‘Prêmio Águas de Manaus de Jornalismo Ambiental’ reconhece trabalho de profissionais em nove categorias

A terceira edição do Prêmio Águas de Manaus de Jornalismo Ambiental promoveu esta semana o reconhecimento a profissionais e universitários que produziram materiais sobre temas relacionados ao saneamento básico. Aproximadamente 500 pessoas participaram do evento, que teve a entrega de 23 prêmios em nove categorias.
“Neste ano, tivemos um crescimento no número de inscritos, com mais de 200 materiais concorrendo aos prêmios. Isso mostra a relevância dos temas saneamento básico, o meio ambiente e as mudanças climáticas e o quão importante é seguir discutindo esses tópicos na mídia, principalmente se falamos de Manaus, que é uma cidade localizada no maior bioma do mundo”, destaca o diretor-presidente da concessionária, Pedro Augusto Freitas.
O Grande Prêmio, que reconhece a matéria mais votada entre todas as inscritas, foi para a equipe da repórter Daniela Branches, da Rede Amazônica, com a reportagem “O caminho à nascente do Rio Amazonas”. Também premiado na categoria Telejornalismo, o material foi produzido por ela, Alexandro Pereira, Luciane Marques e Henrique Filho. Branches ressaltou a força do trabalho em equipe como componente essencial do jornalismo.
“Esse trabalho merecia muito ser reconhecido, porque a importância dele é enorme, não só para a gente aqui na Amazônia, mas para o mundo inteiro. Estamos vivendo um período de mudanças climáticas tão intenso e queríamos muito chegar até a origem do maior rio do mundo para entender por que em alguns pontos da Amazônia ele estava secando tanto. Chegar até o cume do Monte Mismi foi um desafio enorme. Foram horas de caminhada, a passos minúsculos, enfrentando o ar rarefeito. Agora, vencer o prêmio da Águas de Manaus é uma emoção gigante. Foi a primeira vez que a gente participou e já levamos esses dois prêmios super importantes. É muito emocionante, muito emocionante mesmo”, destacou Branches.
Nesta edição, a novidade foi a inclusão da categoria Trata Bem Manaus, dedicada exclusivamente a materiais sobre esgotamento sanitário. O repórter Luiz Henrique Almeida, da TV A Crítica, levou o segundo troféu dele na noite – além do primeiro lugar na categoria, foi vice-campeão em Telejornalismo. O material premiado falou sobre a ampliação do sistema de esgotamento sanitário em Manaus e foi realizado por Luiz junto a uma equipe formada por Daniel Ramos, Pedro Bala, Antônio Domingos, Mário Marcelo, Fabíola Moreira, Vanessa Alcântara e Valter Cardoso.
“Foram vários meses de trabalho para identificar os dados, informações disponíveis, para que a gente pudesse levar o melhor para o nosso telespectador, entendendo, principalmente, na questão do Trata Bem Manaus, os desafios que a cidade enfrenta e o que já tem sido feito. Fomos até a comunidade Coliseu 3, conhecemos a história de uma moradora lá que nos relatou que, depois que a água chegou, a situação por lá melhorou bastante, mas ainda não tem esgoto, que é algo que faz parte do planejamento da concessionária. Muita gente não sabe o que acontece com os resíduos que saem das casas, o que é feito com aquele resíduo, todos os procedimentos, então entender cada detalhe desse processo foi fundamental para que a gente pudesse realmente ser certeiro, buscar o melhor caminho para produzir essa reportagem”, explica Luiz Henrique, que dedicou o prêmio à mãe e à equipe da TV A Crítica.
Quem também saiu premiado em dose dupla foi o jornalista Maurício Max, da rádio BandNews Difusora. A reportagem sobre o acesso ao saneamento nas periferias da capital ficou com o primeiro lugar na categoria Áudio e o segundo na Trata Bem Manaus.
“É uma sensação indescritível ganhar dois prêmios, incluindo a primeira colocação na categoria Áudio, que é a categoria em que eu trabalho no rádio. Falar sobre saneamento nas periferias de Manaus é sempre importante. Fico muito feliz porque eu já acompanhava o prêmio, mas foi a primeira vez que eu participei. Ter esse reconhecimento através de um júri tão qualificado, de jurados tão renomados, exalta ainda mais essa premiação”, destaca Maurício.
Além de profissionais com experiência na área, o Prêmio Águas de Manaus também reconhece alunos de faculdades de Jornalismo. Neste ano, o troféu da categoria Universitário ficou com a equipe da Fametro, formada por Bruna Pinheiro, Camila Vieira, Adrielle Menezes e Emanuelly Silva, com o material “Água em foco”.
