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Música e dança são destaques da semana nos teatros Amazonas e Gebes Medeiros
Festival de Dança, espetáculos e peças teatrais estão entre as opções da agenda da semana, no Teatro Amazonas e no Teatro Gebes Medeiros, Centro. O imponente espaço cultural do Governo do Amazonas, administrado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, promove uma série de espetáculos gratuitos e pagos.
Destaque para a incrível apresentação de dança que promete representar toda a tradição e magia do Festival Universitário de Dança (Feudan), e a retomada da temporada de espetáculos da talentosa companhia amazonense Ateliê 23.
Neste mês de fevereiro, o Ateliê 23 abre a programação de espetáculos com sessões de “Sebastião” na quinta e sexta-feira (6 e 7), às 20h, no Teatro Gebes Medeiros, na Avenida Eduardo Ribeiro, 937, Centro. A obra é inspirada no livro “Um Bar Chamado Patrícia”, do estilista Bosco Fonseca, que tem experiências dos atores como homens gays e temas como homofobia, entre outros diferentes tipos de violência vividos pela comunidade LGBTQIAPN+.
A equipe de “Sebastião” é formada pelo diretor musical Eric Lima, por Guilherme Bonates, responsável pela produção musical, mixagem e masterização; Luana Aranha no baixo, Mady na guitarra, Bruno Rodríguez no teclado e todos assinam os arranjos das músicas. A produção musical começou com a improvisação coletiva, a música veio antes do texto e passou a conduzir os sentimentos em cena.
No elenco, além de Eric Lima e Taciano Soares, estão Francis Madson, Andiy, Elias Difreitas, Jorge Sabóia e José Holanda. Eles dão vida a sete drag queens, Little Drag, Carmencita, Chica, Angel, Vênus, Lady Sinty e Sebastiane, que trazem memórias da década de 70, direto do Bar Patrícia, o primeiro reduto gay em Manaus, localizado na avenida Constantino Nery.
Os ingressos já estão à venda por R$60 (inteira) e R$30 (meia-entrada), no perfil da companhia amazonense no Instagram (@atelie23) e no site shopingressos.com.br.
Festival de Dança
Na sexta-feira (7), o emblemático Teatro Amazonas, situado na avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro, retorna com sua programação cultural da semana, e dá boas-vindas ao mês de fevereiro com a apresentação “Noite dos Campeões”, para representar toda a tradição e magia do Festival Universitário de Dança (Feudan).
A Noite dos Campeões inicia às 20h e promete um evento de gala que celebra o talento, a dedicação e a criatividade das melhores performances da Feudan. A apresentação reúne as 20 coreografias mais bem avaliadas durante o festival, realizado no dia 15 de novembro de 2024, proporcionando ao público uma experiência inesquecível de arte e emoção. O evento é aberto ao público, com entrada livre.
Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
Beyoncé é a grande vencedora do Grammy 2025 e a mais premiada da história

Ao final do 67º Grammy, Beyoncé continua sendo a maior vencedora da história do prêmio. Agora, com um diferencial: seu primeiro Grammy de álbum do ano.
Beyoncé conquistou três novas estatuetas. Além de álbum do ano, seu “Cowboy Carter” foi nomeado o melhor álbum country do ano. Com Miley Cyrus na música “II Most Wanted”, Beyoncé também venceu o prêmio de melhor performance country em dupla ou grupo.
Agora, ela tem 35 Grammys. A coleção começou em 2001, quando ela levou para casa os prêmios de melhor música R&B e melhor performance vocal R&B em dupla ou grupo — ambos pelo hit “Say My Name”. Na mesma noite, estava indicada em outras três categorias: gravação e música do ano (ambos também por “Say My Name”) e melhor canção composta para filme, televisão ou outra mídia visual (por “Independent Women Part I”, de “As Panteras”).
Segundo colocado da lista é o regente húngaro-britânico Georg Solti. Ele morreu em 1997, com 31 Grammys. Em terceiro lugar, está Quincy Jones, com 28 gramofones dourados. O produtor morreu em novembro de 2024 e foi homenageado no Grammy deste ano.
Apesar de recordista, ela pareceu surpresa ao vencer o prêmio de melhor álbum country. Talvez porque, antes dela, nenhuma pessoa negra havia vencido o prêmio na história do Grammy: “Eu não estava esperando isso”, disse ao aceitar o troféu.
