Programa ‘Adeus Mosquito’ é lançado em Manaus em combate à dengue e outras doenças
No início do verão, estação marcada pelo aumento da incidência de doenças como dengue, zika e chikungunya devido à maior proliferação de mosquitos, a SC Johnson lança no Brasil o programa Adeus Mosquito. Criada pela organização internacional Edupas, em 2016, na Argentina, durante um grave surto de dengue, a iniciativa já impactou mais de 2 milhões de famílias na América Latina, incluindo países como México e Peru, e agora chega ao Brasil com o objetivo de fortalecer a prevenção por meio da formação de uma rede de multiplicadores.
Com a primeira parada em Manaus, o Adeus Mosquito será implementado em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). O primeiro treinamento foi realizado com 29 servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, da Fundação de Vigilância em Saúde e da Fundação Amazônia Sustentável, em Manaus, e a campanha atenderá, inicialmente, mais de 30 mil famílias em comunidades do entorno da fábrica SC Johnson na capital amazonense.
Reconhecida como uma das principais fabricantes mundiais de repelentes de insetos e produtos para controle de pragas domésticas, a SC Johnson reforça seu compromisso com a saúde e segurança das comunidades por meio do Adeus Mosquito. Na América Latina, o programa já doou mais de um milhão de repelentes e impactou mais de dois milhões de famílias, se consolidando como referência no combate às doenças transmitidas por mosquitos.
A chegada do programa ao Brasil reforça a importância de iniciativas que promovem educação e ações preventivas nesta época do ano. Neste sentido, a campanha Adeus Mosquito, idealizada e coordenada pela Edupas, tem como diferencial a formação de multiplicadores, contando com profissionais da saúde, educação e lideranças comunitárias para levar conhecimento às populações amazônicas. O objetivo é capacitar as comunidades para adotar práticas eficazes de prevenção e controle de mosquitos, protegendo a saúde e promovendo o bem-estar coletivo.
“Como um dos principais fabricantes mundiais de repelentes de insetos e produtos para controle de pragas domésticas, a SC Johnson tem a responsabilidade de contribuir para um mundo mais saudável, com o compromisso de proteger seus consumidores e suas famílias. Nesse sentido, o Adeus Mosquito é um programa especial que nos orgulha por levar educação e informações de qualidade sobre a prevenção de doenças transmitidas por mosquitos para toda a população. A parceria com a FAS nos permite atuar em Manaus e expandir o sucesso dessa iniciativa que já impactou positivamente tantos lares na América Latina. Trabalhar por um mundo melhor tem sido o compromisso da SC Johnson por cinco gerações e continua sendo nossa principal motivação”, destaca Tatiana Ganem, Gerente Geral da SC Johnson Brasil.
“Na FAS, acreditamos no poder da tecnologia para ampliar e potencializar ações de impacto, seja na área da saúde ou da educação. Nesta campanha, o foco principal está na saúde, mas também promovemos uma importante ação educativa, ao traduzir a campanha para uma linguagem acessível a todos. A presença da SC Johnson em Manaus, com uma fábrica na região, demonstra um compromisso relevante com nosso território e com as questões socioambientais locais. Ficamos muito felizes em sermos convidados a colaborar com essa iniciativa. Sempre que houver oportunidades de contribuir para melhorar as condições socioambientais das populações tradicionais, urbanas ou rurais, estaremos à disposição para participar”, destaca Valcléia Lima, Superintendente de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades na FAS.
O programa chega em um momento crítico, com o aumento do risco de epidemias devido ao clima quente e úmido, especialmente na região Norte, onde condições ambientais favorecem a proliferação do Aedes aegypti. Por meio de parcerias estratégicas e da disseminação de informações confiáveis, o Adeus Mosquito busca oferecer soluções práticas e acessíveis para reduzir o impacto das doenças transmitidas por mosquitos.
