário, no entanto, ainda é desafiador. Empreendedores da Amazônia enfrentam a falta de capital, acesso limitado a conhecimento técnico, desafios ambientais e a necessidade de permanecer em seus territórios. Para Augusto Corrêa, diretor-executivo da PPA, o Lab representa uma iniciativa estratégica e inovadora, com grande potencial de crescimento. “Ele tem um componente extra, porque é feito por pessoas da Amazônia. O ecossistema de impacto ainda é muito concentrado no Sul-Sudeste, então iniciativas como essa, feitas por amazônidas, são de vanguarda e têm potencial de gerar um impacto muito maior”, declara.
Um dos principais nomes do setor empresarial no Norte, diretor-presidente da rede varejista Bemol e enviado especial da COP30 para o setor privado da Amazônia, Denis Minev, também destaca a importância de fortalecer o empreendedorismo regional. “Não existem alternativas para o desenvolvimento da região que não envolvam um setor privado robusto. E só há um caminho para isso: criar novas empresas e fazer com que elas cresçam. O nome disso é empreendedorismo — e é o cerne do desenvolvimento econômico em qualquer lugar do mundo”.
Os resultados já são sentidos na prática e os negócios beneficiados apresentam avanços expressivos. A empreendedora Melissa Barboza, da marca Cacau Raiz, em Ji-Paraná (RO), relata o crescimento após a participação no programa. “O Lab me deu a oportunidade de investir em maquinários que eu precisava para agilizar a produção. Hoje, tenho projetos para exportar e alcançar outros estados. Quem sabe até franquear a marca — esse é um sonho”, afirma.

“Eu não tinha noção do que era, de fato, empreender. O Lab de Impacto nos conectou com grandes players, com pessoas que realmente nos ajudaram a avançar tanto em relação a mercado quanto validar os nossos produtos”, detalhou Danielle Amaral, fundadora da Tekohá.
Entre outros avanços, a iniciativa proporciona aos participantes conexões estratégicas e acesso a novos mercados, ampliando as possibilidades de crescimento de negócios que valorizam os saberes tradicionais e crescem economicamente respeitando o tempo da floresta. Os resultados apontam ainda que o Lab de Impacto se consolida como uma plataforma de transformação na Amazônia, conectando inovação, território e desenvolvimento sustentável — e mostrando que, quando o empreendedorismo nasce da floresta, ele pode ganhar o mundo.
Lab de Impacto
O Lab de Impacto foi criado para fortalecer negócios inovadores que atuam na Amazônia Legal e estão nos estágios iniciais. O programa é uma realização do Impact Hub Manaus, em parceria com a Bemol; Singulari Consultoria; Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA); Instituto Meraki; Meraki Impact; Azô Capital de Impacto; Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e BID Lab.
Os parceiros institucionais são Alliance Bioversity e Consultative Group on International Agricultural Research (CGIAR). Para mais informações, acesse labdeimpacto.com.br ou as redes sociais @labdeimpacto_.
Presidente em exercício, deputado Adjuto Afonso recebe visita da conselheira Yara Lins e conselheiro Josué Neto
O presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Adjuto Afonso (União Brasil), recebeu, na manhã desta terça-feira (12/5), a visita de cortesia da presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), conselheira Yara Lins, e do vice-presidente da Corte, conselheiro Josué Neto, na sede da Presidência da Casa Legislativa.
O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) e a deputada Alessandra Campelo (PSD), também estiveram presentes.
Durante o encontro, o parlamentar destacou a importância do diálogo institucional entre a Assembleia Legislativa e o TCE-AM, ressaltando que a aproximação entre os órgãos contribui diretamente para o fortalecimento da gestão pública e para melhorias em benefício da população amazonense.
“Este é um momento importante para fortalecer e ampliar as pontes entre a Aleam e o TCE-AM. Como presidente em exercício da Assembleia, reafirmo que a Casa do Povo está sempre de portas abertas para o diálogo e para a construção de iniciativas que promovam avanços e melhorias para a população do nosso Estado”, afirmou.
Ao final da visita, o parlamentar reafirmou o compromisso da Aleam em fortalecer políticas públicas em parceria com o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).
“Como representante do povo amazonense, colocamos nosso mandato à disposição para contribuir com iniciativas que promovam melhorias para a população. Agradeço a visita da conselheira Yara Lins e do conselheiro Josué Neto em nossa Casa Legislativa”, finalizou.
