Donald Trump, presidente dos Estados Unidos - Foto: Kayla Bartkowski / Getty Images
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou à Marinha que “atire e destrua” qualquer embarcação iraniana no Estreito de Ormuz. A nova ameaça foi anunciada por meio de uma postagem na Truth Social, plataforma criada pelo republicano, na manhã desta quinta-feira (23).
“Ordenei à Marinha dos Estados Unidos que atire e destrua qualquer embarcação, por menor que seja (todos os seus navios, 159 deles, estão no fundo do mar!), que esteja lançando minas nas águas do Estreito de Ormuz. Não deve haver hesitação. Além disso, nossos navios caça-minas estão limpando o Estreito neste momento. Por meio deste, ordeno que essa atividade continue, mas em escala triplicada! Agradeço a sua atenção a este assunto”. Donald Trump
A ordem do presidente norte-americano vem no mesmo dia em que o Irã divulgou um vídeo com apreensão de navios no Estreito de Ormuz. As imagens, exibidas pela TV estatal na madrugada de quinta-feira (23), mostram militares armados embarcando nas embarcações em alto-mar, segundo a Reuters.
No vídeo, aparecem l anchas rápidas com bandeiras iranianas se aproximando dos cargueiros. Em seguida, soldados sobem a bordo com fuzis e percorrem o interior dos navios.
Disputa no Estreito Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Cerca de 20% da carga global passa pela região. A ação iraniana e nova ameaça do governo estadunidense acontece durante o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos contra portos iranianos, em vigor desde 13 de abril.
Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, o país tem alternado restrições à passagem de embarcações estrangeiras. O movimento inclui abertura e fechamento do estreito em diferentes momentos, além de registros de incidentes com navios comerciais na área.
As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem sem avanço, enquanto o cessar-fogo anunciado em abril foi prorrogado sem data definida para término. Porém, não há ainda um sinal claro de que o conflito continue por esse caminho sem ataques.