Exército tenta esconder bônus de R$ 50 milhões e lista de servidores beneficiados
O Exército tentou esconder, pelo segundo ano consecutivo, informações sobre bônus que deve ser pago a mais de 2.000 servidores civis e somar R$ 49,4 milhões em 2024.
A cifra foi apresentada pelo Exército à CGU (Controladoria-Geral da União) após ter sido negada à Folha em pedido baseado na Lei de Acesso à Informação (LAI).
O pagamento acompanha metas sobre quatro objetivos da Força definidos como estratégicos, que são aumentar a “efetividade na gestão do bem público”, fortalecer a “dimensão humana”, aperfeiçoar o sistema de ciência, tecnologia e inovação do Exército, além de “contribuir com o desenvolvimento sustentável e a paz social”.
No ano passado, o Exército já havia se recusado a detalhar o pagamento do bônus e só compartilhou os dados após decisão da Controladoria. A Força, então, disse que pagou cerca de R$ 4,8 milhões.
As respostas dadas via LAI não deixam claro se o valor do bônus disparou entre 2023 e 2024 ou se a Força compartilhou dados parciais no ano anterior.
Os militares também tentaram esconder a lista de servidores que recebeu o benefício no ano atual. “A divulgação de informações de caráter pessoal deve ser cuidadosamente avaliada para garantir que exista uma justificativa clara e legítima para o acesso”, disse o órgão.
Na primeira resposta, o Exército afirmou apenas que pagaria “R$ 2.203,22 per capita/mês” em gratificações de desempenho. A reportagem recorreu e argumentou que esse dado nem sequer permite calcular o valor total desembolsado no ano. O órgão, porém, praticamente repetiu a resposta nos recursos de primeira e segunda instância, sendo o último assinado pelo gabinete do comandante do Exército, Tomás Paiva.
Na contestação seguinte, o Exército disse à CGU que havia pagado R$ 34,7 milhões em gratificações até agosto e projetou que pagaria R$ 49,4 milhões no ano. A pasta também estimou que 2.185 servidores civis devem receber parte do bônus.

A Força tentou manter sob sigilo a lista dos beneficiados. “Embora a remuneração seja uma informação pública, a associação de nomes a gratificações ligadas a avaliações de desempenho pode implicar na exposição de dados pessoais de caráter sensível”, disse o Exército.
A CGU recusou o argumento e determinou que o órgão detalhe os valores pagos, a lista de quem recebeu o bônus e aponte como foram analisadas as metas do ano. O prazo para a apresentação da resposta se encerra em 21 de outubro.
O órgão afirmou que a conduta do Comando do Exército não está amparada pela Lei de Acesso à Informação, “em que os princípios da máxima divulgação, da universalidade do acesso, e da celeridade e facilidade de acesso devem vigorar de modo a permitir que o cidadão tenha acesso pleno a informações de interesse universal, por instrumentos de transparência ativa, como os sites dos entes públicos, ou passiva, como no caso dos pedidos de acesso à informação”.
Nas respostas já apresentadas e contestadas pela Folha, o Exército havia apontado que o resultado alcançado em 2023 havia sido de 106,36% da meta estabelecida. Esse índice baliza o pagamento do bônus em 2024.
A Força também disse que as gratificações serão calculadas “multiplicando-se o somatório dos pontos auferidos nas avaliações de desempenho individual, metas intermediárias (obtidas em cada organização militar) e metas institucionais”.
“Dessa forma, o servidor civil receberá a totalidade da gratificação se a razão citada, a qual se denomina desempenho global, for maior ou igual a 81%”, disse ainda.
Em 2023, o Exército compartilhou apenas dados sobre um tipo de bônus, a GDPGPE (Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo), quando afirmou que pagaria R$ 4,8 milhões durante o ano.
Já na resposta de 2024, o Exército apontou valores pagos em quatro modalidades diferentes de gratificação, somando R$ 49,4 milhões projetados para o ano. Apenas a GDPGPE corresponde a R$ 38,75 milhões.
Questionado sobre a diferença dos valores, a assessoria de imprensa do Exército disse que só irá se manifestar na resposta a ser dada dada para cumprir a determinação da CGU.

Em 2023, o Exército pagou de R$ 1.000 a R$ 5.600 em bônus para 1.903 servidores civis. O órgão disse que o valor foi distribuído por terem sido atingidos 90,42% da meta de desempenho global do ano anterior.