Renato Junior debate com setor produtivo soluções que estimulem a economia da capital
O prefeito de Manaus, Renato Junior, participou, nesta terça-feira, 12/5, de um encontro estratégico com o setor empresarial na sede da Associação Comercial do Amazonas (ACA). O evento reuniu lideranças do comércio, indústria, agricultura e serviços, e representantes do comércio informal para debater soluções que estimulem a economia da capital.
Durante o encontro, o prefeito destacou que ouvir as demandas de quem gera emprego é uma prioridade da sua gestão. Renato Junior enfatizou a importância da ACA como uma instituição com mais de 150 anos de história, que une desde o pequeno empreendedor ao grande empresário.
“Mais do que executar, o papel fundamental do serviço público é ouvir. Estamos aqui com aqueles que geram emprego e renda. O comércio tem uma importância vital para o nosso Estado e, especialmente, para Manaus, pois movimenta uma economia forte e diversificada”, afirmou o chefe do Executivo municipal.
Entre as principais demandas apresentadas pelos setores, foram destacados os desafios da segurança pública no centro histórico, a necessidade de atenção para a expansão da indústria e a desburocratização de serviços municipais.
Como resposta imediata, o prefeito anunciou que está trabalhando na criação de uma pasta específica para a Indústria e Comércio. A nova secretaria ou subsecretaria atuará na interlocução para a expansão fabril e na simplificação de processos para acelerar a abertura de empresas, visando a geração de empregos e o impulso aos setores de comércio e serviços.
“Nesta escuta ativa, buscamos as experiências de quem sente na ponta as decisões do poder público, para que possamos implementar mudanças que melhorem o ambiente de negócios”, enfatizou Renato Junior.
O presidente da ACA, Bruno Loureiro Pinheiro, celebrou a agilidade do novo gestor municipal em estabelecer este canal de comunicação em menos de dois meses de governo.
“É uma satisfação receber o prefeito Renato Junior, que em pouco tempo de gestão já se coloca à disposição para ouvir o setor produtivo. Nosso papel é discutir como tornar o ambiente de negócios melhor para empreender e viver, e a vinda do prefeito é essencial para alinharmos essas expectativas”, pontuou Pinheiro.
O encontro contou com a participação de figuras centrais da economia amazonense: Aderson Frota, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM); Antonio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam); e Jorge Junior, presidente executivo da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).
Para assegurar o atendimento às demandas, representantes de pastas fundamentais da Prefeitura de Manaus acompanharam a agenda: como as secretarias municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), de Administração e Gestão (Semad), de Limpeza Urbana (Semulsp) e de Infraestrutura (Seminf) e o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).
Além das lideranças institucionais, o evento contou com uma representatividade plural, incluindo empresários dos setores de agricultura, indústria, serviços, logística e representantes do comércio informal, consolidando um espaço de diálogo direto entre o Executivo municipal e as forças econômicas locais.
Sentir dor não é normal: quando o desconforto vira sinal de alerta para a saúde

A dor faz parte da experiência humana e pode surgir após uma pancada, cirurgia ou infecção. Nesses casos, é considerada uma resposta natural do corpo. No entanto, quando o desconforto persiste por dias ou até meses, deixa de ser algo normal e passa a ser um sinal de alerta.
Segundo a professora Sheila Ramos, docente do curso de Fisioterapia da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru, a persistência da dor é um dos principais indicativos de que algo não vai bem. “Quando a dor continua por dias ou meses, é importante procurar um profissional de saúde para uma avaliação”, orienta. De acordo com a especialista, negligenciar o problema pode trazer consequências mais sérias. “Uma dor aguda pode evoluir para uma dor crônica quando não é tratada adequadamente”, explica.
Cerca de 30% da população mundial convive com dor crônica, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além de comprometer a qualidade de vida, esse tipo de dor está associado a transtornos como ansiedade e depressão. Uma revisão de estudos da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, aponta que até 40% dessas pessoas também apresentam essas condições.
No Brasil, o cenário é semelhante. Dados do Ministério da Saúde indicam que 37% dos brasileiros com mais de 50 anos sofrem com dor crônica e, entre eles, cerca de 30% recorrem ao uso de opióides para aliviar os sintomas. De acordo com especialistas, a dor é considerada crônica quando persiste por mais de três meses e costuma ter tratamento mais complexo.