Até esta edição, Beyoncé nunca havia vencido o Grammy de álbum do ano. Em 2017, seu álbum “Lemonade” era a principal aposta para a categoria. No entanto, quem levou o prêmio foi Adele, que exclamou no palco: “Eu não consigo aceitar este prêmio. Fico muito lisonjeada e grata, mas a artista da minha vida é Beyoncé. Esse álbum foi tão monumental, tão bem pensado, tão bonito e tão honesto… Todos nós, artistas aqui, adoramos você”.
Beyoncé também é recordista de indicações. Ela já foi indicada 99 vezes. Antes da edição de 2025, ela estava empatada com o marido: o rapper Jay-Z já concorreu 89 vezes. Em terceiro lugar, está Paul McCartney, com 84 indicações.
Com informações da Splash / Uol
Lula vence Tarcísio, Gusttavo Lima, Eduardo Bolsonaro e Marçal em simulações de 2026
Nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada hoje (3), mostra que pelas projeções, o presidente Lula (PT) bateria nomes aventados até o momento para disputar as eleições de 2026, incluindo Tarcísio de Freitas (Republicanos), Gusttavo Lima (sem partido), Pablo Marçal (PRTB) e Eduardo Bolsonaro (PL).
O levantamento testou quatro cenários para o primeiro turno e seis para o segundo. O presidente aparece na frente em todos eles nas intenções de voto, assim como ocorreu na rodada anterior, divulgada em dezembro.
O cantor sertanejo Gusttavo Lima é o que mostra a menor desvantagem numa eventual segunda votação, de seis pontos percentuais (41% a 35%). Depois vêm o governador Tarcísio, com nove pontos a menos que o petista (43% a 34%), e, em seguida, Eduardo e Marçal, com dez pontos cada um (44% a 34%).
Em todas essas hipóteses, cerca de 1 em cada 5 eleitores afirma que votaria em branco, nulo ou não votaria, e 3% ou 4% se dizem indecisos.
A pesquisa também testou outros dois nomes contra Lula em segundo turno. No caso do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o placar fica em 45% contra 28%. Já com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), vai para 45% a 26%.
Na pesquisa espontânea, em que nenhum nome é apresentado ao entrevistado, 78% se disseram indecisos. Apenas três pontuaram: Lula e Jair Bolsonaro (declarado inelegível até 2030 pela Justiça Eleitoral), com 9%, e Gusttavo Lima, com 1%.
A Genial/Quaest entrevistou presencialmente 4.500 brasileiros de 16 anos ou mais nos dias 23 a 26 de janeiro, com margem de erro de um ponto percentual para cima ou para baixo.
O resultado divulgado nesta segunda (3) faz parte do levantamento apresentado na semana passada, que indicou que, pela primeira vez, a avaliação negativa do governo Lula superou a positiva.
Nas hipóteses de primeiro turno, Lula tem de 28% (em cenário apenas sem Tarcísio) a 33% (em cenário que inclui apenas Gusttavo Lima entre os mais bem posicionados).
O governador de São Paulo, o cantor, Marçal, Eduardo Bolsonaro e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) dividem o restante majoritário dos votos, variando de 9% a 18% a depender do cenário. Gusttavo Lima chega a 18% em simulação sem Tarcísio, Eduardo e Marçal.
A pesquisa também submeteu 12 nomes aos entrevistados para avaliar seu grau de conhecimento, potencial de voto e rejeição, incluindo ainda o ex-presidente Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).
Dizem que conhecem e votariam em Lula 47%, índice muito próximo dos 49% que dizem conhecê-lo e não votariam nele. Já Bolsonaro tem rejeição maior: 53% o conhecem e não o elegeriam, e 41% o conhecem e o elegeriam.
Gusttavo Lima e Michelle empatam dentro da margem de erro nesse quesito. São rejeitados por cerca de 50%, enquanto outros 21% ou 22% dizem não saber quem são. As maiores rejeições são de Haddad (56%) e de Eduardo Bolsonaro (55%), entre os que os conhecem.
O levantamento da Genial/Quaest é financiado pela corretora de investimentos digital Genial Investimentos, controlada pelo banco Genial.
