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China e UE lamentam decisão de Trump e reforçam compromisso com o Acordo de Paris

O Acordo de Paris é um tratado internacional sobre mudanças climáticas com a união de quase 200 países para limitar o aquecimento global (Foto: COP-21 / Reprodução)

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país do Acordo de Paris, anunciada no último dia 21, gerou uma onda de críticas internacionais. Representantes da China e da União Europeia lamentaram a medida e reafirmaram a importância de continuar os esforços multilaterais para combater as mudanças climáticas.

Ambos os blocos destacaram a necessidade de manter o foco nas negociações climáticas da ONU, ressaltando que a mudança climática é um desafio global que exige uma ação conjunta de todas as nações. Guo Jiakun, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, fez questão de enfatizar que o problema da crise do clima não pode ser resolvido isoladamente por nenhum país.

“A mudança climática é um desafio comum enfrentado por toda a humanidade e nenhum país pode permanecer insensível ou resolver o problema sozinho”, afirmou. A declaração do porta-voz foi repercutida pela Agência France-Presse (AFP) e reflete a postura da China, que tem se colocado como líder global na agenda ambiental desde a primeira saída dos EUA do Acordo de Paris, em 2017.

Em outra frente, a União Europeia também se manifestou de maneira firme contra a retirada americana do pacto climático. Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que a Europa não mudará seu compromisso com a luta contra o aquecimento global.

“A Europa manterá o curso e continuará trabalhando com todas as nações que querem proteger a natureza e parar o aquecimento global”, disse von der Leyen em entrevista à agência de notícias Associated Press. A postura da União Europeia reflete uma determinação em seguir com as metas estabelecidas no acordo, independentemente da atitude dos EUA.

O vice-chanceler da Alemanha, Robert Habeck, também se posicionou favoravelmente à continuidade da transição energética, mesmo diante do recuo norte-americano. Em Davos, Habeck afirmou que os países europeus devem investir em suas próprias tecnologias e seguir em frente com a agenda climática. “Temos que trazer nossas próprias tecnologias à tona”, afirmou, destacando que a resposta à crise climática deve ser baseada em inovações tecnológicas e políticas energéticas sustentáveis.

Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), também se pronunciou sobre os impactos da saída dos EUA. Durante um painel na CNBC, Stiell foi enfático ao afirmar que o regime multilateral para o clima continuará a avançar, com o investimento global em energias renováveis aumentando de forma significativa.

“O mundo está passando por uma transição energética que é imparável. Só no ano passado, mais de US$ 2 trilhões foram investidos em energias renováveis, enquanto apenas US$ 1 trilhão foi destinado a combustíveis fósseis”, disse ele, reforçando a tendência irreversível de mudança no setor energético.

Especialistas alertam que a retirada dos EUA pode prejudicar sua competitividade no mercado de energias limpas, como painéis solares e veículos elétricos, áreas nas quais a China tem se destacado. Li Shuo, especialista em diplomacia climática, afirmou à Reuters que “a China tende a ganhar, enquanto os EUA correm o risco de ficar ainda mais para trás”.

A postura de Pequim e Bruxelas nesta nova saída dos EUA do Acordo de Paris se assemelha à reação ocorrida em 2017, quando Trump havia retirado o país do acordo pela primeira vez. Naquela ocasião, tanto a China quanto a União Europeia se posicionaram como alternativas para preencher o vácuo de liderança deixado por Washington, defendendo a continuidade do esforço multilateral para combater as mudanças climáticas. Contudo, o contexto atual apresenta novos desafios para os dois blocos, que agora enfrentam uma maior resistência política e a necessidade de superar a crise econômica global e tensões geopolíticas.

Entre os impactos dessa nova retirada dos EUA, destaca-se o déficit no financiamento climático internacional, que perde pelo menos US$ 11 bilhões, valor prometido pela administração do ex-presidente Joe Biden. Além disso, a omissão dos Estados Unidos poderá ter efeitos de longo prazo no cumprimento das metas de limitação do aquecimento global a 1,5°C.

Com informações de Um Só Planeta

 

Francisca Mendes recebe equipamentos ‘de ponta’ para ampliar atendimento à população

Foto: Assessoria

O Hospital Francisca Mendes, na Zona Norte de Manaus, recebeu na manhã de hoje (22) três novos equipamentos para seu parque de imagens e exames e que irão ampliar a agilidade e o atendimento da população: um aparelho de ressonância de 1,5 Tesla (o primeiro da rede pública estadual de saúde), um aparelho de hemodinâmica (para diagnosticar e tratar doenças cardiovasculares e neurológicas) e um tomógrafo de 80 canais.

