Zera Dívida: campanha da Águas de Manaus ganha pontos de atendimento em unidades do Procon Manaus

A campanha Zera Dívida, da Águas de Manaus, terá atendimentos nas unidades do Procon Manaus no Shopping Phelippe Daou e na Galeria dos Remédios, entre os dias 11 e 13 deste mês, das 11h às 14h. A ação tem como objetivo oferecer oportunidades diferenciadas de negociação de dívidas em contas de água e esgoto, além de ampliar os laços de relacionamento com os clientes.
Além da programação junto ao Procon Manaus, a campanha segue até o dia 30 nos pontos de atendimento da concessionária na loja da Leonardo Malcher, nos PACs e pelo número 0800 092 0195 (telefone e WhatsApp).
Durante o “Zera Dívida”, os clientes da Águas de Manaus poderão negociar suas dívidas com condições especiais e com parcelamento flexível. Não é necessário fazer agendamento prévio para atendimento. Os clientes precisam ficar atentos aos documentos necessários para obter atendimento, como RG, CPF e faturas para identificação da unidade consumidora.
“Entre as condições que oferecemos, está o desconto de até 95%, dependendo da idade da dívida. Em um mês de campanha, mais de quatro mil pessoas já foram atendidas. A Zera Dívida é a oportunidade para o consumidor fechar o ano sem débitos com a concessionária”, afirma a gerente comercial da Águas de Manaus, Carla Dutra.
Novos postos da Campanha Zera Dívida da Águas de Manaus
Datas: 11, 12 e 13 de dezembro
Horário: 8h às 14h
Locais:
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Sede do Procon Manaus, no shopping Phelippe Daou (Av.Camapuã, próximo ao Terminal 4)
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Posto do Procon Manaus na Galeria dos Remédios (Rua Miranda Leão, Centro)
Governo Milei chega a um ano com inflação de um dígito, alta popularidade e escalada ideológica

“Para mim o pior já passou”, diz esperançoso o trabalhador mineiro Aníbal Franco, 31, sobre a situação econômica da Argentina. Morador de San António de Los Cobres, uma pequena cidade pobre no norte da província de Salta, ele levou a sério o aviso de seu presidente Javier Milei na posse de que “primeiro ia piorar muito antes de melhorar”. Agora, exatamente um ano depois, ele espera que os dias difíceis do forte ajuste fiscal do presidente estejam começando a ficar para trás, mesmo com os índices de pobreza no país superando a marca de 50% da população.
Em 10 de dezembro de 2023, Milei tomou posse prometendo uma política de choque brutal. Em nome do déficit zero, ele pediu à sua população que tivesse resiliência durante os complicados meses que estariam por vir. Os seus números de aprovação após um ano mostram que a população lhe deu o que foi pedido e agora acredita estar vendo os primeiros frutos da aposta total no desconhecido.
“Ele está cumprindo tudo o que prometeu na campanha”, observa Franco. “[A política de ajuste] nos custou muito, a todos os argentinos. Chegamos apertados ao fim dos meses. Subiram os alimentos, as verduras e as frutas. Tudo subiu em certo momento. Mas, com isso, ele pode cumprir muitas coisas”.
Franco já havia conversado com o Estadão em outubro de 2023, nas vésperas do primeiro turno das eleições. Na época, justificou seu voto em Milei alegando o abandono pelo Estado argentino ao seu povoado do norte, rico em minério. Hoje, acha que acertou ao ter escolhido o lado dos libertários, mas reconhece que ainda há muito que melhorar.
Preços estabilizados
O primeiro ano de Javier Milei na Casa Rosada surpreendeu até os analistas mais otimistas. De uma inflação mensal de 25% em janeiro deste ano, a Argentina teve no mês de outubro, último disponível, uma taxa de 2,7%. Muitos economistas não acreditavam que era possível um dígito ainda esse ano, mas ele veio já na metade do período.