“Vencer esse prêmio significa muito pra gente. Falo em nome de todas as minhas amigas da faculdade que toparam enfrentar esse desafio e produzir o material. Todo esforço valeu muito a pena. Colocamos em prática tudo o que aprendemos na sala de aula. Pretendemos participar das próximas edições e quem sabe, na categoria profissional também. Somos muito gratas à Águas de Manaus por ceder esse espaço para nós, universitários, que buscamos nos destacar nesse mercado que é tão competitivo e repleto de profissionais competentes”, afirma Emanuelly, que é finalista do curso de Jornalismo.
Vencedores do 3º Prêmio Águas de Manaus de Jornalismo Ambiental
UNIVERSITÁRIO
Bruna Pinheiro, Camila Vieira, Adrielle Menezes e Emanuelly Silva – Centro Universitário Fametro, com o material “Água em foco – Saneamento básico: o que é e como funciona o tratamento da água”
FOTOJORNALISMO
Primeiro colocado: Raphael Alves – European Pressphoto Agency (EPA), com foto na matéria “Seca no Brasil pode aumentar inflação e piorar dinâmica da dívida”
Segundo colocado: Ricardo Oliveira – Revista Cenarium, com foto na matéria “Seca Severa”
Terceiro colocado: Michael Dantas – Folha de São Paulo, com foto na matéria “Manaus tem relação com a floresta à margem de debate”
WEBJORNALISMO
Primeiro colocado: Simone Lima – D24 AM, com a matéria “Contaminação silenciosa afeta o solo e a saúde da população em Manaus”
Segundo colocado: Lauris Rocha – Portal Rios de Notícias, com a matéria “Em Manaus, comunidades tradicionais têm acesso à água no maior bairro indígena do país”
Terceiro colocado: Ana Kelly Franco – Agência Jamaxi, com a matéria “Microplásticos: poluição toma conta dos rios e igarapés em Manaus”
ÁUDIO
Primeiro colocado: Maurício Max – Rádio BandNews Difusora, com a matéria “Especial Saneamento: o presente e o futuro das periferias de Manaus”
Segundo colocado: Gecilene Sales – Rádio Rio Mar, com a matéria “Educar e investir: Universalização do esgotamento sanitário é desafio em Manaus”
Terceiro colocado: Breno Cabral – CBN Amazônia Manaus, com a matéria “A importância histórica e ambiental dos igarapés de Manaus”
IMPRESSO
Primeiro colocado: Monica Prestes – Folha de São Paulo, com a matéria “Tubulação Suspensa coleta esgoto de comunidades de palafitas de Manaus”
Segundo colocado: Emile Bezerra – Jornal A Crítica, com a matéria “Meta é despoluir: Águas de Manaus quer ampliar a cobertura de esgoto”
Terceiro colocado: Jonathan Ferreira – Em Tempo, com a matéria “Impacto das mudanças climáticas no saneamento básico”
REPÓRTER CINEMATOGRÁFICO
Primeiro colocado: Luzimar Bessa – TV Diário Record News Manaus, com a matéria “Saneamento: água para o futuro”
Segundo colocado: Antônio Domingos de Oliveira – TV A Crítica, com a matéria “Acesso à água potável aumenta qualidade de vida de comunidades em Manaus”
Terceiro colocado: Maurício Martins e João Floriano – Record Manaus, com a matéria “Falta de tratamento de esgoto traz prejuízos para a saúde da população e para o meio ambiente.
TELEJORNALISMO
Primeiro colocado: Daniela Branches – Rede Amazônica, com a matéria “Expedição Mismi: O caminho à nascente do Rio Amazonas”
Segundo colocado: Luiz Henrique Almeida – TV A Crítica, com a matéria “Programa Trata Bem Manaus: Concessionária amplia rede de esgoto e leva dignidade a áreas vulnerabilizadas”
Terceiro colocado: Kennedson Paz – Record Manaus, com a matéria “Desafios do Saneamento Básico em Manaus: água potável transforma vidas no bairro Educandos, mas desafios persistem”
TRATA BEM MANAUS
Primeiro colocado: Luiz Henrique Almeida – TV A Crítica, com a matéria “Programa Trata Bem Manaus: Concessionária amplia rede de esgoto e leva dignidade a áreas vulnerabilizadas”
Segundo colocado: Maurício Max – Rádio BandNews Difusora, com a matéria “Especial Saneamento: o presente e o futuro das periferias de Manaus”
Terceiro colocado: Patrícia de Paula – TV Norte, com a matéria “Tratando o Futuro: Água, Saneamento e Qualidade de Vida em Manaus”
GRANDE PRÊMIO
Daniela Branches – Rede Amazônica, com a matéria “Expedição Mismi: O caminho à nascente do Rio Amazonas”. Equipe: Alexandro Pereira (repórter cinematográfico), Luciane Marques (produção) e Henrique Filho (auxiliar técnico).
