Incêndio atinge fábrica da Ambev na Constantino Nery e moradores deixam casas do entorno
Um incêndio de grande de proporção atingiu a fábrica da Ambev, na Avenida Constantino Nery, bairro Flores, na Zona Centro-Sul de Manaus, durante a madrugada deste domingo (5). Ao todo, 32 bombeiros e oito viaturas atuaram no local da ocorrência, que não registrou vítimas. Por protocolo de segurança, as casas do entorno precisaram ser evacuadas.
Segundo testemunhas, o fogo se concentrou em um espaço onde estavam diversos pallets empilhados. A suspeita dos funcionários é que um balão caiu no local, dando início às chamas.
De acordo com Centro de Operações Bombeiro Militar (Cobom), o acionamento para a ocorrência foi feito por volta das 5h, informando que os brigadistas da fábrica tentaram fazer o primeiro combate às chamas, mas que rapidamente o incêndio se propagou. Imediatamente, foram enviadas equipes do CBMAM ao local.
“Nossas equipes foram enviadas rapidamente ao local e ao chegarem, se depararam com enormes labaredas de fogo. A partir disso, atuamos com várias linhas de frente. Os combatentes fizeram o confinamento das chamas para evitar que atingisse outras edificações. Por protocolo de segurança, solicitamos a evacuação das casas do entorno”, explicou coronel Orleilso Muniz, comandante-geral do CBMAM.
A extinção das chamas foi feita com mais de 80 mil litros de água. Após o controle, foi iniciado o procedimento de rescaldo. Não houve vítimas.
Com informações do Em Tempo e do Corpo de Bombeiros
Chuvas de meteoro, superluas e eclipses: confira o calendário astronômico de 2025
O ano de 2025 terá um calendário astronômico repleto de eventos observáveis no Brasil. Serão superluas, eclipses lunares, conjunção de astros e chuvas de meteoros que poderão ser vistos sem a necessidade de qualquer equipamento.
Para que os brasileiros possam acompanhar todo o espetáculo do universo, o Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lançou nesta semana, o Calendário de Efemérides Astronômicas 2025. Além do calendário, a publicação traz mapas celestes, tabela de fases da Lua e seções de apresentação de projetos e pesquisa em astronomia.
Segundo o astrônomo que coordenou a equipe do projeto, Daniel Mello, haverá muitos fenômenos interessantes neste ano, que poderão ser vistos a olho nu em todo o país, começando já no dia 15 de janeiro, quando ocorrerá a aproximação da Terra com o planeta Marte.
“Normalmente Marte e Terra estão aí fazendo a sua movimentação em torno do Sol e nem sempre ficam relativamente próximos. Isso ocorre em média a cada dois anos. A Terra se aproxima de Marte e o planeta fica muito mais legal de ser visto no céu, de ser acompanhado, porque fica mais brilhante”.
De acordo com Mello, durante toda a semana entre os dias 12 e 18 de janeiro o Planeta Vermelho estará bastante visível no período da noite, com o ápice no dia 15. “Basta a pessoa utilizar cartas celestes, aplicativos de edificação dos planetas, das constelações, para identificar Marte, que estará entre a constelação de Gêmeos e a constelação de Câncer, uma região muito bonita no céu, que será enriquecida com a presença do Planeta Vermelho”, diz.
Assim como a visualização de Marte mais perto da Terra, o primeiro semestre do ano também reserva vários outros espetáculos de observação visual sem binóculos ou telescópios. Como um eclipse lunar total na madrugada do dia 14 de março e uma conjunção entre Lua, Vênus, Saturno e Mercúrio nas primeiras horas do dia 25 de abril.
Segundo a astrônoma do Observatório Nacional, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Dra. Josina Nascimento, o eclipse lunar será visível no Brasil, em todas as suas fases: penumbral, parcial, total e depois novamente parcial e penumbral.
“É muito interessante, porque a Lua vai entrando na sombra da Terra e o aspecto dela vai ficando como se estivesse levando uma mordidinha, até que quando está totalmente na sombra mais escura da Terra, ela fica com um tom avermelhado muito bonito. E às vezes isso acontece quando a lua está nascendo, quando está se pondo, mas desta vez ela vai estar bem visível no céu”, diz.
