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O que explica a explosão de incêndios na Amazônia

Foto: TCE-AM

Os incêndios pelo Brasil devastaram 223 mil km² de janeiro a setembro deste ano – uma área equivalente a quase 2,5 vezes o tamanho de Portugal. A Amazônia foi o bioma mais atingido, contabilizando mais da metade, 51%, da área queimada até agora em 2024. A extensão do estrago espanta até quem está acostumada a estudar o comportamento do fogo.

“É assustador. É um dado muito impactante comparando com os outros anos e o quanto de Floresta Amazônica foi queimada nesses meses”, comenta Ane Alencar, diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

Na Amazônia, em setembro foram queimados no bioma mais de 56 mil km², ao todo no ano já foram 113 mil km². No mês passado, foram devastados 30 mil km² dos 47 mil km² queimados este ano somente na floresta nativa – o que corresponde a cerca de 20% de toda a área destruída pelo fogo no país em 2024.

Alencar é uma das cientistas que analisa os dados coletados pelo Monitor do Fogo, do Mapbiomas. O levantamento mais recente, divulgado nesta sexta-feira (11/10), mostra que mais da metade da área queimada no Brasil (56%) fica em três estados: Mato Grosso, Pará e Tocantins.

A análise mostra que, na Amazônia, a situação foi mais crítica de janeiro a setembro em Terras Indígenas, grandes propriedades e florestas públicas não destinadas. O fogo nesta época não começa de forma espontânea, mas é iniciado por ação em humana em mais de 90% dos casos.

“Nas grandes fazendas, quando queima começa, há grande dificuldade para controlar o fogo”, comenta Alencar.

O papel do clima

A extrema escassez de água e o calor intenso ao longo de todo o ano têm um papel-chave neste cenário, afirmam todas as fontes ouvidas pela DW. Segundo especialistas em clima, a seca já teria começado na primavera do ano passado, e a estação chuvosa, no início de 2024, chegou tarde e fraca.

“É um ano muito atípico. 2023 foi o mais quente da história e 2024 deve superá-lo. Esse calor e o déficit hídrico são fatores determinantes para aumentar o risco de incêndio”, diz José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Foto: Divulgação / Ibama

Em 2023, dez ondas de calor foram registradas no Brasil, sete delas chegaram depois de agosto. Até setembro de 2024, o país já enfrentou oito eventos do tipo. “O preocupante é que ainda teremos dois meses bastante quentes pela frente”, alerta Marengo.

Rio secou em Manaus e barcos ficaram no chão

Em alguns pontos do Brasil, não há sinal de chuva há mais de um ano. As cidades de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas, vivem 16 meses de seca, aponta o índice acompanhado pelo Cemaden. Isso diminuiu a umidade do solo, prolonga a estiagem porque plantas, lagos e rios transpiram menos – o que reduz a formação de nuvens de chuva.

“As condições climáticas certamente têm um peso grande. Numa situação como essa, qualquer ‘foguinho’ vira um grande incêndio. As chamas escapam e queimam grandes áreas”, comenta Alencar.

Bombeiros e brigadistas costumam se referir ao fenômeno “30, 30, 30” para calcular o risco de incêndio. O primeiro deles diz respeito à temperatura: quando ela atinge ou ultrapassa os 30°C, o ar fica mais seco e facilita a propagação do fogo. O outro é a marca em percentagem da umidade relativa do ar que, quando é menor que 30%, a vegetação fica mais inflamável. O terceiro tem a ver com a velocidade do vento, um “propagador” de chamas quando chega a 30 km/h.

A ligação com o desmatamento

Pesquisadores buscam também entender o que mais pode explicar a existência de tantos focos de calor mesmo com o desmatamento na Amazônia em queda. Historicamente, o fogo é usado para limpar a área depois que as árvores são cortadas principalmente de forma criminosa.

“Se a gente não tivesse reduzido o desmatamento na Amazônia nesses dois anos, eu diria que hoje estaríamos numa situação absolutamente catastrófica. Teríamos muitos incêndios que realmente já teriam totalmente perdido o controle e queimado 100% de área de floresta”, argumenta André Lima, secretário de Controle dos Desmatamentos e Ordenamento Ambiental e Territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que, de janeiro a setembro, houve redução de 24% de derrubada da Amazônia em relação ao mesmo período anterior. Ainda assim, a área de florestas atingidas pelo fogo cresceu de uma média de 10% para 35% do total, admite Lima.