Naquele ano, e somente depois de decisão da Controladoria, o órgão deu explicações genéricas sobre como calculou o resultado de cada meta.
A pasta disse, por exemplo, que chegou ao percentual de 85,5% da meta sobre contribuição com o desenvolvimento sustentável e a paz ao analisar o “cumprimento de operações de cooperação e coordenação com agências nacionais, nas quais incluem participação em programas sociais e ações subsidiárias”.
No ano passado, o Exército já havia omitido informações e foi obrigado pela CGU a entregar dados sobre a atuação dos militares no 8 de janeiro. Como a Folha mostrou, ainda assim o órgão se recusou a informar o autor e de que forma foi dada a ordem para cercar o acampamento golpista de Brasília com uma linha de tanques e militares na noite dos ataques às sedes dos três Poderes.
*Com informações de Folha de São Paulo
Botânica Office vence o prêmio “Internacional Americas Property Awards”
O Botânica Office foi um dos destaques no “Internacional Americas Property Awards”, que aconteceu em Los Angeles, nos Estados Unidos. O empreendimento da construtora e incorporadora Engeco, em Manaus, recebeu o prêmio de 5 estrelas na categoria Torre Comercial Brasil. A premiação reconhece as principais empresas e organizações do mercado imobiliário global.
Na ocasião, o Botânica também foi indicado para uma premiação global que vai acontecer em Londres, na Inglaterra, em fevereiro de 2025. “Com isso, além de ganhar uma premiação internacional, o empreendimento vai representar a América na premiação global, onde eles reúnem todos os principais continentes do planeta e premiam os melhores do mundo”, informou a coordenadora de Projetos da Troost + Pessoa, Jéssica Vitoriano, que representou a Engeco no evento.
A construtora segue colecionando premiações. Recentemente, destacou-se no cenário nacional ao ganhar o título de Melhor Incorporadora de 2024 pelo Conecta Imobi, considerada a premiação mais prestigiada do mercado imobiliário na América Latina.
Ainda este ano, a empresa também conquistou o Prêmio Saint-Gobain, conhecido como o “Oscar” da arquitetura brasileira, com o Botânica Office. Ganhou também o Prêmio Somos Cidade de Arquitetura Contemporânea, na categoria Empreendimentos em Execução.
E, em breve, haverá mais novidades chegando no mercado manauara. Isso porque, até dezembro de 2025, a Engeco tem como meta consolidar sua referência de mercado, assegurando 40 mil m² de área de venda.
Cargo definitivo! Flamengo efetiva Filipe Luís como técnico; veja tempo de contrato
Inicialmente anunciado como treinador interino após a demissão de Tite, Filipe Luís foi efetivado pelo Flamengo como o novo comandante da equipe.
Segundo informações do jornalista Lauro Jardim, do “O Globo”, o ex-lateral assinará em definitivo com o Rubro-Negro um contrato válido até dezembro de 2025. Assim, ele se torna o 13º treinador do clube sob a gestão de Rodolfo Landim.
Carreira como técnico
Aos 39 anos, Filipe Luís estreia como treinador do time principal do Flamengo em menos de um ano após a aposentadoria dos gramados. Com carreira ascendente na base, ele começou em janeiro de 2024 como técnico do sub-17 da equipe carioca, somando 11 vitórias em 13 jogos, implementando um estilo de jogo de posse de bola e agressividade.
Já no mês de junho, o ex-lateral flamenguista passou a comandar o time Sub-20 do Flamengo, onde conquistou a Copa Intercontinental da categoria, em partida contra o Olympiakos, no Maracanã.
Com a chegada ao profissional após a demissão de Tite, Filipe Luís não comandará a equipe na final do Campeonato Carioca Sub-20, onde o Flamengo enfrenta o Vasco no próximo fim de semana.
*Com informações de IG
Wilson Lima acompanha envio de ajuda humanitária para comunidades rurais de Manaus

O governador Wilson Lima acompanhou, nesta terça-feira (1º/10), os trabalhos de mais um envio de ajuda humanitária para comunidades rurais de Manaus afetadas pela seca, como parte da Operação Estiagem 2024. A ação do Governo do Amazonas integra as medidas de pronta resposta, com envio de ajuda humanitária, teve início em agosto, com a entrega de itens de primeira necessidade aos municípios afetados pela vazante.