“Na prática, para o cidadão comum, o que isso significou foi perceber que nas prateleiras do supermercado ou nas compras diárias, os preços estão muito mais estabilizados e vemos poucos aumentos durante o mês”, explica o economista Juan Manuel Telechea. Não que os preços tenham abaixado, mas ao menos pararam de subir exponencialmente.
“Não é que a Argentina entrou no regime de baixa inflação dos países vizinhos, como Brasil, Peru, Uruguai, Colômbia, que são países que mantêm uma inflação anual de um dígito. Ainda falta muito para isso”, observa o economista da UBA (Universidade de Buenos Aires) Fabio Rodríguez.
Outro feito que Milei celebra é praticamente um ano inteiro de superávit fiscal, algo que não acontecia no país há mais de uma década. Eliminar o déficit, ajustar a política monetária do Banco Central e controlar o câmbio foram as medidas que viabilizaram a queda da inflação, explica Rodríguez.

Outra forma de controle foi conter o consumo, um remédio mais amargo. Com a inflação galopante do início do ano e com salários congelados, os argentinos pararam de consumir – com momentos em que era preciso escolher entre alimento e remédio – e isso fez com que a circulação da moeda diminuísse.
Essa já não é a realidade agora. Os alimentos foram os primeiros a ver uma redução da inflação, desafogando o aperto das famílias. Mas os serviços ainda seguem altos e os salários estão longe de recuperar seu poder aquisitivo.
“Com a queda da inflação e a recuperação das rendas, o poder de compra se recuperou. De qualquer forma, deve-se esclarecer que, ainda hoje, as rendas continuam abaixo dos níveis do ano passado”, aponta Telechea.
Pobreza e humor social
A contrapartida destes e de outros dados econômicos positivos é o aumento de um dado alarmante: a pobreza. Depois da mega desvalorização do valor do peso em dezembro – e com o aumento de preços correndo acima de 25% – mais da metade dos argentinos entraram para a estatística de pobres.
Segundo dados do Indec (Instituto de Nacional de Estatística e Censo), o primeiro semestre do ano fechou com 52,9% dos argentinos abaixo da linha da pobreza. Desses, 18,1% eram considerados indigentes, ou seja, não tinham o suficiente para comprar os artigos da cesta básica.
Este indicador se torna ainda mais dramático quando considerado que a maioria dos pobres do país é de crianças e adolescentes. Entre os argentinos de 0 a 14 anos, a taxa de pobreza é de 66%.
“A pobreza aumentou, a indigência aumentou, estão em níveis muito similares ou até superiores aos da crise de 2001, o que demonstra que é um modelo econômico que, apesar dessa estabilização da inflação e do câmbio, não gerou uma melhor redistribuição ou um reparto mais equitativo dos bens e serviços que produz uma sociedade, mas sim um modelo econômico que gerou maior desigualdade e iniquidade”, observa o analista político do Observatório Pulsar da UBA Facundo Cruz.
Era este o indicador que poderia significar a Milei um fracasso de sua política de ajuste. O temor de analistas, agências de risco e até do FMI (Fundo Monetário Internacional) – com quem a Argentina tem uma dívida bilionária – era de que uma piora na condição de vida das pessoas levasse a uma ebulição social. Por mais de uma vez, o FMI alertou para que Milei seguisse com seus planos, mas “cuidasse do social”.
Com esses alertas, o governo federal seguiu apertando em sua política de austeridade, mas se atentou em manter os programas sociais e promoveu reajustes consideráveis em seus valores para que não fossem engolidos pela inflação galopante.

Essa manutenção do social somado ao alerta inicial do libertário de que haveria uma piora de condições fez com que parte dos argentinos o premiassem com a paciência que tanto pedia. “O governo conseguiu instalar muito habilmente que isso era uma consequência inevitável dos desequilíbrios que herdou [dos governos anteriores] e das medidas que teve que tomar para começar a ajustá-los. Ele pediu paciência e tolerância e a sociedade de alguma forma lhe concedeu, ou pelo menos até agora”, afirma Fabio Rodríguez.
