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Em evento Pré-COP30, Governo fala sobre ações e projetos sustentáveis no Amazonas

Foto: Tiago Corrêa / UGPE

Os programas do Governo do Amazonas com foco na sustentabilidade foram destacados durante evento Pré-Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (PRÉ-COP30), realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) e pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), Marcellus Campêlo, que representou o governador Wilson Lima na abertura do evento, disse que a sustentabilidade ambiental é uma bandeira da gestão em todas as áreas.

“O governador mantém esse foco desde o seu primeiro mandato e tem acelerado todas as ações a fim de torná-la transversal. Qualquer projeto que nasça dentro do Governo do Amazonas precisa identificar qual o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que está atendendo. Além disso, qual sua importância para o desenvolvimento sustentável do Estado”, destacou.

O evento teve duração de dois dias, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques (CCAVV), na zona centro-sul.

Dentre as ações de sustentabilidade citadas por Campêlo, no evento, a Sedurb e a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), que também faz parte do órgão, vêm desenvolvendo programas como o Ilumina+Amazonas, que moderniza o sistema de iluminação pública do interior substituindo por LED as lâmpadas antigas de vapor de sódio, de mercúrio ou mistas, tradicionalmente usadas e que são mais poluentes.

“A tecnologia oferece maior eficiência energética, permitindo uma economia de até 60% no consumo de eletricidade e reduz o gás carbônico na atmosfera. Já implantamos o LED em 49 municípios e 238 comunidades rurais e indígenas. A meta é alcançar todos os 61 municípios do interior antes da COP30”, frisou.

Além do Ilumina+ Amazonas, outra ação de destaque é o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), que vai beneficiar mais de 60 mil pessoas, com as obras que estão sendo realizadas.

O programa está urbanizando uma área de 340 mil metros quadrados, ao longo do Igarapé do Quarenta, no trecho entre a avenida Manaus 2000, na zona sul, e a Comunidade da Sharp, zona leste, passando pelos bairros Armando Mendes, Nova República, Coroado, Distrito Industrial e Japiim. Os serviços envolvem drenagem, abastecimento de água, esgotamento sanitário, mobilidade urbana, construção de unidades habitacionais e reflorestamento.

Com informações da UGPE

Grazi Massafera vai estudar nos EUA e revela dificuldades com o inglês: ‘Dá um nó’

Grazi Massafera em viagem aos Estados Unidos (Foto: Reprodução / Instagram)

A atriz contou que tem dificuldades para aprender inglês e, no processo, percebeu que não domina completamente a Língua Portuguesa.

Durante sua estadia nos Estados Unidos para estudar, a atriz Grazi Massafera compartilhou um desabafo sincero sobre os desafios de aprender uma nova língua. Em um vídeo publicado na última sexta-feira, 31, a artista contou a seus seguidores que tem encontrado dificuldades no aprendizado do inglês.

“É tenso aprender o tal do inglês. A cabeça dá um nó. Eu não tive inglês na escola. Então, não tenho base nenhuma. É aprender do zero. Eu comecei três vezes e parei, e não sou de desistir, mas com inglês… quem deixou, só teve oportunidade ou só conseguiu aprender depois de mais velho, sabe o que estou falando”, explicou a atriz.

Grazi ainda revelou que o estudo da nova língua a fez refletir sobre seu próprio conhecimento do português. “Aí descubro que não sei falar nem português porque é hiato, predicado, advérbio, verbo… você acha que aprendeu uma coisa e não é. Aquela palavra tem o mesmo significado, mas tem um contexto diferente. Tem a pronúncia… Jesus amado!”, comentou.

A atriz incentivou seus seguidores a valorizarem o aprendizado desde cedo. “Gente, se dediquem quando criança. Também se dediquem quando adultos, porque é importante. Eu estou aqui penando porque é uma lasqueira. Com os meus 43 anos, é um sufoco. Já querendo desistir de novo, mas não vou. Aqui em Miami, tá me dando até vontade de aprender espanhol antes”, brincou.

Apesar das dificuldades, Grazi reforçou sua determinação. “Eu tenho dificuldade de aprender outras línguas, e olha que aprendo tanta coisa, e gosto de aprender. Acho que a gente tem que estar em constante aprendizado na vida, para a mente e para tudo. Mas o inglês é o meu calcanhar de Aquiles… mas não vou desistir.”

