Cápsula do tempo criada pelo TCE-AM será aberta no centenário da Corte, em 2050
O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) garantiu um registro histórico para as futuras gerações ao instalar uma cápsula do tempo em seu terreno. O objeto será aberto no dia 14 de outubro de 2050, quando o Tribunal completará 100 anos de história.
O cilindro metálico, com 15 cm de diâmetro e 70 cm de altura, foi colocado no local durante as celebrações de 61 anos do TCE, em 2011, e contém uma série de itens representativos do período e também da história do tribunal, incluindo documentos técnicos, relatórios de auditoria, jornais locais da época e uma carta direcionada ao conselheiro-presidente que estiver à frente do TCE-AM no ano do centenário.
Para a presidente do Tribunal, conselheira Yara Amazônia Lins, a iniciativa é um marco que simboliza o compromisso contínuo da Corte com a excelência e a transparência nos serviços públicos.
“É uma maneira irreverente de celebrar a passagem dos anos no Tribunal e alcançar o feito de 100 anos de história. Até lá, muita coisa terá mudado, como já mudou até aqui com o aperfeiçoamento constante dos nossos serviços. Em 2050 haverá outros servidores, outros conselheiros e outro presidente da Corte. Mas, com certeza, uma coisa não terá mudado: a busca pela excelência nos serviços”, destacou a conselheira.
A cápsula do tempo contém documentos internos produzidos pela equipe técnica durante o biênio 2010-2011, entre os quais se destacam os relatórios da Auditoria Ambiental, tema que passou a ter maior relevância nas atividades da corte a partir daquele período. Além disso, contém ainda exemplares de edições do dia 14 de janeiro de 2011 de alguns jornais de Manaus, como A Crítica, Amazonas Em Tempo, Diário do Amazonas e Jornal do Commercio.
Durante o evento de instalação, o então presidente Júlio Pinheiro fez um breve histórico e reforçou a importância do Tribunal para a sociedade amazonense, para a transparência das relações entre os órgãos jurisdicionados e para a utilização correta dos recursos públicos desde sua criação na década de 1950.
Em 2050, a abertura da cápsula será uma das atrações principais da celebração do centenário do TCE-AM, enaltecendo o papel histórico da Corte de Contas como guardiã da eficiência e do controle dos gastos públicos.
Com informações da assessoria
Prefeitura fortalece programa ‘Manaus Mais Verde’ com arborização da Constantino Nery
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudanças do Clima (Semmasclima), realiza ações de arborização na avenida Constantino Nery, no trecho de 5 quilômetros, que vai desde o complexo viário de Flores até o Terminal de Integração 1, no bairro Centro.
Nesta terça-feira (7), foi realizada a demolição de camada asfáltica e de concreto, com o objetivo de ampliar as covas para que as árvores já existentes, possam se desenvolver mais, resultando em maior conforto térmico para a população, dentre outros serviços ambientais. O corredor viário receberá ainda o plantio de 150 mudas de espécies nativas.
O secretário da Semmasclima, Fransuá Matos, participou da ação e realizou o plantio de mudas. Uma delas, foi a Munguba, ou Monguba (Pseudobombax munguba), espécie nativa da Amazônia, que pode chegar a mais de 20 metros de altura. “A Constantino Nery é uma das principais vias da nossa cidade e receberá mais árvores, seguindo as determinações do prefeito David Almeida, para que continuemos superando as metas de arborização de Manaus”, destacou o secretário.
O diretor de Arborização da Semmasclima, Deyvson Braga, afirmou que foram encontrados desafios ao longo do trabalho, como a presença de inúmeras camadas asfálticas, com cerca de 30 centímetros de espessura, além de outras camadas impermeáveis, como de pedras e de concreto.
“Estamos fazendo covas com aproximadamente 1 metro de profundidade, por 80 centímetros de diâmetro, visando garantir uma boa área permeável ao redor das mudas, para que elas possam se desenvolver bem”, destacou o diretor.
Programa Manaus Verde
Por meio do Programa Municipal de Arborização e Conservação Florestal Manaus Verde, a cobertura vegetal em Manaus vem sendo ampliada com o plantio em áreas públicas e distribuição gratuita de mudas à população.
De janeiro de 2021 a outubro de 2024 foram plantadas mais 20 mil mudas na cidade. O Centro de Produção de Mudas da Prefeitura de Manaus, mantido pela Semmasclima, alcançou a marca de 530 mil mudas produzidas. Deste total, mais de 254 mil mudas foram doadas para a população, em ações semanais e itinerantes, que contemplam um bairro e zona distinta da capital, além de doações ao público diretamente no Viveiro ou por meio de doações a escolas, associações comunitárias e outras instituições.