No passado, lembra Rodríguez, todo governo que falou em ajuste fiscal sofreu muito com o humor social. Um exemplo foi Mauricio Macri que perdeu a disputa por um segundo mandato. Não foi o caso de Milei que hoje, um ano depois, guarda uma taxa de aprovação acima dos 50% e se configura entre os líderes mais populares da América Latina, junto com Luis Lacalle Pou do Uruguai, Lula no Brasil e Daniel Noboa no Equador, segundo várias consultorias de opinião pública.
“Acredito que ninguém esperava, ou muito poucas pessoas esperavam, que o governo chegasse mais forte [a um ano]. E com um apoio popular verdadeiramente notável. Mais de 50% no meio do maior ajuste econômico que a Argentina teve em décadas. Surpreendente e acho que até o próprio governo se surpreendeu”, pontua o cientista político da UCA (Universidade Católica Argentina) Fabián Calle.
“A imagem da administração Milei melhorou e a confiança no governo também. Atualmente, o poder Executivo possui um nível de confiança superior a 40%, quando o restante dos Poderes tem um nível de confiança abaixo de 30%, chegando mesmo próximo a 20%, por exemplo, no poder Legislativo e o poder Judiciário”, quantifica Cruz.
A economia e o político juntos
Este cenário parecia improvável não só há um ano, mas há cerca de seis meses, e por causa do próprio Milei. Os primeiros cinco meses de governo foram caóticos, com as principais leis de reforma penduradas no Congresso e no Senado, protestos massivos pelos cortes na educação superior e uma perigosa ruptura dentro da frágil base do governo.
Em paralelo às medidas econômicas encabeçadas pelo ministro Luis Caputo, Milei entrava em pé de guerra com os deputados e governadores da sua própria base de apoio. Por causa do corte nos repasses às províncias, governadores partiram para cima da Casa Rosada que respondeu chamando os políticos de “ratos” e “traidores”.
A briga fez os pacotes econômicos se tornarem reféns no Legislativo e a incerteza mantinha o índice de confiança no novo governo muito longe do desejado. Só depois que velhos caciques da política argentina, como o ministro Guillermo Francos e até a vice Victoria Villarruel, sentaram com os aliados rompidos e reconfiguraram as alianças, a política começou a marchar. E junto com ela a economia.
“Há um antes e um depois, quando o governo conseguiu parar as tentativas de derrubar os vetos no Congresso. Esse foi um Rubicão político que o governo cruzou, onde ainda os resultados econômicos não eram visíveis”, diz Fabián Calle.
Trump vem aí
Para 2025, a expectativa é de que Milei dobre a sua aposta nas medidas de ajuste fiscal, respaldado pelo bom desempenho do primeiro ano, apoio popular e energizado pela vitória de um importante aliado político: Donald Trump.

“Redobrar a aposta significa que o equilíbrio fiscal ou o superávit é inegociável”, explica Rodriguez. “Desde já, é como se isso continuasse e fosse a regra que organiza toda a política econômica. E me parece que vai adicionar reformas que têm a ver com o sistema tributário. Mudar mais a fundo o sistema tributário e com reformas trabalhistas.”
Uma dívida do governo Milei que vai ficar para o próximo ano é a eliminação do chamado cepo – os controles cambiários que limitam compra de dólares e importações de produtos. Em São Paulo, o ministro Caputo foi cobrado por empresários brasileiros sobre a promessa, o que ele garantiu que ocorre em 2025. A falta de reserva no Banco Central foi uma das razões para a manutenção do cepo, uma cautela que economistas dizem ter sido acertada.
Também é provável esperar um Milei com apostas mais ideológicas, segundo os sinais enviados por ele mesmo nas últimas semanas. No episódio mais dramático, o presidente promoveu um expurgo de toda equipe do Ministério de Relações Exteriores, inclusive a então chanceler Diana Mondino, colocando no lugar pessoas mais próximas de sua linha de pensamento. As demissões ocorreram depois de uma votação da Argentina na ONU a favor de Cuba.