A atriz também revelou que costuma manter seus processos de aprendizado em sigilo, mas decidiu compartilhar esse desafio publicamente como forma de motivação. “Todos os meus processos de aprendizado amo fazer em silêncio, sem falar nada, sem fazer alarde. Porque é um momento que a gente fica sensível, se frustra. Acontece tanta coisa dentro da gente… é de autoconhecimento também. Acredito que errar, acertar, se frustrar é extremamente criativo. Por isso que amo o processo de aprendizado, porque ele bota a gente no chão, no chinelo”, refletiu.

Com informações do Terra

CadÚnico ganha reforço no combate a fraudes com a adesão do TCE-AM na fiscalização

Foto: TCE-AM

Para fortalecer a fiscalização do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e combater fraudes em benefícios como o Bolsa Família, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) aderiu ao Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).

Formalizado pelo Acordo MDS/Atricon nº 1/2024, com adesão do TCE-AM a partir de agosto de 2024, o compromisso permite que o tribunal tenha acesso aos dados do CadÚnico, ampliando sua capacidade de fiscalização sobre políticas públicas que utilizam esse sistema como critério de elegibilidade.

Além disso, a Corte de Contas também pode compartilhar com o MDS informações sobre inconsistências identificadas em auditorias, garantindo mais transparência e eficiência na aplicação dos recursos públicos.

“A atuação do TCE-AM no programa reforça o compromisso da instituição com a fiscalização e a transparência na gestão de políticas sociais, fortalecendo a colaboração entre os Tribunais de Contas e o governo federal no combate a irregularidades”, destacou a conselheira-presidente Yara Amazônia Lins.

Para Natã Consentins Henzel, chefe do Departamento de Informações Estratégicas (Deinfe) do TCE-AM, a parceria beneficia ambos os lados.

“Ela [parceria] vai auxiliar tanto o Ministério do Desenvolvimento, no sentido de identificar e corrigir inconsistências no CadÚnico, quanto os Tribunais de Contas, que poderão utilizar essas informações para fiscalizar diversos programas e ações governamentais, desde a folha de pagamento dos municípios até concessões de benefícios, como isenção de taxas em concursos públicos”, explicou.

O acesso ao sistema será concedido a pessoas e setores específicos do TCE-AM com treinamentos adequados para utilizar a plataforma de maneira eficaz. A parceria tem duração inicial de 24 meses, podendo ser renovada conforme a necessidade.

Além do TCE-AM, outros 29 Tribunais de Contas aderiram ao acordo, incluindo os TCEs do Acre, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, além do Tribunal de Contas da União (TCU) e Tribunais de Contas dos Municípios (TCMs), como TCMSP e TCMPA.

Com informações do TCE-AM

Estátua de Vini Jr causa polêmica na Espanha e artista recebe ameaças de morte

Foto: Reprodução

Um boneco de Vinicius Júnior feito por um artista espanhol para uma festa tradicional de Valência causou polêmica no país europeu na última semana.

Víctor Navarro Granero fez um “ninot”, um boneco típico da região de Valência satirizando o jogador brasileiro, e teve torcedor que não gostou da brincadeira.

O boneco do atacante do time merengue aparece vestindo uma camisa metade do Real Madrid e metade da seleção brasileira. Mas o que provocou a ira de alguns torcedores pela internet foi o troféu que ele segura nas mãos, um cocô dourado.

Por conta disso, o autor da obra foi xingado e recebeu até ameaças de morte de alguns torcedores mais exaltados.

Estou surpreso com o que está acontecendo. A festa de Valência é justamente isso, brincar, satirizar sem intenção de ofender ou menosprezar alguém. Recebi tantas ameaças e palavras horríveis que tive que colocar todas as minhas redes sociais em modo privado. As pessoas perdem o respeito na internet e acham que podem dizer o que querem através das redes”, desabafou Víctor Navarro Granero.

A estátua de Vini Júnior tem quase dois metros de altura e faz parte de uma coleção de sete peças que o artista de 46 anos criou este ano para as Fallas de Valência, a festa mais popular dessa região espanhola.

