Atletas do ‘Jovens Embaixadores’ buscam terminar ano entre as 5 melhores academias de jiu-jitsu no ranking profissional
Com apenas três anos de funcionamento, o projeto “Jovens Embaixadores” já alcançou feitos inéditos ao reunir mais de 150 atletas, entre crianças, adolescentes e adultos, que tem suas vidas transformadas pelo esporte. Com aulas gratuitas de jiu-jitsu e treino funcional para pessoas de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade, o projeto tem um objetivo ainda mais ousado, que é o de ficar entre as cinco melhores academias de jiu-jitsu de Manaus, dentro do ranking da Federação Amazonense Profissional (FAJJPRO).
Após lutar cinco campeonatos federados em 2024, a Jovens Embaixadores ocupa a sexta colocação no ranking e aguarda melhorar seu resultado na última disputa do ano, a Copa Cidade de Manaus, que acontecerá em dezembro.
“Estamos em 6º lugar no ranking geral da federação, que tem mais de 100 academias filiadas. Queremos terminar o ano entre as 5 melhores academias e nossos atletas estão motivados em buscar este título. Como professores, ficamos muito satisfeitos com os resultados até aqui. Acreditamos em passos curtos e firmes. E já pensando na próxima temporada, de 2025, nossa meta é ficar entre as 3 melhores academias”, falou Guilherme Torres, um dos fundadores da iniciativa e head coach do grupo.
A federação realiza algumas das mais importantes e disputadas competições da temporada de jiu-jitsu estadual, como a Taça Amazonas, o Campeonato Amazonense, BJJ Cup Pro, Copa Juventude & Amazonense No Gi e a Copa Cidade de Manaus.
O projeto
O projeto reúne diversos voluntários como fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas e profissionais de educação física. Além disso, a iniciativa dispõe de cinco professores voluntários que são faixa preta em jiu-jitsu. Tudo para proporcionar uma formação completa, gratuita e saudável.
Fundado em 2021, o Jovens Embaixadores já graduou mais de 150 atletas que se sagraram campeões. Um dos exemplos é o amazonense Gabriel Castro, que, em junho, venceu o campeonato brasileiro pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) com apenas 15 anos.
“Nós abrimos as portas, investimos em infraestrutura, reunimos profissionais de ponta, mas a decisão final depende apenas do atleta. Ele constrói uma meta e trabalha para realizá-la. No final, esse é o nosso objetivo, fazer desses jovens campeões mundiais e, por intermédio do esporte, mudar a realidade das suas famílias”, destacou Torres, que também é campeão mundial pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE).
Em novembro, o projeto deve inaugurar sua academia de musculação. O novo espaço será fundamental para elevar a performance dos alunos que visam competir oficialmente. Outro plano é abrir uma filial em Boston, nos Estados Unidos, sob direção de um professor multicampeão.

“Ficamos muito contentes em ver que o projeto está dando certo, transformando vidas e ganhando reconhecimento. Temos apoio de várias personalidades públicas ligadas ao esporte e outras têm nos procurado para mais informações. Vamos continuar investindo para formar novos campeões”, finaliza Torres.
Inscrição
As turmas são divididas em kids, juvenil, adulto e treino de competição, funcionando de 17h às 20h, todos os dias da semana. Aos sábados, os treinos funcionais acontecem de 9h às 11h. Atualmente, há vagas abertas para crianças de 9 a 12 anos.
A inscrição é gratuita e requer apenas o comparecimento dos responsáveis, identidade, comprovante de residência e boletim escolar. O Centro de Treinamento (CT) está localizado na rua Aderson de Menezes, nº 8, bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus.
Apoio e voluntariado
O “Jovens Embaixadores” promove também uma campanha permanente de arrecadação de recursos e doações de materiais como tatame, kits de quimono e alimentos. Já o apoio financeiro pode ser feito para a chave [email protected] (Instituto Desembargador Cândido Honório – Idesch, banco PagSeguro). Para mais informações sobre voluntariado, envie uma mensagem para o WhatsApp, (92) 99396-7668
Trump se encontra com Biden na Casa Branca, dando início à transição
Donald Trump voltou à Casa Branca nesta quarta-feira (13) para uma reunião com o presidente democrata Joe Biden, que prometeu uma transição pacífica.
O encontro marca o início da transição de governo. Na reunião, Trump disse ao atual presidente que “política é difícil, mas é um bom mundo hoje”. Os dois se cumprimentaram e sorriram para fotos.
Biden convidou o rival republicano ao Salão Oval após a derrota eleitoral da vice-presidente Kamala Harris na semana passada, embora Trump não tenha feito o mesmo com ele em 2020.
O republicano também visitará o Capitólio, onde em janeiro 2021 centenas de simpatizantes de sua candidatura tentaram impedir a certificação da vitória de Biden.
E ele chega a Washington DC em uma posição de força: seu partido retomou o controle do Senado dos democratas e está muito próximo de confirmar a maioria na Câmara de Representantes.
Durante a reunião, Biden pedirá que Trump mantenha o apoio à Ucrânia. Uma situação embaraçosa para o democrata, que sabe que a nova administração pode desmantelar grande parte de seu legado. Para seu convidado, o encontro será uma revanche.
“Ele acredita em nossas instituições”, declarou a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, em entrevista coletiva na terça-feira ao ser questionada sobre o que levou Biden a convidar Trump.
O conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, informou que Biden abordará os principais temas de política externa, incluindo o apoio à Ucrânia no conflito com a Rússia, criticado pelo republicano.