“Nós começamos lá atrás essas entregas, inclusive com o apoio das Forças Armadas. As primeiras entregas foram feitas nas calhas do Solimões, Juruá e Purus e vamos seguir um cronograma. Nos próximos 20 dias vamos encerrar essa primeira etapa de entrega de 130 mil cestas básicas e vamos avaliando o comportamento dos rios e também da situação das comunidades, para implementar uma segunda fase de envios”, afirmou o governador Wilson Lima.
De acordo com a Defesa Civil do Estado, a ajuda humanitária atenderá, inicialmente, 12 comunidades da zona rural de Manaus, salão elas: Cavalo, Acácio, Agrovila, São Sebastião, Nossa Senhora do Livramento, Ebenezer, Julião, Abelha, Nossa Senhora de Fátima, Nova Vida, Nova Esperança e São Francisco do Caramuri. A estimativa é que 2.329 famílias, o equivalente a 9.316 pessoas, tenham sido impactadas pela vazante nas comunidades.
O objetivo do Governo do Estado é alcançar 96 comunidades rurais do município que estão com dificuldades para ter acesso a alimentos, água potável e outros materiais necessários para garantir a produção. A distribuição dos itens e a logística de envio será coordenada pela Defesa Civil.
“É uma ação humanitária muito robusta para poder alcançar esses irmãos ribeirinhos que estão necessitados. Isso inclui ainda entregas de purificadores do projeto Água Boa, distribuição de água, dando continuidade da Operação Estiagem. Hoje estamos em 41 municípios que estão recebendo, nesse momento, a ajuda humanitária do governo”, acrescentou o secretário da Defesa Civil, coronel Francisco Máximo.
Ajuda humanitária
Serão entregues 10 mil cestas básicas, correspondendo a 210 toneladas de alimentos, além de 200 caixas d’água de 500 litros. Somente em 2024, o Governo do Estado já distribuiu 1.945 toneladas de alimentos e 700 caixas para armazenamento de água por meio da Operação Estiagem. As ações somam ainda a instalação de 35 purificadores de água pelo projeto Água Boa.
Atendendo alunos impactados, a Secretaria de Educação e Desporto Escolar (Seduc) também vai enviar 510 kits para estudantes de 20 escolas da zona rural. Os kits contêm 14 itens alimentares normalmente consumidos nas unidades de ensino e apostilas de estudo do “Aula em Casa”. A secretaria estima que mais de 3 mil alunos já foram afetados pela estiagem severa no estado.
Também serão distribuídas 166 caixas de água potável, totalizando 5 mil copos de água para as famílias.

Insumos
Com o objetivo de minimizar os prejuízos causados pela seca aos produtores rurais de Manaus, o Governo do Amazonas também vai destinar insumos para animais, implementos agrícolas e kits para agricultura. Os investimentos somam R$ 420 mil, atendendo aproximadamente 1.500 trabalhadores do setor primário.
Ao todo, a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) e Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS) viabilizaram a aquisição de 30 toneladas de farelo de soja, 20 toneladas de ração de aves para fase inicial e final, 3 mil mudas de citros e 15 mil mudas de café. Além disso, serão enviadas seis casas de farinha e 19 roçadeiras para produtores.
Em agosto, o governador Wilson Lima acompanhou a entrega de 200 toneladas de alimentos especificamente para pescadores afetados pela seca. A ajuda foi articulada junto ao Governo Federal e teve como destino produtores das calhas do Alto Solimões e do Rio Madeira, beneficiando diretamente pescadores de 14 municípios amazonenses.
Entre os itens adquiridos para as comunidades, a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) e a Secretaria de Estado de Energia Mineração e Gás (Semig) também enviaram, respectivamente, 20 kits de painéis com 40 placas solares e duas toneladas de calcário.
Auxílio
Na última quinta-feira (26/09), durante reunião do Comitê de Enfrentamento à Estiagem e Eventos Climáticos e Ambientais, o governador Wilson Lima anunciou a antecipação dos pagamentos do Auxílio Estadual para os meses de outubro e novembro, como forma de amenizar os impactos da estiagem.
Durante o anúncio, o governador também assinou um Projeto de Lei enviado à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) que prevê a concessão de anistia de dívidas com a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) para afetados pela seca no estado.