O boneco está acompanhado por uma placa que diz “Vinícius Junior está regando o jardim com seu choro, o Real Madrid quer animá-lo e lhe entrega o ‘Cagalló d’Or’ (o cocô de ouro, em tradução livre). São lágrimas de crocodilo que vão fazê-lo fugir de barco, e quem faz uma gentil defesa, obviamente, são o Às e o Marca (fazendo uma referência aos meios esportivos espanhóis tradicionais de Madri)”.

“A sátira em si não é diretamente ao jogador, e sim ao Real Madrid, que fez o maior alarde dizendo que ele ganharia a Bola de Ouro no ano passado e, ao ver que Vinicius não seria o vencedor, o clube decidiu não ir à entrega do prêmio. O ninot do atacante é realmente uma brincadeira pela birra do time merengue”, explica o artista.

O valenciano que faz esses bonecos há 11 anos diz que a arte em si é subjetiva e que as pessoas podem gostar ou não das peças, mas que a falta de respeito não pode ser tolerada.

O que são as fallas

A festa, tão importante para os valencianos, foi declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco. As celebrações acontecem no início de março e o ponto alto é no dia 19 (Dia de São José), quando todos esses bonecos são queimados. A tradição de colocar fogo nas peças simboliza deixar para trás o que não deu certo no ano anterior e começar novamente do zero.

As “fallas” são conhecidas pela sua irreverência, sátira e humor. Em anos anteriores, outros jogadores como Maradona, Messi ou Cristiano Ronaldo também tiveram seus bonecos exibidos na festa.

Políticos espanhóis, como o primeiro-ministro Pedro Sánchez, ou o ex-rei da Espanha, Juan Carlos 1º, costumam ser figuras carimbadas nessa celebração. Este ano quem também ganhou uma figura caricaturada é o presidente regional de Valência, Carlos Mazón, que foi muito criticado pela população pela maneira como lidou com a maior enchente dos últimos anos que assolou pequenos povoados da região e deixou 224 mortos no fim de outubro do ano passado.

Durante a festa, todos os anos os bonecos participam de uma exposição onde o público escolhe o seu favorito. Quem recebe mais votos é indultado e não será queimado: a peça recebe o “prêmio” de se salvar para sempre e depois é exibida no Museo Fallero da cidade.

A exposição dos bonecos gigantes, que têm esqueleto de madeira e corpo de isopor, fica aberta até o dia 14 de março na Cidade das Artes e das Ciências de Valência.

Agora, só resta esperar o carinho ou não do público para saber se o atacante brasileiro este ano vai para a fogueira ou se será imortalizado no museu valenciano.

“Sou uma pessoa muito tranquila e me considero gente boa. As ameaças de morte vêm do anonimato da internet, mas sinceramente não vou dar mais importância ao assunto. Digo a todos os brasileiros que venham a Valência conhecer a nossa festa mais popular para que vejam e entendam o espírito dessa celebração”, concluiu o artista.

Com informações do Uol

Povo pré-colonial preservava floresta e tinha tecnologia própria para produção de milho

O pesquisador Umberto Lombardo (Foto: Reprodução / Sergio Quezada)

Novas evidências reforçam que a cultura Casarabe, que viveu entre 500 e 1400 E.C., construiu complexo sistema de canais de drenagem em região da Amazônia boliviana marcada por forte variação de chuvas.

Nos últimos vinte anos, estudos arqueológicos vêm contribuindo para descortinar, um pouco mais, o passado ainda não revelado da Amazônia antiga e seus habitantes. Uma dessas culturas, a Casarabe, viveu entre 500 e 1400 da Era Comum (E.C.) na região do sudoeste amazônico, mais precisamente em Llanos de Moxos, no departamento de Beni, Bolívia. Ocupando cerca de 4.500 quilômetros quadrados, os Casarabe modificaram cuidadosamente a geografia do local com ações de terraplenagem e um complexo assentamento que gerou centenas de montes monumentais – estruturas formadas por plataformas retangulares compostas de quatro camadas e pirâmides cônicas que chegavam a 22 metros de altura.

“Esses sítios são conhecidos desde o século passado, mas começaram a ser escavados mais sistematicamente no final dos anos 1990 por um grupo de alemães e bolivianos. A gente sabe sua cronologia, qual tipo de cerâmica eles produziram, mas uma coisa que não estava clara ainda era o que eles comiam, qual era o padrão de dieta”, conta Eduardo Góes Neves, arqueólogo e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP.

