Deolane Bezerra - Foto: Reprodução / Instagram

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa, nesta quinta-feira (21), em uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Há também um mandado de prisão contra Marco Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, apontado como chefe da facção.

Além de Deolane, também foi preso Everton de Souza, conhecido como Player. Segundo investigações, ele é apontado como operador do PCC.

O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, que é considerado um filho de criação por Deolane, também é alvo de busca e apreensão. Outros alvos da Operação Vérnix são o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos dele, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexander Ribeiro Herbas Camacho.

Marcola e o irmão já cumprem pena na Penitenciária Federal de Brasília e devem ser comunicados sobre a nova ordem de prisão.

Ao todo, seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão, estão sendo cumpridos na manhã de hoje. Também foi determinado o bloqueio de 39 veículos e R$ 357,5 milhões em bloqueios financeiros dos investigados.

Prisão anterior

Esta não é a primeira vez que Deolane Bezerra é presa durante uma operação. Em setembro de 2024, a advogada e influenciadora foi detida em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco, que investigava uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

Na ocasião, também foi determinada a entrega do passaporte de Deolane, a suspensão do porte de arma e o cancelamento do registro de arma de fogo. Deolane também teve R$ 2,1 bilhões bloqueados de contas bancárias, além do confisco de bens.

A Operação Integration começou em abril de 2023 e, além de Deolane Bezerra, foram expedidos 18 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão em várias cidades, incluindo Recife, Campina Grande (PB), Barueri (SP), Cascavel (PR), Curitiba e Goiânia.

Em investigações anteriores, em 2022, a influenciadora foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Civil de São Paulo. À época, a investigação estava ligada à Betzord, uma empresa de apostas esportivas na internet. A Betzord era investigada por crimes contra a economia popular e associação criminosa. Após a busca, Deolane publicou um vídeo afirmando que nada de ilícito havia sido encontrado em sua residência.

Em fevereiro de 2024, a Polícia Civil do Rio de Janeiro investigou a relação de Deolane com traficantes do Complexo da Maré, após ela postar um vídeo com o cordão de ouro do chefe do tráfico da favela. Deolane alegou que o cordão era uma homenagem à comunidade.

*Com informações de IG