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Atração da franquia ‘Turma da Mônica’ inaugura nesta sexta no Shopping Manaus ViaNorte

O ator Isaac Amendoim em cena de ‘Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa’, de Fernando Fraiha (Foto: Divulgação)

Pais e crianças têm uma nova opção para diversão nas férias escolares. Neste sábado (11), o Shopping Manaus ViaNorte inaugura a atração “Vamos Brincar com a Turma da Mônica”, que traz uma série de brinquedos infláveis e temáticos, além de obstáculos sensoriais voltados para crianças de até 12 anos.

O espaço, localizado na Praça Central (piso L1), inclui corredores de elásticos, tapetes interativos, escorregadores, camas elásticas, piscina de bolinhas, videogames e área de pintura. A inspiração para a atração vem da primeira animação em 3D da Maurício de Sousa Produções, que retrata a famosa Turma da Mônica na fase pré-escolar.

A idade máxima indicada é para crianças de até 12 anos. Para garantir a segurança, crianças de até 5 anos devem estar acompanhadas por um adulto responsável, e requer a assinatura de um Termo de Responsabilidade obrigatório antes de utilizar os brinquedos.

Vinícius Teixeira, gerente de marketing do ViaNorte, celebra a chegada da atração. “A franquia da ‘Turma da Mônica’, seja nos quadrinhos, animações ou filmes, continua encantando gerações. É uma honra receber um verdadeiro patrimônio cultural brasileiro”, afirma.

Segundo ele, os brinquedos estimulam as crianças a gastarem energia de forma saudável, desenvolvendo a imaginação e habilidades motoras.

Filme em cartaz

Outra atração do universo da Turma da Mônica é o filme “Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa”, que segue em cartaz nesta sexta-feira (10).

A história acompanha Chico Bento em sua missão para proteger uma goiabeira ameaçada pela construção de uma estrada, unindo sua turma em uma jornada de amizade e preservação ambiental.

Os ingressos estão à venda nas bilheterias e terminais de autoatendimento da Cine Araújo, a rede de cinema do ViaNorte. Outra opção é a possibilidade de compra pelo site Ingresso.com.

Outras atrações 

Na área interna, o público encontra outras atrações para pais e filhos se divertirem. A Fróes Brinquedos é um espaço com infláveis gigantes e uma cama elástica que desafia a criançada, que conta com a supervisão de monitores.

Já o Pupply Play oferece uma área indoor com vários videogames e brinquedos. Universo Kids, Zoo Parque, Circo Park e Brincar Zoo também garantem experiências fantásticas.

Enquanto isso, na área externa, os amantes de alta velocidade têm à disposição o Speed Kart Pro, onde disputam corridas em grupo. Já o FunPark, o maior parque de diversões indoor da Região Norte, garante diversão em mais de 70 brinquedos, como os tradicionais carrinhos bate-bate, roda gigante e máquinas de videogame para adultos e crianças.

O Shopping Manaus ViaNorte está localizado na Av. Arquiteto José Henrique Bento Rodrigues, nº 3.760, bairro Monte das Oliveiras – Zona Norte da cidade. Novidades sobre essa e outras programações estão disponíveis nas redes sociais: @shoppingmanausvianorte.

Com informações da assessoria

 

 

 

Estouro da inflação em 2024 reforça atenção do consumidor aos preços mais altos

No supermercado, alimentos puxam a fila dos itens que mais sobem de preço (Foto: Agência Brasil)

O recém-empossado presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo terá como uma de suas primeiras tarefas à frente da instituição o envio de uma carta nada agradável a Fernando Haddad, seu ex-chefe no Ministério da Fazenda. Do alto de uma taxa básica de juros de 12,25% ao ano, uma das mais altas do mundo, o economista terá de explicar os motivos que levaram a inflação a ter estourado o teto da meta estabelecida para 2024. Galípolo prestará os esclarecimentos porque é o novo comandante da política monetária, o braço que cuida oficialmente do índice de preços e dos juros do país. Entre especialistas e investidores, contudo, os dedos estão apontados para o outro lado, o da política fiscal capitaneada por Haddad e submetida aos desejos do presidente Lula, e que vem sendo marcada por um contínuo aumento dos gastos e da dívida pública.

O resultado de 2024 do Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o indicador oficial de inflação do país, seria divulgado na sexta-feira (10), depois do fechamento desta reportagem. Independentemente do número exato, o IPCA extrapolou o limite anual determinado pelo Comitê Monetário Nacional.

A inflação veio mais alta do que se esperava no início do ano, está bem longe da meta atual de 3% e acima, ressalve-se, do teto de 4,5% da banda de tolerância na qual deveria oscilar. Essa espécie de margem de erro existe para comportar choques eventuais, e a carta aberta a ser escrita pelo presidente do Banco Central ao ministro da Fazenda é uma formalidade prevista apenas para as vezes em que a inflação termina o ano descumprindo a banda de tolerância. A ideia original é que esses eventos sejam exceção — mas, no Brasil, são incomodamente presentes. “Temos um Estado que gasta muito e governos que querem fazer a economia crescer a qualquer custo, uma das principais razões para passarmos tanto tempo sem a inflação estabilizada”, diz Heron do Carmo, professor de economia da Universidade de São Paulo e que coordenou os índices de preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas por mais de duas décadas. “Se tivéssemos uma situação fiscal mais organizada e visando o longo prazo, seria mais fácil termos inflação e juros mais baixos, com investimentos e crescimento maiores”.