“O presidente terá a oportunidade de explicar ao presidente Trump como vê as coisas, qual é sua posição”, declarou Sullivan ao canal CBS no domingo.
A reunião pode ser um momento amargo para Biden, que chamou Trump de ameaça para a democracia e era o adversário do republicano na disputa pela presidência até que um desempenho desastroso em um debate eleitoral obrigou o democrata a desistir da campanha em julho.
Tradição
O convite de Biden restabelece uma tradição que Trump quebrou quando perdeu as eleições de 2020, ao se recusar a encontrar com Biden e a comparecer à cerimônia de posse.
O ex-presidente Barack Obama recebeu Trump na Casa Branca quando o magnata venceu as eleições de 2016.
Quando Trump deixou a Casa Branca em 20 de janeiro de 2021, muitos republicanos o criticaram por ter incitado uma multidão antes do ataque ao Capitólio.
Contudo, o período de desgraça durou pouco e os republicanos voltaram a ficar ao seu lado, em parte devido à sua capacidade de mobilizar eleitoralmente o movimento de direita que o levou novamente ao poder.
Trump começa seu segundo mandato com o controle quase total sobre o partido.
Ele passou a semana posterior às eleições em sua mansão da Flórida, formando a equipe de governo.
Mundo em expectativa
O mundo permanece em expectativa para conferir se Trump cumprirá as promessas de isolamento, deportações em larga escala e tarifas de importação.

Trump anunciou na terça-feira que o homem mais rico do mundo, Elon Musk, vai comandar um departamento de “eficiência governamental”.
O dono da Tesla e da SpaceX, muito ativo na campanha do magnata, vai comandar o departamento ao lado do empresário Vivek Ramaswamy, candidato que não obteve sucesso nas primárias republicanas.
“Juntos, esses dois americanos extraordinários abrirão o caminho para que minha administração desmonte a burocracia governamental, elimine regulamentações excessivas, corte gastos desnecessários e reestruture agências federais”, afirmou Trump em um comunicado.
O cargo mais importante anunciado até o momento é o de chefe da diplomacia, para o qual Trump escolheu o senador da Flórida Marco Rubio, segundo a imprensa americana.
O congressista Michael Waltz, um ex-oficial das forças especiais, será o conselheiro de Segurança Nacional.
Os dois têm opiniões belicistas sobre a China, mas não são considerados isolacionistas, apesar das ameaças anteriores de Trump de abandonar ou romper com a Otan.
Também foi confirmado que a governadora Kristi Noem (Dakota do Sul) comandará o Departamento de Segurança Interna, crucial por identificar e desarticular ameaças à segurança, proteger aduanas e fronteiras, gerenciar a migração e responder a desastres naturais.
Ela trabalhará ao lado de Tom Homan, o novo “czar das fronteiras”.
*Com informações de IG
Luana Piovani, Jade Picon, Valesca Popozuda: O que os famosos dizem sobre a escala 6×1?

Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nesta semana foi a criação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 – que prevê uma folga a cada seis dias de trabalho.
A proposta foi apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e ainda aguarda votação. Para que a PEC comece a tramitar, é necessária a assinatura de ao menos 171 dos 513 deputados federais.
“Graças à mobilização da sociedade, em todo Brasil, ultrapassamos as 171 assinaturas necessárias para protocolar a PEC contra a Escala 6×1 e já nos aproximamos de 200 signatários e co-autores. A PEC continuará recebendo assinaturas no dia de hoje”, celebrou Erika em suas redes sociais nesta quarta-feira (13).
Famosos, inclusive, usaram as redes socias para opinar sobre o projeto que ainda está sendo votado. Confira o que pensam as celebridades e os influenciadores:
Luana Piovani

“Estou querendo entender porque que todo mundo que é rico é de direita e não consegue ter empatia, compaixão pelos seus semelhantes que não são ricos, milionários, bilionários. Não é possível que as pessoas não tenham consciência de classe, não tenham generosidade, empatia, sororidade, compaixão.”
Jade Picon

“Não sou de me posicionar sobre os assuntos porque aprendi cedo sobre o conceito de lugar de fala. Sofro com isso? Preciso dizer algo? É o meu lugar de reivindicar? Não, então eu apoio ou fico quieta. Tenho consciência dos meus zilhões de privilégios. É muito triste quando as pessoas esperam um posicionamento meu sem que eu tenha falado nada. Acho que todos têm o direito de reivindicar uma vida mais digna, com lazer, saúde mental e equilíbrio. Não gosto de vir aqui falar sobre esses temas porque não é o meu lugar de fala, mas acredito que demonstrar apoio é o mínimo que posso fazer.”
Carlinhos Maia

“Isso tem que ser aprovado. Ninguém é escravo de ninguém, não. Os patrões precisam entender que, quanto melhor o funcionário estiver, mais ele vai produzir pra você. Sempre achei um absurdo isso. A pessoa trabalha e só tem um dia da sua vida, trabalha e ganha pouco. Não existe. Não tem vida. E ainda tem lojas que, mesmo depois de fechar, a pessoa tem que ficar para limpar? Hoje eu tenho mais de 120 pessoas que trabalham comigo, diretos e indiretos, e uma das coisas que eu mais dou é folga, porque a galera vem trabalhar feliz. Mas tem gente que quer escravizar a galera.”
Felipe Neto

“É vergonhosa aposição do Ministro do Trabalho sobre o fim da escala 6×1, basicamente lavando as mãos e dizendo q isso deve ser tratado em convenções e acordos. Luiz Marinho, aguardamos sua mudança de postura e reconhecimento do erro grosseiro e vergonhoso desta tarde.”
Valesca Popozuda

“É uma escala que prejudica qualquer ser humano a ter uma vida com qualidade e saúde mental, de se dedicar a uma faculdade ou curso extra, de viver momentos de lazer com a família e amigos.”
MC Binn

“Os que é contra o fim da escala 6×1 devia trabalhar sábado e domingo recebendo salário mínimo e tendo que levar almoço de casa. Já trampei na 25 sai às 06 da manhã voltava 00:00 dia de folga só servia pra dormir sei na pele como é! Tem que protesta memo tem que lutar mesmo pelos direito povo tá certo (SIC).”
*Com informações de IG
Mayra Dias alerta para crise na saúde e cobra solução urgente para greve de médicos em Lábrea
A crise na saúde pública do Amazonas voltou a ser destaque no discurso da deputada estadual Mayra Dias (Avante) nesta quarta-feira (13), quando cobrou providências urgentes para a situação dos médicos do Hospital Regional de Lábrea, que estão em greve e há mais de três meses estão com seus pagamentos atrasados. Uma outra paralisação já havia ocorrido no mês de julho deste ano.
Os profissionais de saúde estão atendendo apenas casos de urgência e emergência. “Os médicos foram obrigados a suspender seus serviços para garantir seus direitos”, afirmou a deputada, que em agosto deste ano já havia protocolado um requerimento solicitando que o governo estadual e a Secretaria de Saúde do Amazonas tomassem medidas para resolver o atraso salarial. Até o momento, porém, nenhuma ação efetiva foi feita.
A greve dos médicos em Lábrea revela uma realidade que se estende a outras áreas e unidades hospitalares do estado. “Há diversos hospitais e setores da saúde com atrasos. Precisamos de um plano de ação para regularizar os pagamentos e de medidas administrativas e financeiras urgentes”, reforçou Mayra Dias. Ela também destacou a falta de insumos básicos, como luvas, gazes e medicamentos, classificando a situação como “um descaso total”.
A deputada ressaltou o impacto direto nesse cenário na vida da população, que fica desassistida em momentos de urgência. “As pessoas chegam ao hospital e não encontram atendimento. Com saúde não se brinca; são vidas em risco. Precisamos resolver essa situação de forma imediata”, enfatizou Mayra, solicitando um diálogo mais eficaz entre o governo e as empresas terceirizadas para que o problema seja sanado.
Raiff Matos cobra detalhamento das ações preventivas da Prefeitura de Manaus para as chuvas