Com informações da assessoria
Sem provas, Netanyahu acusa Hamas de ‘extorsão’ e ameaça adiar cessar-fogo

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que seu gabinete não vai se reunir para aprovar o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza após acusar sem provas o Hamas de promover uma “crise de último minuto” no acordo.
Sem explicar o que aconteceu, Netanyahu afirmou que o Hamas quer “extorquir concessões de último minuto”. Ele falou sobre o assunto em comunicado emitido nesta quinta-feira (16).
A expectativa era de que o acordo fosse ratificado pelo gabinete nesta quinta-feira. O cessar-fogo deveria começar no domingo e 73 pessoas já morreram desde o anúncio, segundo divulgado pela Defesa Civil da Faixa de Gaza nesta manhã.
Hamas diz que está comprometido com acordo. Pouco após a fala de Netanyahu, o porta-voz do grupo extremista, Izzat el-Reshiq, afirmou em publicação no Telegram que o grupo está de acordo com os requerimentos dos mediadores.
“O gabinete não vai se reunir até os mediadores notificarem Israel de que o Hamas aceitou todos os itens do acordo”, disse Benjamin Netanyahu, em comunicado divulgado pela agência de notícias Associated Press.
Acordo de cessar-fogo foi aprovado no Qatar
Acordo foi negociado no Qatar entre Israel e Hamas. O pacto prevê a troca de reféns e prisioneiros em diferentes etapas, assim como a desocupação gradual da Faixa de Gaza por parte das tropas israelenses.
Qatar confirmou acordo e apontou que entrará em vigor no domingo (19). O primeiro-ministro do país, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, disse que a primeira fase durará 42 dias. Os detalhes dos procedimentos para a segunda e terceira fases serão finalizados durante a implementação da primeira fase. Ele ressaltou a “necessidade de ambas as partes se comprometerem com a implementação de todas as três fases do acordo” para evitar “derramamento de sangue civil”.
Biden disse que americanos serão parte da primeira onda de reféns libertos. O presidente dos Estados Unidos afirmou que o interesse de Israel é achar um fim definitivo para a guerra nas próximas seis semanas, mas que o cessar-fogo irá seguir mesmo se os envolvidos no conflito não chegarem a um meio-termo neste período.
Pacto quebra promessa de aniquilação do Hamas por primeiro-ministro. Netanyahu tinha prometido que a guerra só acabaria quando o movimento extremista tivesse sido exterminado.
Comissária da União Europeia para o Mediterrâneo confirmou acordo. Apesar da postura de Netanyahu, Dubravka Suica indicou que “saúda o acordo de cessar-fogo e o acordo de reféns entre Israel e o Hamas, que trará o alívio tão necessário para as pessoas afetadas pelo conflito devastador”. A União Europeia afirma que “continua empenhada em apoiar todos os esforços no sentido de uma paz e recuperação duradouras”.
ONU ordenou entrada imediata de ajuda humanitária em Gaza. Além de bombas, os civis foram afetados por fome e frio.
Israel divulgou fotos de reféns, mas afirmou que 98 continuam em Gaza. No X (antigo Twitter), a conta oficial do governo publicou: “Não os abraçamos há 467 dias”. Entre os reféns, estão duas crianças, mulheres, idosos, adolescentes e jovens. O governo israelense acredita que todos os reféns ainda estão vivos, mas não tem a confirmação do Hamas sobre isso.
Hamas queria mapa da retirada de israelenses. Tel Aviv enviou ao grupo palestino os mapas dos locais que planeja realizar a evacuação das tropas e foi a resposta aceitando o plano que faltava para o pacto ser anunciado. O Hamas queria garantias de retiradas principalmente na região de fronteira entre Gaza e o Egito.
Com informações do Uol
‘Amazônia Revelada’ alia tecnologia e conservação de patrimônios arqueológicos

“Precisamos pensar a Amazônia como um lugar histórico, não só natural. A floresta é um legado dos povos do passado e patrimônio biocultural”, disse em entrevista à EXAME, Eduardo Góes Neves, arqueólogo e professor e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP).