Ele integra um grupo de pesquisadores que acaba de confirmar a produção intensiva do milho no local, além de um sofisticado sistema de engenharia paisagística para fazer a drenagem da água na cultura do grão em savanas tropicais. O trabalho foi descrito em um artigo publicado nesta semana na revista Nature.

O estudo combinou o uso do LiDAR, uma tecnologia de sensoriamento remoto que usa feixes de laser para identificar locais potenciais para escavação, com um programa de perfuração de poços para coleta de sedimentos, datação por radiocarbono e análises de grãos de pólen e fitólitos – estruturas minerais microscópicas feitas de sílica encontradas em tecidos vegetais e que se preservam mesmo após a decomposição da planta.

De acordo com o artigo, o sistema criado pelos Casarabe permitia que algumas áreas úmidas de Savana fossem convertidas em campos drenados adequados para monocultura de milho na estação chuvosa. “Se você for lá agora, vai ver que está tudo alagado”, diz Neves ao Jornal da USP. “Como todo ano oscila, não era possível prever a precipitação, então essa estratégia permitia ‘amortecer’ a variação sazonal muito drástica”.

Já a construção de conjuntos de lagoas agrícolas fornecia um reservatório de água para irrigação em tanques, o que possibilitou a continuação da agricultura de milho durante a estação seca, com até duas colheitas por ano.

“A Savana é drenada muito lentamente no final da estação chuvosa, então as pessoas escavaram canais de drenagem para acelerar esse processo. Mas, quando a estação seca começa, a maior restrição à agricultura se torna a falta de água, então eles escavaram os lagos, que retêm água e permitem que a agricultura continue durante as estações secas também”, completa Umberto Lombardo, geomorfólogo da Universitat Autònoma de Barcelona, na Espanha, e primeiro autor do artigo.

Lombardo afirma que o cultivo intensivo do milho provavelmente permitiu que a população crescesse. “Podemos assumir com segurança que a densidade populacional da cultura Casarabe era maior do que qualquer outra cultura na Amazônia, talvez exceto o Vale do Upano, no Equador, e o Marajó, no Brasil”.

A hipótese que se coloca é que a alta disponibilidade de proteína a partir do plantio do milho combinado com outras sementes, como a abóbora e o feijão, está associada à emergência de sociedades hierarquizadas. No entanto, o grupo não encontrou a presença de outros cultivos além do milho.

“Eu sempre defendi a ideia da policultura na Amazônia. Esses dados, de certo modo, contradizem um pouco as minhas hipóteses e mostram que, ali na Bolívia, tem uma correlação muito forte entre a emergência desse padrão de arquitetura monumental e o cultivo do milho”, diz Neves.

Revolução verde antes de Colombo

O tipo de sistema agrícola necessário para sustentar a cultura Casarabe em seus quase mil anos de existência ainda era desconhecido, mas o artigo destaca que a construção de canais de drenagem permitiu o cultivo de sedimentos férteis das savanas sazonalmente inundadas na região dos montes monumentais da Amazônia boliviana, sem a necessidade de desmatamento da porção florestal.

Os pesquisadores não encontraram qualquer evidência de cultivo e fogo nas áreas florestais próximas aos montes monumentais, sugerindo que a agricultura de corte e queima não foi praticada pelos Casarabe. “Em vez disso, essa cultura pré-colombiana provavelmente preservou o recurso florestal espacialmente limitado e, portanto, altamente valioso para outros serviços ecossistêmicos importantes, como lenha, materiais de construção, plantas medicinais e provavelmente agrofloresta”, destacam no artigo.

“A Amazônia é um berço de agrobiodiversidade, muita planta foi cultivada primeiro lá. Isso é importante porque a Savana é que nem o Cerrado, um bioma que pode ser interpretado como um local que não serve para nada. Não acho que o artigo irá resolver o problema do mundo, mas mostra que não houve apenas uma estratégia agrícola e apenas um modo de vida no passado”, defende Eduardo Neves.

Para os pesquisadores, a combinação desses dois tipos de engenharia paisagística — canais de drenagem e lagoas agrícolas — é exclusiva da região dos montes monumentais, e revela uma “revolução verde pré-colombiana”, além de “uma estratégia agrícola altamente inovadora que permitiu à cultura Casarabe aumentar substancialmente o período de cultivo do milho, além de fornecer acesso fácil a peixes, pássaros e caça”.