Com o estouro do teto em 2024 completa-se o oitavo ano em que a inflação desrespeita os limites desde que o regime de metas foi implementado no Brasil, em 1999, quando Arminio Fraga assumiu o BC, durante a Presidência de Fernando Henrique Cardoso, com a missão de substituir o falido sistema de câmbio fixo. Desses oito anos, em sete o erro foi para cima — 2001, 2002, 2003, 2015, 2021 e 2022, além de 2024. E 2025 já começa candidato a se juntar à lista, pois as expectativas preliminares dos economistas são de que o IPCA suba ainda mais e passe dos 5% até o fim do ano, pressionado por uma demanda persistentemente aquecida e pela disparada recente do dólar para a faixa dos 6 reais. A única vez em que o furo da inflação brasileira foi no piso e não no teto ocorreu em 2017, mesmo ano em que entrou em funcionamento o falecido teto de gastos, congelando o crescimento das despesas públicas em termos reais.

A partir de 2025, passará a valer a chamada “meta contínua”, a primeira grande mudança no regime de alvos para a inflação em seus 26 anos de existência. Com a nova metodologia, a meta passa a ser considerada descumprida sempre que o índice de preços ficar fora das margens de tolerância por mais de seis meses seguidos, similar ao que ocorre em vários países. Até então, no Brasil só se cobrava a inflação dentro dos limites do alvo ao fim de cada ano, em dezembro.

Ser um país com dificuldades crônicas no campo da inflação traz graves consequências. Elas afetam não só a economia, que se torna refém de juros altos e de ciclos de crescimento de fôlego curto, mas também as empresas e os cidadãos, sempre as vítimas mais imediatas dos incômodos causados por preços altos demais.

Não à toa, em todas as vezes em que os períodos de inflação fora do teto se prolongaram, o Brasil teve troca de poder na Presidência. Lula foi eleito para substituir FHC em outubro de 2002, quando a alta de preços já estava há dezesseis meses rodando entre 6% e 7%, e Dilma Rousseff foi defenestrada, em agosto de 2016, após uma impressionante sucessão de quase 25 meses de inflação estourando o limite da banda. Jair Bolsonaro, presidente durante a pandemia e o choque global de preços que ela causou, perdeu a reeleição para Lula em 2022 quando o IPCA completava, em outubro, o vigésimo mês consecutivo acima da meta“.

O núcleo do problema, e, portanto, a chave para a solução, passa, de acordo com os especialistas, por redimensionar o tamanho dos gastos públicos, que por natureza já são um gerador de estímulos ao consumo e à inflação. Como, por aqui, tanto os gastos quanto a dívida pública são historicamente elevados na comparação com os demais emergentes, e estão crescendo rapidamente, esse fardo fiscal tem servido, também, para aumentar a desconfiança dos investidores. Isso se materializa em saída de capitais, dólar subindo e, de novo, inflação ficando mais alta. “A história mostra que o Brasil não precisa conviver com inflação elevada”, afirma Henrique Meirelles.

Quando esteve no BC com Lula, houve um esforço do governo para manter as contas no azul por todo o período, o oposto do que se dá hoje. Na segunda passagem, com Temer, foram feitas as primeiras grandes reformas, como o teto de gastos e a trabalhista. Em ambas, Meirelles saiu com inflação e juros menores do que quando entrou. “Fizemos um rígido controle de gastos, e a política fiscal andava na mesma direção que a monetária”, diz ele.

Com informações da Veja

Justiça revoga decisão que suspendia reajuste de salários do prefeito e secretários

Foto: Assessoria

O desembargador Jorge Lins, plantonista do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), revogou, nesta quinta-feira (9), o agravo que suspendia o reajuste dos subsídios do prefeito, vice-prefeitos, secretários e subsecretários da gestão municipal. O efeito suspensivo acata pedido da Prefeitura de Manaus, pois a decisão anterior, que atendia Ação Popular, proferida pelo Juízo de Direito da 2ª Vara da Fazenda Pública, traria prejuízos administrativos e financeiros para o Poder Executivo. 

A decisão do desembargador plantonista mantém os efeitos da Lei Municipal nº 589/2024, que trata dos subsídios. A Prefeitura de Manaus argumentou que a suspensão do reajuste traria prejuízos, pois a folha de pagamento do mês de janeiro já foi homologada e está sendo processada com os valores da lei aprovada na Câmara Municipal de Manaus (CMM), cujo fechamento está programado para a próxima semana. 

O desembargador Jorge Lins apontou que o efeito suspensivo evita maiores prejuízos para a folha de pagamento, com a decisão anterior podendo levar ao atraso do pagamento dos servidores públicos do município. 

“Com efeito, a decisão agravada compromete o aludido cronograma, pois exige a revisão dos valores estabelecidos pela Lei Municipal nº 589/2024, acarretando atrasos no pagamento dos servidores municipais. Tal situação compromete não apenas os direitos dos trabalhadores, mas também a regularidade administrativa e financeira do município”, pontua o desembargador em sua decisão. 

Além do possível risco aos direitos dos trabalhadores e para a regularidade administrativa e financeira do município, a decisão do magistrado plantonista apontou ser inviável a revisão dos valores da folha salarial no prazo estipulado de cinco dias, com a multa diária de R$ 5 mil que foi estipulada causando ainda mais prejuízos ao município. 