Quando olha para os gráficos, Ane Alencar vê semelhanças entre 2024 e 2010, que registrou queimadas em nível semelhante ao atual. Naquele ano, o Brasil tinha quase o mesmo nível de desmatamento de agora e uma situação climática grave. Com um El Niño instalado e o aquecimento das águas do Atlântico Norte, a bacia Amazônica sofreu com a pior seca registrada até então.

“Isso indica que ter reduzido o desmatamento teve uma contribuição importante, caso contrário poderia haver muito mais fogo na paisagem”, avalia Alencar.

Vista aérea de Manaus coberta de fumaça – Foto: Filipe Jazz

Uma nova categoria de crime

A desconfiança é de que a facilidade para incendiar uma floresta mais seca tenha tornado o fogo uma arma. Beto Mesquita, engenheiro florestal e membro da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, vê a possiblidade de as chamas serem usadas intencionalmente em maior proporção para eliminar mata nativa.

Manaus coberta por fumaça de incêndios

“Se a pessoa desmata, ela corre o risco de ser pega pela fiscalização e pelo satélite. Então ela pula esta etapa e já taca fogo poque a floresta está seca. Em condições normais, a Floresta Amazônica não pegaria fogo tão facilmente”, diz Mesquita.

André Lima, do MMA, também enxerga a mesma possiblidade. Ele diz que é muito difícil alguém ser pego em flagrante provocando um incêndio, principalmente na Amazônia, e isso encoraja grupos criminosos que invadem terras públicas. “É mais difícil ser punido por este crime, é difícil multar uma pessoa por este ato porque é necessário comprovar que ela ateou fogo”, afirma Lima.

De toda a área queimada de floresta, não se sabe exatamente o quanto dos incêndios começaram dentro da mata, ou chegaram até a vegetação nativa vindos de outra parte. Mas o aumento significativo desse tipo de ocorrência reforça a hipótese de ação criminosa.

“É um indício muito forte de que realmente foi colocado fogo na floresta, vamos dizer assim, é uma nova estratégia de quem está ocupando áreas ilegalmente na Amazônia”, diz Lima.

Saídas para a crise

Para José Marengo, está cada vez mais evidente o efeito catastrófico das mudanças climáticas no país. “Elas estão afetando a intensidade dos eventos extremos e isso está gerando um clima bastante diferente”, diz o pesquisador do Cemaden.

Diante da indicação de que o quadro irá se repetir nos próximos anos, com estiagens severas e prolongadas, o caminho é prevenir, treinar pessoal e afinar a coordenação das ações em todos os níveis de governos, opina Mesquita.

“Nós não temos só floresta tropical. Nós temos savana tropical, o Cerrado, que é muito mais vulnerável. Nós temos áreas de campos, nós temos o Pantanal, Caatinga, temos outras áreas que antes não queimavam tanto e que hoje estão queimando muito mais. Então temos muito trabalho pela frente”, pontua Mesquita.

O uso do fogo, mesmo que autorizado, talvez tenha que ser revisto, sugere Mesquita. “O fogo ainda é um elemento de uso para limpeza de pastagens, e a maior parte da pastagem brasileira é extensiva, ela não é manejada de maneira tecnificada. E sob as condições climáticas que estamos vivendo, isso não será mais possível”, conclui.

*Com informações de DW

David Almeida recebe apoio da população durante visita à tradicional feira da Eduardo Ribeiro

Gestão David Almeida recuperou mais de 30 feiras e mercados em Manaus - Foto: Dhyeizo Lemos / Assessoria

Na manhã deste domingo (20/10), David Almeida (Avante), atual prefeito de Manaus e candidato à reeleição, percorreu a tradicional feira da Avenida Eduardo Ribeiro, no Centro de Manaus, onde foi recebido com entusiasmo pelos permissionários e pela população, que expressaram satisfação e apoio ao trabalho realizado em sua gestão.

O prefeito também destacou os avanços significativos que sua gestão alcançou, incluindo a revitalização de mais de 30 feiras e mercados em Manaus.

“Conseguimos recuperar 34 estruturas de feiras e mercados, mas ainda falta restaurar a feira da Eduardo Ribeiro. Tenho certeza de que, com a vontade de Deus e do povo, vamos ganhar a eleição no próximo domingo. O compromisso que assumi com os permissionários será cumprido”, afirmou o prefeito.

Durante a caminhada, David expressou votos de sucesso nas vendas dos permissionários, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento das feiras da cidade e a geração de renda. A presença do prefeito na feira reforça a atuação dele com foco em atender às necessidades da população.