Em outro momento, na cúpula do G-20 no Brasil, o libertário se tornou a voz antagônica ao acordo final por incluir termos que não concordava, como igualdade de gênero e taxação de super-ricos. No fim, teve de ceder aos demais países e assinou o documento final.
“Milei se apoia muito no extremo e na radicalização discursiva e no ataque constante a outras opções políticas e no questionamento de toda a agenda progressista a nível mundial. Por que faz isso? Porque faz parte da construção do sujeito político e porque não lhe trouxe impacto maior nas pesquisas [de opinião pública]”, sugere Facundo Cruz.
Essa escalada foi energizada pela vitória de Trump, com quem Milei tem uma relação amistosa correspondida quase no mesmo nível. “Claramente, Milei é dos presidentes latino-americanos o que Trump tem a melhor química. Isso não vai criar mágica, mas ajuda. Acredito que Milei tem uma bela lua de mel pela frente, pelo menos por dois anos na América Latina”, afirma Calle.
A dúvida é o quanto essa profunda amizade entre os dois se tornará algo concreto para a Argentina. Para os analistas, muito pouco. “Imagino que isso vai melhorar muito o vínculo entre os países e, seguramente, isso ajudará a desbloquear a negociação com o FMI e que isso venha acompanhado de uma entrada de financiamento”, projeta Telechea.
O país tem uma dívida bilionária com o FMI, a quem tem tido dificuldade de pagar devido a falta de moeda estrangeira. Na esperança de obter novos desembolsos, Buenos Aires chegou a usar um swap com a China e ouro para pagar suas dívidas. Com Trump, talvez, o fundo tenha mais flexibilidade para renegociar a dívida, algo que Caputo vem buscando o ano todo.
“O que se pode esperar de Trump é que o FMI não vai incomodar a Argentina. Acredito que o FMI e outras burocracias internacionais entendem que Milei tem um vínculo com Trump e isso já atua como moderador”, opina Fabián Calle.

A dúvida é quanto ao protecionismo de Trump e as suas promessas de imposição de tarifas, que tende a afetar não só Buenos Aires, mas todo o mundo.
*Com informações de Terra
Temer muda o tom e diz que PF levantou ‘indícios fortíssimos’ de tentativa de golpe
O ex-presidente Michel Temer (MDB) voltou a falar sobre a investigação da Polícia Federal (PF) que indiciou o também ex-chefe do Executivo federal Jair Bolsonaro (PL) e militares de alta patente por supostamente planejarem um golpe de Estado em 2022. Em entrevista divulgada neste domingo, 8, pela revista Veja, Temer afirmou que ainda não se pode condenar os indiciados, mas que há “indícios fortíssimos” da intentona golpista.
“A investigação tem que ser feita. Houve, por tudo o que se sabe, por tudo o que a Polícia Federal já levantou, indícios fortíssimos. Agora, eles estão sendo investigados”, afirmou Temer, se posicionando desta vez sobre as provas levantadas pela corporação. “Acho que a partir daí é que se pode chegar a alguma conclusão. Se o ex-presidente sabia ou não sabia, ele nega permanentemente, eu não saberia dizer.”
O ex-presidente também repetiu que, no caso em questão, “talvez uns e outros das Forças Armadas pretendessem”, mas que o conjunto delas “não quis o golpe”. Para Temer, a hipótese de uma quebra institucional é “difícil”, já que avalia que “há uma consciência em todos os setores de que a democracia é o melhor sistema para o nosso País”.
Sobre as invasões de 8 de Janeiro, o ex-presidente afirmou que o ataque representou uma “aspiração pelo golpe” e uma “agressão aos Três Poderes”, mas que “não prosperou”.
Há duas semanas, o emedebista foi questionado sobre o indiciamento de Bolsonaro pela trama golpistas, inclusive com plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A resposta foi de que “não havia clima” para golpe no País, sem valorar as provas colhidas pela PF.