O desembargador também apontou entendimento de que não há inconstitucionalidade na Lei Municipal n.º 589/2024, refutando a tese de desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Com informações da Semcom

Roberto Cidade convoca união de poderes para combater as fakes news no Amazonas

Foto: Herick Pereira

Durante a posse do novo presidente do Tribunal de Justiça do Estado Amazonas (TJAM), desembargador Jomar Fernandes, e do vice-presidente, desembargador Airton Gentil, nesta sexta-feira (9), o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB) fez uma convocação para que os três Poderes se unam no combate as fakes news no Estado amazonense.

O parlamentar salientou que a propagação das notícias falsas é uma clara ameaça à sociedade democrática. “Quero aproveitar este momento para reiterar a necessidade de um esforço conjunto dos Poderes no combate ao fenômeno das fakes news. Este é um desafio que ameaça a democracia. Ameaça a reputação de pessoas públicas e impede um debate transparente e ético em nossa sociedade”, declarou Roberto Cidade.

De acordo com o deputado-presidente da Casa Legislativa, é fundamental a participação do Judiciário amazonense no combate às fake news, sobretudo na responsabilização dos criminosos que utilizam os meios digitais para disseminar mentiras contra empresários, autoridades e demais amazonenses da sociedade civil organizada.

“Precisamos contar com o apoio firme e estratégico do Judiciário para enfrentar essa questão, garantindo que aqueles que propagam informações falsas sejam responsabilizados, e que a verdade prevaleça em todos os espaços”, disse o parlamentar.

Harmonia entre poderes

Ao novo corpo diretivo do Tribunal de Justiça, Roberto Cidade destacou que o Judiciário é a salvaguarda da Constituição, e ressaltou que os Poderes Legislativo, Judiciário, somados com o Executivo, são essenciais para o equilíbrio e a harmonia da sociedade amazonense.

“O Poder Judiciário é o guardião da Constituição e dos direitos fundamentais. Vivemos em um estado democrático de direito, no qual cada Poder desempenha um papel definido pela Constituição, com independência, mas também com a necessidade constante de diálogo e colaboração. O Legislativo, o Executivo e o Judiciário têm missões diferentes, mas um objetivo comum: atender aos anseios dos cidadãos, promover o bem-estar social e garantir a dignidade humana. Ao longo da minha trajetória política, compreendi que o verdadeiro progresso do nosso Estado acontece quando os poderes trabalham de forma harmoniosa, respeitosa, independente e colaborativa”, declarou o parlamentar.

Roberto Cidade parabenizou a ex-presidente do Tribunal desembargadora Nélia Caminha e a ex-vice-presidente magistrada Joana Meirelles, que presidiram a Corte no biênio 2023-2024, e desejou ao novo presidente, Jomar Fernandes, uma gestão exitosa.

“Não poderia deixar de destacar que foi um marco histórico termos duas mulheres nos mais altos postos do Tribunal de Justiça: a senhora e a desembargadora Joana dos Santos Meirelles, como sua vice-presidente. Presidente desembargador Jomar Fernandes, desejo que sua gestão seja marcada por realizações históricas, pautada pela ética, pela imparcialidade e pelo compromisso com o bem-estar do nosso povo. Saiba que Vossa Excelência poderá sempre contar com o respeito e o apoio irrestrito da Assembleia Legislativa para avançarmos, juntos, na construção de um Amazonas mais justo, mais humano e mais próspero”, finalizou Roberto Cidade.

Presidência

O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, Jomar Fernandes, aclamado na última eleição no dia 10 de setembro de 2024, agradeceu aos familiares, desembargadores e demais autoridades presentes na Sessão Solene de Posse, e anunciou que, nesta sexta-feira (10/1), formalizará a criação dos Observatórios para Acompanhamento e Realização da Regularização e Governança Fundiária, Sustentabilidade e Meio Ambiente, e de proteção do público infantojuvenil e hipossuficiente amazonense. Ele comandará a Corte Judiciária no biênio 2025-2026.

“Com maior atenção ainda, criarei o Observatório para Acompanhamento dos Direitos Fundamentais da Pessoa Humana, com foco e holofote, principalmente na infância e na adolescência. Sem esquecer os vulneráveis, excluídos e minorias, inclusive, aqueles que não têm acesso à rede mundial de computadores. Nos dias atuais, quem não tem acesso à rede global de computadores, há de ser considerado um excluído”, informou o desembargador, que quando esteve no cargo de corregedor-geral do TJAM, observou as carências do judiciário no interior do Amazonas.

“Quero afirmar minha especial atenção às necessidades estruturais das varas que compõem a primeira entrância. Eu tive oportunidade de conviver, como corregedor, das agruras de juízes e servidores. Essas carências refletem na qualidade dos serviços e da jurisdição. Contem comigo para a urgente resolução desses problemas”, completou o desembargador Jomar Fernandes.

Foram empossados também durante a cerimônia, o desembargador Airton Corrêa Gentil, vice-presidente, e José Hamilton Saraiva dos Santos, como novo corregedor-geral de Justiça do TJAM.

A Sessão Solene, ocorrida no Teatro Amazonas, no Centro de Manaus, contou com a participação do governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), do ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça; da ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM), entre outras autoridades e membros da sociedade civil organizada.

