Celular guardado em mochila de estudante de escola municipal do Rio de Janeiro - Foto: Divulgação
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), ampliou a proibição de uso de celulares e dispositivos tecnológicos nas escolas da rede de ensino municipal da cidade. A medida foi publicada em decreto nesta sexta (2).
De acordo com a publicação, além da sala de aula, também está proibido o uso durante os intervalos, incluindo o recreio.
Haverá permissão para uso dos dispositivos antes do início da primeira aula do dia, desde que fora da sala de aula, e após o fim da última aula do dia. Também está liberado quando houver autorização expressa do professor para fins pedagógicos.
Há uma exceção para o uso no recreio: caso a cidade esteja no estágio operacional 3, que é quando há pelo menos uma ocorrência de impacto na cidade que afete a mobilidade, como alagamentos. O estágio é o terceiro de uma escala de cinco, sendo este último o mais crítico.
A medida também prevê que, “caso haja o descumprimento das regras estabelecidas neste Decreto, o professor poderá advertir o aluno e/ou cercear o uso dos dispositivos eletrônicos em sala de aula, bem como acionar a equipe gestora da unidade escolar”.
Desde agosto de 2023 o uso de celulares já estava proibido durante as aulas da rede municipal. Na ocasião, também em decreto, a prefeitura informou que a decisão estava em consonância com um relatório da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) que apontava que o uso dos celulares poderia prejudicar a aprendizagem e a concentração.
Agora, a proibição até no recreio entra em vigor na data de sua publicação e tem efeito após 30 dias. A partir desse momento, “os celulares e demais dispositivos eletrônicos deverão ser guardados na mochila ou bolsa do próprio aluno, desligados ou em modo silencioso e sem vibração”, conforme especificado na publicação.
Como justificativa, Paes cita o relatório de 2019 da OMS (Organização Mundial da Saúde) que recomenda nenhum tempo de tela para crianças de 0 a 2 anos e menos de uma hora de tempo de tela para crianças de 2 a 5 anos.
Também afirma que já há “a iniciativa de diversos países de banirem total ou parcialmente o uso de celulares nas escolas para outras faixas etárias”.
Além de citar outros estudos internacionais no decreto, como dos Estados Unidos e Bélgica sobre o impacto na tecnologia para jovens de até 17 anos, Paes diz que foi realizada uma consulta pública pela Secretaria Municipal de Educação, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024.
“(A consulta) recebeu 10.437 contribuições, sendo: 83% favoráveis; 11% parcialmente favoráveis e; 6% contrárias à proibição do uso, pelos alunos, de celulares e demais dispositivos eletrônicos durante todo o horário escolar”, cita o documento.
O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) comemorou, por meio das redes sociais, os 13 anos do Programa Bolsa Idiomas, uma das mais importantes políticas públicas...
Uma das principais referências do país em Direito Ambiental, a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás e vice-presidente da...