Cultura Casarabe

A cultura Casarabe recebeu o nome de uma vila próxima aos sítios arqueológicos encontrados por pesquisadores, que identificaram, em 2022, vestígios de assentamentos com mais de 300 hectares. O local contava com grande estrutura de gestão de água, espaços de ocupação humana, cerimonial e de sepultamento.

Existem registros da presença humana nesta região da Amazônia há dez mil anos, mas não se sabe como a cultura Casarabe começou – nem por que passaram de construtores de pequenos montes para megaestruturas. Também não se sabe quando deixaram de praticar a monocultura. “Se a gente olhar para os dados isotópicos (átomos de um mesmo elemento), nos sepultamentos mais recentes o sinal para o milho vai ficando menos marcado. Então, precisamos entender se esse milho foi abandonado, se eles vão ficando mais policultores e mais florestais”, explica Neves.

Ele menciona o recente trabalho do arqueólogo brasileiro Tiago Hermenegildo, formado pela USP e atualmente doutorando no Instituto Max Planck, na Alemanha. A pesquisa extraiu isótopos de carbono e nitrogênio dos ossos de 86 restos mortais de humanos de ambos os sexos e idades, identificando o milho como elemento central da dieta Casarabe.

“Eu, particularmente, acho que essa cultura Casarabe começa com as mudanças na região do Altiplano, a emergência de Tiahuanaco, que é um importante centro político e religioso, próximo ao lago Titicaca, e é uma grande cidade dos Andes”, afirma Neves. “Eu acho que a demanda por comércio de penas, folhas de coca, essas coisas todas devem ter uma conexão com a emergência dessas formas mais centralizadas de organização política aqui na região das terras baixas”.

O artigo Maize monoculture supported pre-Columbian urbanism in southwestern Amazonia está disponível neste link. A pesquisa é resultado de uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Natural Environment Research Council (Nerc), do Reino Unido.

Mais informações: [email protected], com Umberto Lombardo; [email protected], com Eduardo Góes Neves.

Com informações do Jornal da USP

‘Tenho ódio e nojo à ditadura’ diz Hugo Mota na Câmara ao citar Ulysses Guimarães

Hugo Motta segura exemplar da Constituição no primeiro discurso após ser eleito presidente da Câmara dos Deputados - Foto: Marina Ramos / Agência Câmara de Notícias

O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito, neste sábado (1), como presidente da Câmara dos Deputados pelos próximos dois anos.

O resultado foi anunciado pelo agora ex-presidente Arthur Lira (PP-AL) às 18h51. Logo em seguida, Motta assumiu o comando do plenário para seu primeiro discurso.

O placar eletrônico registrou os votos de 499 dos 513 deputados.

O placar ficou assim:

Hugo Motta (Republicanos-PB): 444 votos (eleito)
Marcel Van Hattem (Novo-RS): 31 votos
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ): 22 votos
Em branco: 2 votos

Após o resultado da votação, o parlamentar subiu ao púlpito da Casa e, em seu discurso, disse que tem “ódio e nojo à ditadura”, emblemática frase do presidente da Assembleia Nacional Constituinte Ulysses Guimarães, no momento da promulgação da Constituição Federal, em 1988.

“Ulysses em seu discurso desenhava a função constitucional deste parlamento, já então. Palavras do Senhor Constituinte: ‘É axiomático que muitos têm maior probabilidade de acertar do que um só’. Quem era o ‘um só’ a que se refere Ulysses? O super presidente, o presidencialismo absoluto, cuja sentença de morte estava sendo decretada naquele momento, na inauguração da nova Constituição, no mesmo célebre discurso em que pronunciou a frase que ainda ecoa nestas galerias: ‘tenho ódio e nojo à ditadura’”, disse Motta.

Além da citação a Guimarães, o novo presidente da Câmara fez uma clara referência ao filme brasileiro “Ainda Estou Aqui”, do diretor Walter Salles, indicado ao principal prêmio do Oscar em 2025.

“Vamos fazer o que é certo, pelo bem do Brasil! O Brasil não pode errar e não podemos deixar que ninguém erre contra o Brasil. Temos de estar sempre do lado do Brasil. Em harmonia com os demais poderes, encerro com uma mensagem de otimismo: ainda estamos aqui! Muito obrigado”, finalizou o deputado.