Resultantes de licitação realizada pelo Estado, os novos equipamentos são fornecidos pela empresa BioPlus, que também é responsável pela adequação da estrutura, salas, instalação e manutenção preventiva, clínica e corretiva dos aparelhos, o que assegura sua permanente utilização.

Segundo a Gerente de Diagnóstico por Imagem e Unidades Móveis do Grupo Bringel, Karoline Frank, a capacidade de atendimentos mensais depende da incidência e complexidade dos procedimentos com o objetivo de reduzir o tempo nas filas de espera.

“Para a empresa esta conquista é uma grande satisfação, atuando diretamente em benefício da população, trabalhando na porta de entrada dos pacientes no sistema de saúde e ver as filas diminuírem, os atendimentos acontecerem e os pacientes não precisarem esperar mais de um ano para fazer seus exames porque o aparelho estava quebrado”, destacou Karoline.

Atualmente, os equipamentos da empresa estão à disposição da população em 11 hospitais de Manaus, incluindo os três maiores: João Lúcio (tomógrafo e em fase de instalação a ressonância e a hemodinâmica), Platão Araújo (tomógrafo) e 28 de Agosto (raio-X, tomógrafo e brevemente ressonância).

Eficiência

Presente no evento, o governador Wilson Lima destacou que a ação faz parte do plano de reformulação da rede estadual de saúde e os novos equipamentos representam um avanço e maior agilidade no atendimento da população.

“O Hospital Francisca Mendes se consolida como uma unidade de referência na região com capacidade de atender pacientes de todo o país com um serviço de saúde mais eficiente”.

Em seu pronunciamento, a secretária estadual de Saúde, Nayara de Oliveira, também ressaltou a importância do primeiro equipamento de ressonância da rede pública amazonense e como os novos aparelhos vão se somar ao parque de imagens do hospital para atender as demandas ambulatoriais e o acompanhamento dos pacientes.

Com informações da assessoria

 

Exposição ‘Quanto + Preto Melhor’ destaca força da arte negra na Amazônia, a partir de sexta

Foto: Divulgação / Secretaria de Cultura e Economia Criativa

O Centro de Artes Visuais Galeria do Largo, situado na rua Costa Azevedo, 290, Centro, será palco de uma celebração à arte negra contemporânea na sexta-feira (24), às 18h, com a inauguração da exposição coletiva “Quanto + Preto Melhor”.

O projeto tem a curadoria de Marcelo Rufi, artista e pesquisador reconhecido por sua atuação em projetos que valorizam as narrativas afro-amazônicas. A mostra resgata e amplia histórias invisibilizadas, promovendo reflexões sobre letramento racial e a força ancestral que permeia a negritude.

O projeto vem sendo desenvolvido há cerca de 4 anos pelo grupo Arte Ocupa com o auxílio de Marcelo, que teve sua inspiração em meio a um trabalho de faculdade. “O título da exposição veio de um livro para colorir que criei na faculdade de Artes, no qual narrava, de forma lúdica, histórias de objetos e coisas da cor preta. Aqui, o nome ganha novos contornos, usado como um superlativo para enaltecer a cultura preta”, explica, ressaltando o simbolismo do nome da mostra.

A exposição reúne trabalhos dos artistas participantes do grupo Arte Ocupa. São eles, Anderson Souza, André Cavalcante Pereira, Andrew Ponto, Cigana do Norte, Edvando Alves, Estevan Leandro, Jorge Liu, Manuo, Rana Mariwo, Travamazonica, Ventinho, Vivian Evangelista e Zem Babumones.

Por meio de instalações, esculturas, pinturas e performances, as obras revelam a pluralidade das expressões artísticas negras e a profundidade cultural da Amazônia. “A exposição propõe uma imersão. Ela é, sobretudo, uma homenagem e exaltação. O público vai levar consigo a experiência de conhecer mais sobre a arte contemporânea manauara em diferentes técnicas e narrativas não lineares, que abordam temas como racismo estrutural, afrofuturismo e memória ancestral”, afirma o curador.