Há mais de 30 anos desvendando os mistérios do bioma amazônico, Eduardo se dedica a arqueologia para estudar culturas e costumes de civilizações antigas e compreender aspectos culturais, sociais, econômicos e tecnológicos.
Em 2021, a National Geographic o procurou, após ter lançado uma nova modalidade de financiamento para proteger locais históricos ameaçados pelo mundo e o fez ‘a pergunta de milhões’: “Se você tivesse dinheiro, o que faria”?. Foi esta provocação que motivou Eduardo a criar o projeto “Amazônia Revelada”, que tem como missão localizar sitios arqueológicos em áreas de floresta ao longo do arco do desmatamento e fazer seu registro como patrimônio cultural do Brasil.
Pela legislação brasileira, ao registrar estes territórios, se adiciona uma camada extra de proteção. “Nos últimos 40 anos, perdemos mais de 20% da floresta. Eu sou testemunha de parte desta história de destruição que começou há 500 anos. Nossa ideia é usar a arqueologia como uma ferramenta de preservação, além de criar um vínculo com as populações que vivem ali”, contou.
Na primeira fase com início em 2023, a iniciativa recebeu um investimento de R$ 9 milhões e utilizou a tecnologia Lidar (light detecion and ranging) — um sensor que pode voar em um helicóptero, avião ou drone — para sobrevoar as terras e realizar o mapeamento. Entre os parceiros, estão o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), Museu da Amazônia, Instituto Arapyau, Mapbiomas, Instituto Socioambiental e outras organizações.
Segundo Eduardo, a tecnologia apresentou resultados maravilhosos, mas é bastante custosa e ainda pouco escalável. Na prática, é como se fosse um raio laser acoplado em um avião ou outro objeto voador. Ao sobrevoar, emite milhares de ondas por segundo: a maior parte bate na copa das árvores, mas outra permite que os pesquisadores vejam a topografia das superfícies encobertas pela vegetação.
Até então, já foram 4 áreas de 400 mil km² mapeadas. Em 2025, o projeto entra em uma nova fase de análise e processamento dos dados coletados e busca novos parceiros no Brasil.
“Nem sempre a lei impede a destruição do patrimônio, mas é uma maneira de no mínimo dificultar. A ideia também é aumentar a conexão das populações com seus territórios e dar um sentido histórico mais profundo”, destacou.
Para desbravar e estudar o território amazônico, o projeto pediu permissão e entendeu o interesse dos seus grandes guardiões: os povos indígenas. Isto porque Eduardo acredita fortemente na arqueologia como o resgate de um conhecimento tradicional e ancestral.
“Não é um processo linear, mas sim uma troca muito bacana e serve como uma espécie de gatilho para lembranças e memórias que estão ali, mas muitas vezes ficam esquecidas. É uma questão de identidade, de resgatar o que se perde.”, complementou.
Em um ano marcado pela Conferência do Clima da ONU (COP30) em Belém, no Pará, o cientista acredita que a solução para os problemas ambientais está justamente nos territórios, suas populações e na aliança com acadêmicos e ativistas. Mirando o futuro, ele deseja que o projeto tenha vida longa e vire um programa maior de mapeamento.
Visão colonialista e quebra de mitos
Na Amazônia, esta história é construída pelos povos originários: sua presença começa há pelo menos 13 mil anos. Em 1492, quando Cristóvão Colombo chegou às Antilhas, já haviam entre 8 e 10 milhões de indígenas em toda a região amazônica. Em Santarém, no Pará, Eduardo ressalta existir um solo muito escuro que conhecemos como ‘terra preta’ e está cheio de fragmentos de cerâmicas produzidas por estes que viviam ali há pelo menos 800 anos.
O arqueólogo conta que houve uma grande mudança na visão que se tinha sobre seu passado. Até os anos 90, a própria ciência entendia a Amazônia como um lugar marginal e periférico, muito moldado pela visão colonialista.
“Aconteceu uma virada de chave quando passamos a entender que a floresta que conhecemos foi formada por estes povos e é um centro importante de cultivo de plantas e cerâmicas antigas. Aquela imagem de um lugar atrasado, que até hoje é muito forte no Brasil, a arqueologia ajudou a mudar”, destacou Eduardo.
Segundo ele, é preciso mostrar que a floresta não é este espaço esvaziado, mas sim ocupado e moldado por muitas culturas e repleto de diversidades. Antigamente, por exemplo, nem se sabia que estruturas de terras ou estradas eram construídas pelas próprias comunidades. E foi justamente esta imagem de uma região esvaziada que justificou sua destruição pelo desmatamento.