Com informações da Veja

Teatro Amazonas e Theatro da Paz oficializam candidatura a Patrimônio Mundial da Unesco

Foto: Arquivo / Secretaria de Cultura e Economia Criativa

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) oficializou, na sexta-feira (31), a candidatura dos teatros da Amazônia – o Teatro Amazonas, em Manaus, e o Theatro da Paz, em Belém – à Lista do Patrimônio Mundial da Unesco. A proposta será submetida à avaliação do Comitê do Patrimônio Mundial, formado por 23 países signatários da Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural da Unesco.

Se cumpridos os requisitos demandados, a candidatura poderá compor a pauta do comitê para o potencial reconhecimento do bem cultural.

A oficialização da candidatura, em parceria estreita com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), é marcada pela entrega de dossiê com documentos elaborados por um grupo técnico formado pelo Iphan, Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, secretaria de cultura do estado Pará e secretarias de cultura dos municípios de Belém e Manaus. O dossiê será analisado pela Unesco, a partir de critérios que demonstram o valor universal excepcional do bem cultural seriado, sua autenticidade e integridade.

Para o secretário em exercício de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Candido Jeremias, a oficialização da candidatura é um marco no pleito coletivo empreendido pelos estados do Amazonas e do Pará em prol da valorização do Patrimônio Histórico da Amazônia. “Os dois teatros já são conhecidos mundialmente, atraindo visitantes de todas as partes do país e do mundo, e são detentores de todas as credenciais para integrar a lista do Patrimônio Mundial”, destacou. “O valor inestimável desses patrimônios culturais dos povos da Amazônia merece a oficialização do reconhecimento mundial”, afirmou.

A diretora do Teatro Amazonas, Elizabeth Cantanhede, destaca a importância que este tótem da cultura amazônica tem junto à sociedade local, representando um dos orgulhos da região Norte. “É a realização de um sonho que o Teatro Amazonas, junto com o Teatro da Paz, seja reconhecido como patrimônio da humanidade e possa ter para o mundo a mesma importância que tem para nós amazonenses”, declarou.

“Levar a candidatura dos Teatros da Amazônia para reconhecimento internacional se alinha ao compromisso do Iphan de promover, valorizar e democratizar o Patrimônio Cultural Brasileiro”, destaca o presidente do Iphan, Leandro Grass. “A missão se torna ainda mais importante por ser um bem cultural que representa a riqueza e diversidade cultural da região Norte”, afirma.

O diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (Depam) do Iphan, Andrey Schlee, também destaca a relevância da candidatura. “É uma satisfação poder participar de uma iniciativa tão importante que, mais uma vez, em nível internacional, busca reconhecer a riqueza e a diversidade de bens culturais nacionais. No caso, dois teatros amazônicos com inquestionáveis valores universais”, afirmou.

A etapa de entrega do dossiê é um passo importante no potencial reconhecimento internacional dos Teatros da Amazônia, que representam um patrimônio arquitetônico, cultural e histórico singular na região amazônica. “Estamos vivenciando mais um capítulo na história de valorização da Amazônia. Esse passo para a candidatura do Teatro Amazonas e do Teatro da Paz a Patrimônio Mundial pela Unesco nos permite sentir a cultura do Norte em voga”, enfatizou a superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos.

“A candidatura pelo reconhecimento da Unesco para estes dois extraordinários patrimônios arquitetônicos, no coração da Amazônia urbana, tem um valor mais do que simbólico para o Brasil. Nossa região irá sediar a COP 30 neste ano, e o turismo receberá um significativo impulso. As duas casas de espetáculos já são uma referência cultural da Amazônia, dentro do Brasil”, contextualizou a secretária de Cultura do Pará, Ursula Vidal.

“Com este reconhecimento, a valorização e divulgação de nossos amados teatros e de sua missão no fomento às artes ganhará uma dimensão planetária, chamando a atenção do mundo e estimulando o desejo em conhecer a pujança da cultura amazônica, sua história e a beleza de seu patrimônio”, completa Ursula.

Esses monumentos, símbolos do Ciclo da Borracha na Amazônia, representam a influência europeia na arquitetura e nas artes cênicas, a incorporação de características locais, além de simbolizarem a riqueza cultural e a relação da região com a economia e a geopolítica internacional entre os séculos XIX e XX.