Irã lança mísseis, Israel promete resposta e ONU vê ampliação da guerra
O Irã lançou mísseis em direção a Israel nesta terça-feira (1º), fazendo sirenes de alerta soarem em todo território. Governo de Netanyahu disse que responderá “no momento certo”, enquanto a ONU alertou para a escalada do conflito.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou que disparou dezenas de mísseis contra Israel. Os ataques teriam ocorrido em duas ondas, com uma diferença de dez minutos entre as duas. Explosões foram ouvidas em Tel Aviv e Jerusalém.
Israel diz que perto de 200 mísseis foram disparados. As sirenes tocam por volta das 20h (horário local) em Tel Aviv, e os ataques cessaram pouco mais de uma hora depois. Fontes israelenses confirmaram que uma parte caiu sobre cidades, enquanto muitos teriam sido interceptados.
Nenhum ferido foi relatado. Anúncio do governo de Israel diz que pessoas já podem deixar abrigos, e que não espera mais ataques do Irã.
Já os iranianos insistem que 80% de seus mísseis “atingiram os alvos”, sem dar detalhes. A inteligência americana indicou que o destino dos mísseis teriam sido duas bases militares e um centro de inteligência.
Os iranianos alertaram que essa seria apenas a primeira onda de ataques. Ação seria uma resposta aos assassinatos dos líderes do Hezbollah e Hamas.
Israel promete resposta
Israel alertou que “haverá uma retaliação, no momento certo”. “Estamos em alerta máximo na defesa e na ofensiva, protegeremos os cidadãos de Israel. Esse disparo (de míssil) terá consequências. Temos planos e agiremos na hora e no lugar que escolhermos”, disse o porta-voz das Forças Israelenses, o contra-almirante Daniel Hagari.
O governo de Netanyahu também declarou que o Irã “pagará um preço elevado”. Durante os ataques, Israel fechou o espaço aéreo e todos os aeroportos deixaram de funcionar, mas tudo já foi normalizado.

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou “a ampliação do conflito no Oriente Médio, com escalada após escalada”. “Isso precisa acabar. Precisamos absolutamente de um cessar-fogo”, disse.
O presidente Joe Biden orientou as forças armadas dos EUA a ajudar na defesa de Israel. Além disso, determinou a abater mísseis que tenham o país como alvo.
Nas periferias de Beirute, a notícia dos ataques foi comemorada, com fogos de artifício por parte dos apoiadores do Hezbollah. Na televisão iraniana, as imagens mostraram atos de apoio aos ataques em Teerã, com pessoas comemorando com bandeiras e carreatas.
“Estamos atacando o coração da entidade de ocupação sionista. Caso Israel responda, nós os atingiremos mil vezes mais fortes” afirmou Guarda Revolucionária iraniana, no momento dos ataques
“O sistema de defesa aérea está totalmente operacional, detectando e interceptando ameaças sempre que necessário, mesmo neste momento. Porém, a defesa não é hermética e por isso é fundamental seguir as instruções do Comando da Frente Interna. Você poderá ouvir explosões, que podem ser resultado de interceptações ou impactos.” afirmou a nota de Daniel Hagari, porta-voz das FDI, em nota emitida durante os ataques.
Universidade de Tel Aviv foi atingida, informa imprensa iraniana. Em Jerusalém, explosões também estão sendo ouvidas, disseram testemunhas à Reuters.
Morte de líderes e mensagem de Netanyahu motivaram ataque do Irã
Ao contrário dos ataques telegrafados de abril, quando os iranianos avisaram por canais informais que iriam lançar mísseis sobre Israel, desta vez a ofensiva foi radicalmente diferente. O assassinato de lideranças e a ofensiva terrestre colocaram uma pressão inédita para que Ali Khomenei tivesse de agir.
Recado de Netanyahu a iranianos foi estopim. Segundo fontes na região, foi uma mensagem de vídeo do premiê, endereçada ao povo do Irã e com legendas em farsi, que criou uma situação insustentável para o regime dos ayatollahs. No recado, o israelense dizia que eles “logo estariam livres”.
O temor entre diplomatas estrangeiros, porém, é de que Israel agora responda, principalmente contra as instalações nucleares do Irã. Num comunicado oficial, a diplomacia iraniana na ONU afirmou: “A resposta legal, racional e legítima do Irã aos atos terroristas do regime sionista – que envolveu o ataque a cidadãos e interesses iranianos e a violação da soberania nacional da República Islâmica do Irã – foi devidamente executada”, disse.
