Com informações da assessoria
Roberto Cidade celebra incremento de R$ 181 milhões na saúde dos municípios
A ampliação no percentual de recursos repassados, via emendas parlamentares, por meio da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), foi um dos pontos destacados no processo de repactuação do sistema público de saúde anunciado pelo Governo do Estado, nesta quinta-feira (6). Ampliado na presidência do deputado estadual Roberto Cidade (UB), a medida é mais um mecanismo de financiamento no custeio da saúde nos municípios do Estado.
“O governador Wilson Lima anunciou o aporte de R$ 181 milhões à saúde do Estado, sendo 62,5% para o interior. Quem ganha com isso é a população. A Assembleia Legislativa também tem dado a sua contribuição para essa melhoria. Nós apresentamos a reformulação da lei que mudou o percentual da destinação das emendas parlamentares de bancada, que aumentou a obrigatoriedade de destinação mínima para a área de saúde, de 13% para 50%. Hoje, em torno de 60% das emendas parlamentares têm essa destinação. O objetivo de todos nós aqui, Legislativo e Executivo, é proporcionar cada vez mais melhorias na saúde do nosso Estado”, afirmou o deputado presidente.
O empenho dos deputados estaduais foi destacado pelo governador do Estado. “Agradeço e faço um reconhecimento público à Assembleia Legislativa que aumentou o percentual obrigatório de suas emendas para as ações de saúde e também pela condução nas votações das matérias encaminhadas pelo Executivo que visam melhorias na atenção às ações em saúde para o interior. Agora, com essa repactuação, serão R$ 181 milhões que começam a ser repassados a partir de março para que os prefeitos decidam quais são as prioridades no município nessa área. Estamos corrigindo distorções e dando maior autonomia para os municípios”, resumiu o governador.
Titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Nayara Maksoud explicou que a repactuação visa potencializar as ações de saúde no interior do Estado. “Trata-se de uma reorganização, que tem o objetivo de construir uma rede de saúde integral, forte, com qualidade, eficiente e com resolutividade. Com o refinanciamento garantido pelo Governo do Amazonas acreditamos que haverá o fortalecimento da gestão primária e da rede como um todo”, finalizou.
Além do deputado presidente, a solenidade contou com a presença dos deputados Adjuto Afonso (UB), Thiago Abrahim (UB), Sinésio Campos (PT), Alessandra Campelo (Podemos), Felipe Souza (PRD), George Lins (UB), Dr. Gomes (Podemos), Dra. Mayara (Republicanos) e Rozenha (PMB).
Com informações da assessoria
‘[B]errantes’: Teatro da Instalação recebe espetáculo internacional no fim de semana
Neste fim de semana, o Teatro da Instalação (Rua Frei José dos Inocentes, Centro) recebe o espetáculo “[B]errantes”, uma coprodução internacional realizada pela Associação Gira Mundo, do Amapá, e La Corte de los Milagros, do México. As sessões acontecem na sexta-feira e no sábado, dias 7 e 8 de fevereiro, às 19h30, com entrada gratuita. A classificação é de 12 anos.
A peça tem patrocínio do Programa Rumos Itaú Cultural 2024 e aborda os desenraizamentos e identidades em trânsito de latino-americanos, fora de suas zonas de conforto, em territórios estrangeiros, em confronto com suas semelhanças e diferenças socioculturais e políticas.
Com dramaturgia de Lorena Pires e direção de Anderson Barroso, os atores Augusto Pedraza e Wellington Dias atravessam testemunhos reais se tornando ficções fragmentadas de um mundo em crise. Em cena estão questões de imigração latina, sobre colonização e também reflete como mexicanos e brasileiros se veem dentro e fora dos seus territórios.
“‘[B]errantes’ tem o objetivo de reunir artistas de diferentes partes e regiões do Brasil e do mundo, de diferentes continentes também, América, Europa e África, para debater questões de identidade, de colonização, de multiculturalismo, o que nos aproxima e o que nos distancia em termos de história, de memória, de consciência social, de consciência individual e coletiva”, afirma Wellington Dias.