“Nosso teatro não só conta uma parte de nossa história, mas representa também um marco para todos que fizeram e fazem parte dessa história, desde os seringueiros, artesãos, trabalhadores da construção civil e artistas que deram vida aos palcos dos dois teatros”, sublinhou a superintendente do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiro.

Com a candidatura, o Iphan e o Ministério da Cultura (MinC) reforçam a proteção e a valorização dos bens culturais brasileiros, destacando o Patrimônio Cultural da Amazônia no cenário global. Caso sejam reconhecidos pela Unesco, os Teatros da Amazônia integrarão a lista de Patrimônio Mundial Cultural, que já conta com 15 bens culturais brasileiros chancelados e um cultural e natural.

Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

‘Alcolumbre seguirá parceiro da ZFM’, diz Eduardo após eleição do presidente do Senado

Foto: Assessoria

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) comemorou a eleição de Davi Alcolumbre (União-AP) como o novo presidente do Senado Federal para o biênio 2025-2026. A escolha da maioria absoluta dos senadores aconteceu durante votação, neste sábado (1), em sessão plenária conduzida pelo então presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Por 73 votos, o senador amapaense foi reconduzido ao cargo que já ocupou. Quando foi eleito para o biênio 2019-2021, Alcolumbre obteve o mínimo para ser eleito, 42 votos. Hoje, cerca de 90% dos senadores votaram a favor dele. Esta será a quinta vez que um representante do Amapá irá conduzir o Senado Federal.

Líder do MDB, Eduardo Braga reforçou o apoio do partido à candidatura. “Que Deus possa lhe dar luz e sabedoria na condução da Casa e faça com que o Poder Legislativo possa cada vez mais reestabelecer o equilíbrio entre os poderes da República e que o Senado possa entregar ao povo brasileiro aquilo que o povo brasileiro espera dos senadores”, disse.

Em seu discurso, Eduardo Braga reiterou a participação de dois membros do MDB, Alessandro Vieira (Rio Grande do Sul) e Confúcio Moura (Rondônia), na chapa encabeçada por Alcolumbre e também parabenizou a gestão do agora ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. “Vossa excelência foi um defensor da democracia brasileira, sinônimo de diálogo, ponderação, bom senso e responsabilidade ao presidir o Congresso Nacional”, disse.

O presidente eleito pediu a união de esforços e disse que se manterá como mais um integrante da casa. “Volto a presidir o Senado Federal, mas continuo sendo um senador, como cada um dos senhores e senhoras. Não estou em busca de protagonismo. Eu quero ser um catalisador do desejo deste plenário e ajudar as construir os consensos que forem necessários para melhorar a vida da população brasileira. Este amplo apoio, mesmo com várias candidaturas, demonstra que o Senado Federal está unido e sabe a direção na qual pretende caminhar”, declarou Alcolumbre.

Defensor do modelo da ZFM

Quando foi presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre visitou empresas do Polo Industrial de Manaus no ano de 2020. Declarou-se apoiador do modelo econômico em virtude de ele proporcionar ganhos econômicos e sociais para a região Norte.

“O modelo se espraia para todos os estados do Norte do Brasil, com exceção do Pará. Esses estados tiveram oportunidade de se desenvolver por meio das áreas de livre comércio. No Amapá, as áreas de livre comércio são responsáveis pela equiparação dos preços dos produtos que chegam por lá. Eu conheço as nossas carências de infraestrutura, as nossas demandas e os nossos dramas — afirmou ele, na época.

Como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), durante a Reforma Tributária, ele argumentou em favor da continuidade do modelo de desenvolvimento econômico, sendo um grande aliado da bancada do Amazonas no Congresso Nacional.

Como aconteceu a votação

A escolha do novo presidente do Senado ocorreu em votação secreta por cédulas de papel. Também concorriam ao comando do Senado outros quatro senadores: Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Eduardo Girão (Novo-CE), Marcos do Val (Podemos-ES) e Soraya Thronicke (Podemos-MS).

Após o anúncio das candidaturas, cada candidato falou por 15 minutos e, posteriormente, cada senador votou na cabine situada no plenário.