“A imagem pessimista que se tinha no passado neste território, também reflete sobre o futuro. E a grande mudança que a arqueologia nos deu é justamente quebrar estes mitos e levar a novas formas de pensar”, concluiu.
Com informações da Exame
Hamas e Israel assinam cessar-fogo na guerra em Gaza, após quase 48 mil mortos

Depois de 467 dias de guerra na Faixa de Gaza e quase 48 mil mortos, Israel e Hamas chegaram a um acordo para um cessar-fogo no conflito nesta quarta-feira (15). O tratado entra em vigor no domingo (19)
O cessar-fogo é a segunda trégua assinada entre as duas partes desde o início da guerra em Gaza — que começou em outubro de 2023, criou novos conflitos no Oriente Médio e fortaleceu as tensões na região.
Desta vez, no entanto, a proposta é aplicar medidas que levem ao fim total do conflito, em fases. O acordo prevê a libertação gradual de todos os cerca de cem reféns que ainda estão sob controle do Hamas, a retirada das tropas israelenses de Gaza e planos para o futuro do território, além da libertação de palestinos presos em presídios israelenses.
Na primeira etapa do acordo, 33 reféns mantidos sob o poder do Hamas serão libertados e devolvidos para Israel.
O cessar-fogo foi anunciado em Doha pelo primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman. O país foi um mediadores das negociações, junto de Egito e Estados Unidos. Durante o anúncio oficial, Abdulrahman pediu para que todas as partes cumpram o que foi acordado.
O primeiro-ministro do Catar também pediu por calma em Gaza até domingo, quando o cessar-fogo começará.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, publicou um comunicado comemorando o acordo. Biden afirmou que as negociações envolvem uma proposta apresenta por ele em maio de 2024, que foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU.
“Mesmo enquanto celebramos esta notícia, lembramos todas as famílias cujos entes queridos foram mortos no ataque do Hamas em 7 de outubro, e as muitas pessoas inocentes que perderam a vida na guerra que se seguiu. Já passou da hora de os combates terminarem e de o trabalho de construir a paz e a segurança começar”, afirmou.
Ao mesmo tempo, o Hamas disse que o acordo é um grande ganho e que Israel fracassou com a ocupação em Gaza. Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a prioridade agora será “aliviar o sofrimento tremendo causado pelo conflito”.
Mas mesmo antes do anúncio oficial, em meio a notícias de que o acordo havia sido fechado, centenas de pessoas saíram às ruas em Gaza para celebrar. Em Tel Aviv, imagens mostraram protestos silenciosos pedindo a volta dos reféns.
Antes do anúncio, uma série de tentativas de um cessar-fogo haviam sido feitas. Por mais de um ano, no entanto, as conversações esbarravam em pontos de desacordo entre as duas partes, principalmente no que diz respeito à devolução dos reféns.
Houve inclusive uma ameaça de que o acordo iria naufragar minutos antes da previsão inicial de ser anunciado. Fontes ligadas às negociações disseram a sites e agências de notícias que o Hamas, de última hora, decidiu impor novas exigências sobre o corredor de Filadélfia — como é conhecida a zona fronteiriça entre a Faixa de Gaza e o Egito.
O corredor foi um dos principais pontos de controvérsias. O Hamas quer a libertação total da área, já que moradores de Gaza só podem cruzar essa fronteira com autorização de Israel. Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, argumenta que o controle do corredor evitará o contrabando de armas do Egito ao território.
Principais pontos do acordo
O acordo de cessar-fogo prevê uma série de medidas que serão aplicadas em três fases. A última fase daria início a uma reconstrução de Gaza e levaria ao término definitivo da guerra — não há garantias, no entanto, de que isso acontecerá de fato.
Veja abaixo os principais pontos do acordo, baseado em parâmetros estabelecidos pelo presidente dos EUA, Joe Biden, e endossado pelo Conselho de Segurança da ONU.
Libertação dos reféns
Na primeira fase, que durará cerca de um mês e meio, o acordo prevê a devolução de todos os reféns civis — vivos ou mortos.
Em um primeiro momento, 33 deles serão libertados. Isso inclui crianças, mulheres (sendo cinco soldados israelenses do sexo feminino), homens acima de 50 anos, feridos e doentes. Israel acredita que a maioria está viva, mas não recebeu confirmação oficial do Hamas.