Com informações da assessoria

2024 é o ano mais quente já registrado e primeiro a romper a barreira de 1,5ºC

Vista aérea mostra seca no rio Puraquequara, nas proximidades de Manaus (Foto: Michael Dantas / AFP)

Está confirmado. O ano de 2024 foi o mais quente já registrado, com temperatura média global de 15,10°C, ou 1,6°C acima do período pré-industrial, de acordo com o observatório europeu Copernicus. Isso faz de 2024 o primeiro ano a romper a barreira de 1,5ºC estabelecida no Acordo de Paris.

O aumento da temperatura global está diretamente ligado à crescente concentração de GEE (gases de efeito estufa) na atmosfera, um resultado direto das atividades humanas, especialmente a queima de combustíveis fósseis, com uma participação menor de fenômenos naturais, como o El Niño.

“Estamos enfrentando um novo desafio climático para o qual não estamos preparados”, afirmou Carlo Buontempo diretor do Copernicus, em entrevista coletiva para apresentar os resultados. “É um desafio monumental”, completou, ao ressaltar a importância do uso dos dados para que a sociedade se prepare para enfrentar com segurança os eventos extremos resultantes da mudança climática.

“É o maior desafio que a humanidade já enfrentou”, afirma o climatologista e colunista de Ecoa Carlos Nobre. Ele explica que, para impedir o aquecimento global acima de 2ºC, é necessário que o mundo atinja a neutralidade e carbono até “no máximo” 2040.

“Isso é extremamente preocupante. A aceleração das mudanças climáticas globais devido à falta de redução de emissões de combustíveis fósseis está levando o planeta para uma situação absolutamente emergencial. A indústria do petróleo e de energia em geral pode estar condenando 8 bilhões de pessoas a um clima extremo”, disse o físico e pesquisador Paulo Artaxo ao comentar os dados para Ecoa.

A temperatura média global registrada em 2024 foi de 15,10°C, 0,12°C acima de 2023, até então o ano mais quente. Isso significa 1,6°C acima da temperatura média estimada para o período entre 1850 e 1900, o chamado nível pré-industrial, que serve de parâmetro para o acompanhamento do aquecimento global.

2024 é o primeiro ano a romper o limite de 1,5°C acima do nível pré-industrial estabelecido pelo Acordo de Paris.

Com exceção de julho de 2024, todos os meses desde julho de 2023 ultrapassaram o nível de 1,5°C.

Cada um dos últimos 10 anos, de 2015 a 2024, é um dos 10 anos mais quentes já registrados.

Os dados não são uma surpresa. O observatório já havia previsto no relatório de outubro de 2023 que um novo recorde era esperado. Em novembro, já era estimado que o limite de 1,5ºC fosse rompido. Um mês depois, os cientistas disseram que era “virtualmente certo” que 2024 seria o mais quente já registrado.

“Essas altas temperaturas globais, juntamente com os níveis recordes globais de vapor de água na atmosfera em 2024, significaram ondas de calor sem precedentes e chuvas intensas, causando miséria a milhões de pessoas”, afirma Samantha Burgess, líder estratégica para o clima no Copernicus.

O Acordo de Paris foi quebrado?

Não. Para que o Acordo de Paris seja considerado rompido, é necessário que a temperatura média global ultrapasse 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais de forma prolongada. Conforme estabelecido pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU), o tratado leva em conta anomalias de temperatura de longo prazo, calculadas com base em médias ao longo de pelo menos 20 anos, explicou Burgess em entrevista coletiva sobre os resultados de 2024.

O Acordo de Paris é um tratado internacional adotado em 2015 durante a COP21 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), na capital francesa. Ele tem como principal objetivo combater as mudanças climáticas, limitando o aumento da temperatura média global a 2°C acima dos níveis pré-industriais, com esforços para restringi-lo a 1,5°C.

Emissões de GEE não param de crescer

As concentrações atmosféricas de dióxido de carbono e metano, os mais potentes causadores do aquecimento, atingiram níveis anuais recordes em 2024, com 422 partes por milhão (ppm) e 1.897 partes por bilhão (ppb), respectivamente.

“Estamos jogando 62 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa a cada ano na atmosfera e ela não tem a menor condição de realmente absorvê-los”, afirma Artaxo.

O caminho para o recorde

Sob efeito de um intenso fenômeno El Niño, um dos cinco mais fortes já registrados de acordo com a OMM (Organização Meteorológica Mundial), a primeira metade do ano foi particularmente quente, o que tornou muito provável que 2024 superasse 2023 como o mais quente já registrado.

De acordo com os dados do Copernicus, cada mês superou as temperaturas globais de qualquer ano anterior, em uma série de 13 meses de temperaturas mensais recordes que terminou em junho.

As altas temperaturas da superfície do mar foram um dos principais fatores por trás das elevadas temperaturas globais em 2023 e 2024. Mesmo com o fim do evento El Niño e a transição para condições mais neutras no Pacífico equatorial oriental, muitas regiões continuaram a registrar temperaturas da superfície do mar excepcionalmente altas, mantendo a média global acima do normal. Em 2024, a média anual nos oceanos extratropicais atingiu um recorde histórico.

“Os oceanos estão se comportando de forma diferente, demorando mais para resfriar do que em anos anteriores”, disse Burgess ao falar sobre motivos que causaram recordes tão elevados nas temperaturas em 2023 e 2024. A cientista destacou, no entanto, que fatores naturais, como a redução das nuvens baixas e o El Niño, tiveram contribuições muito pequenas quando comparados às emissões de gases de efeito estufa.