Quem é Davi Alcolumbre

Davi Alcolumbre está em seu segundo mandato como senador. Tem 47 anos e é comerciante em Macapá (AP). Iniciou a carreira política em 1999, quando se elegeu vereador. Em 2002, elegeu-se deputado federal, sendo reeleito em 2006 e 2010.

O primeiro mandato no Senado iniciou em 2015. Foi o senador mais jovem a assumir a presidência do Senado entre 2019 e 2021. Já presidiu a Comissão de Desenvolvimento Regional e exerceu a presidência da CCJ por duas vezes.

Com informações da assessoria

 

Ministério da Saúde faz visita técnica ao Samu e às motolâncias, consideradas referências

Foto: Semsa

A estrutura de funcionamento do Serviço de Urgência e Emergência de Manaus (Samu 192) e a rotina das atividades dos profissionais que atuam na regulação, na educação permanente e na assistência direta aos usuários que necessitam de socorro foram apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) ao representante da Coordenação-Geral de Urgência do Ministério da Saúde, Raphael Arosti de Luna, durante visita técnica realizada nesta semana.

O técnico foi recebido pelo subsecretário municipal de Gestão da Saúde, Djalma Coelho, e pela diretora da Rede Pré-Hospitalar Móvel e Sanitária da Semsa, Elen Assunção. Os gestores acompanharam Raphael Arosti para a visitação da Central do Samu, localizada no bairro Praça 14, das bases Fluvial e Oeste e, juntamente com as equipes técnicas locais, prestaram informações detalhadas sobre o Núcleo de Educação em Urgência e sobre o funcionamento das motolâncias, serviço responsável por agilizar o atendimento às vítimas até a chegada das ambulâncias tradicionais.

“Estes dois pontos, educação e o serviço das motolâncias, considerados referência, foram o principal objeto de interesse do técnico”, explicou Djalma Coelho. De acordo com o subsecretário, Raphael Arosti ficou bem impressionado em relação às duas atividades, que se destacam pelo alcance e pelos resultados.

“O Samu Manaus realiza treinamentos em todo o Estado e, na capital, tem forte atuação junto a escolas e instituições das mais diversas áreas, interessadas em capacitar seus colaboradores para os primeiros socorros”, ressaltou Djalma Coelho. Quanto às motolâncias, o subsecretário informou que o serviço, realizado com o uso de motocicletas equipadas para os primeiros socorros, tem condições de chegar mais rapidamente ao local da ocorrência e realizar as primeiras manobras para estabilizar o paciente enquanto os veículos tradicionais, que podem ser unidades de suporte básico ou avançado, estão em deslocamento.

A diretora Elen Assunção disse que é sempre gratificante compartilhar informações sobre o Samu, já que as boas práticas podem ajudar outros Serviços a melhorar sua atuação. “Temos a preocupação de qualificar de forma permanente nossos servidores e estabelecer metas de melhoria a partir do monitoramento dos nossos resultados, por isso, nos tornamos referência”.

A visita técnica também foi acompanhada pela assessora da Semsa, Antonia Affonso, e pela secretária de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (SES-AM).

*Com informações da assessoria

‘Não é falta de Deus’, afirma Padre Fábio de Melo sobre nova luta contra depressão

Padre Fábio de Melo (Foto: Instagram)

O padre Fábio de Melo falou sobre sua nova luta contra a depressão em suas redes sociais. Ele resgatou vídeo de participação em programa do GNT.

O padre Fábio de Melo fez uma reflexão sobre a fé e a doença: “A pessoa que tem fé também tem depressão. A fé não me impede de passar pelos processos humanos, pelos desequilíbrios humanos que nós construímos. A fé pode me ajudar a superar, mas não me priva de passar por aquilo”.

“Depressão não é falta de Deus”, escreveu Fábio de Melo ao resgatar o vídeo do Saia Justa, esta semana.

Na legenda da publicação, o padre deixou hashtag sobre a campanha Janeiro Branco e saúde mental com a seguinte mensagem: “Há muitas pessoas que alimentam a ilusão de que a fé em Deus nos livra de ter o desequilíbrio químico que causa a depressão”.

Agenda artística do padre continuou. Nos Stories do Instagram, o padre Fábio de Melo compartilhou que ia cantar nas festividades religiosas da cidade de Murici, em Alagoas. Na sequência, ele mostrou vídeos cantando para o público que lotou área do show.

Com informações da Splash / Uol

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