Entre as dores mais comuns que costumam ser ignoradas pela população estão as dores de cabeça, nas costas, musculares, articulares e abdominais. Apesar de frequentes, esses sintomas podem evoluir e comprometer a qualidade de vida.
A médica e professora Bruna Borges, especialista em cuidados paliativos e coordenadora do curso de Medicina da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara, chama atenção para o conceito de “dor total”, que amplia a compreensão sobre o problema. “A dor não é um sintoma isolado. Ela envolve dimensões física, emocional, social e espiritual, que interagem entre si”, explica.
Na prática, isso significa que a dor pode ter diferentes origens e manifestações. A dor física está relacionada a lesões, inflamações ou problemas no corpo. Já a dor emocional envolve sentimentos como ansiedade, medo e tristeza, que podem intensificar o desconforto. A dor social está ligada a fatores como isolamento, perda de renda ou mudanças no papel familiar e profissional. Por fim, a dor espiritual diz respeito a questões existenciais, como o sentido da vida, sofrimento e finitude.
Segundo Bruna Borges, fatores como ansiedade, medo, isolamento social e conflitos pessoais também influenciam diretamente a percepção da dor, o que exige uma abordagem mais ampla no cuidado.
Nem toda dor exige intervenção imediata, mas alguns sinais devem chamar atenção. Sheila Ramos destaca que é importante observar fatores como intensidade, duração e frequência. “Quanto mais tempo a dor persiste e quanto mais limita as atividades do dia a dia, maior é a necessidade de avaliação profissional”, afirma. Outros sinais incluem dor que piora com o tempo, dificuldade de movimentação e sintomas associados, como formigamento ou fraqueza.
Segundo Bruna Borges, o tratamento da dor deve ser individualizado e considerar o contexto de cada paciente. “A gente não trata só o sintoma, mas a história daquela pessoa e o impacto da dor na vida dela”, explica. Ela destaca que o cuidado envolve tanto o uso de medicamentos — seguindo protocolos como a escada analgésica da OMS — quanto estratégias não farmacológicas, como apoio psicológico, práticas integrativas e reabilitação.
Nesse contexto, a fisioterapia tem papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento das dores. “A abordagem fisioterapêutica busca prevenir lesões antes que elas ocorram, além de aliviar a dor e melhorar a funcionalidade do paciente”, afirma Sheila Ramos.
Hábitos do dia a dia estão entre os principais responsáveis pelo surgimento de dores. O sedentarismo e o uso excessivo de celular, por exemplo, estão associados a grande parte das queixas na região lombar e cervical. A má postura, especialmente durante longos períodos em frente a telas, contribui para a sobrecarga muscular e pode desencadear dores recorrentes.
O uso frequente de medicamentos para dor também exige atenção. Embora possam trazer alívio momentâneo, eles não tratam a causa do problema e ainda podem provocar efeitos colaterais. “Além de mascarar a dor, o uso contínuo de medicamentos pode causar gastrite, úlceras e até agravar outras patologias”, alerta Sheila Ramos.
A recomendação é não esperar a dor se tornar intensa ou incapacitante para buscar atendimento. “O ideal é procurar um fisioterapeuta assim que surgirem sinais de dor persistente, desconforto funcional ou limitação de movimento”, orienta.
Para as especialistas, entender a dor como um sinal do corpo é o primeiro passo para evitar complicações. “Sentir dor não deve ser normalizado. O corpo sempre está tentando comunicar que algo precisa de atenção”, conclui Sheila Ramos.
‘Em Nome da Família’ leva drama intenso sobre relações familiares ao palco do Teatro Gebes Medeiros

O espetáculo teatral “Em Nome da Família” retorna aos palcos de Manaus nos dias 15 e 16 de maio, às 18h30, no Teatro Gebes Medeiros, localizado na avenida Eduardo Ribeiro, 937, Centro de Manaus. Com classificação indicativa de 16 anos e entrada gratuita, a montagem propõe ao público uma imersão em conflitos familiares marcados por dor, dependência emocional e afetos fragilizados.
Promovido com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, o espetáculo é contemplado pelo Edital de Chamamento Público nº 07/2024 – Fomento à Execução de Ações Culturais de Teatro, o projeto reforça o incentivo à produção artística local e evidencia a força do teatro amazonense na abordagem de temas humanos e sociais.