Se seguir conforme o planejado, no 16º dia após o início do acordo, começariam negociações para uma segunda etapa, na qual os demais reféns vivos — soldados homens e civis jovens do sexo masculino — seriam libertados, e os corpos dos sequestrados que morreram seriam devolvidos.
Em troca dos reféns, Israel libertará mais de 1.000 prisioneiros e detidos palestinos, incluindo 30 que cumprem sentenças de prisão perpétua. No entanto, terroristas do Hamas que participaram do ataque de 7 de outubro de 2023 em Israel não serão libertados.
Retirada de tropas israelenses
A retirada será feita em etapas, com as forças israelenses permanecendo ao longo da fronteira com Gaza para proteger as cidades e vilarejos fronteiriços de Israel. Haverá arranjos de segurança no corredor da Filadélfia, uma faixa de território ao longo da fronteira de Gaza com o Egito, com Israel se retirando de partes dele após a primeira fase do acordo.
Residentes desarmados do norte de Gaza poderão retornar, com um mecanismo para garantir que nenhuma arma seja transportada para lá. Tropas israelenses se retirarão do corredor Netzarim, no centro de Gaza.
A travessia de Rafah, entre o Egito e Gaza, começará a operar gradualmente, permitindo a passagem de pessoas doentes e casos humanitários para tratamento fora do enclave.
Aumento de ajuda humanitária
Haverá um aumento significativo na ajuda humanitária à Faixa de Gaza, onde organizações internacionais, incluindo a ONU, afirmam que a população enfrenta uma grave crise humanitária. Israel permite a entrada de ajuda no enclave, mas há uma discrepância entre a quantidade permitida a entrar em Gaza e a que realmente chega às pessoas necessitadas.
Governança futura de Gaza
Quem administrará Gaza após a guerra é uma incógnita nas negociações. Parece que essa questão foi deixada de fora da proposta atual devido à sua complexidade e à probabilidade de atrasar um acordo limitado.
Israel afirmou que não encerrará a guerra com o Hamas no poder. Também rejeitou que Gaza seja administrada pela Autoridade Palestina, entidade apoiada pelo Ocidente e criada sob os acordos de paz provisórios de Oslo, há três décadas, que exerce soberania limitada na Cisjordânia ocupada.
Israel declarou desde o início de sua campanha militar em Gaza que manterá o controle de segurança sobre o enclave após o fim dos combates.
A comunidade internacional insiste que Gaza deve ser administrada pelos palestinos, mas esforços para encontrar alternativas entre líderes da sociedade civil ou clãs locais têm sido amplamente infrutíferos.
No entanto, houve discussões entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos sobre uma administração provisória para governar Gaza até que uma Autoridade Palestina reformada possa assumir o controle.
Com informações do g1
Haddad diz que Governo estuda ‘providências criminais’ contra fake news sobre Pix
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (15) que o governo estuda providências a serem tomadas contra a propagação de notícias falsas a respeito do Pix.
Haddad manifestou preocupação com as notícias falsas relacionadas ao Pix. “Estamos discutindo providências, inclusive criminais, se for o caso, contra quem está propagando a fake news”, disse ele a jornalistas, em Brasília.
Ele relatou ainda que novos golpes surgiram a partir da notícia falsa. Segundo Haddad, as ações também serão investigadas. “Há golpes sendo aplicados no comércio, de uma pessoa, ao tentar pagar com Pix, ser cobrada a mais do que quem está pagando em dinheiro”, pontuou.
“Isso pode ser caracterizado como um crime contra a economia popular”, afirma o ministro.
A AGU foi acionada para tratar sobre o assunto. O ministro destaca que a Advocacia-Geral da União foi envolvida para encaminhar as ações criminais. “Quem está divulgando fake news está patrocinando organizações criminosas no país”, afirmou Haddad.
Haddad agradeceu aos jornalistas por atuação contra a propagação das informações falsas. Haddad pontua que os meios de comunicação tradicionais têm “veiculado a verdade, contra o que estão fazendo nas redes sociais”.
Com informações do Uol
TCE-AM lança novo site do Diário Oficial Eletrônico com busca otimizada e novo layout
Para aprimorar a transparência e tornar o acesso às informações mais simples e ágil, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) lançou, nesta terça-feira (14), o novo layout e site do Diário Oficial Eletrônico (DOE). A atualização, realizada em parceria entre a Diretoria de Comunicação (Dicom) e a Secretaria de Tecnologia da Informação (Setin), também incorpora a nova identidade visual da Corte de Contas, já utilizada em outros canais institucionais.