“Embora haja tentativas, o fato é que não vão adiante. Não vão adiante porque não há clima no País. E, convenhamos, golpe para valer, você só tem quando as Forças Armadas estão dispostas a fazer”, disse.
Na mesma ocasião, ele minimizou a participação de militares na tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder após perder as eleições de 2022, afirmando que o plano era obra de “alguns militares”, e não das instituições como um todo. “Não foi a instituição como um todo. Seja Exército, Marinha, Aeronáutica, não participaram disso como instituição. Participaram figuras”, afirmou.
*Com informações de Terra
Com recorde histórico, como bitcoin foi de ‘fraude’ a foco de Trump para 2025

Na ultima quinta-feira (5), o bitcoin alcançou pela primeira vez a marca de US$ 100 mil (cerca de R$ 600 mil). A moeda chegou a atingir um recorde de US$ 103.800,45 durante o pregão asiático, recuando posteriormente para cerca de US$ 101 mil.
Após os comentários de Trump no Truth Social, em que ele festejou o recorde, dando os parabéns aos bitcoineiros, a criptomoeda voltou a subir, alcançando US$ 103.320.
Apesar de sua volatilidade, o bitcoin valorizou-se cerca de 140% desde o início do ano, embora tivesse estagnado nas últimas semanas próximo aos US$ 100.000, enquanto os traders aguardavam novos estímulos para voltar a comprar.
O estímulo esperado surgiu na quarta-feira, quando Trump anunciou a nomeação de Atkins para presidir a Comissão de Valores Mobiliários (SEC). Atkins, que foi comissário da SEC entre 2002 e 2008, fundou a consultoria de risco Patomak Global Partners, que atende empresas dos setores bancário, comercial e de criptomoedas.
Mudança de postura
Donald Trump, que em 2021 chamou o bitcoin de “fraude” e o criticou como uma ameaça ao dólar, mudou de posição nos últimos anos, tornando-se um grande defensor das criptomoedas.
Durante sua campanha eleitoral, ele lançou a plataforma de moeda digital World Liberty Financial e celebrou a histórica alta do bitcoin, que ultrapassou os US$ 100.000 após sua vitória nas eleições, atribuindo o feito ao impacto de suas políticas.
Trump também estreitou laços com Elon Musk, entusiasta das criptomoedas, que liderará um grupo no novo governo para aumentar a eficiência federal. Musk, que apoiou financeiramente a campanha de Trump e promoveu sua candidatura na plataforma X, reagiu à alta do bitcoin com entusiasmo, escrevendo: “Uau”.
World Liberty Financial
A World Liberty Financial (WLFI) é uma plataforma de criptomoedas criada com o apoio da família Trump que recebeu recentemente um investimento de US$ 30 milhões de Justin Sun, empresário chinês e figura controversa no setor.

Esse aporte pode render até US$ 22,5 milhões à família Trump por meio de sua entidade DT Marks DEFI, que tem direito a 75% das receitas líquidas dos tokens.
A plataforma foi desenvolvida parcialmente por Steven Witkoff, amigo próximo de Trump, e promovida como um portal para negociação de criptomoedas e serviços de empréstimos e financiamentos.
Apesar do potencial financeiro, Sun já enfrentou problemas legais com a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), que o acusou de manipular o mercado de sua própria criptomoeda. Ainda assim, sua empresa, Tron, declarou que o investimento reflete seu compromisso com a inovação em blockchain.
Possível conflito de interesses
Em outubro, a World Liberty Financial começou a vender sua criptomoeda, levantando apenas uma fração dos US$ 300 milhões previstos.
Agora, com Trump assumindo a presidência, há expectativas de que novas regulamentações tornem o mercado mais acessível ao público geral.
A parceria entre a família Trump e o setor de criptomoedas levanta preocupações sobre possíveis conflitos de interesse, segundo declarou ao jornal The New York Times, Timothy Massad, ex-presidente da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC).
