“Me sinto alegre e livre quando estou pintando e é o que eu quero que as pessoas sintam com as minhas pinturas”, diz a estudante brasileira Sophia Helena Moreira de Oliveira, de dez anos, que chamou a atenção internacionalmente com suas telas que vão da arte figurativa, com paisagens e animais, à abstrata.
A artista mirim, que vive em Madureira, no subúrbio do Rio de Janeiro, venceu um concurso internacional para levar duas obras inéditas para o Salão Internacional de Arte Contemporânea no Carrousel du Louvre, um centro comercial localizado no subterrâneo do Museu do Louvre, em Paris.
Sua arte será exposta em outubro, numa galeria que apresenta talentos de várias partes do mundo. “Eu não sabia que tinha capacidade de produzir algo que pudesse participar disso. É algo grandioso, um privilégio”, diz Oliveira.
A chance de expor em Paris surgiu quando a mãe da estudante, a funcionária pública Daniele Moreira, de 44 anos, viu no Instagram o anúncio do concurso, que seria realizado por uma empresa de assessoria artística, a Vivemos Arte, que participa do evento francês. Moreira enviou o portfólio da filha, e a menina fez uma entrevista por videoconferência com a diretora da empresa, Lisandra Miguel.

“Ela compartilhou ideias sobre o desenvolvimento de sua arte e um pouco sobre seus interesses infantis. Após uma análise abrangente, concedi aprovação para a participação de Sophia na Fira de Barcelona, na Espanha, e no prestigiado evento do Carrousel du Louvre, na França, além da sua inclusão no livro ‘Vivemos Arte — 4ª Edição’, a ser lançado em Paris”, diz a diretora.
A menina é aluna do Colégio Adventista de Jacarepaguá, na zona oeste da capital fluminense. Foi lá que uma professora notou o seu dom artístico, ainda aos seis anos. “Confesso que não levei a sério, porque não podia imaginar nem como começar a ajudar a minha filha. A primeira dificuldade já foi para conseguir um curso para ela, que fosse acessível para nós, mas as coisas foram acontecendo”, diz a mãe.
“Por muitas vezes, pensei em desistir, porque é um ramo muito difícil principalmente para nós, moradores do subúrbio do Rio e sem acesso ao mundo da arte. Tive que aprender tudo, de repente, e ainda estou aprendendo, para tentar ajudar.”
O incentivo parte de toda a família. A mãe conta que o irmão mais novo, Daniel, de sete anos, se intitula como o maior fã da jovem pintora. Já o pai, Márcio Domingos de Oliveira, de 45 anos, foi quem pegou na mão da filha para ensinar os primeiros traços.
