Entregadores - Foto: Reprodução / Twitter / @jairomalta

Se você é entregador de aplicativo ou mototaxista e pretende trocar de veículo, vale ficar atento. O governo federal lançou nesta segunda-feira (27) o programa Move Brasil Entregadores e Motoapp, que facilita o financiamento de motos e bicicletas, elétricas ou não, utilizadas no trabalho.

A iniciativa oferece financiamento de até 100% do valor do veículo, sem necessidade de entrada e com taxas de juros menores das praticadas pelo mercado. A linha de crédito será operada pela Caixa Econômica Federal, com recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Segundo o governo, a expectativa é financiar em torno de 100 mil motos, motonetas e ciclomotores em todo o país.

Quem pode participar?

O programa é destinado para profissionais que utilizam este meio de veículos de duas rodas para poder trabalhar, sendo eles:

entregadores e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativos há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas;
ciclistas, motofretistas e mototaxistas contratados pelo regime CLT, com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.

Para financiar motocicletas, também é necessário possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A.

Como fazer o cadastro?

O primeiro passo é realizar o cadastro pela plataforma Gov.br. Após o envio das informações, o Governo irá analisar para verificar se o profissional atende aos critérios do programa. A resposta será enviada em até cinco dias úteis.

Se o cadastro for aprovado, o interessado poderá procurar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil ou outra instituição financeira parceira para solicitar o financiamento.

Vale lembrar que a aprovação para participar do programa não garante a liberação do crédito, já que a decisão final depende da análise feita pelo banco.

Quais veículos podem ser financiados?

Antes de escolher o veículo, é importante verificar se ele atende às regras do programa.

São aceitos:

  • motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas;

  • motocicletas elétricas com potência de até 7.500 watts;

  • bicicletas elétricas de até 1.000 watts.

Além disso, os veículos devem ser zero quilômetro, fabricados no Brasil ou ter projeto de produção nacional. Modelos movidos apenas a gasolina, híbridos e usados não fazem parte do programa.

Modelos disponíveis

Entre as motos a combustão que fazem parte do programa estão:

  • Honda Biz 125 EX: R$ 16.840;

  • Honda CG 160 Cargo: R$ 18.390;

  • Yamaha Factor: R$ 18.490;

  • Yamaha Factor DX: R$ 18.990;

  • Honda CG 160 Titan: R$ 20.590;

  • Honda CG 160 Fan: R$ 20.590;

  • Yamaha Fazer FZ15: R$ 21.190;

  • Honda CG 160 50 Anos: R$ 21.270;

  • Honda NXR 160 Bros CBS: R$ 22.400;

  • Yamaha Crosser 150 S ABS: R$ 22.790;

  • Yamaha Crosser 150 Z ABS: R$ 22.990;

  • Honda NXR 160 Bros ABS: R$ 23.390.

Já entre os modelos elétricos disponíveis estão:

  • Shineray SE1: R$ 12.490;

  • Shineray SE2: R$ 12.490;

  • Watts W125: R$ 15.992;

  • Shineray SHE-S: R$ 16.490;

  • Yamaha Neo’s: R$ 25.990.

Como funciona o financiamento?

O programa permite financiar até 100% do valor do veículo, sem necessidade de entrada.

As taxas de juros são de:

  • 11,5% ao ano para mulheres;

  • 12,5% ao ano para homens.

Segundo o governo, os percentuais representam menos da metade da média cobrada pelo mercado. Dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF) mostram que a taxa média chegou a 26,6% ao ano em abril de 2026.

O prazo para pagamento é de até 48 meses, com dois meses de carência para pessoas físicas.

Existe limite de valor?

Não, o programa não estabelece um valor máximo para o veículo. O que define quais modelos podem ser financiados são os critérios técnicos, como cilindrada, potência, fabricação nacional e tipo de combustível.

Quem tem nome sujo pode participar?

Sim, o programa não exige que o participante esteja com o nome limpo, porém a liberação continua sujeita à análise de crédito da instituição financeira. Isso significa que bancos e concessionárias poderão negar o crédito caso identifiquem restrições financeiras.

Quais documentos são necessários?

O cadastro é feito utilizando a conta Gov.br e, por isso, não é necessário apresentar documentos nesta etapa. As informações do usuário, incluindo a CNH, são utilizadas para verificar se ele atende aos requisitos do programa.

Caso o financiamento seja aprovado, a instituição financeira poderá solicitar outros documentos conforme suas regras para contratação.

Além da compra de motos, programa também incentiva veículos elétricos.

Outra novidade é que também prevê linhas de crédito para ampliar a infraestrutura de recarga e troca de baterias de motocicletas elétricas. A medida busca incentivar o uso desse tipo de veículo e ampliar a rede de apoio para os profissionais que optarem por modelos elétricos.

Agora que você já sabe as regras do programa, vale verificar se atende aos critérios exigidos e os modelos que estão disponíveis. Caso seja aprovado no cadastro, o próximo passo será procurar uma instituição financeira participante para solicitar o financiamento e passar pela análise de crédito.

*Com informações de IG