Para Marcelo Rufi, que também é ativista cultural, a exposição é um marco importante para a representatividade da arte negra na região. “A proposta é usar a arte como uma ferramenta de educação e transformação, convidando o público a refletir sobre o impacto das histórias que foram invisibilizadas e o poder da ancestralidade que nos move”, destacou.

O próximo projeto, já em produção pelo grupo Arte Ocupa, será de oficinas e residências artísticas com o tema “Vejam antes que me tirem daqui”, que dialoga a respeito da memória e valor afetivo presente nos espaços públicos da cidade.

A abertura da exposição contará com apresentação do Maracatu Pedra Encantada, em meio a um cortejo que se inicia no Largo de São Sebastião e se estende até a Galeria do Largo, onde o grupo será homenageado na exposição. A entrada é gratuita e a mostra permanecerá em exibição no Centro de Artes Visuais Galeria do Largo, até o fim de fevereiro. O espaço funciona de quarta a domingo, das 15h às 20h.

Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

David Almeida entrega novo complexo de esporte e lazer a moradores do Armando Mendes

Foto: Dhyeizo Lemos / Semcom

O prefeito de Manaus, David Almeida, entregou, nesta quarta-feira (22), o novo complexo esportivo do bairro Armando Mendes, na zona Leste. O espaço, revitalizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), passou por uma reforma completa que incluiu a renovação da quadra coberta, do campo de areia e da praça. Além disso, novos quiosques e banheiros foram construídos para atender as necessidades da comunidade.

O local recebeu uma ampla revitalização, com a instalação de uma cobertura metálica na quadra, novos alambrados e pintura geral do espaço. No campo de vôlei, foi implantada uma rede de drenagem, do tipo espinha de peixe, garantindo um melhor escoamento da água da chuva. Também foi instalada uma arquibancada para ampliar o conforto dos usuários, juntamente com gradis no entorno do campo, tornando o espaço mais organizado e seguro.

Durante a entrega, o prefeito David Almeida destacou a importância do esporte e da revitalização de espaços para a comunidade. “Nós temos em mente fazer mais 60 complexos como este. Posso citar aqui, de cabeça, o do Ouro Verde, o CSU do Alvorada, o CSU do Parque 10. São cinco em obra e mais dez que vamos fazer ainda este ano. Estamos ajudando o esporte de comunidade e também apoiando o esporte de alto rendimento”, destacou o prefeito.

O chefe do Executivo municipal citou, na oportunidade, a participação de atletas apoiados pela prefeitura em competições em Dubai e Las Vegas no fim de semana. Ele mencionou, ainda, que times de Manaus, como os da segunda divisão, o Amazonas e o Manaus FC, também contam com patrocínio. “Acreditamos no esporte como uma ferramenta fundamental para transformar a sociedade e continuaremos investindo nele”, assegurou.

Impacto social

O vice-prefeito e secretário da Seminf, Renato Júnior, destacou o impacto social do projeto, especialmente, a revitalização da praça de alimentação. “Quando o prefeito David chegou aqui, viu uma banquinha toda enferrujada e disse: ‘Renato, quero que você faça um lugar digno para essas pessoas trabalharem e ganharem seu sustento, porque aqui é o ponto de encontro da comunidade. Não é somente para o esporte; é onde as pessoas se encontram no fim do dia, onde a mulher que faz o lanche consegue sustentar sua família’. Hoje, temos um espaço muito mais adequado para acolher essa convivência”, disse.

O titular da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), Wanderson Costa, também ressaltou o investimento da prefeitura no esporte e no empreendedorismo local. “São dez boxes entregues no complexo esportivo do Armando Mendes, que trazem melhorias de vida para todos. Aqui, tem esporte e uma praça de alimentação nova, com oportunidades para famílias que estavam há anos esquecidas. Esse investimento no esporte e no empreendedorismo local é um grande diferencial”, reforçou.

O complexo esportivo, que não recebia intervenções há mais de 25 anos, foi transformado em um espaço seguro e confortável, promovendo atividades esportivas e de lazer para crianças, jovens e adultos. Os moradores do bairro comemoraram a entrega, que atende uma antiga reivindicação comunitária e, agora, conta com uma infraestrutura moderna e acessível.