Transmissão
A astrônoma destaca que quem quiser acompanhar o fenômeno com mais detalhes, haverá observação remota pelo canal do Youtube na instituição. “Nós do Observatório Nacional, pelo projeto Céu em Sua Casa, também vamos transmitir e fazer uma ação nacional de observação da Lua, que será uma coisa muito boa para chamar as pessoas para a astronomia, para olharem para o céu”, diz a gestora.
No segundo semestre, Vênus e Júpiter estarão juntinhos em uma conjunção de planetas, na madrugada do dia 12 de agosto e, entre os dias 13 e 14 de dezembro, haverá chuva de meteoros. Também três superluas deixarão as noites mais brilhantes no início dos meses de outubro, novembro e dezembro.
“De todas essas três, a mais interessante será no dia 5 de novembro, porque nesse momento a lua estará na fase cheia e mais próxima da Terra do que a do normal. No jargão astronômico, a gente chama isso de Lua Cheia do Perigeu porque ela está mais próxima da Terra e significa que a Lua fica levemente mais brilhante e levemente maior do ponto de vista de tamanho angular”, explica Daniel Mello.
Asteroide
O astrônomo do Observatório do Valongo diz que muitos outros fenômenos ocorrerão este ano de 2025, mas alguns precisarão de equipamentos ainda que simples para poderem ser observados, como é caso da aproximação de um dos maiores asteroides do Sistema Solar. “Este asteroide chamado Vesta vai ficar um pouquinho mais próximo da Terra, e quem quiser curtir um fenômeno não tão comum, pode acompanhar a observação desse asteroide no meio de maio, na constelação de Libra”.
A diferença é que para esse tipo de observação é necessário um pouco mais de conhecimento do céu e saber exatamente utilizar um aplicativo de astronomia, explica Mello. “É uma observação um pouco mais para as pessoas que têm mais de experiência e que curtem acompanhar um fenômeno não tão comum”, diz.
Dicas
Os astrônomos dão algumas dicas para quem quer observar os fenômenos no céu e a principal é de procurar céus mais escuros, sem grandes iluminações, como nos centros urbanos. “Quem estiver nas cidades de interior, quem sair das suas grandes cidades para a região rural, para a região serrana, vai poder acompanhar muito mais esses fenômenos e fugir da iluminação das cidades”, ressalta Mello.
A condição climatológica também precisa ser observada destaca Dra. Josina. “Eu recomendo que olhe sempre para o céu, mesmo que não seja uma melhor época do ano. Mas as melhores épocas do ano são aquelas épocas mais secas, ou locais que estão com o clima mais seco. Às vezes você tem uma chuva, a atmosfera fica limpa e logo depois você olha para o céu e ele está muito bonito. Mas há lugares que logo depois vai encobrir novamente. Então é realmente ficar atento”, afirma.
Caso, o clima não favoreça, a astrônoma lembra que, em 2025, as transmissões permitirão que todos acompanhem cada detalhe dos espetáculos astronômicos. “Eu peço que acompanhe as redes sociais do Observatório Nacional, porque nós vamos voltar com o programa Olhando para o Céu. E a gente vai voltar também a fazer, no final de cada mês, o céu do mês seguinte, falando de como é esse céu em todo o Brasil, em toda a sua extensão Norte a Sul, Leste a Oeste”, conclui.
Com informações de Um Só Planeta / Globo.com
Brasil inicia 2025 com expectativa para COP 30, mas postos-chave ainda não foram definidos
Depois da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP 29), no Azerbaijão, o Itamaraty, o Ministério do Meio Ambiente e a Casa Civil começaram a trabalhar na construção da COP 30 no Brasil, que será realizada em Belém (PA) em novembro deste ano.
Contudo, Lula ainda não indicou quem vai presidir a COP 30. Desde o ano passado, assessores da Presidência vêm aconselhando o mandatário a definir e anunciar um nome.
Havia, inclusive, a previsão de que o presidente fosse escolhido e anunciado em Nova York, durante a participação do presidente em agendas às margens da abertura da Assembleia Geral da ONU. Não foi o que aconteceu.
