
A capital do Amazonas amanheceu sob uma espessa camada de fumaça e forte odor de queimadas. Dados em tempo real monitorados pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontam que a qualidade do ar atingiu as faixas “Muito Ruim” e “Péssima” em diversas zonas da cidade.
Com estações registrando concentrações de material particulado fino (PM2,5) entre 98 µg/m³ e 116,5 µg/m³, o ar respirado na maior metrópole da Amazônia coloca a população humana e os animais sob severo risco toxicológico.
Comparativo global: índice de poluição
O cenário em Manaus supera com folga os parâmetros de segurança internacional e atinge patamares comparáveis aos das capitais historicamente mais poluídas da Ásia e do Oriente Médio (vide tabela abaixo)
Os registros captados pela rede SELVA colocam a concentração de poluentes tóxicos em Manaus em um nível quase 8 vezes acima do teto recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para exposição diária.
Impactos na saúde humana
O particulado fino (PM2,5) tem diâmetro microscópico capaz de penetrar profundamente nos alvéolos pulmonares e atingir a corrente sanguínea:
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Sintomas imediatos: Ardência nos olhos, tosse seca persistente, irritação de garganta, coriza e cefaleia.
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Grupos vulneráveis: Idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades respiratórias (asma, bronquite e DPOC) enfrentam risco iminente de descompensação e necessidade de internação.
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Riscos sistêmicos: A inalação prolongada de fuligem eleva a pressão arterial e amplifica a probabilidade de eventos cardiovasculares agudos, como infarto e AVC.
Impactos na saúde animal
A inalação contínua de fuligem afeta diretamente cães, gatos e a fauna silvestre urbana:
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Aparelho respiratório sensível: Cães e gatos — especialmente raças braquicefálicas (focinho achatado, como Pugs, Buldogues e Persas) — apresentam fadiga extrema, respiração ofegante, tosse e conjuntivite química.
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Intoxicação por higiene: Gatos e outros animais que se lambem ingerem partículas de cinzas depositadas nos pelos, aumentando o risco de irritações gástricas e toxicidade secundária.
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Aves e fauna urbana: Aves possuem sacos aéreos altamente eficientes e extremamente vulneráveis a gases tóxicos, registrando casos de asfixia e desorientação de voo.
Recomendações e medidas de mitigação
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Uso de máscaras: Recomenda-se o uso de respiradores adequados (modelos PFF2 / N95); máscaras de pano simples não barram o particulado fino PM2,5.
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Hidratação e ambiente: Manter hidratação constante de pessoas e pets, fechar portas e janelas nos períodos de maior fumaça e utilizar umidificadores ou bacias de água em cômodos fechados.
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Atividades físicas: Suspender exercícios físicos ao ar livre e evitar passeios longos com animais de estimação durante as horas de pico de poluentes.
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Combate institucional: medidas e recursos para o Amazonas