A boa notícia é que os dados recentes indicam que os oceanos estão passando para um estado neutro: em dezembro foi registrada queda na temperatura da superfície dos oceanos. “É justo afirmar que 2025 será um dos três anos mais quentes já registrados, mas menos quente que 2023 e 2024”, afirmou a cientista.

Com base em estudos paleoclimáticos, estima-se que a Terra só teve temperaturas dessa magnitude no último período interglacial, 125 mil anos atrás, que foi um dos mais quentes dos últimos 800 mil anos. “É importante ressaltar que as bases comparativas são diferentes e essa estimativa usa dados paleoclimáticos, como isótopos de oxigênio”, explica Burgess.

As temperaturas elevadas desencadearam eventos extremos em todo o mundo. Tempestades severas, inundações, ondas de calor e incêndios florestais aumentaram em frequência e intensidade. A quantidade de vapor d’água na atmosfera alcançou um recorde, 5% acima da média de 1991-2020.

O estresse térmico foi uma preocupação crescente em 2024, com grande parte do globo experimentando mais dias de “forte” ou “extremo” estresse térmico do que a média, exigindo medidas preventivas contra insolação. A condição ocorre quando o corpo é exposto a temperaturas extremas, baixas ou altas, mas principalmente calor intenso, e não consegue se resfriar adequadamente e se manter nos 36,5°C.

Em 10 de julho, cerca de 44% do globo foi impactado por “estresse térmico forte” a “extremo”. Isso representa 5% a mais em comparação com o máximo anual médio.

Secas prolongadas alimentaram incêndios florestais em regiões como Brasil, Canadá, Bolívia e Venezuela, que registraram níveis históricos de emissões de carbono associadas.

O Brasil registrou 278.229 focos de incêndio durante todo o ano de 2024, pior número desde 2010, quando houve 319.383 ocorrências deste tipo. Os focos de incêndio aumentaram 46% em relação aos 189.891 registros de 2023, segundo dados do programa BD Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Para o professor Paulo Artaxo, o relatório reforça a urgência de o mundo se concentrar em formas de adaptação ao novo clima. “Quanto mais cedo fizermos isso, menor será o efeito nas populações mais vulneráveis. A pesquisa de adaptação climática, além da pesquisa em como acelerar a mitigação das emissões, é muito importante”, completa.

Com informações do Ecoa / Uol

Renato Junior destaca harmonia entre poderes durante posse de Jomar Fernandes

Foto: Semcom

O prefeito de Manaus em exercício, Renato Junior, destacou a harmonia entre os poderes Executivo e Judiciário, durante evento de posse dos novos desembargadores do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), nesta quinta-feira (9).

“A harmonia entre poderes faz parte da democracia e hoje é um dia muito importante para a história do Amazonas sem sombra de dúvidas, com a posse do desembargador Jomar Fernandes, do Tribunal de Justiça”, afirma Renato.

Para o novo mandato que compreende o biênio 2025/2026, os desembargadores Jomar Fernandes, Airton Gentil e Hamilton Saraiva assumiram, respectivamente, os cargos de presidente, vice-presidente e corregedor-geral de Justiça da Corte.

O desembargador Jomar Fernandes sucede a desembargadora Nélia Caminha Jorge, que presidiu o TJ-AM no biênio 2023/2024. “Com certeza, o Tribunal de Justiça está bem representado na pessoa do desembargador Jomar e pelo ótimo desempenho da desembargadora Nélia Caminha, que estava à frente da Corte como presidente. A nossa alegria, enquanto instituição da Prefeitura de Manaus, é saber que há uma harmonia das instituições da Prefeitura de Manaus com o Tribunal de Justiça”, complementou. 

Na ocasião, o novo presidente do tribunal aprovou a gestão passada e assentiu em prosseguir com as ações vigentes. 

“A expectativa dessa nova administração para o próximo biênio será inicialmente dar seguimento ao trabalho desenvolvido por todos aqueles ex-presidentes que nos trouxeram essa exitosa colocação do Tribunal de Justiça do Amazonas. Especialmente quero dizer que a desembargadora Nélia, de forma muito cuidadosa, desde o início do seu mandato, cuidou para que o acesso ao Poder Judiciário do Amazonas fosse franqueado da forma mais fácil que pudesse ser. Ela estendeu o apoio aos programas de resgate à cidadania, que a corregedoria levou a efeito, de forma que iremos continuar com esses outros trabalhos”, disse.

Com informações da Semcom

El Niño agrava impacto da seca em águas subterrâneas na Amazônia e eleva risco de incêndio

Foto: Agência Brasil

O risco de incêndio na Amazônia é maior em regiões onde o armazenamento de água subterrânea está comprometido, principalmente se o El Niño estiver agravando a seca. Usando imagens de satélite e dados de queimadas, pesquisadores conseguiram demonstrar a relação entre o fenômeno climático e a propensão ao fogo, criando uma ferramenta que poderá, no futuro, auxiliar em ações preventivas.

Os resultados do estudo, com base em informações de 2004 a 2016, revelam uma diminuição nas condições de umidade em três níveis — do solo superficial, da zona das raízes das árvores e das águas subterrâneas, sendo este último o que apresenta maior severidade de aridez. São esses “reservatórios” que demoram mais para se recuperar quando afetados por secas consecutivas e extremas decorrentes do El Niño, um dos fenômenos climáticos de maior impacto na Terra.