Inspirada na obra Longa Jornada Noite Adentro, do dramaturgo Eugene O’Neill, a peça acompanha a trajetória de uma família em colapso, onde cada personagem carrega traumas, vícios e frustrações profundas. A narrativa se desenvolve dentro de uma casa marcada pelo silêncio, pelas mágoas acumuladas e pela tentativa constante de manter aparências diante da própria destruição emocional.
No centro da história está um pai falido, preso à ilusão de sucesso enquanto enfrenta o alcoolismo. Ao seu lado, a mãe convive com a dependência de morfina e com o luto pela perda de um filho, tornando-se emocionalmente distante e superprotetora com o caçula da família. E’ os dois filhos carregam conflitos distintos: um enfrenta uma grave doença, enquanto o outro vive consumido pelo ressentimento e pela rejeição familiar. Em meio ao caos emocional, o mordomo da casa surge como uma figura de acolhimento inesperado.
Com direção e produção de Sam Kelwen, o espetáculo reúne no elenco Miro Messa, Neuriza Figueira, Orleilson Saraiva, Kauan Summers e o próprio diretor. A montagem também conta com sonoplastia de Mario Jorgi, iluminação de Cris Jardim, assistência de produção de Vinny Travassos e tradução em Libras realizada por Geisy Duarte e Priscilla Printes.
Com uma narrativa intensa e emocionalmente provocadora, “Em Nome da Família” convida o público a refletir sobre os limites do amor, as marcas invisíveis deixadas pelas relações familiares e os impactos do silêncio dentro de casa.
De olho nas eleições, Lula lança mais um pacote contra o crime organizado

O governo federal lançou hoje um novo programa contra o crime organizado, com foco em combate às estruturas financeiras das organizações e reforço de presídios, em mais uma tentativa de melhorar a segurança pública, um dos calcanhares de Aquiles da gestão do presidente Lula (PT).
O programa Brasil Contra o Crime Organizado terá diferentes frentes. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, atuará na “asfixia financeira” e maior controle prisional para “desarticular as estruturas econômicas, operacionais e territoriais que sustentam as organizações criminosas”.
O investimento do governo será de R$ 1,06 bilhão em 2026. O montante será distribuído em quatro eixos:
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R$ 388,9 milhões para ações de asfixia financeira de organizações
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R$ 330,6 milhões para o sistema prisional
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R$ 201 milhões para esclarecimento de homicídios
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R$ 145,2 milhões para enfrentamento ao tráfico de armas
O principal eixo do projeto é o financeiro. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o investimento seguirá os moldes da operação Carbono Oculto. Realizada em agosto do ano passado em uma parceria do ministério com a Receita Federal, a Polícia Federal, o Ministério Público e órgãos estaduais, a operação é considerada a maior do país contra organizações criminosas na economia formal. “Essa experiência é exitosa, serve de modelo e de matriz para esse eixo e nos dá a segurança de êxito dessa iniciativa”, disse.
“Hoje, [o crime organizado] não é uma coisa mais de uma favela —aliás, nunca foi da favela”, disse Lula, no evento no Palácio do Planalto. “Muitas vezes, a polícia olha para a favela, mas ele [o crime] está no 15º andar de um apartamento de cobertura, olhando a ação da polícia. Muitas vezes, ele está no meio empresarial, no Poder Judiciário, no Congresso Nacional, no futebol… Ou seja, ele está espalhado por todas as categorias existentes e, hoje, a nível internacional.”
O programa prevê instalar “padrão segurança máxima” nas 138 unidades prisionais “mais sensíveis” nos estados e no Distrito Federal. “O reaparelhamento dessas 138 unidades, com equipamentos de última geração e padronização, seguirá protocolos de segurança semelhantes aos aplicados no sistema penitenciário federal” explicou Lima e Silva. Os presídios, porém, são de administração dos estados.
Também haverá varreduras periódicas para tentar cortar o contato de presos com o lado externo. “Serão realizadas várias operações policiais penais em diversos presídios de todos os estados. Em média, duas a cada mês, com o objetivo de retirar celulares e outros materiais ilícitos.”
Com as ameaças de intervenção dos Estados Unidos no combate às facções criminosas, os presídios entraram ainda mais no radar. “Diferentemente do passado, quando as unidades prisionais eram apenas a ponta do iceberg, hoje elas são o centro, o local onde tudo é formulado e gestado, de onde todas as ordens saem”, afirmou o ministro.














