Por que Silvio Santos já apontou uma arma para Cid Moreira?
Cid Moreira já se viu com uma arma apontada – e do outro lado do cano estava ninguém menos que Silvio Santos. Mas qual o contexto dessa imagem?
Esta imagem foi uma das relíquias expostas em uma exposição sobre a carreira de Silvio no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, em 2016. Na ocasião, ela estava no ambiente dedicado ao Troféu Imprensa.
Mas por que Silvio apontaria um revólver para o então apresentador do “Jornal Nacional”?
Tudo não passou de uma pegadinha de Silvio durante a transmissão do Troféu Imprensa de 1973. Na foto, Silvio segura a arma com a mão direita e uma maçã na mão esquerda. O cenário tem pratos presos a uma espécie de tapadeira cenográfica.
Na época, Alan Gomes, pesquisador da vida de Silvio Santos e colaborador da exposição do MIS, explicou que Silvio ameaçou colocar a maçã na cabeça de Cid e tentar acertá-la com um tiro.
“Ele só pediu: ‘Cid, eu vou colocar essa maçã e você vai ter que narrar. Tem coragem?”, disse o pesquisador em 2016. Silvio, porém, não atirou na cabeça do vencedor do Troféu Imprensa, mas em um dos pratos que escondiam um prêmio para ele.
A foto exposta no MIS foi cedida pelo SBT, mas a pegadinha de Silvio com Cid Moreira aconteceu na Globo, que transmitia o evento
*Com informações de Uol
Pesquisa mostra capitais na contramão de meta para redução de emissões
Em meio ao processo eleitoral municipal , a ausência de respostas para uma pergunta incomoda pesquisadores e ativistas ambientais: o que os candidatos propõem para enfrentar a crise climática e reduzir a emissão de gases de efeito estufa? A cobrança por medidas que enfrentem a questão ganha ainda mais peso em meio às intensas queimadas que vêm atingindo diferentes localidades do país e chegaram a gerar nuvens de fumaça em cidades como São Paulo e Belo Horizonte.
O biólogo Conrado Galdino, professor e pesquisador da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), destaca que o enfrentamento a esses incêndios é atribuição principalmente de órgãos ligados aos governos estaduais e ao governo federal. Ainda assim, ele afirma que os municípios podem adotar algumas iniciativas e argumenta que a simples piora da qualidade do ar deveria motivar os candidatos a prefeito a discutir medidas pertinentes.
“Traz muito preocupação essa grande quantidade de emissão decorrente dessas queimadas. Só aumenta a urgência da redução das emissões. Eu acho que isso precisava ser mais enfatizado, ou melhor, priorizado nas propostas dos candidatos”, diz Conrado Galdino.
Dados de um levantamento desenvolvido pela organização não governamental Instituto Cidades Sustentáveis (ICS) revela o tamanho do desafio: considerando a meta fixada pela Agenda 2030, seria preciso cortar mais da metade do volume de emissões líquidas em cinco das dez capitais mais populosas do país. Nas demais, a redução seria de pelo menos 30%.
A Agenda 2030 foi estabelecida pelos 193 Estados-Membros da ONU na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável ocorrida em 2015. Ela fixou 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e cada um deles se desdobra em um conjunto de metas. Uma delas diz respeito às emissões líquidas de gás carbono: chegar a 0,83 tonelada por habitante.
O levantamento do ICS foi realizado com base no Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Ele é mantido pelo Observatório do Clima, uma rede de entidades ambientalistas da sociedade civil brasileira. Os dados mais recentes têm como referência o ano de 2022. O ICS buscou reunir algumas informações justamente com o objetivo de cobrar propostas dos candidatos para temas considerados urgentes.
Entre as dez cidades mais populosas, Manaus lidera o ranking com 3,06 toneladas por habitante, seguida do Rio de Janeiro (2,03) e de Belo Horizonte (1,82). O melhor desempenho é o de Salvador (1,19). Para Galdino, apesar de o controle das emissões de gases depender em grande parte do Legislativo e do Executivo federal, a prefeitura tem como dar contribuições importantes, e seu papel não deve ser menosprezado. “O município pode fazer muita coisa”, afirma.
