Empresários da Amazônia investem em inovação na busca de protagonismo na COP30

Com ascensão astronômica, João Fonseca ultrapassa números de Guga aos 18 anos

Sensação do tênis mundial, João Fonseca estreou com vitória avassaladora sobre Andrey Rublev no Australian Open. Aos 18 anos, o brasileiro chama atenção nas quadras e já supera números do lendário Gustavo Kuerten.
Em competições disputadas aos 18 anos, Guga figurava apenas em Futures e contava com a participação em três Challengers, sem qualquer experiência em competições ATP. Já Fonseca conta com os títulos de Challengers de Lexington e Camberra, o título do US Open juvenil em 2023 e também o do Next Gen Finals. Além disso, superou a lenda do tênis ao estrear no Australian Open, se tornando o brasileiro mais jovem a estrear em um Grand Slam na Era Aberta.
Em se tratando de números, João Fonseca encerrou a temporada 2024, ano em que completou 18 anos, como número 145 do ranking. Por outro lado, Guga, em 1994, quando fez 18 anos, terminou a temporada como o 418 do mundo.
Talento raro e ganhos astronômicos
Outro ponto em que João Fonseca supera Guga aos 18 anos é em ganhos. Embolsando 526 mil dólares (cerca de R$ 3,1 milhões) com o título do Next Gen Finals, o brasileiro brilhou na disputa do Challenger 125 de Camberra, na Austrália, e arrecadou inicialmente 28,4 mil dólares (pela cotação atual, cerca de R$ 171 mil). O montante aumentou com a confirmação da vaga no Australian Open, recebendo então mais 96,5 mil dólares (cerca de R$ 582,5 mil, na cotação atual). Àquela altura na carreira, Guga acumulava pouco mais de US$ 2,5 mil em premiações de torneios.
Fazendo história e estreando com vitória no Australian Open, João Fonseca enfrentará o italiano Lorenzo Sonego, atual 55º do ranking mundial.
Com informações do ig
Miss Argentina perde título após atacar Miss Brasil em entrevista a youtuber

O embate entre Brasil e Argentina, desta vez, ocorreu no universo dos concursos de beleza. Poucos dias após apresentadoras argentinas alfinetarem Fernanda Torres pelo Globo de Ouro, o Miss Universo anunciou a destituição de Magalí Benejam, 30 anos, como Miss Argentina 2024. O motivo foi uma entrevista ao youtuber King Lucho, onde a ex-miss fez críticas controversas ao próprio concurso, incluindo comentários sobre a brasileira, em novembro, no México.
A entrevista de Magalí Benejam, transmitida em 19 de dezembro no YouTube, deixou evidente a falta de espírito esportivo ao criticar o Miss Universo 2024, a equipe e a vitória da dinamarquesa Victoria Kjaer, de 21 anos. Além disso, a modelo dirigiu ataques infundados à pernambucana Luana Cavalcante, Miss Universe Brasil, acusando-a de não ser receptiva durante o confinamento.
“Para mim, a brasileira ficou onde tinha que ficar. Você acredita que quatro vezes que fui falar com ela em português, pois eu falo português perfeito, e ela me respondeu em inglês?”, disse Magalí, numa tentativa de justificar a antipatia.
Magalí apontou suspeitas sobre a vitória da dinamarquesa, observando que ela era escoltada por três seguranças nos últimos dias da competição. A ex-miss também alegou ter percebido descontentamento entre os jurados durante o anúncio do Top 5. “Quando anunciaram o Top 5, vi os jurados se olhando de maneiras estranhas. Eles começaram a se olhar como se dissessem: ‘Não foi isso que escolhemos, não foi isso que eu escolhi’. Foi assim que pareceu de fora e foi aí que eu disse: ‘OK, isso está arranjado’. Sempre foi armado, todos os anos”, declarou.
Nota do Miss Universe
Em comunicado divulgado há alguns dias, a organização informou: “Após uma revisão completa dos comentários públicos recentes feitos pela Miss Magali Benejam, e com base em nossos princípios fundamentais, decidimos retirar imediatamente o título de Miss Universo Argentina da Miss Benejam”.