“É um projeto que trata sobre deslocamentos, sobre o trânsito de pessoas que saem do seu lugar de origem e que vão viver outras realidades em outros territórios e que se reinventam dentro desse processo de vida. É uma iniciativa de múltiplas vozes, de múltiplos corpos, que se encontraram na cidade de Manaus para materializar essa obra e agora abrir o processo criativo”, completa o ator.
O processo criativo do espetáculo teve a duração de três meses em encontros on-line, quando foi desenvolvida a dramaturgia, e a construção da obra presencialmente aconteceu em janeiro deste ano, em Manaus.
A ficha técnica de “[B]errantes” tem ainda Otávio Oscar na assistência de direção, Raphael Brito na preparação corporal, Krishna Pennut na preparação vocal, Ravi Music na sonoplastia, Ierê Papá na consultoria em performatividade, Tainá Vasconcelos no figurino, Juca di Souza na cenografia, Letícia Olvera e Otávio Oscar na iluminação e Manuella Barros na assessoria de imprensa.
Com informações da assessoria
Trump boicota G20, corta US$ 4 bilhões para fundo climático da ONU e impacta a COP30
O governo do republicano Donald Trump enviou uma carta à Secretaria-geral da ONU, anunciando que suspenderá o compromisso norte-americano de destinar US$ 4 bilhões para o fundo de mudanças climáticas da organização. Essa medida decorre da decisão de Trump de abandonar o Acordo de Paris.
“O governo dos EUA cancela todas as promessas pendentes ao Fundo Verde para o Clima”, escreveu o secretário de Estado, Marco Rubio.
Os EUA se comprometeram a enviar US$ 6 bilhões ao fundo, no entanto, só haviam pago US$ 2 bilhões. Agora, o restante do valor não será repassado.
Marco Rubio também cancelou sua ida à reunião do G20, na África do Sul, que será realizada entre 20 e 21 deste mês, sob o argumento de que é contra a política de distribuição de terras do governo local.
“A África do Sul está fazendo coisas muito ruins. Expropriando a propriedade privada. Usando o G20 para promover solidariedade, igualdade e sustentabilidade. Em outras palavras: DEI [diversidade, equidade e inclusão] e mudança climática. Meu trabalho é promover os interesses nacionais dos Estados Unidos, não desperdiçar o dinheiro do contribuinte ou mimar o antiamericanismo”, disse Rubio em uma postagem no X.
Resposta da ONU
A ONU afirmou, na última semana, que recebeu uma notificação oficial do governo Trump de retirada do Acordo do Clima de Paris.
Segundo o procedimento internacional, a medida entrará em vigor apenas no dia 27 de janeiro de 2026, apesar de Trump já ter indicado que não colaborará mais com a entidade e suspenderá todos os repasses para questões ambientais.
As Nações Unidas afirmaram que a notificação foi enviada ao secretário-geral da entidade, António Guterres.
“Reafirmamos nosso compromisso ao Acordo de Paris e o apoio para limitar o aumento das temperaturas globais a 1,5 grau Celsius”, disse a ONU.
Reação brasileira
A decisão de Trump foi recebida como um golpe a todas ações que estavam sendo arquitetadas para a COP30, a Conferência do Clima que ocorre em novembro deste ano em Belém (PA).
O Fundo Verde para o Clima foi criado em 2010 para mobilizar recursos dos países ricos para projetos em todo o mundo. O Brasil tem 13 operações em curso, envolvendo US$ 440 milhões.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, criticou as decisões de Trump. “Seus primeiros anúncios vão na contramão da defesa da transição energética, do combate às mudanças climáticas e da valorização de fontes renováveis na produção de energia. São o avesso da política guiada pelas evidências trazidas pela ciência e do bom senso imposto pela realidade dos eventos climáticos extremos que ocorrem, inclusive, em seu próprio país”, disse Marina.