De acordo com Marco Antonio Milazzo, professor do curso de arquitetura e urbanismo na unidade da faculdade Ibmec localizada no Rio de Janeiro, existem três frentes em que a atuação das prefeituras pode trazer resultados importantes: transporte, consumo de energia e gestão do lixo.

“O município pode regulamentar o transporte e investir em modais que emitam menos gases de efeito estufa. Por exemplo, criar mais faixas de ciclovias e mais linhas de transporte público. É fundamental adotar medidas que contribuam para a redução do uso de transporte individual”, explica Marco Antonio Milazzo.
O professor destaca algumas experiências que já estão sendo adotadas em algumas cidades, como a eletrificação do transporte público. Ainda que a energia elétrica também esteja associada à emissão de gases, o volume seria muito inferior quando comparado com o diesel. Milazzo destaca também que já existem veículos movidos a hidrogênio, mencionando inclusive pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Outra iniciativa bem avaliada por ele é a implantação da tarifa zero no transporte público, adotadas em algumas cidades do país. “Você não paga. O transporte é gratuito. É um incentivo para que as pessoas usem o ônibus em vez de usar seu automóvel.”
Milazzo explica também que a destinação incorreta do lixo está associada a uma alta emissão de gás de efeito estufa, razão pela qual as prefeituras devem eliminar os lixões e investir mais nos aterros sanitários. Em outra frente, ele considera que a administração municipal deve trabalhar pela diminuição no consumo de eletricidade, o que contribui indiretamente para a queda na emissão de gases de efeito estufa.
“Qualquer medida que a prefeitura possa adotar para economizar energia elétrica tem um efeito positivo. Pode também investir em energia solar e em energia eólica como alternativa inclusive para a iluminação pública. Da mesma forma, a economia de combustíveis é fundamental. A prefeitura pode adotar medidas para reduzir o consumo de gasolina e diesel na administração municipal”, acrescenta.
O professor cita ainda uma quarta frente, que considera mais complicada: controlar o crescimento urbano. A expansão desregulada, segundo explica, agrava os problemas ligados ao transporte e ao lixo.
Belo Horizonte é um exemplo emblemático do atual cenário. Na contramão da meta da Agenda 2030, a capital mineira vem registrando um aumento no volume de emissões líquidas. Uma tendência de queda chegou a se iniciar no ano de 2017, mas foi interrompida em 2020. Após dois anos de alta, as emissões de gás carbônico atingiram 1,82 tonelada por habitante em 2022, ano dos últimos dados incluídos no SEEG. É o pico registrado no levantamento, que reúne informações desde 2015.
O biólogo Conrado Galdino, que acompanha de perto a cidade, avalia que o transporte figura como principal “vilão” das emissões. Ele também destaca o impacto relevante dos resíduos e menciona uma peculiaridade da capital mineira: um grande volume de emissões se associa à produção mineral. “Nesse caso, depende muito mais da atuação em âmbito federal. Mas o município pode pensar, por exemplo, em oferecer benefícios para as indústrias menos poluidoras ou avaliar políticas tributárias.”
Nos últimos anos, a mobilização da população de Belo Horizonte em defesa da preservação da Serra do Curral, considerado cartão-postal da cidade, gerou cobranças para que o município atuasse para coibir devastações decorrentes da mineração. Como um dos resultados dessa pressão, a prefeitura chegou recentemente a um acordo com a Empresa de Mineração Pau Branco (Embrapa) para o fechamento das atividades da Mina Granja Corumi e doação do terreno ao município, para que seja anexado ao Parque das Mangabeiras, após a recuperação.

Segundo Galdino, os avanços em questão ambiental dependem do comportamento da população. Por essa razão, ele acredita que as medidas mais importantes que os municípios podem promover são voltadas para o processo educativo.