Logística reversa: saiba como descartar medicamentos sem prejuízos ao meio ambiente

Foto: Freepik

O consumo de medicamentos no Brasil aumenta a cada ano. Até 2027, a indústria farmacêutica do país deve expandir mais 30%, segundo previsão da consultoria Redirection Internacional. Com isso, cresce também a responsabilidade pelo ‘descarte adequado’ desses produtos, visto hoje como uma questão de saúde pública e proteção ambiental. Nesse contexto, a ‘logística reversa’ surge como uma solução para minimizar os impactos causados por resíduos farmacêuticos, que podem se tornar um grande problema quando descartados de maneira incorreta.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classifica medicamentos como resíduos de risco “B”, ou seja, substâncias que, dependendo de características como inflamabilidade, corrosividade e toxicidade, podem contaminar o solo e a água, gerando sérios danos à saúde humana e animal. O fato reforça a necessidade de que todos os envolvidos, incluindo consumidores, fabricantes e distribuidores, assumam a responsabilidade por um descarte seguro e eficiente.

Muitos brasileiros ainda desconhecem os riscos ambientais e de saúde associados ao descarte inadequado de medicamentos. Jogar comprimidos vencidos no lixo comum ou despejar xaropes no esgoto, por exemplo, pode resultar na contaminação dos recursos hídricos, além de intoxicações acidentais em crianças e animais domésticos.

O que é logística reversa

A logística reversa é um processo que envolve a coleta, transporte e destinação final adequada de produtos considerados perigosos ou nocivos ao meio ambiente e à saúde pública. No caso dos medicamentos, ela prevê a criação de pontos de coleta em locais de fácil acesso, como farmácias e drogarias, onde a população pode levar os medicamentos vencidos ou sem uso para que sejam descartados de forma correta e segura.

Em 2020, o governo federal instituiu o ‘sistema nacional de logística reversa de medicamentos’, por meio do Decreto 10.388, tornando a coleta obrigatória em cidades com mais de 100 mil habitantes. O decreto estabelece responsabilidades para fabricantes, distribuidores, vendedores e consumidores.

Líder no varejo farmacêutico da região Norte, o Grupo Tapajós foi um dos pioneiros na implementação de pontos de coleta de medicamentos em Manaus, ainda em 2021, facilitando a adesão dos consumidores à prática de descarte correto. Atualmente, são 36 lojas com pontos de coleta distribuídos pela cidade em redes como Santo Remédio, FarmaBem e Flexfarma.

“O procedimento é muito simples. Basta o cliente levar as embalagens ou medicamentos de uso domiciliar até um dos pontos de coleta e fazer o descarte. Podem ser frascos, pílulas, caixas ou blisters (embalagem de plástico e alumínio). Os medicamentos podem estar abertos ou fechados, mesmo fora do prazo de validade”, explica Altair Ribeiro, gerente de prevenção e perdas da companhia.

Após o recolhimento, o material é destinado a uma empresa terceirizada que realiza o serviço ambiental de incineração, conforme a legislação vigente. “São emitidos certificados de descarte correto das embalagens e medicamentos, que ficam à disposição da Anvisa”, completa o gerente.

O que não se deve fazer

Manter produtos vencidos em casa é perigoso e pode causar intoxicações acidentais. Por isso é fundamental que a população saiba como não descartar medicamentos. Afinal, os consumidores desempenham um papel crucial no sucesso da logística reversa de remédios.

A responsabilidade começa dentro de casa, com a separação dos medicamentos vencidos e a escolha por descartá-los de maneira consciente. Verifique a existência de pontos de coleta próximos, como os disponibilizados pelas drogarias em Manaus e faça a sua parte.

O Grupo Tapajós possui pontos de coleta em 36 farmácias na capital, cerca de uma a cada dez mil habitantes, conforme o Decreto 10.388/2020. Visite a loja mais próxima e leve seus medicamentos vencidos ou sem uso para um descarte seguro. Para mais informações sobre a localização dos pontos, acesse o site oficial do Grupo (https://www.grupotapajos.com.br/). Com essa iniciativa, cada cidadão pode ajudar a diminuir o impacto ambiental e garantir a proteção da saúde pública.

Xuxa detona Jojo Todynho por apoio à direita: ‘Decepção tem nome’

Xuxa teve ilha onde 'Mania de Você' foi gravada - Foto: Blad Meneghel / Divulgação

Xuxa Meneghel, 61, engrossou o coro de críticas a Jojo Todynho, 27, por sua aderência à ideologia política de direita.