Nas últimas décadas, incêndios florestais provocados pelo homem alteraram significativamente a dinâmica da vegetação na região amazônica. Essas atividades humanas são consideradas “ignições” para o fogo na floresta tropical, sendo que a escalada das queimadas está ligada às condições climáticas.

Somente em 2024, o total de focos de incêndio registrado de janeiro a 20 de novembro na Amazônia é o maior desde 2010 —foram 132.211 em pouco menos de 11 meses, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Com uma metodologia diferente da usada pelo Inpe, o Lasa (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais), da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), alerta que já foram queimados cerca de 128 mil km2 do bioma neste ano, o que corresponde ao território da Inglaterra.

“Resolvemos investigar o impacto da seca meteorológica e hidrológica dos incêndios na Amazônia com atenção no papel das águas subterrâneas e eventos do El Niño dentro do projeto Sacre, que tem foco maior em áreas urbanas, mas também olha para zonas rurais e florestas. E conseguimos demonstrar a relação”, comemora o professor Bruno Conicelli, do Instituto de Geociências da USP (Universidade de São Paulo), autor correspondente da pesquisa.

Publicado na revista Science of the Total Environment, o artigo tem como coautor o pesquisador Ricardo Hirata, coordenador do “Sacre: Soluções Integradas de Água para Cidades Resilientes”. Um dos maiores projetos de pesquisa aplicada em recursos hídricos no Brasil, o Sacre tem como tema central as águas subterrâneas e o objetivo de reduzir a vulnerabilidade de cidades e do campo em crises associadas às mudanças climáticas globais. Recebe apoio da Fapesp por meio de um projeto temático.

Base de dados

Para a caracterização da seca hidrológica, os pesquisadores utilizaram informações de satélite da missão Grace, sigla em inglês para Gravity Recovery and Climate Experiment, que permite detectar o armazenamento de água terrestre integrando umidade do solo, água superficial e a subterrânea.

Cruzaram com dados sobre a gravidade da seca em cada local analisado. Com isso, conseguiram identificar áreas com menor concentração de umidade no nordeste da bacia amazônica, além de uma diminuição da umidade em direção ao leste.

As maiores áreas queimadas coincidiram com regiões que enfrentaram seca durante eventos extremos do El Niño, com um aumento entre 2015 e 2016. À época, o fenômeno foi considerado um dos três mais intensos já registrados (juntamente com 1982-83 e 1997-98). O de 2023/2024 está entre os cinco mais fortes, segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês).

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal da superfície do oceano Pacífico devido à diminuição da intensidade dos ventos alísios. Os padrões da circulação atmosférica sobre o Pacífico são alterados, com mudança também na distribuição de umidade e das temperaturas em várias partes do planeta. Relatórios internacionais apontam que haverá um crescimento na frequência e intensidade desse evento nas próximas décadas.

“Sabemos que as queimadas na Amazônia têm origem antrópica. No entanto, quando há o registro de um El Niño mais intenso, como ocorreu em 2016, que investigamos, e novamente em 2024, as secas meteorológicas e hidrológicas tornam-se mais severas na floresta. Nessas condições, a vegetação depende intensamente da água subterrânea para sobreviver. As árvores menores, com raízes menos profundas, são as primeiras a sofrer com a falta de água”, diz Conicelli, que foi orientador da primeira autora do artigo, Naomi Toledo.

Quando a pesquisa começou, ela era aluna de graduação da Universidad Regional Amazônica Ikiam, no Equador, onde Conicelli foi professor durante quatro anos.

Em agosto, um grupo internacional publicou o primeiro relatório State of Wildfires, mostrando que os incêndios na Amazônia Ocidental —que inclui Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia— entre março de 2023 e fevereiro de 2024 foram impulsionados por secas prolongadas ligadas ao El Niño.

Aliadas às condições meteorológicas, as secas explicaram 68% desses incêndios, seguida da influência de ações antrópicas, como desmatamento, agricultura e fragmentação de paisagens naturais.

Sistema de alerta

Com base no resultado do trabalho, o grupo desenvolve um índice de risco de incêndios adaptado à região amazônica, incluindo tanto indicadores meteorológicos (ligados às chuvas) quanto hidrológicos (água no solo, rios, aquíferos e outras reservas). O modelo pode ser aplicado em outros ecossistemas.

Ao demonstrar a interconexão entre as condições meteorológicas e hidrológicas e o agravamento dos incêndios florestais, os resultados podem contribuir com estratégias destinadas a mitigar o risco de queimadas e ações de prevenção.

“Estudos como esses são importantes também para a conscientização do quanto a floresta fica vulnerável com eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes e intensos”, completa o pesquisador.

Segundo Conicelli, a expectativa é no futuro acrescentar dados coletados em campo para que o sistema sirva como um alerta quando as águas subterrâneas ficarem em níveis baixos.

 Com informações da Folha de S.Paulo

Doido dos Navios: Amapaense ‘enfrenta’ navios com uma rabeta e viraliza nas redes sociais

O amapaense Igor Cardoso navega pelo Rio Amazonas, a bordo de uma rabeta, em busca de navios (Foto: Reprodução / Instagram)

O amapaense Igor Cardoso, de 26 anos, tem um hobby tão estranho quanto perigoso: navegar — com uma simples canoa a motor — bem diante de gigantescos navios em movimento, em pleno Rio Amazonas.