“Nossos valores focam em celebrar a diversidade, promover a inclusão e respeitar todos os indivíduos, independentemente de suas origens, crenças ou experiências. As palavras e ações de nossos representantes devem refletir esses princípios inabaláveis com os quais todos os participantes se comprometem ao se juntar à comunidade Miss Universo”, completou a organização.
Durante o Miss Universo 2024, ela garantiu uma vaga para a Argentina no seleto grupo das 12 semifinalistas. O país tem apenas uma vitória na história do concurso, alcançada em 1962 por Norma Nolan.
Nos últimos dias, as redes sociais têm sido palco de novos conflitos entre Brasil e Argentina na mídia. Uma apresentadora argentina desativou sua conta depois de debochar do cabelo de Fernanda Torres, fato que gerou grande revolta entre brasileiros.
Com informações da Revista Forum
Projeto de Joana Darc defende sistema de multas por maus-tratos a animais
A deputada estadual Joana Darc (UB), autora do Projeto de Lei (PL) n° 1003/2024, defende que a propositura seja aprovada na volta dos trabalhos legislativos na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A proposta pretende instituir o “Sistema Estadual de Multa por Maus-Tratos a Animais Vinculados ao Cadastro de Pessoas Físicas CPF”, para garantir a efetividade das penalidades aplicadas em casos de maus-tratos à fauna.
A justificativa aponta que o abandono e os maus-tratos aos animais são problemas persistentes que exigem medidas rigorosas para garantir a proteção e o bem-estar animal. Para a parlamentar, apesar das legislações existentes, a aplicação das penalidades muitas vezes enfrenta desafios relacionados à identificação e cobrança dos infratores.
“Esse Projeto de Lei propõe a vinculação das multas por maus-tratos aos animais, sejam domésticos ou silvestres, ao CPF ou CNPJ do infrator, aumentando a eficiência no cumprimento das sanções no Amazonas. Todos os dias recebemos diversos casos e com essa lei é possível monitorar e cobrar as penalidades com mais eficiência, dificultando a impunidade”, defendeu.
Experiências similares em outros estados e países demonstram que a aplicação rigorosa de penalidades financeiras reduz significativamente a reincidência de infrações.
Impacto educacional
A propositura reforça a fiscalização e integração com sistemas estaduais, amplia a capacidade de identificação e responsabilização de infratores.
Para Joana Darc, o impacto educacional que carrega a propositura serve para contribuir na educação sobre os crimes de maus-tratos aos animais, trazendo mais proteção à fauna silvestre e doméstica do Amazonas.
“As penalidades mais rigorosas contribuem para a conscientização da sociedade sobre a gravidade dos maus-tratos aos animais. Isso é um crime que precisa ser combatido de todas as maneiras, e sabemos que fazer doer no bolso do indivíduo faz com que alcancemos resultados positivos quando o assunto é reduzir os casos de animais maltratados”, disse.
Destino das multas
O projeto prevê que a destinação das multas seja enviada para o Fundo Estadual de Proteção e Bem-Estar Animal, para ficar garantido que os recursos sejam utilizados para resgate, cuidado e reabilitação de animais vítimas de maus-tratos no Amazonas.
Com informações da assessoria
Transações do Pix tem maior queda desde implementação do sistema, após fake news
Sob uma onda de fake news e uma série de dúvidas nos brasileiros a respeito da tributação, o número de transações do Pix registrou nos primeiros dias de janeiro a maior queda em relação ao mês anterior desde o lançamento do sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, em novembro de 2020.
Conforme levantamento realizado pelo GLOBO com base nos dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do BC, a quantidade de operações Pix entre 4 e 10 de janeiro somou 1,250 bilhão, uma queda de 10,9% ante o mesmo período de dezembro. Antes disso, o maior recuo no número de transações nesse intervalo havia ocorrido em janeiro de 2022 na comparação com o mês anterior (-7,5%).