“A gente precisa de uma sociedade sensibilizada para as mudanças ou para a necessidade de mudanças. Não adianta ter uma política de papel, e a sociedade não levá-la em consideração no cotidiano. Sem sombra de dúvidas, é preciso um forte investimento em educação para gerar essa sociedade mais inclinada a aceitar as mudanças, inclusive algumas mudanças que vão na direção oposta à sensação de bem-estar que a gente tem hoje dentro do sistema em que vivemos”, observa Conrado Galdino.
Sensibilidade
Para o biólogo, a partir do momento em que a população se mostrar mais sensível à temática ambiental, os políticos terão mais dificuldade de ignorá-la. Além disso, aqueles que são favoráveis a medidas mais contundentes ficarão em posição mais confortável para adotá-las.
Galdino cita o exemplo do transporte e menciona algumas ações que seriam benéficas como estimular a transição da motorização privada para a motorização pública coletiva, reorganizar de forma inteligente estações e pontos de ônibus, além eletrificar a frota de transporte público, medida que já vem sendo experimentada em Belo Horizonte.
“São medidas que mexem com o modelo que está posto, onde você tem diversas empresas de transporte estabelecidas e um sistema de remuneração da prefeitura. Sem uma população sensibilizada, o tomador de decisão hesita em tocar nisso.”
O professor vê situação similar envolvendo os resíduos sólidos. Ele cita discussões sobre a regulamentação da economia circular, adoção de embalagens mais sustentáveis e remodelagem da taxa de coleta de resíduos sólidos.
“Mais uma vez a gente se volta para a questão da educação. A população precisa ser capaz de adotar um consumo crítico, de fazer opções alinhadas com o desenvolvimento sustentável e, consequentemente, estimular uma redução na produção de resíduos. Enfim, é necessária uma consciência de que se trata de sobrevivência, do bem-estar humano na Terra. Quando a gente fala de emissão atmosférica, o que está na ponta do problema é a nossa condição existencial”, alerta.
Em capitais menos populosas, o cenário não tem se revelado muito diferente. Com indicadores bastante similares aos de Belo Horizonte, Vitória registrou em 2022 um volume líquido de 1,83 tonelada por habitante. A capital capixaba também experimentou um crescimento significativo a partir de 2020.
No ano passado, a proliferação de material particulado liberado por indústrias causou grande incômodo em moradores de alguns bairros e foi respondida com mobilizações de entidades da sociedade civil que cobraram uma solução em âmbito legislativo. Conhecido como pó preto, sua presença é também um indicativo de um alto volume de emissão de gases de efeito estufa. Aprovada na Câmara Municipal após as manifestações populares, a Lei 10.011/2023 fixou novas normas e diretrizes para a proteção da qualidade do ar atmosférico.

Cidade verde
Segundo Galdino, o tema das emissões de gases de efeito estufa geralmente só é abordado por candidatos a prefeito relacionado à infraestrutura verde da cidade. Fala-se em ações de arborização e de requalificação das praças. Embora sejam medidas que gerem conforto local por criar áreas de sombra e dar aos moradores uma melhor sensação climática, elas proporcionam apenas uma ínfima captura de carbono.
Esse aspecto também é pontuado por Marco Antonio Milazzo. Ele avalia que são medidas importantes, mas com pouco impacto se tomadas de forma isolada. “As capitais inclusive já nem têm muita área disponível para criar novas praças. Até por isso, o mais importante é preservar o que já temos no interior das cidades.”
Milazzo lembra que há capitais com grandes parques e áreas verdes. A fiscalização, além de impedir o desmatamento, deve estar voltada para coibir o crescimento de construções irregulares que desmatam essas áreas, o que ocorre por exemplo com a expansão das favelas nas encostas e nos morros.
O professor, no entanto, aponta que propostas realmente eficazes para a redução das emissões não têm ganhado destaque no debate eleitoral municipal.
