
O presidente Lula (PT) encerrou sua campanha à reeleição neste sábado (24) com um ato que reuniu uma multidão de apoiadores ao longo da avenida Paulista, em São Paulo.
O candidato desfilou em um carro aberto ao som de jingles de campanha, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da primeira-dama Janja e dos ex-ministros Fernando Haddad e Simone Tebet.
Durante o trajeto, segurou cartazes entregues por apoiadores, entre eles um com os dizeres “Mais livros, menos armas” e outro com “Perdi meus pais na pandemia”. Também exibiu um exemplar da Constituição e a bandeira do Brasil.
Apoiadores do petista tomaram a avenida desde a altura da alameda Pamplona até a rua da Consolação. O carro de Lula enfrentou dificuldades para se locomover em função da multidão aglomerada na Paulista e nas vias transversais ao longo do trajeto. No microfone, os locutores pediam que as pessoas caminhassem para que o veículo pudesse avançar. A reportagem do UOL viu ao menos cinco pessoas passarem mal durante a caminhada.
O próprio Lula fez um apelo aos manifestantes. “Essa é a passeata maior que já foi feita na historia da avenida Paulista e eu estou preocupado porque tem muito empurra-empurra aqui e tem gente passando mal”, disse o presidente, na altura do Masp, por volta de 17h15, quando desceu do veículo onde estava para se transferir a um trio elétrico maior.
A caminhada ganhou ao final clima de micareta, com os apoiadores dançando jingles em ritmo de piseiro e pagodão baiano, além de outras canções emblemáticas, como “O Bêbado e o Equilibrista”, na voz de Elis Regina, “AmarElo”, do rapper Emicida, e “Gente”, de Caetano Veloso.
O presidente não discursou, apenas agradeceu aos apoiadores e afirmou que era a maior manifestação da história. Antes, em coletiva de imprensa, Lula disse que “jamais imaginou disputar a eleição com um mentiroso, miliciano e desqualificado” e que está “convencido” de que vai vencer a disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
“Eu confesso a vocês, depois de tantas campanhas que eu já participei, de conversar com tanta gente importante, jamais imaginei disputar a eleição com um mentiroso, um miliciano, um desqualificado como o rapaz que está disputando a Presidência da República”, disse Lula a jornalistas.
O presidente afirmou que o adversário “não tem nenhum compromisso com nenhuma verdade” e fez referência ao caso da menina Ana Clara, de 5 anos, morta com um tiro de fuzil em 2021, enquanto brincava na porta de casa na comunidade do Monan Pequeno (RJ).
Flávio é advogado e defendeu o policial Bruno Dias Delaroli, acusado de efetuar os disparos que atingiram a criança. “Uma pessoa dessa não tem condições políticas, morais e éticas para chegar à presidência da República”, disse o petista.
“Não é possível imaginar que um cidadão desse, num país de 215 milhões de habitantes, queira ser presidente da República. Por isso eu estou convencido que nós vamos ganhar as eleições” afirmou Lula.
O candidato à reeleição também afirmou que sua campanha trabalhou muito para convencer as pessoas que não foram votar, que anularam o voto ou os eleitores indecisos.
Antes da chegada de Lula, as ex-ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) falaram à multidão na Paulista. Sem pedir votos, elogiaram a militância e saudaram a democracia à espera de Lula. “Daqui a pouco ele está conosco nessa passeata em rumo ao Planalto”, disse Marina. Os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio), Dario Durigan (Fazenda) e Márcio França (Empreendedorismo) também estão presentes no ato. O deputado estadual reeleito Eduardo Suplicy (PT) também participou do ato.
Lula comemora multidão
Gigantesco, São Paulo.
Histórico.
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— Lula (@LulaOficial) October 24, 2026