O site mantém o endereço eletrônico doe.tce.am.gov.br, mas agora conta com melhorias significativas, como um sistema de busca otimizado, que permite localizar edições específicas por texto, número do DOE, período de busca ou datas específicas. Os resultados podem ser filtrados por relevância, ordem crescente ou decrescente de publicação.
“Essa atualização reflete o nosso compromisso com a transparência e a modernização da gestão pública. O novo site do DOE foi desenvolvido para oferecer maior facilidade no acesso às informações e para atender às demandas de quem utiliza os serviços do Tribunal de Contas”, afirmou a conselheira-presidente Yara Amazônia Lins.
As edições do DOE continuam sendo publicadas diariamente, com todas as informações disponíveis para acesso público. Usuários que necessitarem de informações adicionais podem entrar em contato pelo telefone (92) 3232-3232 ou pelo e-mail [email protected].
O lançamento marca o primeiro dia de atividades do TCE-AM após o período de recesso, que ocorreu entre 23 de dezembro e 13 de janeiro.
Com informações da assessoria
Prestação de contas do Bolsa Esporte Estadual 2024 segue até o dia 30 de janeiro
Os atletas e paratletas contemplados com o Bolsa Esporte Estadual 2024, patrocínio oferecido pelo Governo do Amazonas, têm até o dia 30 de janeiro para a entrega da documentação referente à prestação de contas de suas atividades. O patrocínio esportivo, oferecido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), beneficiou 121 esportistas, na capital e interior do estado.
“A prestação de contas é um compromisso fundamental para garantir a transparência e a continuidade do Bolsa Esporte Estadual. O cumprimento desse processo é essencial para que possamos continuar investindo no desenvolvimento dos nossos atletas e paratletas, contribuindo para a formação de novos talentos e a conquista de títulos importantes”, declara o secretário de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), Jorge Oliveira.
A prestação de contas pode ser realizada de duas maneiras: por meio do endereço eletrônico de e-mail ([email protected]) ou presencialmente, no setor de protocolos da secretaria, na Vila Olímpica de Manaus, localizada na avenida Pedro Teixeira, de segunda a quinta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h, e sexta-feira das 8h às 14h.
É imprescindível que todos os beneficiários entreguem o relatório, documentos, fotografias, matérias jornalísticas, dentre outros, que demonstrem o cumprimento das contrapartidas exigidas no Edital e no Termo de Patrocínio Desportivo. A entrega fora do prazo pode resultar em suspensão do atleta para receber patrocínios do Governo do Estado e inadimplência no Sistema de Administração Integrada (AFI) da Sefaz.
O Bolsa Esporte Estadual 2024 contemplou 25 modalidades esportivas no estado, entre olímpicas e não olímpicas, oferecendo suporte financeiro para o desenvolvimento dos contemplados. Em 2024, mais de 1.300 medalhas foram conquistadas pelos atletas e paratletas do Bolsa Esporte Estadual.
Com informações da assessoria
Empresários da Amazônia investem em inovação na busca de protagonismo na COP30

A menos de um ano da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), entre 10 e 21 de novembro, a cidade de Belém passa por uma transformação que vai mui além de obras de infraestrutura urbana e de serviços. Micro e pequenos empreendedores também se preparam para receber os visitantes e oferecer o melhor da já tradicional hospitalidade amazônica.
Novas tecnologias na moda, produção de biojoias associada ao reaproveitamento, inovação em artigos de decoração com matéria-prima da Amazônia são alguns dos produtos que serão apresentados aos visitantes que chegarão ao estado do Pará para a conferência global do clima.
O governo brasileiro espera receber cerca de 100 mil visitantes ao longo das duas semanas de conferência, entre chefes de Estado, participantes e turistas que pretendem visitar a cidade no mesmo período. Em 2024, Baku, no Azerbaijão, recebeu 54.148 participantes presenciais entre delegações, observadores, convidados e equipe de suporte inscritos na COP29.
Capacitação
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por exemplo, firmou parceria com um dos aplicativos para capacitação dos proprietários desses espaços e, apenas em 2024, o número de anfitriões na plataforma subiu de 700 para 3,5 mil, informou a instituição. “As expectativas são as melhores possíveis, não só para novembro, mas também para antes e depois do evento. Para você ter uma ideia, o turismo no nosso estado já aumentou desde o anúncio de que a conferência seria aqui”, afirma Rubens Magno, diretor-superintendente do Sebrae no Pará.