A ministra completou que vê “com enorme preocupação o anúncio de que o presidente pretende acabar com o Green New Deal, tirar os EUA do Acordo de Paris, retomar a indústria automotiva norte-americana sem dar prioridade para carros elétricos e valorizar o uso de combustíveis fósseis. Serão tempos desafiadores para o mundo inteiro”.
Com informações do Metrópoles
ChatGPT gasta 1 garrafa de água a cada 100 palavras, diz pesquisa do Washington Post

A era da inteligência artificial trouxe grandes avanços para diversas áreas do conhecimento, mas também desafios que podem passar despercebidos. O simples ato de enviar um e-mail de 100 palavras utilizando um chatbot, como o ChatGPT, pode consumir cerca de 519 ml de água e 0,14 kWh de eletricidade, o equivalente a manter 14 lâmpadas de LED acesas por uma hora.
Os dados, que foram levantados pelo Washington Post em parceria com pesquisadores da Universidade da Califórnia, revelam um custo ambiental ainda mais expressivo quando multiplicado pelo número de usuários que interagem diariamente com essas ferramentas.
A necessidade de resfriamento dos servidores e bases de dados, que realizam milhares de cálculos para responder a cada comando, é um dos principais fatores por trás do consumo elevado de recursos.
Essa questão não é nova no mundo da computação de alto desempenho. Desde o final do século XX, a preocupação com a eficiência energética vem crescendo, levando ao desenvolvimento de máquinas mais econômicas e à busca por estratégias para minimizar o impacto ambiental da tecnologia.
IA e as mudanças climáticas
Por outro lado, a inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente em diversas áreas, inclusive no combate às mudanças climáticas. Pedro Dias, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), destaca que a tecnologia pode ser uma aliada na preservação ambiental, desde que utilizada de maneira responsável.
“A inteligência artificial hoje permeia tudo. É difícil encontrar alguma atividade que não tenha IA por trás”, afirma o professor. No entanto, ele também alerta para promessas exageradas: “Muita coisa é prometida e a gente ainda não tem, e talvez seja muito difícil ter rapidamente. Pode demorar muito tempo.”
Um dos exemplos positivos do uso da IA é a chamada agricultura de precisão, que contribui para a redução do consumo de insumos que liberam carbono na atmosfera. Além disso, a tecnologia auxilia no desenvolvimento de variedades mais resistentes ao calor e à seca, acelerando processos na biologia e na engenharia genética. “Hoje, o desenvolvimento de novas moléculas para defensivos agrícolas acontece primeiro no computador, antes do laboratório”, explica o professor.
Outro ponto relevante é a aplicação da IA no monitoramento ambiental. Programas desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) permitem prever desmatamentos e incêndios com base em modelos que analisam dados históricos. “Você tem os indicadores de potencial de incêndio, a experiência do passado e um grande número de casos. Com isso, pode-se desenvolver um modelo baseado em IA para prever onde vai acontecer um incêndio e qual será sua intensidade”, diz Pedro Dias.
Como a IA afeta o meio ambiente
Apesar dos benefícios, o professor reconhece que a IA também tem um impacto ambiental negativo, especialmente no consumo de energia dos data centers. “Os data centers são um grande problema”, afirma. No entanto, ele destaca que há esforços para tornar esses sistemas mais eficientes. “Hoje, quando compramos uma grande máquina, colocamos a eficiência energética no topo das prioridades. Não olhamos apenas o consumo do computador, mas também da refrigeração necessária para mantê-lo funcionando”.
A energia renovável tem se tornado um fator importante na computação de alto desempenho. No Brasil, segundo ele, isso é relativamente fácil de implementar, diferentemente de alguns países europeus e da América do Sul, devido à quantidade de recursos naturais.
Pedro Dias reforça que a IA pode ser utilizada tanto para o bem quanto para o mal. “Eu procuro ver o que podemos fazer de bom com a IA, mas sei que há quem pense o contrário”, afirma. Ele cita o uso da IA para detectar fake news e ataques cibernéticos como exemplos positivos.