“No Rio de Janeiro, que eu tenho acompanhado mais de perto, os candidatos dão prioridade para outros assuntos, principalmente para a segurança pública. Alguns vereadores até dão mais atenção a esta pauta, o que não deixa de ser importante já que são temas que podem ser endereçados através de leis aprovadas pela Câmara Municipal. Mas infelizmente é comum que, depois de eleito, o discurso voltado para a temática ambiental fique em segundo plano.”
*Com informações de IG
Comandante Dan afirma que problemas da BR-319 não são apenas de asfaltamento
Durante Sessão Plenária na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o deputado Comandante Dan (Podemos) apontou problemas que impedem a trafegabilidade segura e rápida na BR-319. Para o parlamentar, o asfaltamento é necessário, mas somente ele não resolve os problemas enfrentados pelos usuários daquela rodovia federal.
“O leito do rio Autaz Mirim está represado pela balsa colocada como ligação provisória e a água não chega às comunidades localizadas na sequência do rio. Esta é uma solução adotada pelo DNIT mas que prejudica o cidadão. Já se passaram dois anos das quedas das pontes do Curuçá e do Autaz Mirim e não há perspectivas de solução para 2024. Mesmo que a estrada estivesse toda asfaltada exemplarmente, teríamos três gargalos: as duas pontes desmoronadas e o trecho da balsa do Igapó-Açu, onde a espera das carretas chega a quatro dias”, falou o deputado em seu discurso na tribuna do plenário Ruy Araújo.
Dan Câmara também apontou que há um grave comprometimento do embarque da balsa no Ceasa, em Manaus, e do desembarque no Careiro da Várzea. Ele relatou que o aclive no desembarque até a terra firme não é apropriado e dificulta a subida das carretas e outros veículos de grande porte.
“Tudo isso era previsível, a segunda vazante recorde já estava sendo aguardada desde o ano passado, mas as medidas que estão sendo tomadas agora são reativas, e por isso mesmo pouco eficazes e mais caras. Quando o Amazonas merecerá uma medida preventiva e saneadora? Precisamos de uma gestão integrada entre as esferas do poder executivo, se possível com um ponto focal em Manaus”, questionou o deputado.
Nova caravana à BR
O Comandante Dan anunciou uma nova Caravana à BR-319. Ela acontecerá no dia 8 próximo e percorrerá até o KM 261, no trecho da balsa do Igapó-Açu, para realizar, ou uma Audiência Pública, ou uma visita técnica, dependendo das condições apresentadas.
No caminho, a Caravana fará uma parada nas ruínas da ponte do Autaz Mirim, para atualizar o marco com a contagem de dias sem solução ao desabamento.
O próximo 8 de outubro marca o aniversário de dois anos do desabamento daquela ponte.
Câmara Municipal de Manaus tem baixa renovação e somente 13 vereadores não se reelegem

Ao final da apuração do primeiro turno das eleições de 2024 em Manaus, os dados da Justiça Eleitoral mostram que 28 dos atuais vereadores conseguiram se reeleger, enquanto 13 deixarão a Câmara Municipal a partir de 1º de janeiro de 2025. Em percentuais, a renovação da CMM nestas eleições foi de 32%, uma das mais baixas dos últimos anos.
Os seguintes vereadores não conseguiram votos suficientes:
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Alonso Oliveira (Agir);
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Bessa (PSB);
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Caio André (União);
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Dr. Daniel Vasconcelos (Republicanos);
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Fransuá (PSD);
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Glória Carratte (PSB);
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Isaac Tayah (MDB);
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Lissandro Breval (PP);
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Marcel Alexandre (PL);
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Marcio Tavares (Republicanos);
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Sassá da Construção Civil (PT);
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Wallace Oliveira (DC) ;
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William Alemão (Cidadania).
O vereador Caio André, presidente da CMM no segundo biênio, perdeu por uma ligeira diferença de 62 votos para Professora Jacqueline (União), que foi reeleita.