O vereador Raiff Matos (PL) protocolou um requerimento na Câmara Municipal de Manaus cobrando informações detalhadas da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) sobre o plano de contingência para o período chuvoso. Raiff cobra o detalhamento das medidas planejadas para a reestruturação, manutenção e aprimoramento da rede de drenagem da cidade, considerando os desafios e prejuízos enfrentados pela população de Manaus devido aos alagamentos.
Segundo o vereador, as ações preventivas são essenciais para minimizar o impacto das chuvas, sobretudo após os alagamentos ocorridos na semana passada que afetaram diversas zonas da cidade, incluindo avenidas consideradas principais. “Nossa população não pode mais sofrer com o descaso em relação à infraestrutura para o escoamento das águas das chuvas”, afirmou Raiff Matos.
O vereador ressaltou que a Seminf precisa demonstrar claramente aos moradores de áreas mais afetadas em Manaus quando as obras chegarão de fato nos locais beneficiados com os serviços. “Estamos em uma região onde o período de chuvas exige atenção máxima. É inaceitável que, ano após ano, as mesmas áreas sofram sem uma ação preventiva eficaz”, completou.
O requerimento pede que as informações sobre o plano sejam encaminhadas em até 20 dias, enfatizando a importância de que sejam descritas as estratégias para manutenção e melhoria das estruturas de drenagem da cidade. A cobrança do vereador é fruto da sua preocupação para a qualidade de vida das famílias de Manaus que enfrentam muitas dificuldades nos períodos de chuva na capital amazonense.
Defensoria do Amazonas avança com preparativos para apresentação teatral do projeto ‘Pupa’

Dando continuidade as atividades do projeto “Pupa”, que utiliza a arte cênica como instrumento de resgate, a equipe da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) a Central Técnica de Produção (CTP), do Governo do Amazonas, localizada no bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus, para elaboração da cenografia e figurino que será usado na apresentação dos socioeducandos do Centro Socioeducativo Assistente Dagmar Feitoza, no dia 27 de novembro no Teatro Gebes Medeiros.
“Vamos começar essa parte de figurino e maquiagem. É mais uma etapa que os socioeducandos vão aprender e dar a contribuição deles, pois nunca levamos algo já totalmente pronto. Levamos uma ideia e conversamos com eles pra ver se é realmente aquilo que eles estão sentindo, se é aquela ideia que eles querem passar. Essa fase de cenário e figurino faz parte desse processo”, explica a defensora pública Monique Cruz, uma das coordenadoras do projeto.
Integrando o time do Pupa, a figurinista Maíra Cruz também esteve na visita ao CTP. Em meio ao espaço, que abriga mais de 50 mil figurinos, a profissional destacou a oportunidade de mudança de vida que o projeto possibilita aos jovens que cumprem medidas socioeducativas.
“É uma oportunidade muito legal estar fazendo esse projeto com a Defensoria, contribuir com a evolução desses jovens. É muito bom fazer parte disso que um dia isso pode se tornar a profissão de alguns deles. Então, estamos trazendo essa esperança também e o projeto já fala muito sobre essa questão. A parceria aqui com a CTP, com a Secretaria de Cultura, é bem importante, pois o acervo deles traz uma gama maior para que possamos criar”, disse.
Dando as boas-vindas aos integrantes do projeto, o assessor especial Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) Thiago Oliveira enfatizou o resgate por meio da arte e a manutenção da parceria para futuras atividades realizadas pela Defensoria do Amazonas.
“Enquanto poder público, temos a responsabilidade de trabalhar na ressocialização desses jovens para que eles voltem com outra mentalidade, com outras atitudes, com outros pensamentos. E nada mais interessante, mais eficaz do que a arte possibilitando essa abertura, essa visão de mundo para eles. Entendemos que é um projeto muito importante e esperamos que essa parceria continue por muito tempo, porque é importante para os jovens, é importante para nós que participamos e também para a nossa sociedade”.
Sobre o Pupa
O projeto Pupa é voltado à ressocialização dos jovens que cumprem socioeducativas determinadas pelo Poder Judiciário, utilizando a arte cênica como instrumento de resgate. Com atividades todas as sextas-feiras, de 9h às 11h, os jovens do Centro Socioeducativo Assistente Dagmar Feitoza participam de ensaios regulares e se preparam para uma peça teatral marcada para ser encenada no 27 de novembro.
Reconhecimento de palco, confecção de cenário, aulas de canto, dança, pausa para leitura, integram a agenda de atividades dos jovens atores que aspiram por uma oportunidade de melhorar a vida e viver uma nova história.