Com a entrega do complexo esportivo do Armando Mendes, a Prefeitura de Manaus atingiu a marca de 22 espaços esportivos revitalizados em diferentes bairros da capital, reforçando o compromisso da gestão com o lazer, o esporte e a integração social.

Com informações da Semcom

 

Indígenas ocupam Seduc-PA há uma semana e pedem demissão de Rossieli, ex Seduc-AM

Indígenas negociam com a PM em ocupação da secretaria de educação do Pará (Foto: Adriano Patrese Lobato)

Centenas de indígenas e professores ocupam a sede da Secretaria de Educação do Pará, em Belém, desde o dia 14 de janeiro. Os líderes do protesto pedem a derrubada de uma lei que, segundo os movimentos, prejudica a carreira do magistério e privilegia o ensino a distância ao invés de aulas presenciais em aldeias e áreas remotas.

Os manifestantes estão acampados há mais de uma semana no prédio da Seduc-PA. A ocupação foi iniciada por mais de cem indígenas, de várias etnias e regiões do Pará, e em seguida teve a adesão de professores da rede estadual. O grupo está alojado em parte do prédio e também em um pátio externo, mas as atividades da secretaria não foram paralisadas.

O alvo do protesto é uma lei aprovada no final do ano passado. No dia 16 de dezembro, o governo estadual enviou à Alepa (Assembleia Legislativa do Pará) um projeto para atualizar o Estatuto do Magistério do Pará. O texto teve uma tramitação relâmpago — passou por três comissões em um só dia — e foi aprovado no dia 18, em meio a um protesto de professores que foi reprimido pela Polícia Militar.

A lei impacta a educação indígena

O texto altera as regras para remuneração de professores que atendem áreas remotas, como aldeias e quilombos, onde não há escolas físicas. Segundo os indígenas, essa medida deve levar comunidades a trocarem o ensino presencial pelas aulas virtuais oferecidas pelo governo, o que pode forçar jovens em idade escolar a deixarem as aldeias.

Os professores apontam prejuízos à carreira. Entre outros pontos, a lei mudou o cálculo para o pagamento de horas-aula e de gratificações, o que pode fazer aumentar a carga de trabalho sem acréscimo no salário. O texto também acabou com a progressão automática de carreira para docentes que obtêm qualificações, como pós graduação, mestrado e doutorado.

O grupo pede a demissão do secretário de educação do Pará, Rossieli Soares. O secretário, que foi ministro da Educação no governo Temer, afirmou no último dia 15 que o protesto é liderado por “grupos políticos que querem se aproveitar da situação”.

O governo foi à Justiça para retirar os manifestantes. Na noite do último domingo (19), o governo estadual entrou com uma ação de reintegração de posse na 5ª Vara Federal Cível do Pará, mas não houve decisão até o momento. Já o Ministério Público Federal pediu à Justiça que garanta o direito à manifestação aos indígenas.

A reportagem do UOL pediu esclarecimentos à Seduc, mas não teve resposta. A secretaria afirmou em nota, no último dia 15, que “mantém contato com as lideranças”, mas que a ocupação se baseia em “informações inverídicas” sobre as mudanças na lei. A Seduc nega que a medida trará prejuízos para a educação indígena.

‘Pagar para trabalhar’

Os indígenas temem que a mudança enfraqueça a educação nas aldeias. A lei modificou regras do Some (Sistema de Organização Modular de Ensino), um programa estadual que existe há mais de 40 anos para levar professores a aldeias, comunidades quilombolas e outras áreas remotas. O Some funciona por meio de convênios entre o governo estadual e as prefeituras municipais, que devem garantir moradia para os professores e um espaço para as aulas.

A lei alterou as regras de remuneração aos professores do programa. Até o ano passado, os participantes do Some recebiam uma gratificação de 180% sobre o salário-base, ou seja, quase o triplo. Além de ser um incentivo, esse adicional cobre despesas dos docentes em campo. A nova lei, no entanto, estabeleceu gratificações fixas, que vão de R$ 1 mil a R$ 7 mil.

Manifestantes afirmam que a mudança desmotiva professores a aderirem ao programa. A professora Irisleide Siqueira, que dá aulas na região sudeste do estado, afirmou ao UOL que os colegas precisam, com frequência, pagar despesas do próprio bolso, e que a mudança pode forçá-los a ter que “pagar para trabalhar”.