Com informações da Folha de S.Paulo
Em Maués: PF resgata trabalhadores em situação de escravidão e destrói garimpo ilegal

De acordo com as autoridades, os danos ambientais avaliados superam R$ 1 bilhão; ainda não quantas pessoas foram resgatadas
A Polícia Federal resgatou trabalhadores em situação análoga à escravidão e destruiu minas subterrâneas de garimpo ilegal, em Maués, no interior do Amazonas. A Operação Mineração Obscura ocorreu entre a sexta-feira (31), e esta segunda (3).
Segundo a PF, a investigação começou a partir de denúncias de exploração degradante de mão de obra e uso de cianeto na extração ilegal de ouro. Os trabalhadores enfrentavam jornadas exaustivas, sem acesso a direitos básicos e expostos a riscos decorrentes do uso de substâncias tóxicas. As autoridades não revelaram quantas pessoas foram resgatadas nessas condições.
Ainda durante a ação, os agentes verificaram que a extração do minério era feita por meio de minas subterrâneas, um método de alto risco e que é incomum. A PF apontou que os danos ambientais avaliados superam R$ 1 bilhão, considerando desmatamento, contaminação de lençóis freáticos e degradação de áreas de preservação.
A operação foi realizada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Com informações do Terra
‘Os magnatas da tecnologia só trabalham em benefício próprio’, diz Ailton Krenak
Para o líder indígena e ativista ambiental, está na hora de fazer uma escolha por uma vida conectada – não com aparelhos, mas sim com a Terra. “Não vai ser fácil, porque terá que ser uma decisão profunda”, diz. Mas vai valer a pena.
“Parece que a gente resolveu fazer uma entrevista sobre o fim do mundo, não foi?”, diz um bem-humorado Ailton Krenak, 71 anos, quase ao final da conversa com Época Negócios. O líder indígena, ativista, ambientalista e escritor não está totalmente errado. No decorrer da longa e abrangente entrevista, não faltaram temas como fim das reservas naturais da Terra, temperaturas capazes de destruir a humanidade e guerras se espalhando pelo planeta.
Mas houve também momentos mais tranquilos, especialmente quando o autor de livros como Ideias para Adiar o Fim do Mundo e Futuro Ancestral falou das novas gerações. “Nós não vamos conseguir mudar nada, mas elas podem. O que precisamos fazer é trabalhar para que as novas gerações não repitam nossos cacoetes, nossos defeitos e nossos vícios”.
Entre os maus hábitos, diz o único indígena eleito para ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL), está o costume de se viciar em tecnologia e perder totalmente o contato com a realidade. Ou endeusar os magnatas tech e esquecer que eles “só trabalham em benefício próprio”.
Confira a entrevista na íntegra
Época Negócios: Eu queria falar sobre o futuro. Você tem um livro chamado Futuro Ancestral. O que quis dizer com isso?
Ailton Krenak: Nesse livro, eu digo que a maneira como nós lidamos com a nossa vida no planeta é centrada no ser humano. Ela não leva em conta a existência de bilhões de outros organismos, e do próprio planeta. A Terra é um organismo vivo e tem uma cultura ancestral. É dessa ancestralidade que se trata. Os humanos que estragaram o planeta não podem ter a pretensão de consertá-lo. Se a gente pensar em lidar com as mudanças climáticas com a mesma ferramenta que a gente usou para comer o mundo, não vai dar certo. A gente tem que buscar outras referências. Cultura ancestral não significa voltar ao passado, e sim se informar sobre as experiências dos nossos antepassados e de nós mesmos, em momentos passados.
Considera possível sair dessa definição de humanidade como algo centrado no ser humano?
Não enquanto prevalecer esta mesma geração, que está viciada em mercadoria e consumo. Mas nós podemos trabalhar para que as novas gerações não repitam os nossos cacoetes, os nossos defeitos e os nossos vícios. Se a gente conseguir fazer isso, podemos sair desse pensamento antropocêntrico que atropelou tudo e deixou o mundo totalmente caótico, tanto do ponto de vista ambiental, sistêmico, quanto do ponto de vista político, e transitar para uma cultura biocêntrica, na qual todos os seres vivos têm valor.