Os especialistas destacam também que as conexões com figuras polêmicas e o potencial uso da influência política para beneficiar a WLFI poderiam criar um cenário delicado. Apesar disso, Trump e seus aliados continuam promovendo a plataforma como parte de sua visão de tornar os EUA a capital mundial das criptomoedas.
Medidas que poderiam incentivar o uso dos bitcoins
Trump pretende criar uma reserva estratégica de bitcoins nos EUA, usando principalmente tokens confiscados pela Justiça. Essa iniciativa pode incentivar outros países a legitimarem a criptomoeda.
Apesar das críticas por facilitar atividades ilegais e lavagem de dinheiro, o bitcoin é também elogiado como uma inovação descentralizada para transações financeiras.

Outro alvo de críticas é o impacto ambiental do bitcoin e de outras criptomoedas. O uso desse tipo de moeda está ligado ao processo de mineração, que é essencial para validar transações e criar novos tokens. Esse sistema utiliza computadores poderosos que resolvem cálculos matemáticos extremamente complexos, exigindo uma quantidade significativa de energia elétrica.
Eric Trump fará palestra em Abu Dhabi
Eric Trump irá palestrar em uma grande conferência de criptomoedas em Abu Dhabi na próxima semana, onde se juntará a outros palestrantes para celebrar “a era dourada do Bitcoin”.
Seu discurso principal representará uma excelente oportunidade para mostrar que as Organizações Trump, agora dirigidos por ele, estão totalmente abertas a negociar. Mais do que qualquer outra ação recente, a participação de Eric no evento deixa clara a complexidade do ambiente ético em que a família Trump está transitando desta vez, com negócios e política muito mais entrelaçados.
Justin Sun, o investidor da World Liberty Finance, também está na lista de palestrantes da conferência.
*Com informações de Uol
‘Não queremos que desperte’: a luta de 34 anos de Magic Johnson contra o HIV

Em meio a lágrimas dos repórteres veteranos, Earvin “Magic” Johnson permanece calmo. “Vou ter que me aposentar do Lakers porque contraí o vírus HIV”, afirma. O astro do basquete tinha 32 anos quando proferiu essa frase, com voz firme, em 7 de novembro de 1991. Em seguida, acrescentou que não tinha aids, mas apenas HIV, o que havia sido confirmado pelo Dr. Michael Mellman pouco antes da coletiva de imprensa.
O médico do Los Angeles Lakers havia chamado Johnson depois de uma viagem do time para lhe dar a má notícia. “Quando ele me contou pela primeira vez, eu pensei: ‘Ah, cara, eu vou morrer. Acho que acabou’. E ele disse: ‘Não, não, não acabou'”, lembrou Johnson mais tarde em uma entrevista à emissora pública PBS. Melman lhe disse que ele tinha que começar a tomar medicação e aprender a se sentir confortável com sua nova condição. Assim, poderia viver por muito tempo.
Em 1991, a infecção pelo HIV ainda era considerada uma sentença de morte pela opinião pública. Isso explica por que a coletiva de imprensa de Johnson causou um choque tão grande, comparável, para alguns, com a morte de John F. Kennedy, assassinado em 1963, ou com a renúncia de Richard Nixon após o caso Watergate em 1974.
“Magic” Johnson estava no auge da carreira e era uma superestrela do esporte em todo o mundo. Ele havia conquistado cinco títulos da NBA com o Lakers e tinha sido eleito o Jogador Mais Valioso (MVP) da temporada três vezes. “Magic” Johnson era famoso em quase todo o mundo.
Até então, muitos viam a aids como uma doença que só afetava gays ou viciados em drogas. Johnson, entretanto, não pertencia a nenhum desses grupos.
“Agora estou me tornando um porta-voz do HIV porque quero que as pessoas entendam que não há como evitar o sexo seguro. Às vezes, pensamos que somente os homossexuais podem contrair o vírus, que isso não pode acontecer comigo. Mas agora estou aqui para dizer que pode acontecer com qualquer um, até comigo. Todos deveriam ter mais cuidado”, disse Johnson.