A mudança também enfraqueceu a proteção legal ao programa. O estatuto revogou uma lei de 2014 que regulava o Some e tinha regras específicas para a educação indígena. Com a mudança, esse programa segue funcionando na prática, mas não está mais garantido por uma lei específica

O governo nega que a lei tenha enfraquecido o ensino presencial. Em nota publicada no dia 15, a Seduc afirma que “as áreas que já contam com o Some continuam sendo atendidas com o mesmo formato”, e que a continuidade do programa está garantida.

‘Não queremos trocar professor por TV’

Para os indígenas, a mudança pode incentivar jovens a deixarem as aldeias. Segundo a ativista Alessandra Korap, liderança do povo Munduruku, a falta de incentivos para que professores atuem no Some abre caminho para a expansão do ensino a distância. Desde 2018, o governo tem equipado comunidades remotas com televisores, que transmitem aulas gravadas em Belém.

Os manifestantes acusam o governo de tentar precarizar o programa presencial para trocá-lo pelas aulas virtuais. De acordo com Alessandra, a maioria dos jovens indígenas prefere completar o Ensino Médio nas aldeias, já que costumam sofrer violência e racismo ao se mudarem para as cidades. Sem um ensino de qualidade em seus territórios, a tendência é que eles se mudem mais cedo para os centros urbanos, segundo a ativista.

O governo nega a intenção de substituir o ensino presencial pelo virtual. Na nota divulgada no dia 15, a Seduc afirma que o ensino virtual é “uma alternativa para atender estudantes que moram em regiões de difícil acesso”, mas que ele não vai substituir a educação regular

“Tem aldeias que já não têm escola no Ensino Médio. E, mesmo nas que têm, os alunos se mudam para a cidade assim que se formam, para ir à universidade. Sem um ensino de qualidade, eles vão mais cedo para a cidade. Na aldeia você tem peixe, você tem caça, tem frutas, e vive bem. Na cidade a vida é mais difícil, tudo custa dinheiro, tem violência e intolerância. Por isso é importante termos aulas presenciais no território. Não queremos trocar professores por TV”, Alessandra Korap.

Com informações do Uol

Inscrições para especialização em Ciência de Dados da UEA seguem até 31 de janeiro

Foto: UEA

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) está com as inscrições abertas para o curso de pós-graduação lato sensu em Ciência de Dados. No total, são ofertadas 45 vagas. Interessados devem se inscrever até o dia 31 de janeiro, de forma presencial, na Escola Superior de Tecnologia (EST), localizada na avenida Darcy Vargas, 1.200, Parque Dez de Novembro, zona centro-sul de Manaus.

A formação é direcionada a profissionais graduados em cursos superiores reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) das áreas de Computação (tais como Engenharia de Computação, Ciência da Computação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas de Informação, Licenciatura em Computação e afins); Engenharias; e de Ciências Exatas e da Terra (Estatística, Matemática, Física).

O objetivo do curso é capacitar os discentes por meio de um ensino de qualidade ofertado pela universidade, onde os conceitos, metodologias, técnicas e tecnologias da Ciência de Dados contribuirão na formação de profissionais qualificados para resolução de problemas em empresas.

Para saber mais, acesse o edital no link abaixo:

https://selecao1.uea.edu.br/?dest=info&selecao=11283

Com informações da UEA

Padre Fábio de Melo enfrenta nova depressão: ‘Vontade de deixar de viver’

Foto: Reprodução / Instagram

Padre Fábio de Melo, 53, abriu o coração ao contar que está lutando contra uma nova depressão.

No último fim de semana, o sacerdote subiu ao palco da Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, último dia das celebrações pelos 35 anos da Comunidade Católica Obra de Maria. Ele, então, contou sobre o que vem enfrentando aos fiéis.

Por lá, o religioso emocionou o público. Ele, que já enfrentou a doença no passado, fez questão de dar seu testemunho. “Quero abrir meu coração. Ao longo dessas duas últimas semanas, a depressão tomou conta de mim de novo. Ao longo dessas duas últimas semanas eu só tenho um pensamento nessa vida: a vontade de deixar de viver”.

Padre Fábio ainda afirmou que não vai desistir de lutar contra a doença: “Eu proclamo hoje que estou nascendo de novo e que esse é o primeiro minuto da minha nova vida”.