Tudo começou quando o influenciador Márcio Rolim, 44, publicou um vídeo detonando a cantora. “Você usou os gays para botar hype na sua música ruim. Você não está nem aí para a comunidade que te apoiou para você ganhar seu dinheiro e ficar rica. Você já usufruiu dessas pessoas, você já usou tudo o que elas podiam te dar, já se valeu de tudo o que elas podiam te promover. Agora, você não está nem aí”, apontou ele, no Instagram.

Xuxa comentou a publicação e se disse igualmente decepcionada com Jojo. “Nossa… Decepção tem nome! Sinto muito, Márcio”, disse a mãe de Sasha. “Obrigado, rainha. A gente continua na luta. Te amo”, respondeu o influencer.

A polêmica em torno de Todynho se intensificou após ela dizer que retiraria do ar o clipe de “Arrasou, Viado”, música que fez em apoio à comunidade gay. “Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas respeitar é um dever de todos. E é por isso que segunda-feira eu vou pedir suspensão, vou pedir para tirar do YouTube o clipe de ‘Arrasou, Viado’ e tirar das plataformas digitais”, declarou a cantora.

*Com informações de Uol

Dengue aumentou 400% no Brasil em 2024 em comparação ao ano passado

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya - Foto: Shutterstock / Divulgação

O Brasil chegou a 6,5 milhões de casos prováveis de dengue, de acordo com o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde. Os dados são provisórios e referem-se ao período de 1º de janeiro a 7 de outubro. O coeficiente de incidência é de 3.221,7 por 100 mil habitantes. A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera que taxas acima de 300 casos por 100 mil habitantes indicam epidemia.

No período, 5.536 pessoas morreram devido à doença. Outros 1.591 óbitos estão em investigação.

No mesmo período de 2023, o país confirmou 1,3 milhão de casos prováveis de dengue. De janeiro a dezembro, houve 1,6 milhão —1.179 pessoas morreram.

Os números de janeiro a outubro de 2024 são 400% mais altos se comparados aos do mesmo período de 2023.

Apesar da incidência e dos números altos, as infecções começaram a baixar a partir da semana epidemiológica 16, que iniciou em 14 de abril. Até a 40, a última de agosto, a curva de infecções diminuiu e depois apresentou pequenas oscilações.

Neste ano, o estado de São Paulo tem 32,3% dos casos de dengue do país —2,1 milhões. Foram registradas 1.786 mortes pela doença. Outros 831 óbitos permanecem em investigação.

Segundo o mesmo painel, a capital paulista tem 639.066 infecções por dengue com 365 mortes e outras 476 em investigação. No dia 7 deste mês, a Prefeitura de São Paulo revogou a emergência de dengue.

O que dizem os especialistas

Para o infectologista Antonio Carlos Bandeira, membro do Comitê de Arbovirose da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e assessor técnico do Laboratório Central do Estado da Bahia, a expectativa é a de que os números da dengue continuem menos expressivos até dezembro, quando a volta do crescimento é esperada. O pico da doença deverá ocorrer de março a abril do ano que vem. De maio em diante, a tendência é cair. “Neste ano, ficamos durante muitos meses com um platô alto. Não dá para prever se isso voltará a acontecer no país”, explica.

Larvas do mosquito da dengue – Foto: Divulgação / Semsa

O especialista chama a atenção para a necessidade de ações eficientes no combate à dengue em várias frentes. Uso de larvicidas, trabalho ambiental e cuidado dos pacientes com dengue, segundo Bandeira, não são suficientes.

“A maior parte dos países do mundo tem caminhado em várias frentes. Uma delas é utilizar a tecnologia dos mosquitos transgênicos. E transformar num produto de escala. Precisa chamar as empresas privadas porque o governo não tem dinheiro para resolver tudo sozinho.”

A vacinação contra a dengue deve ser implementada em larga escala. “O Ministério da Saúde fez uma vacinação muito tímida. Precisa expandir e colocar a vacina da dengue dentro do calendário do Programa Nacional de Imunizações. Isso tinha que ser rápido, para todas as pessoas. A vacina do Butantan precisa ser acelerada pela Anvisa. Vai ser uma segunda vacina muito eficaz também.”

A médica Andyane Tetila, presidente da Sociedade de Infectologia de Mato Grosso do Sul, alerta que, assim como nos outros anos, o forte calor, a umidade e as chuvas vão favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

“Há necessidade de trabalhar as ações de prevenção de forma precoce, com início imediato, para conscientizar a população a evitar o acúmulo de água nos domicílios, além das medidas de gestão, com políticas públicas, e medidas mais novas, como o método wolbachia, para diminuir a replicação dos mosquitos”, afirma.