Nós tivemos agora há pouco no Azerbaijão uma cúpula na qual 148 governos do mundo inteiro [a COP 29] falaram sobre pobreza e fome no mundo. Mas não houve um consenso, porque ninguém parece determinado a renunciar aos seus privilégios em favor da proteção do planeta. Nós estamos, na verdade, na iminência de uma guerra global. Se você prestar atenção ao que está acontecendo na Europa agora, verá que a Alemanha está convocando os jovens para se alistarem para um eventual conflito. Chegamos nesse ponto. A gente tem que ser realista. Se você está vendo que o mundo está em guerra, não dá para ficar fazendo uma promessa otimista de futuro. Isso seria alienação ou cinismo.
Você falou em uma geração viciada em mercadoria e consumo. Qual é o papel das grandes corporações nessa desconexão entre o ser humano e a Terra?
As corporações estão tentando transformar a gente em máquinas. Criaram essa história de cultura digital, e o resultado é que todo mundo está plasmado em uma tela o tempo inteiro, vivendo em outros mundos. Antigamente a gente ia se encontrar e conversar pessoalmente. Agora usamos as ferramentas criadas pelas corporações. E achamos bom. É como se fosse uma droga. Vamos consumindo, gostando e ficando. Mas a gente pode sair disso. Só que precisa ser uma decisão profunda, uma escolha mesmo. Não podemos ficar o tempo inteiro dizendo que as corporações estão transformando a vida da gente. Elas fazem isso porque a gente permite, porque não fazemos o que é necessário para sair disso.
Eu estou tentando cancelar minha assinatura no Facebook já tem mais de três semanas. E estou tendo que usar todas as minhas competências para sair daquele aplicativo. Só para te dar um exemplo. Se você quiser pular desse trem, vai ter que fazer um esforço.
Mas a pessoa pode questionar: eu preciso disso para o trabalho, para a família. Como me desconectar quando a vida inteira é conectada?
O emprego é uma situação com a qual você concorda temporariamente para que possa realizar outros desejos seus. Que tal você buscar os seus verdadeiros desejos e esquecer essas desculpas de corporação, emprego, conexão? Caso contrário, fica parecendo uma conversa de viciado, sempre volta ao mesmo lugar, entendeu? É mais ou menos como se fosse uma perda da consciência. É terrível. Mas é claro que não é tudo preto no branco. Ninguém tem que ir morar no meio do mato. Mas você precisa buscar outras tonalidades da vida. E daí não ficará tão abismada com a tragédia corporativa, com a fúria capitalista, com a doença do consumismo, essas coisas todas. A gente pode se livrar delas e viver melhor.
Dá para fazer alguma previsão positiva para 2025?
Acho difícil, quando estou vendo países inteiros sendo bombardeados. O que eu posso dizer é: “O futuro é agora. Não é no mês que vem, no ano que vem ou em 2030. É agora”. Esse é o máximo de otimismo a que a gente pode se propor. É olhar a vida de frente. E daí interromper a transmissão das ideias que sucessivas gerações produziram: esse abismo cognitivo, essa falta de amor e de cuidado com a vida. Um bom exemplo do que é possível fazer é o que aconteceu na pandemia. Se não tivéssemos bloqueado a covid, estaríamos mortos. Mas nós conseguimos. Para mim, essa é uma mensagem de otimismo. A gente escapou da pandemia, agora precisamos ser capazes de escapar da distopia.
Nesse processo, as empresas ajudam ou atrapalham?
Antes de responder essa pergunta, eu acho importante lembrar que empresas são pessoas. Elas se empoderam com o capital e querem falar em nome dos outros, mas geralmente são indivíduos, e a maioria deles são imbecis como o [Jeff] Bezos e o Elon Musk. Esses magnatas, esses bilionários, são eles que determinam o que uma companhia é. Então não existe uma coisa chamada empresa: é só uma fachada para as pessoas atuarem por meio das corporações. A ideia de que as companhias vão cooperar para a gente criar um ambiente melhor no planeta Terra é falsa. Porque as empresas faturam vendendo o corpo da Terra. A maior parte das atividades, principalmente aquelas atividades de vulto, são feitas de extrativismo. Elas estão extraindo do corpo da terra o petróleo, o alimento, a roupa, os óculos que você usa, a calça que eu uso. Quem mobiliza esses recursos são as empresas. Deveríamos parar de dar esse status que damos a elas. Porque a gente não sabe o que acontece nos bastidores. Se soubéssemos como elas operam mesmo, não ia ficar o tempo inteiro invocando entidades que não se importam conosco.