Esperava-se, então, um anúncio durante a COP29, em Baku. Mas Lula sequer viajou para o evento, após sofrer um acidente doméstico no Palácio da Alvorada. O ano de 2025 inicia, portanto, com essa indefinição.
Apesar disso, o histórico aponta que a designação do presidente da COP pode acontecer em janeiro, como tem acontecido nas últimas duas edições. Mukhtar Babayev foi designado presidente da COP29 (Baku) em 5 de janeiro de 2024. Já Al Jaber foi apontado como presidente da COP28 (Dubai) no dia 12 de janeiro de 2023.
O nome mais cotado para ser indicado à presidência da COP 30 é o do embaixador André Corrêa do Lago. O diplomata tem trabalhado com temas de desenvolvimento sustentável desde 2001.
O cargo de presidente de uma COP tem peso importante, pois cabe ao ocupante da função mediar e articular os debates com outros países, e, até mesmo, construir consenso para uma declaração final.
A COP 30 terá grandes desafios. A Conferência do Azerbaijão não resolveu totalmente a questão do financiamento climático. E o governo brasileiro tem visto com preocupação a carga de demandas que a cúpula terá de resolver.
Segundo especialistas, o Brasil terá a responsabilidade de retomar o debate e avançar em acordos para a preservação ambiental e climática.
Para o Itamaraty, a COP 30 poderá deixar como “grande legado” a renovação de compromissos com a redução das emissões de gases poluentes e o término de debates que o Azerbaijão não concluiu.
Além da presidência da COP 30, ainda está indefinido o nome de quem ocupará o posto de Campeão de Alto Nível sobre Mudanças Climáticas. Trata-se de uma função da estrutura da Organização das Nações Unidas (ONU). O indicado terá um mandato de dois anos e também será escolhido por Lula
O ocupante do cargo será responsável por fazer uma ponte institucional entre os países da COP e outros atores que têm interesses nas negociações da Conferência, como o mercado, a sociedade civil, a academia e movimentos sociais.
A indicação desse nome passará pelo crivo de quem for escolhido presidente da COP 30. Mesmo assim, alguns nomes já são cotados, segundo fontes da diplomacia brasileira, como o da matemática Thelma Krug, que foi vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.
O perfil dela é considerado técnico e discreto. E ela tem bom trânsito na comunidade internacional especializada em clima.
Outro nome cotado é o de Frederico Assis, assessor internacional da Presidência da República e braço direito de Celso Amorim. Frederico também é ligado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e tem perfil considerado pelo Planalto como “pragmático, hábil e agregador”.
O nome de Frederico tem apoio da ala política progressista do governo. Ele tem boa relação com atores do Executivo e, segundo integrantes do Palácio do Planalto, também no plano internacional.
Integrantes do Planalto também citam o nome do secretário-executivo do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal, Marcello Brito, como possível indicado. Brito é considerado “experiente” no tema e tem boa interlocução com o governador do Pará, Helder Barbalho.
Com informações do g1
Edmundo González anuncia que irá à Venezuela tomar posse no lugar de Maduro

O líder da oposição venezuelana, Edmundo González, afirmou neste sábado (4), que seu objetivo é viajar para a Venezuela para tomar posse na próxima semana. Ele garante que contou com o apoio maioritário dos cidadãos nas eleições presidenciais de julho passado.
De Buenos Aires, onde se encontrou com o presidente da Argentina, González afirmou que tem “toda intenção de chegar à Venezuela” no dia 10 de janeiro, data da mudança de governo.
“Minha intenção é ir à Venezuela simplesmente para tomar posse do mandato que os venezuelanos me deram quando me elegeram com 7 milhões de votos para servir como presidente”, declarou González à imprensa, após se reunir com o presidente Javier Milei.
Conforme estabelece a Constituição da Venezuela, a mudança de governo deve ocorrer no dia 10 de janeiro. Nas eleições de 28 de julho do ano passado, o presidente Nicolás Maduro e Edmundo González se enfrentaram.
Como entrar na Venezuela?
Questionado sobre como entraria na Venezuela, González disse que deveria reservar os detalhes: “Não posso dizer nada porque as circunstâncias hoje são muito complicadas”, afirmou.