Esse intervalo de dias concentra o maior volume de transferências de cada mês, já que inclui as datas em que a maioria dos salários é paga. Ou seja, esse período de análise ajuda a retirar a sazonalidade das movimentações.
No SPI, são liquidadas as operações de Pix que envolvem instituições diferentes. As transações que são liquidadas pelos próprios bancos e fintechs só são repassadas para o BC mensalmente.
Os dados vêm após a forte repercussão da norma da Receita Federal que ampliou a fiscalização sobre as movimentações financeiras de consumidores e empresas. Há um temor disseminado na população de que as garras do leão alcancem mais pessoas e empresas, principalmente aquelas que atuam como autônomos e informais. A Receita nega que o objetivo seja pegar os pequenos.
O Pix é o meio de pagamento mais usado do país, seguido pelo cartão de débito e pelo dinheiro em espécie, segundo pesquisa do BC divulgada em 2024. Mensalmente, o número de operações beirava os 6 bilhões até o fim do ano passado, com um volume financeiro de cerca de R$ 2,5 trilhões.
Fake news
Além do temor de que a Receita vá atrás de pequenos comerciantes e valores movimentados pela população, há também circulação de informações falsas envolvendo o Pix, como a criação de um novo tributo ou de que o sigilo bancário não será respeitado e o governo terá amplo acesso aos hábitos de consumo ou financeiros de cada um.
Como mostrou o GLOBO, o BC está preocupado com o efeito de informações falsas ou de mal entendidos sobre o uso do Pix, que é considerada a maior inovação financeira dos últimos anos, reconhecido, inclusive, de forma internacional.
Procurado, o BC disse que não iria comentar o assunto.
Nova norma
Não houve qualquer novidade específica sobre o Pix na nova norma da Receita. A partir de 1º de janeiro, o Fisco ampliou o rol de instituições que são obrigadas a prestar informações financeiras de seus clientes e consolidou dados que recebia em dois documentos diferentes até 2024 em apenas uma declaração, a e-Financeira. A prestação de informações já ocorre há mais de 20 anos.
Até dezembro, somente as instituições financeiras, como os grandes bancos, eram obrigadas a enviar as movimentações de seus clientes pessoa física e jurídica à Receita. Isso já incluía todas as operações de entrada e saída da conta, como Pix, TED, pagamentos.
Agora, as instituições de pagamento também têm o dever de enviar os dados, embora algumas delas já repassassem as informações antes.
A obrigatoriedade passa a contar quando as entradas ou saídas da conta de cada cliente superarem R$ 5 mil mensais, no caso de pessoas físicas, e R$ 15 mil mensais para empresas. Esses limites eram menores até 2024, de R$ 2 mil e R$ 6 mil, respectivamente.
Segundo a Receita, na declaração não se identifica o tipo de transação, se foi Pix ou TED, por exemplo, apenas valores agregados de ingressos em uma conta ou de saída de recursos.
“Por exemplo, quando uma pessoa realiza uma transferência de sua conta para um terceiro, seja enviando um Pix ou fazendo uma operação do tipo DOC ou TED, não se identifica, na e-Financeira, para quem ou a que título esse valor individual foi enviado. Ao final de um mês, somam-se todos os valores que saíram da conta, inclusive saques e, se ultrapassado o limite de R$ 5 mil para uma pessoa física, ou de R$ 15 mil para uma pessoa jurídica, a instituição financeira prestará essa informação à Receita Federal”, explicou o Fisco em nota.
Grandes esquemas
Técnicos da Receita explicam que a atualização da norma visa a identificar grandes esquemas de potencial sonegação, que podem estar ligados a fraudes, lavagem de dinheiro ou outros crimes. Não pequenos valores de trabalhadores ou comerciantes informais. Um sinal disso é que houve aumento do limite cujo envio de informações é obrigatória, de R$ 2 mil para R$ 5 mil, no caso de pessoas físicas.
Além disso, quase 60% dos depósitos totais do sistema financeiro estão nos quatro maiores bancos do país (Caixa, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco), que já prestavam informações para a Receita. Por fim, a movimentação financeira da população é apenas uma das informações a que o Fisco tem acesso para fins de declaração do Imposto de Renda.