Invocando entidades? Você se refere aos donos das empresas?
Sim, porque chega a ser uma religião, entende? Essa reverência pelos bilionários. Como eu disse, nós não temos como pensar em uma chave que vai mudar esse modo errado de habitar o mundo. Mas nós precisamos pensar em como não transmitir para as novas gerações os mesmos cacoetes que carregamos desde o século 19. Por exemplo, perpetuar a ideia de uma humanidade planetária com o mesmo objetivo é uma proposta totalitária, porque prega que toda a humanidade deve seguir o mesmo modelo dos países ricos. Em vez disso, a gente deveria reconhecer a diversidade, admitir que cada povo, em cada continente, em cada região do mundo, pode se organizar da melhor maneira possível para viver. E não submeter todos os povos a uma mesma lógica. Eu não quero ser igual. E não quero ficar me culpando porque não sou igual a eles. “Olha, eles são incríveis. Eles fazem robôs. Eles fazem máquinas voadoras. Eles vão para o céu”. Eu não quero ter esse tipo de concorrência com ninguém. Quer ir? Ótimo, vai nessa. Quer inventar robô que faz piruetas? OK, mas fica na sua.
Se nós pudéssemos reformar alguma coisa de verdade nessa velha humanidade, o mais importante seria reconhecer o direito de cada povo de ter a sua vida sem ser submetido ao terror totalitário. Eu falo isso a partir de uma experiência milenar. Os povos originários que viviam aqui no continente americano não tinham Estado. Eles não tinham uma superestrutura. Eles passavam suas vidas pescando, caçando, vivendo. Mesmo quando eles tinham um conflito, eram conflitos locais, regionais. Eles nunca aniquilaram ninguém. Eles nem tinham meios para aniquilar o outro. Seria muito bom que a gente se desarmasse e ninguém tivesse meios para aniquilar ninguém.
Como você vê a situação dos indígenas hoje no Brasil?
Eu diria que a guerra contra os povos originários continua. E parece ter se espalhado para outros campos. Agora não precisamos apenas garantir a sobrevivência do povo indígena, mas lutar para que o mundo viva em paz. Porque agora a gente tem guerras em escala global. Talvez essas guerras também façam parte dessa desconexão entre o homem e o planeta. E a reação da Terra é uma irritação com o nosso modo errado de viver.
Quando fala em “reação da Terra”, está se referindo a todos os desastres ambientais dos últimos tempos?
Sim. Eu creio que estamos sendo expulsos do planeta. A Terra está dizendo: “Você não vai morar mais aqui não. Vá embora”. Tempestade, furacão, inundação, violência, guerras… é tudo uma coisa só. É sistêmico.
E como podemos quebrar esse ciclo?
Quem dera eu tivesse uma chave para mudar essa narrativa. Pois o planeta Terra não suporta mais a nossa presença aqui, e está a ponto de nos cuspir ou vomitar. O que eu acho muito bom. Ele vai ficar muito melhor sem a gente. Bilhões de outras espécies não humanas vão agradecer. Vai amanhecer um dia pós-tudo, com os passarinhos cantando com um timbre diferente, de uma maneira maravilhosa. É só lembrar que, na pandemia, por um breve período, os humanos botaram o pé no freio e os golfinhos festejaram, as baleias dançaram, a água dos rios e dos oceanos ficou mais bonita. Tudo ficou mais bonito quando a gente parou de fazer nossa avassaladora bagunça. E tudo isso porque a gente ficou quieto dentro de casa por alguns meses. Imagina se a gente tivesse desaparecido?
Qual a sua expectativa para a COP 30, aqui no Brasil?
As minhas expectativas sobre as COPs se esvaíram na década de 1990. O Brasil fez a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a Eco 92, que foi uma espécie de COP zero. Depois nós tivemos uma série de conferências, e agora vamos ter a 30. Ficamos viciados. E a cada conferência desmanchamos os compromissos da anterior.