Vereadores eleitos
A maior bancada de vereadores a partir do próximo ano será a do Avante, do prefeito David Almeida, composta por sete parlamentares:
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David Reis;
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Dr. Eduardo Assis;
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Eduardo Alfaia;
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Gilmar Nascimento;
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Joelson Silva;
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Pai Amado;
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Rodinei Ramos.
Houve um crescimento de dois vereadores em relação a 2024 pós janela partidária.
A segunda maior bancada será do União Brasil, do deputado estadual Roberto Cidade, que não passou para o segundo turno. Dos seis vereadores da sigla, três são novatos: Aldenor Lima, marido da deputada estadual Joana Darc (União), Marco Castilhos e Saimon Bessa.
Os demais são parlamentares que já se encontram na Câmara: Diego Afonso, Everton Assis e Professora Jacqueline. Fecha o pódio a bancada do Partido Liberal (PL), que reelegeu Capitão Carpê e Raiff Matos e conseguiu eleger os novatos Coronel Rosses e Sargento Salazar.
As agremiações Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Partido Social Democrático (PSD) e Agir elegeram três vereadores cada um: Kennedy Marques (MDB), Mitoso (MDB) e Raulzinho (MDB); Eurico Tavares (PSD), Jander Lobato (PSD) e Professor Samuel (PSD); Dione Carvalho (Agir), Rosinaldo Bual (Agir) e João Paulo Janjão (Agir).
A federação Brasil da Esperança – formada por Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV) – elegeu o ex-deputado Zé Ricardo (PT) e reelegeu o vereador Jaildo Oliveira (PV). Os partidos Progressistas (PP), Partido da Mulher Brasileira e Partido Renovação Democrática (PRD) elegeram dois vereadores cada: Rodrigo Guedes (PP) e Delegado Rodrigo Sá (PP); Ivo Neto (PMB) e Paulo Tyrone (PMB); Thaysa Lippy (PRD) e Sérgio Baré (PRD).
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) reelegeu o vereador Marcelo Serafim, que alternou ao longo da apuração a única cadeira do partido com Glória Carratte. O vereador Elan Alencar conseguiu se reeleger pelo Democracia Cristã (DC). Por fim, a federação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Cidadania reelegeu Rosivaldo Cordovil (PSDB).
Campeões de votos
Os candidatos mais votados da cidade de Manaus foram:
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Sargento Salazar (22.594 votos);
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Zé Ricardo (17.395 votos);
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Thaysa Lippy (16.116 votos);
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Marco Castilhos (14.621 votos);
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Kennedy Marques (14.548 votos);
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Eduardo Alfaia (13.281 votos);
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Everton Assis (12.429 votos);
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Rodrigo Guedes (12.298 votos);
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David Reis (11.285 votos);
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Diego Afonso (10.753 votos).
Muitos votos, sem vaga
Embora tenha tido mais votos que 19 vereadores eleitos, a candidata Vanda Witoto (Rede) não conseguiu uma vaga na Câmara Municipal de Manaus, pois seu partido – a federação PSOL/Rede – não atingiu o quociente eleitoral. A enfermeira indígena recebeu, ao todo, 8.374 votos.
Com informações de A Crítica
David Almeida (Avante) e Capitão Alberto Neto (PL) vão disputar o 2º turno em Manaus
Os candidatos David Almeida (Avante) e Capitão Alberto Neto (PL) irão disputar o segundo turno das eleições para a Prefeitura de Manaus. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (6).
A confirmação do segundo turno na capital do Amazonas foi anunciada pelo TSE às 17h28, com 96,05% das urnas já apuradas. Naquele horário, David tinha 32,08% dos votos válidos, e Neto 25%
Com o resultado, os eleitores de Manaus devem retornar às urnas em três semanas, no dia 27 de outubro, para decidir entre a reeleição de David Almeida por mais quatro anos ou a nova gestão de Capitão Alberto Neto.
O atual prefeito da capital, David Almeida (Avante), apareceu na frente em todas as pesquisas Quaest, contratada pela Rede Amazônica. Na primeira pesquisa, ele apareceu com 37%, depois foi a 38%, e caiu na última pesquisa para 33%, sendo 36% nos votos válidos. Nas urnas, ele apareceu com 32% dos votos válidos.