Ao todo, 15 socioeducandos terão a oportunidade de se apresentar no palco do Teatro Gebes Medeiros, no Centro Histórico de Manaus. A apresentação especial e inédita será assistida por servidores e membros da DPE-AM, além dos familiares dos jovens.
A ideia é que a peça retrate as histórias dos internos e que envolva todas as etapas de um espetáculo, com os atores, músicos, coral, figurinistas e criação de cenário.
A defensora pública Monique Cruz explica que nome Pupa é inspirado na fase de vida de alguns insetos que sofrem transformação entre estágios imaturos e maduros. “A fase entre a lagarta e a borboleta, aquela do casulo, tem tudo a ver com a situação dos meninos, o público-alvo do projeto, que estão em cumprimento de medida de internação e que almejam uma nova vida lá fora”.
Conforme a defensora, o Pupa surgiu durante as palestras do programa “Ensina-me a Sonhar”, que visa proporcionar ações afirmativas que contribuam com o desenvolvimento social de socioeducandos, também realizado pela Defensoria Pública no Dagmar Feitoza.
Idealizadora do projeto e preparadora do elenco, a artista amazonense Bitta Tikuna Catão conta, emocionada, sobre a oportunidade de poder colocar em prática a arte como instrumento de resgate e direcionamento de vida aos socieducandos. Com roteiro em andamento, ela também destaca os desafios de colocar cada participante como ator principal do espetáculo.
Paratleta amazonense brilha em Meeting de Natação no Ceará

O amazonense Simplicio Campos foi destaque no Meeting de Natação, no Ceará, no último final de semana. Beneficiado pelo Bolsa Esporte Estadual, do Governo do Amazonas, o paratleta conquistou quatro medalhas de prata e uma de ouro na competição nacional que reuniu atletas de diversos estados.
“Ficamos felizes com o resultado do Simplicio, um grande paratleta de natação. O Bolsa Esporte é um instrumento de transformação, que permite aos nossos atletas a dedicação necessária para se tornarem não só vencedores em suas modalidades, mas também exemplos de inspiração para toda a sociedade”, destacou o secretário de estado do Desporto e Lazer (Sedel), Jorge Oliveira.
Competindo com mais de 120 atletas no Meeting, Simplicio conquistou o primeiro lugar nos 50 metros costas e quatro pratas, sendo elas nos 50 metros borboleta, 50 e 100 metros peito e 200 metros medley.
“Com certeza o apoio do Bolsa Esporte é muito importante para cada um de nós atletas, principalmente para dar um segmento melhor nos nossos treinamentos, suplementação e competições”, comentou Simplicio Campos.
O evento esportivo foi realizado pela Federação Cearense de Desportos Aquáticos (FCDA), no último final de semana, no Clube Náutico Atlético Cearense, visando qualificar os índices dos atletas no ranking nacional da natação.
Presidente do TCE-AM participa de evento nacional sobre Controle Externo e Gestão Pública
A presidente do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), conselheira Yara Amazônia Lins, o ouvidor do Tribunal, conselheiro Mario de Mello, o conselheiro Érico Desterro, além de procuradores e servidores, participam do 9º Encontro Nacional dos Tribunais de Contas (9º ENTC), em Foz do Iguaçu, no Paraná. O evento tem como tema: “Controle externo, diálogos institucionais e efetividade das políticas públicas” e reúne 2 mil participantes.
No evento, de quatro dias, serão debatidos temas ligados ao controle da administração pública e políticas voltadas a diferentes áreas, como: saúde, educação e segurança.
“O Encontro dos Tribunais de Contas é um momento de grande relevância para o fortalecimento das instituições de controle externo no Brasil. Esse evento reúne representantes de todo o país para discutir melhorias na governança, transparência e eficiência da gestão pública, promovendo o diálogo, a troca de experiências e o alinhamento de boas práticas que impactam na fiscalização e no uso responsável dos recursos públicos”, afirmou a presidente, conselheira Yara Amazônia Lins.
O encontro, que ocorre a cada dois anos, é um dos principais eventos do calendário dos órgãos de controle no Brasil, reunindo especialistas, gestores, servidores públicos e acadêmicos. Este ano a programação conta com seis painéis e conferências, nove seminários de políticas públicas, além de reuniões técnicas de comitês e grupos de trabalho do Sistema Tribunais de Contas.
Avaliação da qualidade
Durante o 9º ENTC também serão apresentados os resultados da avaliação do Marco de Medição de Desempenho dos Tribunais de Contas e do Programa Nacional de Transparência Pública.
Entre os palestrantes, estão os ministros José Antonio Dias Toffoli (STF), Bruno Dantas (presidente do TCU), Antônio Anastasia (TCU) e Benjamin Zymler (TCU), o pesquisador sênior da Columbia University of New York, Marcelo Medeiros Coelho de Souza, o ex-atleta paralímpico e gestor do Instituto Daniel Dias – IDD, Daniel de Faria Dias, e o diretor e artista de novas mídias da Ouchhh Studio, Ferdi Alici, entre outros.
A solenidade de abertura do 9º ENTC foi nesta terça-feira, dia 12, às 16h, mas as primeiras oficinas e as reuniões técnicas já começaram na última segunda-feira, 11.
Fim da escala 6 X 1 é ‘ideia estapafúrdia’, diz presidente da associação de bares e restaurantes
O fim da escala de trabalho 6 X 1, na qual o descanso remunerado ocorre apenas um dia na semana, preferencialmente aos domingos, é uma “ideia estapafúrdia” na opinião de Paulo Solmucci Júnior, presidente executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).
Segundo ele, a PEC (proposta de emenda à Constituição) que propõe a mudança não deverá ser aprovada. “Não vejo chance de uma ideia estapafúrdia dessa prosperar”, disse à Folha. Mas, caso passe pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, a medida poderá elevar os preços de produtos e serviços em 15%.
A redução de jornada está sendo proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que busca assinaturas para dar andamento à PEC. São necessárias 171 assinaturas dos 513 deputados. Até a noite desta segunda-feira (11), havia 132.
A alteração instituiria jornada semanal de 36 horas ante a jornada atual, de 44 horas semanais.
Para Solmucci Júnior, o trabalhador já tem a opção de escolher outras escalas, se não quiser trabalhar as 44 horas semanais previstas pela Constituição Federal e pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
O empresário afirma ainda que a demanda por bares e restaurantes abertos sete dias por semana vem dos clientes e não atendê-los é um problema econômico.
“Todo mundo quer bar e restaurante disponível a semana inteira, e querem a custo baixo. Aí você vê as pessoas querendo inviabilizar para o consumidor. E já estamos com dificuldades enormes com trabalhadores”, afirma.
Solmucci afirma que a questão já está regulamentada e pacificada tanto na Constituição quanto na CLT e, por isso, não precisa de uma emenda constitucional.