Segundo Tetila, a preocupação dos gestores de saúde é com a circulação dos subtipos 3 e 4 da dengue. Em 2024, prevaleceram o 1 e o 2.

“Há um risco de aumento de casos por causa da situação climática favorável, dos subtipos virais que circularam em 2024 voltarem em 2025 e encontrar muitas pessoas ainda suscetíveis, principalmente o subtipo 3, que circulou em alguns estados, e o 4, que teve alguns casos também identificados no nosso país. Além disso, nem toda a população foi exposta aos tipos 1 e 2, e não está protegida contra uma infecção”, diz Tetila.

Na visão de Carlos Magno Fortaleza, presidente da (SPI) Sociedade Paulista de Infectologia e professor de Infectologia da Unesp, em Botucatu, a intensa atividade da dengue nos últimos dois anos foi causada por determinantes climáticos –em anos quentes, aumenta a atividade do mosquito vetor– e principalmente pelo desmonte das ações de controle de doenças que se viu durante o governo Bolsonaro.

“O governo Bolsonaro desmontou a inteligência epidemiológica e do controle de doenças do Brasil, que era admirada no mundo inteiro. Pessoas importantes dessa inteligência saíram porque não tinham possibilidade de trabalhar ou foram excluídas das linhas decisórias do Ministério da Saúde”, comenta Fortaleza.

Água repleta de larvas do mosquito – Foto: Divulgação / Semsa

“Além de tudo foi desmontado todo o sistema de pactuações municipais e estaduais nos quais se baseava a ação de controle de doenças no SUS. O governo federal muda, mas os governos municipais não mudam essa onda de individualismo, negacionismo, não cooperativismo, não investimento na prevenção. Isso é uma herança do bolsonarismo. A construção do SUS desde a década de 80 foi um processo harmônico. Com essa polarização e desconstrução das políticas públicas, essa harmonia não se recupera simplesmente com a boa vontade da ministra Nísia.

Fortaleza acredita que o país esteja pouco preparado para a dengue. Apesar de um número ínfimo de vacinados, a imunidade populacional pode ser um freio. “Se nós tivermos a mesma cepa circulando, grande parte da população já se infectou no ano anterior. Talvez essa imunidade populacional seja uma limitação em uma situação tão dramática como vivemos esse ano”, afirma.

*Com informações de Folha de São Paulo

Governo leva campanha Doe Brinquedo e Ganhe Sorrisos para o Governo Presente deste sábado

Atrações musicais, personagens circenses, teatro e distribuição de brinquedos fizeram parte da ação - Foto: Mauro Neto / Secom

O Governo do Amazonas, por meio do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS), em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, levou a campanha Doe Brinquedo e Ganhe Sorrisos para compor as ações do Governo Presente deste sábado (19/10). A ação aconteceu no Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Dariana Zuleica Corrêa Lopes, bairro Lago Azul, zona norte de Manaus.

De acordo com a secretária executiva do FPS, Kathelen Braz, a campanha contou com o apoio de todas as secretarias de Estado. “Para a gente é uma alegria muito grande poder fazer parte de uma ação grandiosa como o Governo Presente e poder trazer esse momento mágico com muitos sorrisos”, disse.

Durante a ação do Governo Presente, Lívia Marinho, de 23 anos, foi contemplada com o Crédito Rosa e aproveitou a oportunidade para levar a filha, Heloísa, de 5 anos, para participar da programação infantil do local.

“É uma grande oportunidade para as crianças se divertirem e terem esse momento de lazer que o Governo do Amazonas está proporcionando. Fico feliz porque vejo a felicidade dela e hoje ela disse que estava amando o dia dela”, falou Lívia Marinho.

Atrações

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa levou atrações como teatro, música e personagens circenses. Além do espetáculo ‘Conte e Cante para Todos’, da companhia teatral Metamorfose, para divertir as crianças com canções e coreografia.

Palhaços e artistas do picadeiro, pernas-de-pau e malabares da Clê Clê Produções também fizeram parte do elenco responsável por reforçar a animação.

Ações

Nas edições anteriores, entre os anos de 2019 a 2023, mais de 80 mil brinquedos foram distribuídos para crianças de Manaus e dos municípios de Parintins, Maraã, Japurá, Iranduba, Novo Airão, Envira, São Sebastião do Uatumã e Boa Vista dos Ramos.