De acordo com Magno, somente em 2024, o Sebrae realizou 18 mil atendimentos de empresas, dos setores de hospitalidade, alimentos e bebidas, mobilidade e economia criativa, interessadas em se preparar para a COP30. “As empresas nos procuram em busca de orientações em assuntos como gestão financeira, precificação, estoque e atendimento, mirando o aumento de demanda que já chegou a seus negócios com a visibilidade trazida pela conferência da ONU”, diz.
Inovação
Uma dessas empresas é da designer Nilma Arraes, que produz biojoias e objetos autorais com responsabilidade ambiental. A empresária, que já passou por várias capacitações e também atua como consultora do Sebrae, vem inovando no reaproveitamento de materiais descartados de forma abundante na região. “O foco do meu produto, desde sempre, ele tem tudo a ver com a COP, porque eu trabalho a sustentabilidade e o social também, além de eu trabalhar o meio ambiente. O meu trabalho é focado em não usar material que vai destruir e sim em reaproveitar aquilo que iria para o lixo”, explica.
Partindo dessa ideia, Nilma desenvolveu uma matéria-prima chamada Maria, uma abreviação para mistura de açaí com resina e insumos da Amazônia, com a qual produz biojoias e outros acessórios. Para a COP30, lançou a linha de luminárias, chamada Luz de Rios, elaboradas a partir do reaproveitamento de escamas do peixe pirapema, muito presente na costa paraense e consumida na culinária regional.
Moda sustentável
A estilista Val Valadares foi além e fez uma parceria com outra empresa paraense, responsável por iniciar um novo ciclo da borracha na Amazônia, e juntas lançaram uma coleção de moda feita de látex. “Nós estamos estudando transformar a nossa borracha numa espécie de couro paraense inédito na moda. Fazendo peças exclusivas, já não vão ser peças em quantidade, mas exclusivas para artistas, para quem gosta de usar alguma coisa diferente. Então, eu estou agora aperfeiçoando essa possibilidade de forrar com acabamento 100% sustentável, para eu não precisar usar nenhum produto que não seja sustentável”, diz.
A empresa parceira trabalha com 1.570 famílias de seringueiros, na Ilha do Marajó, a partir de tecnologias sociais que profissionalizam, comercializa biojoias de látex produzidas por mulheres de seringueiros e fornecem matéria prima para indústria de calçados. “Todo seringueiro cadastrado nesse processo, ele põe uma etiqueta lá no Marajó, quando ele pesa o produto. Ela vem com o nome dele direitinho, chega aqui na fábrica, a gente pesa, confere a qualidade da borracha e deposita o dinheiro”, explica Francisco Samonek, coordenador do projeto que estruturou a marca.
Segundo Francisco, a capacitação oferecida pelo Sebrae permitiu que a marca se estruturasse com registro, inserção no mercado, divulgação e precificação, por exemplo. Também foi o ponto de conexão entre as duas marcas. “Estamos trabalhando para capacitar os pequenos negócios locais para que quem venha ao Pará tenha acesso às belezas e riquezas da floresta pelas mãos de quem vive dela”, reforça Rubens Magno.
Protagonismo
Os empresários também esperam o protagonismo na COP30. A estilista Val Valadares conta que, além de elevar o padrão da costura na Amazônia, sonha abrir um ateliê escola, para multiplicar receita de uma marca que iniciou na comunidade Quilombola Jacundaí, no município de Moju, e que já alcançou as passarelas da Semana de Moda em Milão. “A minha expectativa é que eu consiga mostrar o meu talento, o conhecimento que adquiri nesses anos todos de trabalho. Que eu possa divulgar e contribuir para a moda, não só na COP30, mas para que o nosso estado tenha uma outra cara, que não seja conhecido só pela culinária, mas também que tenha a sua participação na moda”.
Nilma também tem projetos de expandir os negócios e envolver ainda mais gente na cadeia produtiva de suas criações. “Eu movimento seis pessoas que trabalham como ourives, além de comprar as escamas de um fornecedor de pescados, mas já trabalhei com outros profissionais que me ajudaram em momentos diferentes”, diz.
O protagonismo de quem produz e protege a Amazônia, também é o reconhecimento aguardado por Francisco. “A nossa expectativa maior é fazer nossa apresentação no mercado internacional. A gente está apostando muito na COP com uma grande oportunidade de a gente ser visto”, conclui.
Com informações da Agência Brasil
Com ascensão astronômica, João Fonseca ultrapassa números de Guga aos 18 anos