O presidente do Azerbaijão abriu a COP 29 dizendo: “O petróleo é um presente de Deus”. [A frase foi dita pelo presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, no dia 12 de novembro de 2024, data da abertura da cúpula]. Uma conferência do clima que abre com um sujeito falando uma coisa dessas é um prejuízo para quem viajou para lá procurando uma discussão séria. Agora o Brasil vai receber uma conferência. Tem muita gente achando que o fato de ela acontecer na Amazônia vai sensibilizar os governos. Eu não acredito, não. Eu acho que os governos não se sensibilizam com nada, a não ser grana e arma. Os Estados Unidos já disseram que vão continuar explorando petróleo em qualquer lugar onde tiver. Quando eles exaurirem todas as reservas, a Terra vai estar com temperatura tão alta que talvez a gente não possa mais sair de casa.
Acredita mesmo nisso?
Olha isso, parece que a gente decidiu fazer uma entrevista sobre o fim do mundo, não foi? Mas veja, o otimismo não está fora das pessoas. Isso que a gente chama de otimismo não deveria depender das condições externas. Por exemplo, quando houve um cessar-fogo entre Israel e Líbano, no final de novembro, milhares de pessoas voltaram para lá, correndo para aquele lugar destruído. E agradeceram a Deus por poder voltar para casa. Isso é otimismo.
Com informações de Um Só Planeta / Época Negócios
Pagamento de boletos por Pix passa a valer hoje com compensação instantânea
A partir desta segunda-feira (3), quem tem Pix poderá utilizar o serviço para fazer o pagamento de boletos. A resolução do Banco Central foi aprovada em dezembro. Os boletos poderão ter um código QR específico para permitir concluir a transação apontando a câmera do celular.
Segundo o governo federal, a operação por Pix é compensada instantaneamente, sem necessidade de esperar dias, como geralmente ocorre com os boletos bancários atuais.
Boleto dinâmico
A resolução também prevê o boleto dinâmico, mas isso ainda depende de uma instrução normativa do Banco Central para entrar em vigor. Ele vai permitir a transferência de titularidade de papéis quando a dívida é comercializada.
Segundo o BC, a ferramenta vai trazer mais segurança, por exemplo, com a duplicata escritural. A instrução normativa que ainda não foi publicada vai definir os tipos de ativos financeiros que podem ser vinculados ao boleto dinâmico.
O BC espera, assim, garantir a segurança para o pagador e o credor, de que os pagamentos vão ser destinados ao legitimo detentor de direitos. Para isso, o boleto dinâmico vai ser vinculado ao título, emitido digitalmente em sistemas autorizados pela entidade monetária.
“Em relação às duplicatas escriturais, a segurança se estende tanto ao sacado, devedor da dívida, que, se utilizando do mesmo boleto que lhe foi apresentado por meio físico ou eletrônico, conseguirá cumprir de forma automática a sua obrigação de realizar o pagamento ao legítimo credor da duplicata, quanto ao financiador que adquiriu o título, que não precisará realizar trocas de instrumentos de pagamento para garantir o recebimento dos recursos adquiridos”, explicou o BC em nota divulgada em dezembro.
Histórico do PIX
Lançado em 2020 pelo Banco Central, o Pix contabilizou nos dois primeiros anos 523,2 milhões de chaves cadastradas e 26 bilhões de transações. Lembre alguns momentos da evolução do serviço.
28 de outubro de 2024 – O serviço de agendamento recorrente começa a funcionar. Pagamentos com valor fixo podem se repetir todo o mês.
1º de novembro de 2024 – Uma regra para evitar fraudes começa a valer. O limite de transferência para novos celulares é de R$ 200 por transação e R$ 1.000 por dia. Até que o aparelho seja cadastrado no banco.
14 de novembro de 2024 – É liberado o teste para os bancos do pix por aproximação.
Milhões de transações
No final do ano passado, o Pix havia batido recorde de transações, impulsionado pelo recebimento da primeira parcela do décimo terceiro. Pela primeira vez, chegou perto da marca de 240 milhões de transações em 24 horas.
Somente no dia 29/11, foram feitas 239,9 milhões de transferências via Pix. O recorde diário anterior havia sido em setembro, com 227,4 milhões de movimentações.
Em valores, foram movimentados R$ 130 bilhões no final de novembro, o segundo maior da história para um dia, perdendo apenas para os R$ 119,429 bilhões movimentados em 5 de julho de 2024.
O Pix tem mais de 170 milhões de usuários. Desse total, 155 milhões são pessoas físicas, o restante, pessoas jurídicas.