O político e antigo embaixador, de 75 anos, deixou a Venezuela para se exilar em Espanha em setembro do ano passado, depois de um juiz ter emitido um mandado de detenção contra ele relacionado com o dia das eleições de 28 de julho.
Na quinta-feira, o governo de Maduro ofereceu uma recompensa de 100 mil dólares por informações que levassem à captura do líder da oposição.
Pela manhã, González teve uma reunião privada com o presidente argentino, Javier Milei, na Casa Rosada. Conversaram sobre as estratégias econômicas que Milei tem implementado em seu país e como poderiam ser implementadas na Venezuela, segundo explicou González.
Após a reunião, os dois líderes políticos saíram à varanda do palácio presidencial para cumprimentar milhares de venezuelanos que se reuniram na Praça de Maio.
“Muito animado com a receptividade dos venezuelanos na Praça de Maio pela manhã. Uma grande concentração. Agradeço o reconhecimento que o presidente Milei me fez, como presidente eleito da Venezuela. Hoje, mais do que nunca, me sinto mais próximo geográfica e emocionalmente para cumprir o mandato que os venezuelanos nos deram nas eleições de julho passado”, disse González.
O líder da oposição venezuelana completou assim a primeira etapa da sua viagem pelo continente americano. Na noite deste sábado ele estará em Montevidéu para se reunir com o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou. Depois ele viajará para os Estados Unidos.
Em sua agenda, garantiu González, está uma conversa com o presidente Joe Biden, bem como um encontro com líderes do Congresso. Sobre um possível encontro com o presidente eleito Donald Trump, o venezuelano disse que nada está finalizado ainda.
“Aguardamos definições das novas autoridades que ainda não foram definidas”, explicou.
Em uma mensagem final aos venezuelanos que o apoiam, González disse que o projeto político que lidera juntamente com María Corina Machado está próximo de virar realidade.
“Não percam a fé, porque esta é uma campanha muito longa, muito difícil, que desenvolvemos há muito tempo e que estamos prestes a terminar”, expressou.
Com informações do g1
Boxeador da Tanzânia morre aos 29 anos após sofrer nocaute durante luta
O ano de 2024 terminou com uma péssima notícia para a comunidade dos esportes de combate. Isso porque no dia 30 de dezembro faleceu o pugilista Hassan Mgaya. Com apenas 29 anos de idade, o atleta da Tanzânia veio a óbito após sofrer um nocaute durante o combate travado contra Paul Elias. O boxeador, que competia na categoria peso-leve (61,2 kg), chegou a ficar hospitalizado por alguns dias, mas não resistiu aos ferimentos do confronto.
A notícia da morte de Hassan foi divulgada pela Comissão de Boxe da Tanzânia e confirmada posteriormente, nesta semana, pelo Conselho Mundial de Boxe (WBC), uma das maiores entidades da modalidade. Através da figura de seu presidente Mauricio Sulaiman, a companhia lamentou o falecimento do pugilista tanzaniano por meio de um breve comunicado em seu site oficial.
“O boxeador profissional tanzaniano Hassan Mgaya faleceu em 30 de dezembro de 2024, devido a lesões resultantes de um nocaute que recebeu em 27 de dezembro. Mgaya foi levado para o Hospital Palestina em Sinza, na Tanzânia, antes de ser transferido para o Hospital Mwananyamala, onde passou os seus últimos momentos. Toda a família WBC e o Presidente Mauricio Sulaiman enviam nossas mais profundas condolências à família e amigos do nosso querido campeão. Descanse em paz”, informou o comunicado da entidade.
Trajetória no boxe
A trajetória profissional de Mgaya nos ringues foi iniciada em 2017, aos 22 anos. Ao longo das temporadas, Hassan construiu um cartel no boxe profissional de três vitórias, quatro derrotas e dois empates. Em sua carreira na nobre arte, o atleta da Tanzânia conquistou um nocaute e acabou nocauteado em três oportunidades – a última delas que lamentavelmente culminou em sua morte, dias depois.
Com informações do Ag-Fight / Uol
Seca e queimadas reduzem 74% do nascimento de tartarugas em santuário na Amazônia