Com informações da Splash / Uol

Ferrari divulga foto de Hamilton em macacão oficial que ultrapassa 1 milhão de curtidas

Lewis Hamilton aparece pela primeira vez com macacão da Ferrari (Foto: Reprodução / Redes sociais)

“Primeira vez em vermelho”, resumiu o heptacampeão na legenda de publicação nas redes sociais. Imagem ultrapassou 1 milhão de curtidas em menos de uma hora.

O heptacampeão da Fórmula 1 Lewis Hamilton acabou com o mistério e apareceu pela primeira vez com um macacão da Ferrari em uma foto publicada nas redes sociais nesta terça-feira (21). Todo de vermelho, o novo reforço da escuderia de Maranello para 2025 comentou em letras garrafais:

Primeira vez em vermelho – resumiu na legenda

A publicação repercutiu bastante nas redes sociais: em menos de 45 minutos, a imagem publicada por Hamilton e pela Ferrari ultrapassou a marca de 1 milhão de curtidas. Muitos fãs do piloto foram aos comentários – vários deles brasileiros – e mostraram muita empolgação com a imagem. “Vermelho cai bem em você”, É só o primeiro dia e já é lendário” e “Já nem quero mais trabalhar” foram algumas das respostas.

Aos poucos, Lewis Hamilton e a Ferrari têm divulgado detalhes do tão aguardado início do piloto pela equipe italiana. No início da semana, foram divulgadas as primeiras fotos do piloto na sede da equipe em Maranello, na Itália. O heptacampeão posou para fotos ao lado da icônica Ferrari F40 e já começou a trabalhar no simulador da escuderia. Em uma publicação nas redes sociais, ele falou sobre a alegria por estar realizando um sonho de infância.

“Há alguns dias que você sabe que vai lembrar para sempre e hoje, meu primeiro como piloto da Ferrari, é um desses dias. Tive a sorte de ter alcançado coisas na minha carreira que nunca pensei serem possíveis, mas parte de mim sempre se agarrou ao sonho de correr de vermelho. Não poderia estar mais feliz em realizar esse sonho hoje”, declarou, antes de acrescentar: “Hoje começamos uma nova era na história desta equipe icônica, e mal posso esperar para ver que história escreveremos juntos”, concluiu.

O primeiro contato de Hamilton com um carro de Fórmula 1 da Ferrari vai acontecer às 7h (horário de Brasília) desta quarta-feira (22), mas ainda não vai ser com o carro de 2025, que só será divulgado no dia 19 de fevereiro; um dia depois do evento inédito programado pela F1 para os lançamentos do ano.

Hamilton vai participar do chamado teste de carros prévios (TPC). Nesta modalidade de testes, todas as equipes podem andar apenas 1000 km totais com um veículo, e ele necessariamente precisa ser de uma das três temporadas anteriores à última: no caso de 2025, são permitidos os modelos de 2021, 2022 e 2023. De acordo com o site italiano “Autoracer.it”, Hamilton vai pilotar o F1-75, utilizado em 2022.

A temporada de 2025 da Fórmula 1 começa no dia 16 de março com o Grande Prêmio da Austrália e marcará a estreia oficial de Hamilton pela Ferrari.

Com informações do ge

 

Organizações pró minorias no Brasil se preparam para corte de verbas no governo Trump

O presidente Donald Trump assina decretos no Salão Oval da Casa Branca (Foto: Carlos Barria / Reuters)

Organizações brasileiras que atuam com preservação do ambiente, direitos indígenas, diversidade, combate ao racismo, empoderamento feminino e luta contra desinformação se preparam para o corte de recursos no novo governo dos Estados Unidos.

Um dos decretos assinados pelo presidente Donald Trump na segunda-feira (20) impõe uma moratória de 90 dias para ajuda externa dos EUA e reavaliação dos programas financiados pelo governo americano. O objetivo, segundo a equipe do republicano, é garantir que os recursos estejam alinhados às prioridades da política externa da gestão.

Um dos programas financiados com ajuda dos EUA que pode estar na mira de Trump promove o empoderamento de mulheres quilombolas em Minas Gerais. O projeto obteve uma doação de US$ 125 mil do governo americano, mas deve deixar de receber os desembolsos durante a moratória.

“Essa interrupção vai ser muito dura para a gente. Mas, se resolverem cancelar de vez os recursos, aí teremos de acabar com o projeto”, diz Edna Gurutuba, presidente da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais.