Com informações de O Globo
Começa hoje período de novas inscrições para participar do Festival de Férias
As novas inscrições para as atividades semanais do Festival de Férias abrem nesta quarta-feira (15), a partir das 10h, no Portal da Cultura (cultura.am.gov.br). São 50 vagas por dia para crianças entre 6 a 12 anos, permitindo que os interessados garantam sua participação em ações como oficinas, visitas guiadas, brincadeiras, atividades lúdicas e muita diversão.
Para o coordenador artístico da Central de Arte e Educação, Baldoino Leite, a programação está repleta de atividades educativas e recreativas nos equipamentos culturais nas férias escolares.
“Nesta sexta-feira e no sábado teremos mais um encontro do Festival de Férias. Desta vez, vai ser no Palácio Rio Negro, onde teremos visitas guiadas, oficinas e muitas brincadeiras e atividades recreativas. Então, queremos convidar a todos vocês para participarem. É um evento para toda a família”, convida Baldoino.
O Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa apresenta uma programação recheada de atrações inspiradoras e brincadeiras lúdicas para a criançada. A ação promove o acesso do público infantil aos prédios históricos, monumentos, exposições e apresentações artísticas, para que possam vivenciar experiências culturais, registrando memórias neste período.
Programação da semana
O festival, que têm se mostrado um grande sucesso entre a criançada e seus familiares desde sua abertura no Palacete Provincial, na última quinta-feira, dia 09 de janeiro, chega até o Centro Cultural Palácio Rio Negro, na avenida Sete de Setembro, 1546, Centro de Manaus, nesta sexta-feira e no sábado (17 e 18/01).
No sábado (18/01), a partir das 16h, o destaque fica por conta da apresentação artística, intitulada “Na Busca da sua Dança”, pelo grupo de dança Artigo 5 Companhia de Dança, que vai apresentar a linguagem das danças urbanas, voltada para as crianças. A performance da dança é baseada em quatro estilos do Hip Hop, sendo eles: O Locking, House, Popping e Whacking, encerrando a programação com muita energia e talento local. Além disso, o espaço contará com visitas guiadas e atividades recreativas com o grupo da Tia Dina.
As atividades acontecem em ambos os dias, das 14h às 17h, e o público poderá desfrutar de visitas guiadas, oficinas com grupos de dança no jardim e muitas atividades recreativas do Festival de Férias 2025.
Também no sábado (18/01), às 10h, é a vez da Biblioteca Pública do Amazonas, na rua Barroso, nº 57, Centro, receber a programação do festival, onde haverá visitas guiadas pela biblioteca e posteriormente uma sessão de contação de histórias e mediação de leitura com o grupo “Rodas de Leitura Manauaras”. Para as atividades da Biblioteca Pública não é necessário realizar inscrição.
De acordo com David Carvalho, bibliotecário da Biblioteca Pública do Amazonas, essa iniciativa permitirá ao público explorar o acervo literário da Biblioteca e descobrir, por meio das páginas, histórias, culturas e contos, proporcionando uma experiência que estimule a imaginação e o encanto pelas palavras e imagens das obras.
“A atividade busca mostrar aos leitores iniciantes que a leitura pode ser divertida, além de ser uma fonte de lazer, entretenimento e aprendizado. A Biblioteca estará de portas abertas para todos os interessados em embarcar nessa inspiradora jornada”, disse David Carvalho.
Inscrições e agendamentos
As inscrições para as atividades da semana abrirão sempre às quartas-feiras. No dia 22 de janeiro, novas vagas estarão disponíveis para o público se inscrever para as atividades da respectiva semana. A programação vai até o dia 26 de janeiro. Para participar, o público interessado deve realizar a inscrição gratuita pelo Portal da Cultura (cultura.am.gov.br).
É importante salientar que todas as atividades realizadas na Biblioteca Pública do Amazonas estarão acessíveis sem necessidade de inscrição, assim como no último dia da programação, dia 26 de janeiro, no Largo São Sebastião, promovendo maior acessibilidade ao público.