Popularidade de Milei patina, e argentino já mira eleições legislativas

O presidente da Argentina, Javier Milei, durante o Fórum Econômico Munidal, em Davos, na Suiça - Foto: Denis Balibouse / Reuters

Para um governo nanico no Congresso, sem governadores aliados e disposto a virar o sistema econômico de ponta-cabeça, talvez a opinião pública seja seu principal pilar. E nesse sentido Javier Milei começou a ter esperados sinais amarelos em sua popularidade.

Desde agosto, a imagem negativa do presidente da Argentina supera a positiva. A parcela dos que veem mal o economista atingiu o ápice do mandato neste outubro, com 49,2%, segundo pesquisa da Encenarios, uma das principais empresas que trabalham na área. Outros institutos trazem números muito parecidos na série mensal deste ano.

Já a imagem positiva, que atingiu seu ápice em maio, com 53,8%, caiu desde então e neste mês teve leve recuperação, com 44,5%. Se levada em consideração a margem de erro de três pontos percentuais do levantamento, as avaliações negativa e positiva ficam ainda mais próximas. É um cenário de extrema polarização.

Analistas locais não se surpreendem com a flutuação da popularidade de Milei, mas alguns deles se surpreendem pelo recuo nessa imagem positiva não ter sido ainda maior nesses meses.

“Se levada em conta a magnitude do ajuste econômico, a popularidade até que se mantém alta”, diz o analista político Ignacio Labaqui. “Há um desgaste pela ampla recessão; há menos paciência. O sacrifício só é possível se há um horizonte, uma espécie de terra prometida.”

Com Milei, houve queda de 10% do consumo entre janeiro e agosto deste ano; os salários perderam poder de compra; os preços de alimentos, água e energia aumentaram; a pobreza disparou.

Os aposentados argentinos, que tiveram suas pensões corroídas, viram o presidente vetar a recomposição desses valores. E os docentes universitários, em situação semelhante, também tiveram cartão vermelho do governo.

Por outro lado, a inflação, terror dos argentinos, recuou, marcando 3,5% em setembro passado, valor mensal mais baixo em três anos.

O Papa Francisco e o presidente Argentino Javier Milei se encontram no Vaticano – Foto: Vatican Media / AFP

Todos os jogadores do xadrez político argentino, o presidente incluso, sabem que é preciso pavimentar o caminho para as eleições legislativas de 2025. Falta um ano para esse pleito de meio de mandato que renova 127 de 257 vagas da Câmara de Deputados e 24 dos 72 assentos do Senado.

Obter mais vagas no Congresso é a chance que o governo tem de fazer seus projetos avançarem mais facilmente e de sustentar sem tanto sacrifício seus vetos a políticas aprovadas pelos legisladores, uma ação que exige apoio de mais de um terço dos parlamentares das duas Casas.

O Liberdade Avança, a força política de Milei que antes dependia de alianças com outros partidos políticos, finalmente reuniu os requisitos necessários para se oficializar como uma legenda própria na Justiça.

Sob a batuta da irmã de Milei e secretária-geral da Presidência, Karina Milei, o novato partido quer ter força nas legislativas e potencialmente andar com as próprias pernas.

Ainda há dúvidas sobre uma possível atuação conjunta da sigla com o Proposta Republicana (PRO), partido do ex-presidente Mauricio Macri e da ministra Patricia Bullrich (Segurança), uma das principais figuras deste governo. O Liberdade Avança depende das negociações com a alta cúpula do PRO para ter apoio em suas ações no Congresso.

Mas o caldo começou a entornar. “Há uma espécie de briga dentro da direita” na Argentina para ver quem comanda esse setor, diz Pablo Touzón, coordenador da Encenarios. “De um lado o velho liberalismo, com Macri; do outro, os chamados ‘novos libertários’, com Milei.”

A disputa é um reflexo da postura de Milei de pregar um antagonismo a toda a antiga classe política na Argentina, esteja ela à esquerda ou à direita, um fator que junto à queda da inflação é visto por Touzón como o amortecedor para que a queda de popularidade do presidente não seja mais intensa.

O presidente argentino não contrasta apenas com o kirchnerismo, a força política que circunda a ex-presidente Cristina Kirchner, mas também com toda a tradição política local, mesmo a mais ao centro.

Nesse sentido, tira vantagem do fenômeno que localmente vem sendo chamado de atomização de todas as forças políticas: as divisões internas de diversos setores, como o próprio PRO, ou então a União Cívica Radical, que integra o setor dialoguista, disposto a às vezes negociar com o governo.