Sendo que, por “bem diante”, entenda-se “diante mesmo”, a míseros centímetros da ponta de imensos cascos de aço, capazes de passar por cima por tudo o que encontrar pela frente — que dirá uma simples canoa, com um palmo e meio de altura.

“Tem que saber se aproximar do navio, conhecer muito bem o rio e manter o motor sempre nos trinques”, diz Igor, que justamente por conta da maneira louca como arrisca sua vida, passou a ser conhecido como o “Doido dos Navios”, na pequena comunidade de Vitória do Jari, no Amapá, onde ele vive — e de onde zarpa, com sua veloz canoa a motor (uma “rabeta”, como são chamadas aquelas embarcações na região), sempre que avista um grande navio se aproximando no imenso rio.

Quanto mais perto, melhor

O prazer de Igor (também chamado de Igorshow, nas redes sociais, onde já tem mais de 60 mil seguidores no Instagram, e quatro vezes mais no Tik Tok ) não é apenas se aproximar dos navios em movimento, e sim se enfiar bem na frente deles.

Quando isso acontece, com o celular em uma das mãos e o acelerador do motor na outra, ele filma suas estripulias, para depois postá-las no Tik Tok e vibrar – além de faturar algum dinheiro – com os recordes de visualizações que seus vídeos vêm obtendo.

“Tem alguns vídeos meus que já passaram de 150 milhões de visualizações”, orgulha-se o amapaense, que, quando não está no meio do rio, desafiando os navios, ganha a vida como professor de artes e geografia em uma escola pública da comunidade onde vive – e que hoje transformou isso em uma fonte extra de renda.

“Um dia, resolvi filmar uma aproximação que fiz de um navio e postei na internet. Quatro horas depois, seis milhões de pessoas já tinham visto o vídeo, que viralizou geral. Hoje, meus vídeos têm mais audiência do que os dos principais influencers do meu estado”, diz Igor, orgulhoso, mas ao mesmo tempo preocupado de que isso possa “influenciar” outros jovens a tentar fazer o mesmo que ele.

Não façam o que eu faço

“Não façam o que eu faço”, ele alerta. “É preciso ter as manhas, e isso só se consegue com muita prática e certa dose de loucura”, admite o amapaense, que também reconhece que o que faz é algo que beira a insensatez – porque navios não têm freios e basta algo dar errado para ele ser atropelado.

“Sim, é muito perigoso”, admite. “Se o motor da rabetinha der uma falhadinha, você já era. É por isso que eu sempre reviso tudo nele, para não dar nenhum pipoco na hora agá”.

Mesmo assim, Igor acredita que as chances de ser atropelado pelos navios que ele “escolta”, muitas vezes a menos de um metro de distância, são pequenas.

“Já observei que quando um navio se aproxima de um tronco de árvore boiando no rio, a própria marola que ele gera empurra o tronco para o lado, e não para debaixo do casco. Então, o mesmo deve acontecer com uma canoa. Eu acho…”

O cara era mais louco que eu

Por sorte – pura sorte, talvez -, Igor até hoje não comprovou sua teoria. Mas já passou alguns bons sustos. Como quando decidiu delegar o comando da canoa a um cunhado, para que pudesse filmar com mais facilidade.

“O cara era mais louco que eu e quase fomos parar debaixo do navio”, recorda Igor.

“O piloto até disparou a buzina, quando viu a gente entrando na frente do casco e desaparecendo de vista. Saiu até gente no convés ver se o navio tinha passado por cima da gente”, diverte-se o amapaense, que garante que sempre fez esse tipo de brincadeira, por puro prazer e adrenalina.

“Aqui na nossa região, isso é comum. Tem muita gente que faz. Eu fui apenas o primeiro a filmar, postar na internet e deu no que deu: milhões de visualizações. Eu jamais esperava tudo isso”, diz.

Com informações da coluna Histórias do Mar / Uol

‘Estou morrendo’, diz Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, sobre evolução do câncer

Ex-presidente uruguaio Pepe Mujica cumprimenta apoiadores durante evento em 19 de outubro de 2024 (Foto: Pablo Porciuncula / AFP)

Amigos do ex-presidente uruguaio José Alberto “Pepe” Mujica, 89 anos, contaram ao Correio que receberam com calma e resignação a notícia de que o câncer havia se espalhado. “Quando ouvi essa declaração, hoje (quinta-feira), pensei, literalmente: ‘Fim do jogo. Acabou'”, disse o documentarista, jornalista e fotógrafo argentino Fabián Restivo, que se hospedou por 10 dias, em maio de 2022, no Rincón del Cerro, sítio onde Mujica vive com a esposa, Lucía Topolanski, a 30km de Montevidéu.

“Sofrimento? Não muito. É uma pena, né? É um sentimento leve, porque eu passei muito mal quando se anunciou que ele estava com câncer de esôfago. Foi uma coisa muito ruim. Depois disso, você está avisado, sabe? Sabe que aquilo vai acontecer a qualquer momento. Conhecemos Pepe Mujica. Ele fala: ‘Não encha meu saco’. Então, não liguei para os companheiros e amigos. Não vamos telefonar para ele”, contou. Restivo diz que tem feito o luto desde que soube da doença. Mujica anunciou o abandono do tratamento em entrevista ao jornal local Búsqueda.