As demais mudas continuam em crescimento no centro, para distribuições e plantios futuros. No âmbito do Programa Municipal de Arborização e Conservação Floresta, destacam-se ainda 295 ações de arborização e conservação nos parques, unidades de conservação e áreas verdes mantidas pela Semmasclima. Além disso, o serviço itinerante de doação de mudas atendeu a 205 diferentes localidades na cidade.
Com informações da Semmasclima
‘Nunca, jamais’, diz Trudeau após Trump sugerir que Canadá faça parte dos EUA
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, afirmou nesta terça-feira (7) que “nunca, jamais, o Canadá fará parte dos Estados Unidos”, em resposta a uma fala de Trump na segunda-feira (6).
Justin Trudeau se manifestou após fala do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Na segunda-feira, Trump afirmou que o Canadá deveria se juntar aos EUA em uma postagem na sua rede social, a Truth Social. “Muitas pessoas no Canadá iriam amar ser o 51º estado”.
A afirmação aconteceu pouco tempo após Trudeau anunciar sua renúncia. “Justin Trudeau sabia disso, e renunciou”, disse Trump na publicação, após afirmar que os EUA sofrem com enormes déficits e subsídios para manter o Canadá.
Trudeau afirma que não há a mínima chance do Canadá se tornar parte dos Estados Unidos. “Trabalhadores e comunidades de ambos os países se beneficiam por serem os maiores parceiros comerciais e de segurança um do outro”, afirmou o premiê.
Renúncia
Na segunda-feira (6), Justin Trudeau anunciou que irá renunciar ao cargo de primeiro-ministro do Canadá. Ele vai permanecer como premiê até que um novo líder seja escolhido.
“Pretendo renunciar como líder do partido e como primeiro-ministro depois que o partido selecionar um novo líder”, afirmou. Trudeau disse que refletiu sobre o assunto durante os feriados de final de ano e comunicou a decisão à família na noite anterior.
Trudeau ressaltou que já pediu ao presidente do partido para iniciar a seleção para um novo líder. “Estamos em um momento crítico no mundo”, disse. O premiê fez o mesmo discurso alternando para o francês – que também é língua oficial do país.
Justin Trudeau, 53, chegou ao cargo em 2015. A sua renúncia estimula novos apelos por uma eleição rápida para estabelecer um governo estável, que seja capaz de lidar com a administração do presidente eleito dos EUA Donald Trump pelos próximos quatro anos.
Crise política motivou renúncia
Decisão de deixar o cargo ocorreu antes de uma reunião de emergência com legisladores liberais, que aconteceria nesta quarta-feira (8). Um número crescente de parlamentares liberais pediram publicamente desde dezembro que Trudeau renunciasse, alarmados por pesquisas pessimistas em relação à atuação do político.
Trudeau abre mão do cargo de líder do Partido Liberal do Canadá após nove anos. A saída dele deixa a legenda sem um chefe permanente em um momento em que projeções mostram uma possível derrota nas eleições de outubro.
A crise envolvendo o mandato de Trudeau se aprofundou em dezembro de 2024. Naquele mês, a ministra das Finanças do Canadá e vice-premiê, Chrystia Freeland, pediu demissão após entrar em conflito com o primeiro-ministro em questões que incluíam como lidar com possíveis tarifas dos EUA.
Com minoria no Parlamento, Trudeau se viu frente a um descontentamento crescente em sua própria bancada. Sua popularidade foi abalada e ele foi acusado de ser o responsável pela inflação, crise de moradia e deterioração dos serviços públicos no país.
O líder do Novo Partido Democrático e ex-aliado de esquerda de Trudeau, Jagmeet Singh, anunciou no final de dezembro que havia deixado de apoiar o político. “O tempo deste governo acabou. Apresentaremos uma moção de censura clara na próxima sessão na Câmara dos Comuns”, afirmou em uma carta.
Com informações do Uol
Várzea da Amazônia ganha primeira torre para monitorar gases de efeito estufa

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), inaugurou, na segunda quinzena de dezembro, a primeira torre destinada ao monitoramento da emissão de gases de efeito estufa em florestas de várzea na Amazônia.
A estrutura metálica, de 48 metros de altura, desponta acima da copa das árvores da Reserva Mamirauá e se destaca na paisagem amazônica. Batizada de Torre de Fluxo do Mamirauá, ela está equipada com sensores que irão monitorar, nos próximos anos, as emissões de gases de efeito estufa das florestas de várzea, em especial, o metano, importante gás relacionado ao processo de aquecimento global.