A sustentabilidade dos modelos de IA depende de escolhas conscientes das empresas e instituições. “No final dos anos 90, já incluíamos a eficiência energética como critério na compra de computadores. Hoje, esse fator é ainda mais relevante”, conclui o professor.
Preocupação com o futuro
O professor Pedro também faz um panorama abrangente sobre a evolução da preocupação científica e industrial com a eficiência energética e o impacto ambiental da computação. Desde os primeiros anos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), ele observa como a preocupação com a pegada de carbono da própria modelagem climática cresceu significativamente. Enquanto nos anos 90 essa questão não era sequer mencionada, hoje está no centro das discussões, impulsionando avanços na tecnologia.
Ele destaca como a evolução dos processadores gráficos (GPUs) revolucionou a eficiência energética dos centros de processamento de dados, por exemplo. Antigamente, uma máquina consumia o dobro de energia para operar e ser resfriada, enquanto hoje a relação é muito mais eficiente, reduzindo drasticamente o desperdício. Além disso, iniciativas para reutilizar o calor gerado pelos equipamentos já são realidade em países como Alemanha e Estados Unidos, sendo aproveitado tanto para aquecimento no inverno quanto para resfriamento no verão.
Pedro Dias destaca que, apesar dos desafios, há sinais positivos. No entanto, ele traz luz à ironia criada pelo gasto energético aliado ao avanço tecnológico: “O próprio processo de desenhar esses cenários futuros contribui para o aquecimento global”.
Com informações do Terra
Prefeitura de Parintins investe no esporte e define campeonatos feminino e Sub-17
A união entre a Prefeitura de Parintins e a Associação da Liga Esportiva de Parintins (Alepin) definiu a realização de duas grandes competições na cidade: o Campeonato Sub-17 Masculino e o Feminino Principal de Futebol. Os eventos esportivos estão programados para iniciar no próximo dia 15, a partir das 16h no estádio Tupy Cantanhede – o “Tupyzão”.
Os acertos das competições foram definidos no início da semana, na Escola Estadual Padre Jorge Frezzini, em reunião entre representantes de clubes nas duas categorias em disputa, com a presença do presidente da Alepin, Áderson Bezerra, e do secretário de Esporte de Parintins, Luan Cavalcante. No encontro, também foram apresentados os oito troféus que serão entregues aos vencedores do torneio início e do campeonato.
Um total de 23 equipes estão inscritas para participar, sendo 11 clubes no Sub-17 e 12 times no Feminino Principal. O torneio de apresentação das equipes está marcado para às 16h do dia 15 de fevereiro, no Tupyzão, O ingresso será vendido ao preço de R$ 3, ou dois ingressos por R$ 5, no próprio estádio.
“Fechamos o torneio início e o campeonato em uma reunião muito produtiva, principalmente, com o pessoal do feminino, que hoje vestiram a camisa e vieram à luta. Logo teremos uma reunião com o prefeito e vamos levar a demanda dos times pra ele”, informa o presidente da Alepin, Áderson Bezerra.
O secretário de esporte, Luan Cavalcante, afirma o suporte da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (Semjel) na abertura e durante toda a competição. “As equipes filiadas Alepin tiveram essa iniciativa de montar esse calendário esportivo, contemplando o Sub-17 e o feminino, no qual a Alepin tomou a frente da competição em acordo com os clubes. A secretaria entra para dar o seu suporte na abertura e no decorrer da competição em todos os sentidos, incentivando o esporte de base, potencializando e valorizando o futebol feminino em Parintins”, ressalta.
Incentivador do esporte feminino no município, o responsável da equipe Santos Feminino, João Bosco, destaca o apoio do poder municipal e a motivação das atletas para o início da competição. “A expectativa é muito grande, vale lembrar todo o apoio do prefeito Mateus, secretário Luan e a Liga. É uma competição que tem tudo para dar certo e vamos estar lá mostrando o potencial do futebol feminino. Já estamos treinando a equipe há mais de um mês, vale lembrar que começa dia 15, mas estamos treinando e vamos lutar para chegar nas primeiras colocações”, garante.