Já o Capitão Alberto Neto (PL) foi crescendo ao longo dos levantamentos feitos pela Quaest. Na primeira pesquisa, ele tinha 12%; na segunda apareceu com 13%; já no sábado (5), na última pesquisa antes do primeiro turno, ele desbancou Roberto Cidade (União Brasil) e assumiu a vice-liderança com 19%, sendo 21% nos válidos. Nas urnas, o candidato do PL teve 25% dos votos válidos.
Durante a campanha, David Almeida ressaltou o legado do seu mandato, enquanto Capitão Alberto Neto aproveitou a oportunidade para focar na segurança pública, que é a principal preocupação dos manauaras segundo as pesquisas Quaest, contratadas pela Rede Amazônica.
O prefeito também não participou de nenhum debate eleitoral no 1º turno. No último encontro entre os candidatos realizados pela Rede Amazônica no dia 3 de outubro, Almeida disse que não participaria do programa afirmando que os debates deixaram de ser propositivos se tornando “palco para cortes e lacrações na internet, incluindo fake news por parte de alguns candidatos”.
O governador Wilson Lima (União Brasil) não conseguiu eleger seu candidato. Ele era o principal cabo eleitoral de Roberto Cidade, presidente da Assembleia Legislativa do estado e que disputava pela primeira vez um cargo majoritário. No entanto, o eleitorado manauara manteve a tradição de não eleger um candidato apoiado pelo governador do estado para dirigir a cidade.
Agora, a missão de David Almeida e Capitão Alberto Neto é convencer os candidatos derrotados a apoia-los nesse segundo turno, que começa a partir de agora.
Com informações do g1-AM
Crise climática faz Itália e Suíça alterarem fronteira nos Alpes

A fronteira entre Itália e Suíça será reajustada em alguns metros na região do Plateau Rosa, nos Alpes, devido ao derretimento de geleiras que tem modificado áreas congeladas nos arredores do Matterhorn (Cervino, em italiano). O Conselho Federal Suíço aprovou na semana passada a assinatura da nova convenção fronteiriça, que entrará em vigor assim que o governo italiano fizer o mesmo.
“Nas regiões de alta montanha, seções significativas da fronteira ítalo-suíça são definidas pela linha divisória representada pela crista de geleiras, campos de neve ou neves perenes. Com o derretimento das geleiras, esses elementos naturais evoluem e redefinem a fronteira nacional quando esta é determinada de forma dinâmica”, diz um comunicado do Conselho Federal Suíço.
Segundo informações do jornal italiano La Stampa, “a linha de fronteira será deslocada em até 10 metros, mas os teleféricos permaneceriam nos países atuais”. Além disso, o refúgio de Guide del Cervino, à beira do Plateau Rosa, glaciar onde se esquia durante todo o ano ligado aos teleféricos de Cervinia, na Itália, permanecerá no município de Valtournenche, na região italiana do Vale de Aosta.
Ao sul, a fronteira será delimitada pela montanha Gobba di Rollin; a leste, passará pela zona Testa Grigia, onde chega o teleférico italiano e sai o suíço para o Klein Matterhorn (Piccolo Cervino), que atinge 3.883 metros acima do nível do mar.
Nos últimos anos, o derretimento dos glaciares, causado em grande parte pelo aquecimento global acelerado pela ação humana, alterou significativamente a geografia do arco alpino, o que tornam necessários ajustes na fronteira da Itália.
Por questões de praticidade e para diminuir disputas entre as nações, os limites são muitas vezes definidos pela linha divisória das montanhas, indicada pela forma como a água flui de um lado ou de outro de uma encosta, criando bacias hidrográficas separadas.
A bacia hidrográfica dos Alpes determina grande parte das fronteiras entre Itália, França, Suíça e Áustria, com algumas exceções devido a escolhas políticas e acontecimentos históricos.
