Marina Silva repudia ataque e pede respeito: ‘Não podemos permitir que seja naturalizado’ - Foto: Reprodução / Instagram

A candidata ao Senado Federal por São Paulo e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede Sustentabilidade) repudiou o ataque que sofreu de um homem desconhecido na segunda-feira, 17. Em um vídeo publicado nesta terça-feira, 18, ela agradeceu o apoio e as manifestações de solidariedade de lideranças políticas, instituições e movimentos sociais.

Marina afirmou que recebeu a solidariedade de pessoas de diferentes setores, inclusive de adversários políticos. Para ela, episódios como esse reforçam a necessidade de união da sociedade para rejeitar tentativas de agressão e intimidação motivadas por diferenças políticas.

“O episódio de ontem diz respeito não apenas a mim. Ele nos alerta para uma realidade que atinge muitas mulheres todos os dias: a violência política de gênero e as diversas formas de violência, constrangimento e silenciamento que ainda procuram afastá-las dos espaços públicos e dos lugares de decisão”, falou.

O ataque

Marina Silva foi alvo de hostilidade durante o primeiro ato de campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, nesta segunda-feira, 17. O evento, que também contou com a presença de Simone Tebet (PSB), foi marcado por uma caminhada com mulheres. Durante o trajeto, um homem desconhecido atacou Marina, como mostram vídeos que circulam nas redes sociais.

Em registros, é possível ver um homem exaltado dizendo que “ela voltou para a cena do crime”. Ele ainda questiona se Marina “defende a democracia”. Questionado, com pessoas ao redor tentando afastá-lo, ele diz que não estava reagindo e rebate: “Que bater em mulher o caralh*, rapaz”. Até a publicação desta matéria, ele não foi identificado.

No pronunciamento de hoje, a ex-ministra defendeu que esse tipo de comportamento não seja normalizado, e que é preciso apurar os fatos com rigor e responsabilizar quem passar dos limites da lei. “Não podemos permitir que comportamentos dessa natureza sejam naturalizados. É preciso apurar os fatos com rigor, responsabilizar quem ultrapassa os limites da lei e fortalecer uma cultura democrática baseada no respeito”.

Marina garantiu que seguirá nas ruas conversando com a população durante a campanha, e exigiu respeito.

“Divergências, críticas e protestos fazem parte da democracia. Intimidação, agressão e violência, não. As mulheres merecem respeito. São Paulo merece respeito”, finalizou.

*Com informações de Terra