A programação completa do Festival de Férias 2025 pode ser encontrada no Portal da Cultura (cultura.am.gov.br) e nas redes sociais @culturadoam.
Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
Sistema de Cotas 2024 da CMM tem plataforma modernizada e consulta já está disponível
A Câmara Municipal de Manaus (CMM) informa que o sistema de consulta das Cotas para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) 2024, que esteve temporariamente indisponível, já foi reestabelecido na tarde desta terça-feira (14), e está funcionando normalmente. A medida foi tomada pela Diretoria de Gestão de Tecnologia da Informação (DGTI), devido a ajustes técnicos necessários para a implantação de um novo modelo de consulta, o que é uma prática comum durante o recesso parlamentar.
O período de recesso é tradicionalmente aproveitado para realizar a revisão e atualização de todos os sistemas, incluindo o site da Câmara e outras plataformas institucionais. As atualizações visam melhorar a funcionalidade e a transparência dos serviços, sem prejudicar o andamento das atividades legislativas.
A principal mudança no sistema foi a implementação de uma nova interface para a consulta das cotas, com o objetivo de tornar o processo mais ágil. O modelo anterior, que estava em vigor desde 2023, foi aprimorado com um novo design, facilitando a pesquisa e o acesso às informações.
Testes adicionais continuam a ser realizados para garantir que, quando os trabalhos legislativos forem retomados, o sistema esteja totalmente otimizado, garantindo o acesso aos dados com total transparência.
Com informações da CMM
Presidente afastado da Coreia do Sul é preso após segunda operação policial, diz agência
O presidente da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol foi preso nesta quarta-feira (15), no horário local, após o cumprimento de um mandado por parte das autoridades sul-coreanas, informou a agência de notícias Yonhap.
Uma agência anticorrupção que investiga o breve decreto de Lei Marcial em 3 de dezembro também confirmou a prisão de Yoon em uma declaração, de acordo com a Reuters.
Esta foi a segunda tentativa de prender o Yoon Suk Yeol, que está afastado do cargo. As autoridades conseguiram entrar na residência presidencial nesta quarta após confrontos com apoiadores de Yoon que fizeram uma barreira na entrada da casa do presidente afastado.
Yoon estava sob investigação criminal por possíveis acusações de insurreição, em função de sua tentativa de impor a Lei Marcial em dezembro.
O mandado foi cumprido por funcionários do Gabinete de Investigação de Corrupção para Altos Funcionários, órgão que lidera uma equipe de investigadores que incluem a polícia e promotores.
Anteriormente a polícia já havia tentado, mas não conseguiu invadir o gabinete presidencial como parte da investigação devido ao bloqueio do serviço de segurança de Yoon ao acesso.
Durante semanas, o presidente afastado ficou confinado na residência fortificada, cercado por sua equipe do Serviço de Segurança Presidencial, evitando ser preso enquanto enfrenta diversas investigações e um julgamento de impeachment após seu breve decreto.
Os advogados de Yoon reiteraram que o mandado de prisão é “ilegal e inválido” e prometeram tomar medidas legais contra sua execução. Os apoiadores do presidente afastado também insistiram que as ações que estão sendo tomadas contra ele são contrárias à lei sul-coreana.
Yoon permaneceu desafiador diante das investigações e do julgamento de impeachment em andamento por um dos mais altos tribunais do país.
O ex-promotor que virou político foi destituído de seus poderes presidenciais no mês passado depois que o parlamento votou por seu impeachment. O Tribunal Constitucional do país agora tem a palavra final sobre se ele será formalmente removido ou reintegrado.
O primeiro dia do julgamento de impeachment de Yoon começou nesta terça-feira (14), mas terminou depois de apenas quatro minutos quando o presidente afastado se recusou a aparecer. O julgamento, que pode levar até seis meses, está programado para ser retomado nesta quinta-feira (16) e prosseguirá com ou sem a presença de Yoon.