Com informações da assessoria
Otaviano Costa faz relato emocionante sobre a vida depois de aneurisma no coração

Tudo começou na Argentina. Estava passando o feriado de Corpus Christi com minha família quando comecei a sentir uma dorzinha na costela do lado direito. Nunca tinha sentido aquilo e ficou me incomodando por um tempo. Quando voltei para o Brasil, liguei para meu médico, Roberto Kalil, contei o que estava acontecendo e ele me pediu para fazer um ecocardiograma. Era começo de junho, um dia antes do aniversário de 50 anos da Flávia (Flávia Alessandra, atriz e esposa de Otaviano). Família inteira estava reunida em casa, iríamos fazer uma festança no final de semana e aí na sexta-feira, final da tarde, fui para esta clínica fazer os exames. Me lembrei que fazia uns dois anos que não fazia um check-up completo de como estava e decidi, juntamente com o eco do doutor Kalil, fazer exames gerais.
Quando terminei de fazer o ecocardiograma, o médico encostou as costas no encosto da cadeira e disse que eu tinha algo muito grave dentro de mim. Até pensei que era um cisto que tenho e que carrego há muitos anos, mas que não precisa ser retirado, pelo menos não por enquanto, ou a minha condição de nascença, tenho uma válvula bicúspide, que era para ser tricúspide. Um médico a detectou em 2007 e disse para eu ficar atento a ela. Confesso que não segui a recomendação dele.
Mas ele balançou a cabeça de forma negativa e disse que eu tinha um aneurisma da aorta torácica ascendente. Para mim, esse diagnóstico era algo muito ruim. Perdi um tio da minha família por conta de um aneurisma. O médico disse que era como uma bexiga, que tinha por volta de seis centímetros, mas que a minha dor nas costas poderia ser um outro aneurisma localizado mais abaixo e que o exame não havia detectado. Ele pediu para eu voltar no dia seguinte para realizar outros exames.
Saí do hospital totalmente perdido, sem chão, sem cabeça. Cheguei em casa, meus pais estavam sentados na mesa com a Flavinha, minhas filhas, todos felizes por conta da festa, prontos para comemorar a vida, os 50 anos da Flávia e eu com uma notícia devastadora. Decidi não contar nada naquele momento. Se contasse, tinha certeza de que a Flávia cancelaria a festa, se assustaria, causaria pânico em todo mundo e não queria nada disso nas vésperas do aniversário e da festa dela.
Fiquei nesse espectro de sonho enquanto ela celebrava a vida, pensando em tudo o que estava por vir. Ainda não tinha caído a ficha da gravidade da situação.
No dia seguinte, fui fazer os exames, mas graças a Deus não era nada. A dor, que achava que poderia ser alguma coisa, era uma questão física e muscular.
No domingo à noite, contei para a Flávia. Minhas filhas não estavam em casa e ela foi a primeira a saber. Ela disse que tinha desconfiado de que algo estava errado, nós choramos, nos abraçamos, ficamos em silêncio e no dia seguinte, ela entrou realmente no circuito e foi uma grande pilastra dessa situação, desde então ela não saiu do meu lado.
No final daquela semana viajamos para São Paulo, levei os exames para o Kalil, fiz uma nova bateria de exames, e ele já disse para agendar minha cirurgia. Ele disse que era necessário ser feito se eu não quisesse viver com uma bomba-relógio dentro de mim. Como havia congelado minha agenda no mês seguinte para a viagem, decidimos cancelar a viagem e agendar a cirurgia.
Ali tudo mudou para mim. Estava com medo, triste, já me preparando para o fim. Estava enfrentando a morte e depois disso, virou uma chavinha dentro da minha cabeça, porque havia uma possibilidade, não era incurável ou irreversível, então passei a enfrentar a vida. A lutar a favor dela.
