O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro - Foto: Reprodução / Agência Brasil

A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e recomendou nesta terça-feira (21), ao Ministério da Justiça, a sua demissão por abandono do cargo de escrivão da corporação. A decisão deve ser publicada pelo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva

Eduardo Bolsonaro está há mais de um ano nos Estados Unidos , para onde se mudou alegando ser vítima de perseguições políticas no Brasil.

Nesta segunda (20), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu o green card do governo Trump e agora passa a morar legalmente no país.

A conclusão do PAD é mais um capítulo na série de episódios envolvendo Eduardo Bolsonaro.

Após meses nos Estados Unidos e sem comparecer às sessões da Câmara dos Deputados, ele acabou tendo seu mandato cassado por excesso de faltas.

Condenado

No 16 de junho último, o então réu em processo que tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF) foi julgado e condenado a 4 anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por crimes relacionados à coação no curso do processo.

Segundo a decisão, ficou comprovado que o ex-deputado atuou para tentar interferir no julgamento da ação penal envolvendo o seu pai, Bolsonaro.

Ainda de acordo com a denúncia, ele buscou apoio de integrantes do governo norte-americano para a adoção de sanções contra ministros do STF e outras autoridades brasileiras, alegando perseguição política ao ex-presidente, que também foi condenado no julgamento no da trama golpistas no STF, em setembro de 2025, e agora cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar humanitária.

No julgamento em junho, o Supremo também determinou a perda do cargo público de escrivão da Polícia Federal e decretou a inelegibilidade do réu por oito anos após o cumprimento da pena.

Sem mandato, Eduardo deveria retornar ao cargo de escrivão da PF no Rio de Janeiro, no qual ele ingressou por meio de c oncurso público em 2010.

Como ele não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso em fevereiro deste ano.

Desde então, o ex-deputado está afastado do cargo. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio determinou que ele entregasse a carteira funcional e sua arma de fogo.

*Com informações de IG