Nas semanas desde a declaração da Lei Marcial, o país tem estado em desordem política com o parlamento também votando pelo impeachment de seu primeiro-ministro e presidente interino Han Duck-soo, poucas semanas após ter votado pelo impeachment de Yoon. O ministro das finanças Choi Sang-mok é agora presidente interino.
O Tribunal Constitucional prometeu considerar o caso contra Yoon como uma “prioridade máxima”, juntamente com outros casos de impeachment que a oposição tem movido contra integrantes do governo de Yoon, incluindo o ministro da Justiça, promotores e outros altos funcionários.
O que é a Lei Marcial
A Lei Marcial é adotada em situações “excepcionais”, como a eclosão de uma guerra ou em caso de desastres naturais e catástrofes, por exemplo. Ela permite, entre outras coisas, que as autoridades restrinjam a circulação e estabeleçam toques de recolher, confinando as pessoas em suas casas.
O portal da Câmara dos Deputados do Brasil a define como algo que “submete, durante o estado de guerra, todas as pessoas a regime especial, com a suspensão de garantias civis e políticas, asseguradas, em tempos normais, pelas leis constitucionais”.
Com informações da Reuters e da CNN Internacional
Prefeitura retoma obras na Feira Manaus Moderna uma das mais importantes da capital
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), iniciou, nesta terça-feira (14), a retomada das obras de revitalização da feira Manaus Moderna, localizada na rua dos Barés, centro da capital. A iniciativa busca modernizar a estrutura do local, proporcionando melhores condições de trabalho para os mais de 500 feirantes e mais conforto aos consumidores que frequentam o espaço diariamente.
De acordo com o secretário da Semacc, Wanderson Costa, a ação integra o cronograma de entrega de reformas pendentes.
“O prefeito David Almeida entregou 22 feiras totalmente reformadas nos últimos quatro anos. Em 2025, o trabalho continua, com a meta de entregar mais de 10 feiras revitalizadas e a inclusão de um segundo pacote de intervenções que contemplará os mercados não incluídos na fase inicial. O esforço é contínuo e visa um período de grandes realizações”, destacou.
As obras incluem melhorias no piso, reparos nos sistemas elétricos e hidráulicos, além de reforços na iluminação. Também serão realizadas a reorganização das bancas e a criação de espaços acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Um novo sistema de escoamento de água será implementado para evitar alagamentos e garantir um ambiente mais limpo e seguro.
A revitalização da Feira Manaus Moderna é vista como um marco no incentivo ao comércio local e à valorização dos produtos regionais, como frutas, verduras, peixes e artesanatos.
Para a dona de casa Raimunda Peixoto das Neves, 58 anos, a população espera um espaço modernizado e salutar. “Eu venho aqui toda semana, gosto de comprar os produtos frescos, e com a reforma espero um lugar mais limpo, e principalmente com banheiros, quero poder ter a experiência de comprar em uma feira agradável e funcional”, concluiu a cliente.
A Prefeitura de Manaus reafirma seu compromisso com o desenvolvimento da cidade, investindo continuamente em infraestrutura e serviços essenciais, com foco no fortalecimento da economia e no bem-estar da população.
Com informações da Semacc
‘Para trabalhar na Amazônia, precisa ter esperança’, diz diretor do Instituto Mamirauá
O canto dos pássaros. A vibração que a onça-pintada emite ao caminhar pela mata. A comunicação entre os pirarucus na profundeza dos rios. No interior da Amazônia, sons da floresta funcionam como uma orquestra harmônica. Mesmo ouvidos destreinados conseguem perceber a sinfonia. Mas, se um dos “instrumentos” desafina ou para de tocar, o descompasso também é evidente.
A analogia entre a música e a biodiversidade amazônica é do biólogo carioca Emiliano Ramalho, de 46 anos, que mora há mais de duas décadas na floresta. É a melhor forma que ele encontrou para explicar como o monitoramento contínuo dos animais ajuda a avaliar o funcionamento do ecossistema e se há sinais de alerta.