O decreto de Trump afirma que a burocracia e a ajuda externa dos EUA “não estão alinhadas com os interesses americanos e, em muitos casos, são antitéticas aos valores” do país. “Elas servem para desestabilizar a paz mundial ao promover ideias em países estrangeiros que são diretamente inversas às relações harmoniosas e estáveis internas e entre os países.”

A ordem determina pausa imediata em desembolsos para avaliar a “consistência com a política externa dos EUA”. Segundo a Folha apurou, algumas organizações da África já tiveram suspensos os repasses da Usaid, a agência do país americano para o desenvolvimento internacional.

Trump já anunciou que, em seu mandato, vai combater iniciativas que considera woke (palavra pejorativa para se referir à esquerda), como as que promovem igualdade racial e de gênero, preservação ambiental e combate às mudanças climáticas, educação midiática e regulação das big techs, entre outras.

Além disso, em decretos, Trump determinou aumento na exploração de combustíveis fósseis, redução de incentivos à transição energética e voltou a retirar os Estados Unidos do Acordo do Clima de Paris. Ele também acabou com os critérios de diversidade e inclusão no governo.

A Usaid é a maior fonte de recursos do Centro de Trabalho Indigenista, que trabalha com demarcações e direitos dos indígenas. Em 2023, o governo americano, por meio da agência, aprovou um financiamento de US$ 638 mil para o centro trabalhar na recuperação ambiental em áreas indígenas no Maranhão.

Jaime Siqueira, coordenador executivo do centro, afirmou ter entrado em contato com representantes da Usaid para verificar se recursos serão pausados ou cortados, mas foi informado de que ainda não havia posicionamento. “Se cortarem os recursos, vai ser desastroso. Teremos de paralisar o trabalho e a população indígena ficará prejudicada”, disse.

Em 2023, último ano para o qual há dados disponíveis, o governo americano desembolsou US$ 71,2 milhões em ajuda externa para o Brasil, segundo levantamento da Folha. Na América Latina, o maior receptor da ajuda americana é a Colômbia, país que mantém diversas parcerias em combate ao narcotráfico com os EUA. No mundo, o maior destino dos recursos é a Ucrânia, com US$ 17,2 bilhões em 2023, seguida por Israel (US$ 3,3 bilhões) e Jordânia (US$ 1,7 bilhão).

Apesar de não estar entre os maiores receptores de ajuda externa americana, o Brasil pode sofrer um grande impacto porque diversas organizações dependem pesadamente desses recursos.

Procurada, a embaixada dos EUA no Brasil afirmou que aguarda orientações do novo governo.

“Atacar sem fundamentos ONGs e organismos internacionais faz parte das bravatas de Trump”, diz Camila Asano, diretora executiva da Conectas Direitos Humanos, que não recebe verbas do governo dos EUA.

“As instituições democráticas americanas, como o Congresso, devem exigir transparência na destinação dos recursos públicos, seja em eventuais cortes de apoio para sufocar entidades que defendem a igualdade e apoiam grupos minoritários, como no uso de recurso público para fomentar grupos que disseminam ódio e políticas excludentes no acesso.”

Com informações da Folha de S.Paulo

 

Governador de MT veta lei que reclassifica Amazônia como Cerrado e anuncia novo projeto

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), vetou nesta terça-feira (21), um projeto de lei que reclassificava áreas da Amazônia como Cerrado. O texto tinha sido aprovado com 15 votos favoráveis e 8 contrários na Assembleia Legislativa estadual neste mês.

Segundo o governador, será criado um Grupo de Trabalho para, em 60 dias, apresentar um novo projeto com alterações no sistema ambiental do estado. “Apresentaremos um novo projeto de lei, consistente, técnico, que respeite as legislações ambientais do país e traga mais segurança jurídica na interpretação e aprovação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no Estado”, disse Mendes.

A medida abriria caminho para flexibilizar o desmatamento, já que o Código Florestal Brasileiro exige a preservação de 80% da vegetação na Amazônia, mesmo em propriedades privadas, enquanto para o Cerrado, a exigência é de apenas 35%.

As mudanças poderiam fazer mais de 9,6 milhões de hectares no estado, quase 10% do total, perder proteção, segundo o Observatório Socioambiental do Mato Grosso (Observa-MT).

Com informações da Carta Capital

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