Manaus Airport é um dos primeiros da região Norte a alcançar o nível 3 do ACA - Foto: Assessoria

Os aeroportos que fazem parte da rede VINCI Airports no Amazonas tiveram suas práticas de gestão ambiental reconhecidas internacionalmente e conquistaram a certificação Airport Carbon Accreditation (ACA), concedida pelo International Airports Council (ACI). O Aeroporto de Manaus é um dos primeiros no Norte do Brasil a alcançar o nível 3 da certificação, o que demonstra um progresso significativo na gestão de carbono. Boa Vista, Porto Velho e Rio Branco também alcançaram o nível 3 da ACA.

Os aeroportos de Tabatinga e Tefé estão no nível 1. Esta conquista reflete o compromisso dos aeroportos com a sustentabilidade operacional e a preservação ambiental, um dos valores fundamentais da empresa.

Para obter a certificação de Nível 1, é necessário medir a pegada de carbono anualmente, identificando as principais fontes de emissão, seguindo metodologias reconhecidas internacionalmente, como o Protocolo GHG.

No Nível 3, os requisitos são mais abrangentes. Além do inventário de emissões, os aeroportos precisam demonstrar uma gestão estruturada de carbono, incluindo uma política de baixas emissões, metas de redução, monitoramento do consumo de energia e combustível, análise das emissões dos investimentos, treinamento interno, auditorias, comunicação de resultados e engajamento ativo de partes interessadas, como companhias aéreas, prestadores de serviços e outros operadores.

Principais avanços em Manaus

No Aeroporto de Manaus, iniciativas específicas impulsionam o progresso rumo à descarbonização, como operações utilizando energia verde certificada, modernização e eletrificação da frota, incluindo veículos operacionais; e a implementação de uma estação de tratamento de águas residuais com menores emissões de gases de efeito estufa.

O CEO da Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, Kleyton Mendes, destaca: “Esta certificação é um reconhecimento do nosso compromisso com as melhores práticas globais de sustentabilidade. Mais do que um resultado operacional, este avanço fortalece a colaboração com companhias aéreas, prestadores de serviços e a comunidade, reafirmando nosso compromisso contínuo com a descarbonização e a construção de uma indústria da aviação mais responsável e um futuro mais saudável”.

O diretor-geral de ACI-LAC e Rafael Echevarne, ressalta: “É motivo de grande satisfação da parte de ACI-LAC ver os aeroportos da rede Concessionária dos Aeroportos da Amazônia alcançando novos patamares no programa Airport Carbon Accreditation. O ingresso de Tabatinga, Cruzeiro do Sul e Tefé no Nível 1, somado ao avanço notável de Manaus, Porto Velho, Boa Vista e Rio Branco até o Nível 3, demonstra não apenas compromisso, mas verdadeira liderança de Vinci Airports Brasil na agenda de sustentabilidade. Essas conquistas refletem o empenho de nossos parceiros em transformar a aviação brasileira em referência mundial na gestão ambiental e na resposta às mudanças climáticas”.

Uma referência em sustentabilidade

Desde 2022, quando passaram a ser geridos pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, os aeroportos de Manaus, Tabatinga, Tefé, Boa Vista, Porto Velho, Rio Branco e Cruzeiro do Sul têm recebido melhorias contínuas em energia, infraestrutura, frota, gestão de resíduos e processos, seguindo as diretrizes da política ambiental da VINCI Airports. A empresa estabeleceu a meta de reduzir as emissões em 66% até 2030 e atingir o Net Zero até 2050. Atualmente, a redução de emissões já alcançou 77,7% nos sete aeroportos.

Os resultados alcançados até o momento são fruto de um conjunto amplo e integrado de medidas técnicas e operacionais, apoiadas por Planos de Gestão de Carbono específicos implementados para cada aeroporto, combinando ações de curto, médio e longo prazo.

O Aeroporto Salvador Bahia, primeiro da rede VINCI no Brasil, também foi pioneiro nas Américas, alcançando o nível 5 da ACA, o mais alto padrão global para a descarbonização de aeroportos.