Com informações do ig
David Almeida entrega casa de farinha no Brasileirinho para impulsionar agricultura familiar
O prefeito de Manaus, David Almeida, entregou ontem (2), uma nova casa de farinha no Ramal do Brasileirinho, zona Leste da cidade. Essa é a segunda casa de farinha entregue pela atual gestão, consolidando o compromisso da prefeitura com a valorização da agricultura familiar e o fortalecimento da produção rural na capital.
A obra, executada por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), teve um investimento de R$ 250 mil e beneficiará diretamente cerca de 150 famílias das comunidades Água Branca, Uberê e do próprio ramal, impulsionando a produção da mandioca, principal atividade agrícola da região.
Com uma estrutura moderna e equipamentos adequados, como máquinas de moagem, ralador, prensa mecânica, pesagem, forno, tacho, grupo de gerador de energia e bomba d’água, o espaço permitirá que os produtores otimizem o processamento da mandioca, aumentando a produtividade e a qualidade dos derivados, como farinha, tucupi, tapioca e beiju. Além do impacto econômico, a casa de farinha preserva a cultura tradicional da região, aliando métodos artesanais a novas tecnologias para aumentar a eficiência e reduzir o desperdício.
A cerimônia contou com a presença do vice-prefeito e titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Renato Junior, além do secretário da Semacc, Wanderson Costa.
Durante a entrega, o prefeito David Almeida destacou a importância do investimento na zona rural de Manaus. “Eu começo fevereiro entregando uma casa de farinha na zona rural, onde nossa meta é chegar e mecanizar todas as áreas da cidade que trabalham com a produção rural. Esse é o trabalho que temos realizado na zona rural. Estivemos presentes asfaltando e recuperando ramais, incentivando a produção rural e prestando assistência à população tanto durante a enchente, quanto na estiagem”.
O vice-prefeito e secretário da Seminf, Renato Júnior, ressaltou o trabalho da prefeitura para garantir infraestrutura e desenvolvimento às comunidades rurais. “Com essa entrega, a gestão do prefeito David valoriza a cultura e a tradição. A casa de farinha representa mais do que uma estrutura física; ela é um símbolo da identidade do povo amazonense. Essa entrega é uma garantia de infraestrutura adequada para quem trabalha na produção, porque a mecanização desse processo aumenta a produtividade e reduz custos”.
O secretário da Semacc, Wanderson Costa, destacou a relevância da iniciativa para o setor agrícola. “Nós estamos trabalhando a assistência técnica, ouvindo e fomentando essas comunidades para que todos esses subprodutos da mandioca cheguem nas feiras e mercados da nossa capital, para você ter a tapioca lá na feira tudo passa pelo processo de produção e fomento da cadeia produtiva da mandioca, que também é feito aqui na área do Brasileirinho”.
Para os moradores, a entrega da casa de farinha representa uma conquista aguardada há anos. A presidente da Associação de Produtores do Brasileirinho, Silvia Rodrigues, vive há mais de três décadas no Ramal do Brasileirinho e comemorou a inauguração.
“Vocês não sabem como meu coração está feliz. E não é só o meu, mas também o daqueles que tanto esperaram por esta casa de farinha. Vocês não imaginam o incentivo que isso representa para a nossa comunidade do Brasileirinho. Com a gestão do nosso prefeito, temos evoluído muito. Posso dizer que nunca antes nossa comunidade recebeu tantos benefícios como os que têm chegado agora, sob a liderança do prefeito David Almeida”.
Incentivo
Nos últimos quatro anos, a gestão municipal incentivou o cultivo de mandioca nas comunidades de agricultura familiar de diversos polos rurais em Manaus, com a distribuição de manivas com qualidade genética e fitossanitária. Esse trabalho permite o aumento da produção da farinha, que é matéria-prima para a goma de tapioca e o pé de moleque, alguns dos subprodutos mais consumidos diariamente pelos manauaras.
Além de fomentar a economia local, essas ações reforçam o compromisso da Prefeitura de Manaus com a valorização dos produtores rurais, a sustentabilidade no setor agrícola e a ampliação das oportunidades para a população da zona rural.
Com informações da Semcom e Semacc
Filme amazonense ‘Ri, Bola’ tem exibição on-line hoje no site da Mostra de Cinema de Tiradentes