*Com informações de Uol
Viola Davis posta foto ao lado de Anitta e se declara para a cantora: ‘Te amo’
Viola Davis levou os fãs brasileiros à loucura ao publicar uma foto ao lado de Anitta e ainda se declarar para a cantora em português. As duas se encontraram em um evento e aproveitaram para posar juntas.
“Linda! Orgulhosa de compartilhar a experiência L’Oreal com você! Te amo”, escreveu Viola na legenda da publicação, que ainda ganhou diversos corações vermelhos. Nos comentários, Anitta não perdeu tempo e também se declarou para a atriz. “Rainha! Te amo muito”, disse a cantora em inglês.
Nos comentários, os fãs brasileiros ficaram animados com o registro das duas. “Imagina ser amada por Viola Davis, Anitta você venceu!”, escreveu um perfil. “Essa foto é um patrimônio histórico”, apontou outro. “Divas andam juntas!”, disse um terceiro.
Algumas pessoas aproveitaram para brincar com o fato de Viola sempre demonstrar amor pelo Brasil. “Viola tá mais brasileira que os brasileiros!’, riu um perfil. “Alguém da o Cartão do SUS para ela? Toda brasileira”, brincou outro. “Viola: a nossa maior brasileira”, disse um terceiro.
*Com informações de IG
Missão europeia vai visitar asteroide desviado pela Nasa

Em 2022, a missão Dart, da Nasa, demonstrou pela primeira vez a capacidade de desviar um asteroide de sua órbita. Dois anos depois, a missão Hera, da ESA, parte para estudar de perto o resultado desse procedimento.
As duas agências espaciais, americana e europeia, pretendiam trabalhar juntas desde o início. O projeto, originalmente chamado Aida (acrônimo em inglês para Verificação de Impacto e Deflexão de Asteroide), começou em 2013 e previa duas espaçonaves: a primeira a ser lançada seria a europeia AIM (Missão de Impacto de Asteroide), que orbitaria o asteroide Dídimo e o estudaria antes mesmo que a americana Dart (Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo) colidisse com sua pequena lua, Dimorfo.
Contudo, a ESA não conseguiu verbas para manter o cronograma original; a AIM acabou cancelada e foi substituída pela Hera –basicamente a mesma missão, mas voltada a estudar o asteroide duplo quatro anos depois do impacto da Dart, a um custo de 350 milhões de euros.
A janela de lançamento se abre na próxima segunda-feira (7) e se estende até o dia 27, num foguete Falcon 9, da SpaceX. A empresa americana trabalha para recolocar rapidamente sua frota de lançadores em ação, após uma anomalia com o segundo estágio após o voo da missão Crew-9 à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Em jogo estão a janela de lançamento para a Hera e também para a Europa Clipper, sonda da Nasa destinada a Júpiter.
No caminho, a Hera passará de raspão por Marte, em março de 2025, o que servirá como um teste para seus equipamentos e também como estilingue gravitacional para uma chegada ao sistema Dídimo-Dimorfo em dezembro de 2026.
DESVIANDO UM ASTEROIDE
O objetivo da Dart era simplesmente colidir com o Dimorfo, na direção contrária ao seu movimento orbital, na esperança de que o impacto a grande velocidade (6,1 km/s) fosse capaz de alterar ligeiramente a órbita dele. A colisão ocorreu em 26 de setembro de 2022, após pouco menos de um ano de viagem.
Observações subsequentes feitas com telescópios espaciais e terrestres mostraram que o período orbital do Dimorfo (o tempo que ele leva para dar uma volta em torno de Dídimo) foi reduzido em quase 33 minutos.
A alteração foi maior que a esperada, indicando grande efetividade para a técnica de desvio de asteroides por impacto cinético –isso porque a ejeção de material do asteroide acabou dando um quique a mais na alteração de velocidade do que somente a colisão. Uma trilha de detritos de 10 mil km foi observada pelo telescópio Soar, projeto com participação brasileira instalado no Chile.