Milei foi eleito dizendo que espera transformar a economia argentina – Foto: Getty Images

A expectativa na Casa Rosada é reunir o apoio de todos os desgostosos com a política tradicional. Mas há muito em jogo nas legislativas para esses partidos importantes na hora de negociar. Na Câmara, por exemplo, mais de metade das cadeiras do PRO e da União Cívica estarão em jogo nas legislativas.

Os doze meses que correm pela frente até as eleições de meio de mandato parecem muito, mas no governo já se contam os minutos.

*Com informações de Folha de São Paulo

Feira do Tururi reúne artistas consagrados e novos talentos no ‘esquenta’ para o Boi Manaus

Em dois locais, Feira do Tururi faz o ‘esquenta’ para o Boi Manaus - Foto: Divulgação

A “Feira do Tururi”, tradicional evento da Prefeitura de Manaus que integra as festividades do aniversário da cidade, entra no seu último final de semana. Neste ano, a feira está sendo realizada na alameda Alphaville, bairro Novo Aleixo, zona Norte da capital, e na área de concentração do Centro de Convenções de Manaus, o sambódromo, localizado no bairro Flores, zona Centro-Sul. A programação encerra neste domingo, 20 de outubro.

O evento, que acontece em dois locais com o objetivo de alcançar ainda mais a população da cidade, é um esquenta para o “Boi Manaus”, e reúne artistas locais, intérpretes consagrados e novos talentos da toada, com atividades gratuitas, das 19h às 23h.

Para Clemilton Pinto, diretor de Eventos da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), a feira é um espaço de valorização dos ritmos regionais, além de ser opção de lazer e entretenimento de qualidade para os manauaras.

“A feira na zona Norte é novidade e está fazendo o maior sucesso. E aqui no sambódromo também, inclusive, com estacionamento gratuito. E nós não precisamos fazer alteração no trânsito. É um local de conforto e segurança para a população”, garantiu.

A dona de casa Greyce Freitas aproveitou a noite desta sexta-feira, 18/10, para curtir a programação na alameda Alphaville. Ela celebrou a realização da feira no espaço

“É importante porque agora temos um evento que fica muito mais perto de onde moramos e não é mais preciso sair para outro lugar da cidade. A feira aqui prestigia os moradores da zona Norte e da zona Leste”, celebrou.

Programação “Feira do Tururi”

Sambódromo

Domingo – 20/10

  • Ianayra e Bruno Costa – 19h

  • Leonardo Castelo e Márcia Siqueira – 20h

  • Canto da Mata e Jr. Paulain – 21h

  • Sebastião Jr e Batucada do Garantido – 22h

  • Patrick Araújo/ Edmundo Oran e Marujada de Guerra – 23h

Alameda Alphaville

Domingo – 20/10

  • Toada de Roda – 19h

  • Grupo Kboclos – 20h

  • Carlos Batata – 21h

  • Prince do Caprichoso- 22h

  • Israel Paulain e Batucada do Garantido- 23h

Vereador Rodrigo Guedes cobra fiação subterrânea em Manaus

De acordo com o parlamentar, a mudança é necessária após vários casos de incêndios em fiação de postes elétricos - Foto: Kelvin Dinelli

O vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) cobrou do Executivo Municipal, o planejamento para implantar fiações subterrâneas nos bairros de Manaus. De acordo com o parlamentar, a mudança é necessária após vários casos de incêndios em fiação de postes elétricos.

O vereador realizou uma fiscalização na Avenida Constantino Nery, onde constatou diversas fiações embaralhadas nos postes.

“Manaus não aguenta mais essa quantidade de fios emporcalhando a cidade e causando diversos incêndios. Centenas de cidades do Brasil já possuem fiação subterrânea e em Manaus não há nenhuma rua”, argumentou.

Solução

Guedes afirmou que na rede subterrânea, os fios e transformadores que geralmente ficam conectados aos postes são instalados em dutos enterrados em valas, não ficam visíveis e estão protegidos dos ventos fortes e possíveis sinistros. A medida traz mais segurança à população, além de contribuir com a estética e limpeza urbana da cidade.

“A Prefeitura de Manaus precisa começar a solucionar os problemas das fiações na capital, é necessário implantar um projeto piloto no bairro de Manaus e ir ampliando aos poucos até que todos os bairros sejam contemplados, mas não podemos parar no tempo e nada ser feito”, explicou.

Guedes apresentou uma indicação para que todas as fiações sejam enterradas em um prazo máximo de dez anos em Manaus. Entretanto, o parlamentar afirmou que a Prefeitura de Manaus não apresentou nenhum projeto.