Dois meses antes do anúncio, em setembro de 1991, Johnson havia se casado com sua esposa Cookie. Na coletiva de imprensa, disse que sua esposa grávida não era portadora do vírus. Foi somente mais tarde que ele revelou que havia contraído o HIV durante relações sexuais desprotegidas com outra mulher.
“Efeito Johnson” em testes de HIV
Ainda em 1991, o astro do basquete criou a Fundação Magic Johnson, que apoia financeiramente grupos e campanhas contra a aids. E ele nunca se cansou de engajar ações para afetados e para aumentar a conscientização sobre a doença. Em 1º de dezembro de 1999, no Dia Mundial da Aids das Nações Unidas, ele foi um dos principais oradores, descrevendo a doença como “inimigo público número um”.
As palavras de Johnson não foram em vão. Em 2021, cientistas americanos estimaram que a coletiva de imprensa de 7 de novembro de 1991 fez com que um número significativamente maior de homens nos EUA fizesse o teste de HIV nos meses seguintes, principalmente entre heterossexuais negros e hispânicos em cidades com clubes da NBA.
A carreira de “Magic” Johnson, porém, não terminou naquele dia de novembro. Em 1992, ele jogou no time All-Star da NBA pela conferência oeste – esse jogo coloca frente a frente jogadores de equipes do leste e do oeste dos EUA. No mesmo ano, fez parte do chamado “Dream Team” que ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona.
Na temporada 1995/96, Johnson comemorou outro retorno como jogador do Lakers antes de se aposentar definitivamente. Em homenagem ao ex-atleta, o clube aposentou a camisa número 32. E “Magic” Johnson entrou para o Hall da Fama do Basquete em 2002.
Bilionário e filantropo
“Magic” Johnson está agora com 65 anos. Investiu com sucesso o dinheiro que ganhou no esporte, em imóveis, cinemas e empresas como a seguradora de vida EquiTrust e a rede de cafeterias Starbucks. A revista Forbes estima que a fortuna atual de Johnson seja de US$ 1,2 bilhão (mais de R$ 7 bilhões).
Há muito tempo, a Fundação Magic Johnson apoia não somente projetos de combate à aids, mas também outras organizações ligadas à educação, à saúde e que atuam para atuar carências sociais em cidades etnicamente diversas. Johnson está sempre envolvido, geralmente acompanhado de sua esposa Cookie e, com frequência, de seus filhos Earvin “EJ”, Elisa e Andre, de um relacionamento anterior.
Quando Johnson foi diagnosticado com HIV em 1991, havia apenas um medicamento contra a aids no mercado, a azidotimidina, ou AZT. Atualmente, há várias substâncias ativas que ajudam a reduzir a carga viral do HIV. Quando bem-sucedido, o sistema imunológico do paciente se recupera e ele pode viver e trabalhar normalmente. O HIV é considerado altamente tratável, se a infecção for detectada precocemente e o tratamento for iniciado imediatamente.
Mas ainda há uma clara divisão entre os hemisférios Norte e Sul: o número de soropositivos no mundo todo é estimado em cerca de 40 milhões, com mais da metade vivendo no sul da África. Um quarto de todas os infectados não recebe nenhum medicamento.
“Não estou curado. Apenas tomei minha medicação. Estou fazendo o que devo fazer e, graças a Deus, o HIV no meu sistema sanguíneo e no meu corpo está praticamente morto. E não queremos que nada o desperte”, disse Johnson em uma entrevista à PBS há alguns anos.
*Com informações de Uol
Programação natalina do Governo do Amazonas anima a agenda cultural da semana

A programação cultural da semana traz espetáculos natalinos para toda a família nos diversos espaços do Governo do Amazonas administrados pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Teatro Amazonas, Largo de São Sebastião, Teatro Gebes Medeiros e Teatro da Instalação estão entre os espaços que recebem a programação natalina do ‘O Mundo Encantado do Natal’ entre os dias 9 e 13 de dezembro.
