A dona da produtora GoUp, Karina Ferreira da Gama, afirmou que Daniel Vorcaro bancou mais de 90% da produção de “Dark Horse”, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Karina, o filme está em fase de pós-produção. Na entrevista, a empresária disse que o orçamento já realizado do filme está em cerca de 13 milhões de dólares.
Antes, a produtora negou ter recebido recursos de Vorcaro. No dia 13 de maio, a GoUP divulgou uma nota em que “afirma categoricamente que não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.”
Karina disse o mesmo em entrevista à Folha de S.Paulo. “Eu já falei com a equipe dele [Flávio Bolsonaro]. Não tenho absolutamente nenhum recurso oriundo dessa pessoa ou das empresas que ele ou Fabiano Zettel fazem parte”, declarou.
Hoje, Karina afirmou que a produtora precisou procurar novos investidores após a prisão de Vorcaro. À Globonews, ela disse que Vorcaro atuou como um intermediador de verba para o longa, não como investidor. Flávio, no entanto, tem dito que o banqueiro foi um investidor do filme.
“Quando ele [Vorcaro] foi preso, a gente já estava filmando. Eu tinha folha de pagamento para pagar, eu já tinha profissionais para pagar. E nenhum deles sentiu o impacto porque todo mundo arregaçou as mangas. ‘Gente, vamos ver onde a gente ajuda, quem pode apoiar’. Nossa vida todo dia era falar com pessoas da iniciativa privada que pudessem apoiar o nosso projeto.” afirmou Karina da Gama.
Entenda o caso
Flávio pediu dinheiro a Vorcaro em áudio. O conteúdo foi revelado pelo Intercept Brasil. O banqueiro teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões para o financiamento de Dark Horse.
Pelo menos 10,6 milhões de dólares teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025. Segundo o site, parte do dinheiro foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas (EUA) e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.
Os dois trocaram mensagens dois dias antes de Vorcaro ser preso. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, escreveu Flávio.
Senador confirmou negociação com o dono do Master. Ele afirma, no entanto, que se trata de patrocínio privado e nega irregularidades. Antes dos diálogos virem à tona, o pré-candidato disse que não conhecia Vorcaro e disse que o dinheiro do banqueiro para o filme era “mentira”. Depois, mudou a versão.
A Polícia Federal apura se o dinheiro destinado ao filme teria bancado despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. O deputado nega.
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