Ramalho é diretor técnico-científico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, na cidade de Tefé, no Amazonas, uma entidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Ele coordena desde 2016 o Projeto Providence, que usa sistemas automatizados de som e imagem para estudar as espécies amazônicas. São mais de 40 sensores espalhados pela floresta, que realizam monitoramento em tempo real, 24 horas por dia e sete dias por semana.
“Por meio da tecnologia, conseguimos observar um número de espécies e tipos de comportamentos que seriam impossíveis de monitorar por meios naturais. Então, muda completamente a perspectiva de observação dos bichos. A tecnologia não exclui a necessidade, muitas vezes, de ter o ser humano indo em campo, mas ela se torna um tipo de sétimo sentido nosso”, diz o biólogo.
Emiliano Ramalho já trabalhou especificamente com a contagem de pirarucus, no início da carreira, e depois se tornou um dos maiores especialistas em ecologia e biologia de onças-pintadas, principalmente em ambientes de várzea. Em um cenário que sofre inundações durante três a quatro meses por ano, o felino se adapta e passa a viver no topo das árvores. O comportamento foi registrado cientificamente pela primeira vez pelo pesquisador.
O biólogo costuma dizer que a “onça-pintada é fundamental para a conservação da floresta e a floresta é essencial para a sobrevivência da onça-pintada”. Nesse sentido, o equilíbrio social e natural passa, necessariamente, por estratégias de conservação da biodiversidade amazônica. É esse trabalho, aperfeiçoado pelos instrumentos tecnológicos, que move Ramalho a acreditar em um futuro melhor.
“Para trabalhar na Amazônia, você precisa ter esperança. Sou otimista, porque a nossa geração e a próxima ainda vão ter chance de mudar o cenário de crise. Mas hoje a situação é muito crítica, porque não temos de fato mais zona de amortecimento. Se não mudar o paradigma de como deve ser o desenvolvimento da floresta, a gente vai perder a Amazônia”, analisa o biólogo.
Ecologia digital
Uma outra forma de entender as dinâmicas climáticas da Amazônia é olhar para árvores e vegetações. Esse tem sido o caminho percorrido pelo cientista paulista Thiago Sanna Freire Silva, ecologista digital, como gosta de se intitular, que leciona informática ambiental na Universidade de Stirling, na Escócia, e coordena projetos de monitoramento de florestas inundáveis.
O foco principal do cientista está em entender como mudanças na hidrologia, no nível da água durante secas e cheias, afeta o ecossistema, principalmente em um cenário em que esses fenômenos se tornaram mais extremos. Para ter uma visão analítica mais ampla, ele escaneia extensões grandes da floresta com a tecnologia light detection and ranging (Lidar), um sensor capaz de emitir lasers, mapear e gerar cenários em 3D.
“Partimos das seguintes reflexões: se a gente começar a ter secas muito intensas sempre, isso poderia ser uma coisa boa para as árvores. Porque, quando elas estão inundadas, geralmente param de crescer. Ao mesmo tempo, por causa do aumento de temperatura e da redução de precipitação, durante a época de seca pode também faltar quantidade adequada de água para elas. E as árvores vão ficar estressadas e ainda mais vulneráveis do que em florestas de terra firme”, diz Silva.
O cientista explica que a análise ajuda a entender os padrões em níveis macroestruturais, a partir de grandes escalas e padrões de funcionamento da floresta. E que os resultados são aprimorados ao dialogarem com os estudos em nível micro e local. Diante do ritmo acelerado de impactos e prejuízos ao ecossistema, é preciso pensar primeiro em adaptações, antes de vislumbrar regenerações ambientais.
“Um dos grandes problemas dessas grandes crises climáticas é que a gente não tem como frear, pela velocidade e o tamanho delas. Só o que a gente pode fazer é se adaptar, entender melhor o que está acontecendo e conseguir prever com antecedência como essas mudanças vão se acumular ao longo das décadas. Assim, podemos pensar em estratégias melhores de como preservar essas florestas e ajudar as pessoas que dependem desses ambientes”, projeta Silva.