“O objetivo da torre é entender o balanço de carbono, a dinâmica de gases de efeito estufa nas florestas de várzea da Amazônia. Esta é a primeira torre em florestas de várzea, que são essas florestas alagadas ao longo de grandes rios amazônicos de água branca, como as florestas alagadas ao longo dos rios Solimões e Amazonas e de outros grandes rios amazônicos”, explicou o pesquisador titular do Instituto Mamirauá e um dos coordenadores do projeto, Ayan Fleischmann.
“Nossa grande contribuição é começar a preencher uma enorme lacuna no conhecimento sobre as emissões de gases de efeito estufa, especialmente o metano, nesses ambientes alagados das florestas de várzea da Amazônia”, afirmou Fleischmann.
O local onde a torre está instalada fica inundado durante metade do ano, com a água podendo atingir mais de quatro metros de altura em anos de cheia forte.
O projeto da Torre de Fluxo do Mamirauá foi planejado ao longo de mais de um ano e envolveu etapas como a aquisição de equipamentos, a elaboração do projeto de construção, a escolha do local e a aprovação junto às comunidades parceiras.
“A construção de fato da Torre começou em agosto. Devido à seca extrema, tivemos que parar o trabalho, já que o acesso ficou inviável. Entre novembro e dezembro, concluímos a etapa final. Na segunda quinzena de dezembro, ela começou a operar”, contou o pesquisador.
Torres na Amazônia
A Torre de Fluxo do Mamirauá faz parte de uma rede global de torres que fornecem dados inéditos e essenciais sobre diversos ecossistemas, e agora o de florestas de várzea da Amazônia. A torre irá integrar a Rede FLUXNET-CH4, um banco de dados internacional de torres de fluxo localizadas em diversos ecossistemas, e o LBA (Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia) coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (INPA), que há 25 anos busca compreender as dinâmicas ambientais da Floresta Amazônica e seu papel na regulação do clima regional e global.
“Embora existam mais de 20 torres de fluxo em operação atualmente na Amazônia, esta é a primeira instalada em florestas de várzea”, destacou o pesquisador.
Ele também mencionou outras como a Torre ATTO. “Que é bem maior, “aA nossa torre tem 48 metros de altura. A Torre ATTO tem mais de 300m. Tem também as torres do AmazonFace, que é outro tipo de projeto e é voltado para a fertilização de carbono”.
O projeto é realizado por pesquisadores do Instituto Mamirauá, da Stanford University e da Universidade Federal de Santa Maria, formando uma parceria para preencher lacunas de conhecimento sobre o tema.
A construção foi financiada pela Fundação Gordon & Betty Moore, que viabilizou a estrutura e os instrumentos avançados para medir gases como metano, dióxido de carbono e vapor d’água, além de diversas variáveis hidrometeorológicas.
O projeto tem um forte componente de engajamento comunitário. Segundo Ayan Fleischmann, as comunidades locais participaram desde o início da construção e continuarão sendo envolvidas por meio de educação ambiental e interação com escolas próximas.
“Acho que esse é um diferencial importante. Tentamos trazer desde o início as comunidades locais para participar, engajar, não só na construção da torre. Queremos perenizar essa relação por meio da educação ambiental e interação com a escola”, pontuou Fleischmann.
Está sendo elaborado junto com a escola da Comunidade São Raimundo do Jarauá, comunidade mais próxima da torre, um plano de trabalho para envolver os estudantes nos próximos anos.
“Queremos levar os alunos para a torre para eles estudarem temas como clima, hidrologia, florestas, mudanças climáticas. Com isso, tentar incentivá-los e quem sabe fomentar a próxima geração de cientistas ribeirinhos”, finalizou o pesquisador Ayan Fleischmann.
Com informações da ebc
Prefeitura de Manaus apresenta projetos ambientais para representante do BID
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudanças do Clima (Semmasclima), apresentou, na segunda-feira (6), uma série de projetos voltados para a defesa do meio ambiente, melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e requalificação de parques e unidades de conservação, para representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o objetivo de conseguir investimentos não reembolsáveis – que não gerem ônus ao poder público – na pauta ambiental de Manaus.
A chefe da Unidade de Coordenação da Amazônia, do setor de Mudanças Climáticas do BID, Tatiana Schor, foi recebida pelo secretário da Semmasclima, Fransuá Matos, e equipe, na sede da secretaria, localizada na zona Oeste de Manaus. Na reunião, foram apresentadas as unidades de conservação e parques urbanos de responsabilidade da gestão municipal.