Quando voltei para a casa, contei para as minhas filhas e para os meus pais. Decidi falar para poucas pessoas para ficar apenas entre nós, no âmbito familiar e não ter risco de vazar a informação. Foi um momento doloroso, mas também de extrema união.
Será que fiz tudo o que tinha para fazer? Vivi de peito aberto? Perdoei quem tinha que perdoar, declarei meus amores, vivi e realizei meus sonhos? Sou feliz? Minhas filhas estavam em um caminho certo, estão legais? Questionava sobre tudo. Tudo parecia que estava fazendo pela última vez. A última apresentação de ballet da minha filha, o último São João, o último dia dos namorados com a Flávia. Organizei toda a minha vida patrimonial. Tudo isso aliado a oscilações de humor, com muito medo, emoção, ansiedade.
Chegamos na semana que antecedia à cirurgia. Me internei três dias antes para fazer o pré-operatório. Brinco que era um astronauta do desconhecido, prestes a entrar em outro planeta que nunca tinha ido.
Quando acordei, estava entubado ainda na UTI, mas vi a Flávia do meu lado. Lá, no hospital, a UTI é humanizada, então uma pessoa da família pode ficar com você, e um médico veio falar comigo, me tranquilizar, dizendo que a cirurgia foi um sucesso.
Nascer de novo
E a partir daquele dia, reaprendi muita coisa. Os primeiros passos, o primeiro banho, junto com a equipe de enfermagem e depois sozinho, a primeira alimentação. É tudo sempre muito emocionante. No segundo dia, ainda na UTI, comecei a fazer fisioterapia, fiquei uns 60 dias dormindo apenas de frente, mudei praticamente toda a minha dieta e exercício físico, visto que eu não podia fazer nada. Mas o meu condicionamento e a minha musculatura foram um diferencial nesse quesito.
Virei o terror dos médicos, porque depois de três dias já estava com a dieta totalmente liberada, pedindo pizza, sanduíche, comendo comida árabe dentro do hospital Sírio Libanês, mas com limitação física, claro.
Eles até brincam comigo dizendo que virei um péssimo exemplo, porque as pessoas vão fazer a cirurgia e me têm como modelo. Falam que depois de dois dias eu já estava sorrindo, pulando, brincando, comendo de tudo, e que eles querem ser iguais.
Depois de 10 dias, soube da notícia da minha alta e decidi gravar um vídeo contando sobre a internação, o diagnóstico e a cirurgia, que provocou um aumento gigantesco no pedido de exames de diversos hospitais de São Paulo, porque as pessoas viram que um simples exame de ecocardiograma havia salvado a minha vida. Comecei a receber centenas de mensagens de diferentes pessoas do país, contando um pouco a história de cada um.
Virei o serviço de atendimento ao cliente da saúde, e comecei aleatoriamente a responder por texto, respondi muitos, mas acho que devo ter deixado de responder muitos também, e por isso, decidi criar uma palestra chamada “De Peito Aberto”, para estender essa conversa. Compartilhar com as pessoas a minha história, contar sobre como foi a minha cirurgia, estimulá-las a fazer essa reflexão da vida e mostrar a importância de cuidar da saúde, fazer exames de rotina e não vacilar com isso.
Hoje, falo que sou fruto de um milagre da vida, quem sobrevive um negócio desse, mentalmente e fisicamente, a cicatriz que carrego no peito, é o meu milagre da vida. Estou liberado, tanto de dieta quanto de exercício físico. Pratico esporte, corro, ando, nado, faço academia. Tudo o que tenho vontade.
Vivo ainda mais de peito aberto para todas as coisas da vida. O que posso falar para as pessoas é não deixem de cuidar da saúde. Acho que este foi o maior aprendizado que tive. A vida é boa demais para você não cuidar daquilo que é mais precioso além da sua família. É cuidar de si e não deixar a rotina te engolir.
Otaviano Costa em depoimento ao repórter Eduardo F. Filho
Com informações de O Globo