“Em meu livro, o ‘Velho’ me disse que estava prestes a ‘cair fora’. Quer dizer que ele está no limite. Antes do câncer, ele teve muitas doenças, duas delas autoimunes, além de problemas nos rins. Isso tudo que aconteceu, depois que descobriram o câncer nele, foi muito doloroso. Pepe ficou sem comer, a radioterapia queimou-lhe o esôfago. Ele não conseguia engolir”, disse Restivo. De acordo com ele, há cinco meses, Mujica confidenciou que esperava que a vida lhe desse a chance de testemunhar a vitória da Frente Ampla nas eleições uruguaias.

“Ele afirmou que, se isso ocorresse, tudo estaria pago. Conseguiu, com o triunfo de Yamandú Orsi. Mujica se submete à hemodiálise todos os dias. Tem o direito de estar cansado e de descansar. Na entrevista de hoje (quinta-feira), vi Mujica muito bravo. Ele está bravo não apenas por estar morrendo, mas por estar sentindo a incompreensão do mundo. Ele está morrendo e todo mundo quer mais alguma coisa dele. A mensagem foi essa: ‘Deixem-me morrer tranquilo e em paz, com minha companheira por perto'”, acrescentou Fabián.

Nascido em Porto Alegre e filho de uruguaios, Atahualpa Blanchet, 42, mora em Montevidéu desde 2018 e construiu uma relação de amizade com Mujica. “Recebi a notícia de que ele está bem e preparava um almoço”, disse. Ao falar sobre a doença do amigo, o brasileiro citou a música El Necio, do cantor Silvio Rodrigues. “O refrão fala: ‘Eu morro da forma que vivi’.

O próprio Pepe Mujica se referiu a uma música bastante emblemática, chamada Milonga del fusilado, que fala que a vida continua no meio dos companheiros. Pepe tem uma perspectiva fiolosófica muito interessante de enxergar a vida e, também, a morte”, afirmou Atahualpa, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP).

“Ele se refere muito aos estóicos, ao Sêneca, à passagem do tempo. Outro presidente, Tabaré Vázquez, também soube viver e morrer. Pepe está se preparando e preparando as pessoas de seu entorno, inclusive a militância, com relação a esse processo, o ciclo da vida. A palavra que simboliza este momento é ‘respeito’. Respeito pelo momento que ele está passando, para que ele fique tranquilo e se dedique à sua chácara. Respeito pela figura histórica dele. É um homem que dedicou sua vida ao trabalho e a tentar construir um país mais justo e solidário”, concluiu Atahualpa.

De acordo com Restivo, Mujica recebe a iminência da morte com naturalidade e resignação. “Ele vê o seu corpo como um equipamento que não presta mais, que está chegando ao fim e que dá mais problemas do que satisfação. Mujica diz: ‘Eu vou deixar de funcionar daqui a pouco’. Acho que o ateísmo dele, além de ser questão filosófica e política, é natural. Ele acha que o corpo tem um limite e, naturalmente, vai morrer. Mujica pediu a companheiros que deem a ele medicamentos para não sentir dor”, comentou o documentarista.

Com informações do Correio Braziliense

Shopping Ponta Negra promove campanha solidária para arrecadação de material escolar

Foto: Divulgação

O novo ano começou e, com ele, iniciam os preparativos para a volta às aulas. E o material escolar é uma das principais preocupações – e despesas – de pais e responsáveis. Para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, o desafio é ainda maior para garantir que todos possam iniciar o ano letivo com todo o material necessário.

Pensando nisso, o Shopping Ponta Negra lança, a partir desta quinta (9), a Campanha Solidária Volta às Aulas, com o objetivo de arrecadar materiais escolares para serem doados a crianças e adolescentes atendidos pelo Abrigo Infantil Monte Salém, uma instituição filantrópica que presta assistência a crianças de 0 a 12 anos em situação de vulnerabilidade social e suas famílias. A campanha segue até o fim do mês.

Lápis, canetas, borrachas, apontadores, lápis de cor, giz de cera, cadernos de matérias ou de brochura e mochilas escolares estão entre os materiais que podem ser entregues à doação no ponto de coleta da campanha, montado no piso L1 do centro de compras

A Gerente de Marketing do Shopping Ponta Negra, Priscila Furtado, lembra que, além da campanha solidária, o shopping também reúne diversas opções de lojas, que prepararam ofertas e condições especiais para quem busca material escolar para 2025. “São diversas as opções para quem está procurando os melhores produtos e ofertas de material escolar para o ano letivo de 2025 e, ainda, uma oportunidade para fazer o bem, doando material escolar para ajudar a quem precisa.”

Sobre o Shopping Ponta Negra

Localizado no bairro Ponta Negra, área de expansão imobiliária e de forte apelo turístico, o Shopping Ponta Negra foi inaugurado em 2013, trazendo a Manaus uma proposta diferenciada de centro de compras.

O empreendimento reúne um mix que se destaca pelas marcas exclusivas, nacionais e internacionais. O shopping reúne aproximadamente 176 opções entre lojas e quiosques nos segmentos de moda, serviço, entretenimento e gastronomia, com grande variedade de fast-foods e restaurantes, além de 10 salas de cinema de última geração da rede Cinépolis (incluídas salas VIP e tecnologia 3D).

O Shopping Ponta Negra é pet friendly, permitindo circulação de animais de pequeno e médio porte em suas dependências e conta com Espaço Família, bicicletário, empréstimo de cadeiras de rodas motorizadas, pet car e carrinhos de bebê, e wi-fi gratuito.

Com informações da assessoria

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