“A Abrasel integra a união nacional das entidades de comércio e serviços onde estão as maiores entidades, representada por uma frente parlamentar muito forte. Tenho certeza que essa frente de quase 300 parlamentares não vai deixar prosperar.”
Dentro da própria associação, no entanto, a medida divide opiniões. Para alguns diretores, a falta de mão de obra é uma das justificativas para a mudança na escala de trabalho, com mais folgas aos trabalhadores, e automatização maior dos serviços.
“Ao meu ver, no processo civilizatório, a gente deveria estar indo para uma economia em que as pessoas trabalhassem menos, Já temos cada vez mais máquinas que trabalham por nós. O problema é produtividade, a concorrência e uma economia subdesenvolvida, que patina”, diz o advogado Percival Maricato, do Maricato Advogados.
Leonel Paim, presidente interino da AbraselSP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de SP), afirma que, hoje há outras opções de trabalho, com mais liberdade para o profissional, e isso pode estar afastando os trabalhadores da área de bares e restaurante.
Paim trata ainda das diferenças de atividades dependendo da localidade. Segundo ele, estabelecimentos em cidades turísticas já não abrem de segunda a quarta, e têm funcionamento de quinta a domingo.
Maricato acredita que o Congresso pode chegar a um meio-termo, com a redução da jornada de 44 horas semanais para 40 horas, instituindo a jornada 5 X 2 para todos os trabalhadores, como já há em muitos setores. E, só depois, evoluir para os quatro dias de trabalho e três de descanso, como em países da Europa.
“Está na hora de a gente conseguir um equilíbrio”, diz.
O texto da PEC propõe alterar o artigo 7º da Constituição, no inciso 13, que trata sobre a jornada de trabalho. A sugestão é de jornada de quatro dias semanais, medida adotada em alguns países do mundo e que chegou a ser testada no Brasil por algumas empresas.
O trecho passaria a vigorar da seguinte forma: “Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”.