Ao rastrear a saúde das zonas úmidas durante anos, o cientista distingue as áreas que precisam ser protegidas antes que os danos se tornem irreversíveis. Enquanto há estudo, há esperança.
“Qualquer cientista que trabalha com ecologia e mudanças climáticas vive uma montanha-russa de sentimentos. Em alguns momentos, você fica completamente pessimista. Em outros, tem uma explosão de otimismo. O mais importante é que a gente tem buscado engajamento com as comunidades locais, as pessoas que têm maior capacidade de realmente proteger e fazer diferença. E que às vezes podem até não perceber o poder que elas têm”, diz o pesquisador.
Floresta estressada
No caso da cientista Luciana Gatti, os sinais do desmatamento e da crise climática são percebidos no ar. Ela é química e coordena o Laboratório de Gases de Efeito Estufa (LaGEE) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desde 2003, atua em pesquisas na área de mudanças climáticas, com foco no papel da Amazônia na emissão e absorção de carbono.
A medição das emissões de gases do efeito estufa começou em 2004, na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará. A partir de 2010, conseguiram expandir os trabalhos para outras localidades da Amazônia. Aviões de pequeno sobrevoam pontos específicos da floresta, onde amostras de ar são coletadas e armazenadas em frascos, para posterior análise em laboratório.
Com isso, poderia ser calculado se a floresta estava se comportando como fonte ou sumidouro de carbono. Ou seja, se ela mantinha a capacidade de absorver mais gases do efeito estuda do que eram emitidos.
“A primeira constatação foi a de que uma região da Amazônia é muito diferente da outra. A maior parte dos cientistas usa um número ou uma taxa e aplica para o bioma inteiro. Vimos que, quanto mais desmatada a floresta, mais a região tinha perdido volume de chuva e aumentado a temperatura ao longo de 40 anos. E isso acontecia principalmente durante a estação seca, especificamente entre os meses de agosto a outubro, no período da seca. Desmatamento não é só perda de carbono e emissão de gás estufa. É também mudança da condição climática para a floresta que ainda não foi desmatada”, explica Luciana.
Em outras palavras, a floresta que está sendo modificada pelo desmatamento ao redor vive em uma situação de “estresse”. “Estamos matando a floresta de duas maneiras diferente: direta e indiretamente. A árvore não consegue fazer fotossíntese, porque está tão seco embaixo da terra que ela precisa fechar o ‘estômago’ para não perder água e continuar vivendo. E isso explica porque árvores das regiões mais desmatadas emitem sete vezes mais carbono do que as das regiões menos desmatadas”, diz Luciana.
Em um cenário ideal, o balanço de carbono da Floresta Amazônica deveria ser neutro, com equilíbrio entre emissões e absorções. Mas, com o desmatamento, a própria floresta passa a ser fonte de carbono e perde a capacidade de regular o clima. Segundo a cientista, não há outra solução a não ser interromper a destruição e priorizar projetos de restauração florestal.
“Nós precisamos de um plano de sobrevivência para restaurar as áreas perdidas da Amazônia. Eu tenho uma sugestão: vamos colocar como meta reduzir o rebanho bovino brasileiro em 44%, já que é a principal causa de emissão de gases estufa e a maior parte do desmatamento vira pasto”, defende Luciana. “Nosso plano de sobrevivência é plantar árvore. É ela que vai abaixar a temperatura, nos proteger das ondas de calor, dos eventos extremos. Quem disse que destruir a floresta é progresso é ignorante. A salvação dos brasileiros passa por salvar a Amazônia. Sejamos todos ativistas”, defende a pesquisadora.
Série sobre a Amazônia
A reportagem faz parte da série Em Defesa da Amazônia, que abre o ano da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), a ser realizada em Belém, em novembro deste ano. Nas matérias publicadas na Agência Brasil, povos da Amazônia e aqueles diretamente engajados na defesa da floresta discutem os impactos das mudanças climáticas e respostas para lidar com elas.
*A equipe viajou a convite da CCR, patrocinadora do TEDxAmazônia 2024.
Com informações de Um Só Planeta