Furacões estão ficando mais fortes e o tempo faz deles mais devastadores

Chuva de raios perto do olho do furacão Milton são vistos em imagens de satélite - Foto: Reprodução / X / CIRA_CSU Via / AFP

A temporada de tempestades tropicais parece estar piorando em todo o mundo. Somente nos Estados Unidos, dois grandes furacões atingiram o estado da Flórida no espaço de um mês – um deles descrito pelo presidente dos EUA, Joe Biden, como a “tempestade do século”.

O furacão Milton chegou à costa da Flórida como uma tempestade de categoria 3 às 20h30 (horário local) de 9 de outubro, com ventos de cerca de 136 quilômetros por hora. Milton também provocou pelo menos 19 tornados, destruiu casas e cortou a energia de mais de 3 milhões de residências.

Apenas algumas semanas antes, a Flórida e os estados da Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul foram devastados pelo furacão Helene. Em maio, o furacão Beryl atingiu a Jamaica, sendo descrito como um “início explosivo” da temporada anual de tempestades, pois chuvas fortes são normalmente esperadas de 1º de junho a 30 de novembro nos oceanos Atlântico e Pacífico.

“Frequentemente, pequenas áreas de baixa pressão se deslocam da costa oeste da África com a corrente de monções [ventos sazonais], através do Atlântico, até chegar a essas águas quentes”, prossegue Friedrich. Um furacão só pode se formar quando não há grandes diferenças de vento perto da superfície do mar ou em altitudes mais elevadas, o que dispersaria a tempestade.

Combinação explosiva

Se tudo isso acontecer, uma área de baixa pressão pode se transformar num furacão: o ar quente e úmido do mar sobe para se condensar em altitudes mais elevadas e frias, formando nuvens e pressão negativa na superfície do mar. Grandes volumes de ar são atraídos para a tempestade a partir da área circundante.

Em seguida, essas massas de ar são puxadas para cima como numa chaminé, gerando ventos de até 350 quilômetros por hora. A força inercial de Coriolis, que está relacionada ao giro da Terra, coloca as massas em rotação.

“No centro desse vórtice, forma-se o típico ‘olho’ de um furacão, onde a calmaria é total e não há nuvens, enquanto as nuvens na borda do olho se acumulam cada vez mais alto”, relata Friedrich.

Tempestades de movimento lento são mais devastadoras

Quanto mais tempo as condições favoráveis aos furacões persistirem, mais destrutiva será a tempestade. “Os furacões são propelidos por correntes de ar a uma altitude de 5 a 8 quilômetros. Elas determinam para onde o furacão vai.”

Casas destruídas pelo furacão Helene, no dia 28 de setembro; furacão Milton é potencialmente mais perigoso – Foto: AFP

Quando o furacão atinge a costa, em geral perde força rapidamente. As correntes de ar que correm a maior altitude logo levam a tempestade para o interior, separando-a de sua principal fonte de energia, o ar quente e úmido do oceano. Lá, elas se enfraquecem e se transformam em sistemas de baixa pressão, perdendo seu poder destrutivo.

Entretanto, se um ciclone tropical se mover muito lentamente e continuar sendo alimentado pelo ar úmido do oceano próximo à costa, ele poderá causar danos graves.

Intempéries mais fortes devido à mudança climática

Mesmo que não estejam aumentando a frequência dos furacões e ciclones, especialistas de condições meteorológicas extremas creem que as mudanças climáticas agravam a intensidade deles.

Os ciclones tropicais obtêm a maior parte de sua energia do calor do vapor de água que captam no oceano. Com o aumento da temperatura da superfície, os furacões estão absorvendo volumes de vapor de água maiores, de acordo com uma análise dos ciclones tropicais do Atlântico Norte publicada na revista Scientific Reports em 2023.

Além de aumentar a intensidade dos furacões, a tendência está tornando mais difícil para os meteorologistas prever de forma confiável quando e onde os furacões ocorrerão. “Quanto maiores forem as áreas oceânicas com temperaturas acima de 26°C, maiores serão as regiões onde os furacões poderão se formar”, conclui Friedrich.

A análise da Scientific Reports parece corroborar essa afirmativa, estimando que os furacões atuais têm duas vezes mais chances de evoluir de um furacão fraco (categoria 1) para um forte (categoria 3 ou mais) num prazo de 24 horas.

Além disso, as regiões do Atlântico e do Caribe onde ocorrem os ciclones tropicais também mudaram em reação ao aquecimento do oceano durante o período do estudo.

*Com informações de Uol

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