No Teatro Amazonas, o musical natalino ‘Pedro e Paula’ realiza apresentações de segunda a sexta (9 a 13/12), às 19h. O espetáculo é uma celebração do poder da amizade, da imaginação e do espírito natalino. Com entrada gratuita mediante agendamento, o musical tem classificação livre. A próxima sessão de agendamentos será aberta no dia 16 de dezembro para o período de 18 a 23/12.
Na terça-feira (10/11), o Natal Itinerante do Governo do Amazonas chega ao bairro Nova Vitória, na zona Leste de Manaus, no Ceti Cinthia Regia (129, R. Q, 1 – Distrito Industrial I). Com o objetivo de descentralizar as ações do “O Mundo Encantado do Natal”, o Natal Itinerante leva a magia natalina às diversas zonas da cidade, com o espetáculo musical “A Noite Mágica dos Brinquedos”, da Companhia Metamorfose. Entrada franca.
Ainda na terça-feira (10/12), o Palacete Provincial (Praça Heliodoro Balbi, s/n) dá seguimento à sua programação de Natal com um show musical com o cantor Nelson Vity, das 9h às 11h, com entrada franca.
No Centro Estadual de Convivência do Idoso, na rua Wilkens de Matos. s/n – Aparecida), na terça-feira (10/12, às 10h, a Ivy Santos Produções Artísticas apresenta o espetáculo de Teatro “O Natal de Angelilson”, com o o palhaço Angelilson reunindo seus amigos na véspera de Natal para comemorar e se divertir, compartilhar experiências e visões sobre o Natal. Com palhaçaria, participação da plateia e números musicais. A entrada é franca.
Na quarta-feira (11/12), também no Centro Estadual de Convivência do Idoso, às 10h, acontece o espetáculo de teatro “Uma Música para o Natal” com a Cena Um Produções Artísticas.
Na quinta-feira (12/12), às 18h, o Teatro da Instalação, rua Frei José dos Inocentes, apresenta o espetáculo teatral “A Dança dos Flocos de Neve”, com a Bicuço Produções Artísticas. A entrada é franca.
Na sexta-feira (13/12), às 19h, o Teatro Gebes Medeiros, avenida Eduardo Ribeiro – Centro, apresenta o espetáculo de teatro “Cookies para o Noel”, com a Cia Um de Nós. Também com entrada franca.

Ainda na sexta-feira (13/12), a Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA) se une ao coral do Colégio Santo Afonso para apresentar o “Concerto Natalino”, às 20h, no Santuário Nossa Senhora de Fátima, avenida Tarumã – Praça 14, com entrada gratuita.
Programação do Largo
No Largo de São Sebastião, de quarta-feira (11/12) a sexta-feira (13/12) uma programação especial é apresentada no palco anexo à árvore de Natal para levar cultura e entretenimento ao público que visita a decoração de Natal do local.
Na quarta-feira (11/12), a programação tem início às 18h, com o espetáculo de dança “Natal de Rua”, com o grupo Flip, especializado em Hip-hop. Às 18h30, a Casa Zeus apresenta o espetáculo de teatro “Bom Salvador”. France Martins encerra a programação, às 19h15, com o show musical “Cantando Natal”.
Na quinta-feira (12/12), às 18h, as apresentações abrem com o espetáculo de dança “Natal Encantado”, seguido pelo show musical com Antonio Geffter, às 19h. O show musical “Sexteto de Natal”, com Damian Musicais encerra a programação, às 20h.
Na sexta (13/12), a animação fica por conta do célebre “Carrossel da Saudade”, às 20h, com muita seresta para atender ao público mais maduro no Natal.
Após cirurgia de emergência, Lula passa bem e ficará 48 horas na UTI por precaução