“Mostramos também projetos e as principais necessidades para a continuidade da promoção da sustentabilidade e preservação ambiental da capital amazonense, as quais são pautas prioritárias na gestão do prefeito David Almeida”, destacou o secretário.
O Programa de Recuperação de Ecossistemas Urbano – “Viva Mindu”, que visa a regeneração de toda a bacia hidrográfica do igarapé do Mindu, fez parte da apresentação. Ele possui impactos ambientais, sociais, econômicos e climáticos de curto a longo prazo, beneficiando cerca de 800 mil pessoas que vivem nas proximidades do Igarapé do Mindu, cuja extensão é de 22 quilômetros, ao longo de 17 bairros da cidade. Nos primeiros passos, há ações para a gestão adequada de resíduos e orientações à população que mora nas proximidades de igarapés sobre a destinação correta destes.
A recuperação da bacia hidrográfica do Mindu, a qual envolve o suporte de diversas secretarias e outras instituições, prevê o ressurgimento de áreas de vegetação, novos parques, proteção de animais – como o sauim-de-coleira e peixes, além da melhoria da qualidade de vida, com redução das ilhas de calor e de ocorrências de doenças causadas pela contaminação das águas dos igarapés.
“O que eu vi hoje aqui na prefeitura é uma proposta muito bem organizada e estruturada de fortalecimento das unidades de conservação municipais e dos parques. Eu vejo que com este diálogo que começamos com a prefeitura de Manaus, em especial com a Secretaria de Meio Ambiente, nós podemos criar muito futuro”, disse a chefe da Unidade de Coordenação da Amazônia, do setor de Mudanças Climáticas do BID, Tatiana Schor.
Manaus participa hoje de dois programas internacionais relacionados à temática ambiental: Programa Cidades à Frente (Cities Foward), do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América e do Programa Geração Restauração (Generation Restoration), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que pertence à Organização das Nações Unidas (ONU). Em ambos, a seleção de Manaus foi oportunizada pelas ações previstas no programa municipal “Viva Mindu”.
Com informações da Semmasclima
Diretor de ‘Ainda Estou Aqui’ é o 3º cineasta mais rico do mundo; veja de onde vem a fortuna
O brasileiro Walter Moreira Salles, 68 anos, diretor do filme Ainda Estou Aqui, é o 3º cineasta mais rico do mundo. A fortuna do brasileiro é de US$ 4,2 bilhões (R$ 25,5 bilhões, na cotação de 7 de janeiro), segundo dados em tempo real do ranking da revista americana Forbes.
Na seleção de cineastas mais ricos do mundo, Salles fica atrás apenas de Steven Spielberg (1º lugar) e George Lucas (2º lugar), criador do universo Star Wars. No ranking, ambos somam fortunas de US$ 5,3 bilhões (R$ 32,2 bilhões no câmbio atual).
Em evidência devido ao sucesso internacional de Ainda Estou Aqui, o cineasta brasileiro está entre os 10 brasileiros mais ricos atualmente e, além disso, ocupa a 798ª posição no ranking global dos bilionários. Embora tenha adquirido sucesso na carreira como cineasta, sua fortuna, porém, não vem apenas do cinema.
Origem da riqueza
Parte de seu patrimônio grandioso é pelo fato de Walter Salles ser um dos filhos do banqueiro Walther Moreira Salles, fundador do Unibanco, que posteriormente foi comprado pelo Itaú. Walter e seus três irmãos – Fernando, João, Pedro – são grandes acionistas do banco, que é um dos principais do País.
Além disso, o cineasta e seus irmãos também controlam a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) que, segundo a Forbes, é a maior produtora mundial de nióbio de ferro no Brasil.
No portfólio da família Salles também aparece a empresa Alpargatas, que produz os famosos chinelos da marca Havaianas. Walter Salles mantém postura reservada semelhante à da maioria dos bilionários de berço
Cinema
Com 20 produções no currículo, entre documentários e ficções, Salles entrou para a lista de grandes diretores com Central de Brasil’ ganhador de importantes prêmios, a exemplo do inglês Bafta e o Urso de Ouro do Festival de Berlim. São dele também Diários de Motocicleta, On The Road e Linha de Passe.
O sucesso mais recente do cineasta é o filme Ainda Estou Aqui, baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, focado na biografia da mãe do autor, Eunice Paiva, personagem iluminada da resistência à ditadura militar.
Com informações do Terra















