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David Almeida celebra um ano do mirante Lúcia Almeida e reforça compromisso com o Centro Histórico de Manaus

Fotos: Dhyeizo Lemos e Clóvis Miranda / Semcom

O prefeito de Manaus, David Almeida, celebrou, neste sábado, 5/4, o primeiro aniversário de entrega do mirante Lúcia Almeida, um dos maiores símbolos da transformação urbana e turística do centro histórico da capital amazonense. Localizado no largo da ilha de São Vicente e integrado ao casarão Thiago de Mello e ao píer Manaus 355, o mirante se consolidou como novo cartão-postal da cidade, atraindo moradores e visitantes de diversas partes do mundo, especialmente durante a temporada de cruzeiros.

“São quatro obras em uma. Um ano atrás, esta área era um prédio abandonado, degradado. Hoje, é um dos pontos mais importantes do turismo de Manaus, com mais de 250 mil visitantes neste primeiro ano. Estamos mostrando Manaus de frente para o rio, como ela merece ser vista”, destacou o prefeito.

A programação especial de aniversário contou com exposições, apresentações musicais, feira de artesanato, gastronomia e uma queima de fogos de baixo ruído, além da presença de centenas de lanchas atracadas no píer 355, que se tornaram parte do espetáculo do pôr do sol amazônico.

O evento foi organizado pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), que celebrou o impacto positivo do equipamento na economia criativa da cidade. “Aqui temos espaços dedicados à arte, à música, ao artesanato, ao lazer e à gastronomia. O mirante é um polo cultural e de geração de renda para os nossos artistas e empreendedores”, reforçou o diretor-presidente da ManausCult, Jender Lobato.

Para o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Carlos Valente, o empreendimento representa uma mudança histórica na relação da cidade com o rio. “Antes, era um lugar que ninguém queria visitar. Hoje, estamos recebendo quase 5 mil pessoas em um sábado, com cultura popular, barcos festejando, famílias inteiras aproveitando esse espaço que virou referência turística nacional”, afirmou.

Durante o evento, a exposição dos fotógrafos da prefeitura também foi destaque. “São profissionais que vivem o cotidiano da cidade e registram com sensibilidade os empreendimentos que estamos entregando. Eles captaram a grandiosidade dessa transformação em suas lentes”, declarou David Almeida.

A homenagem in memorian a Lúcia Almeida, que dá nome ao mirante, também emocionou o público. Irene Melo Ferreira, mãe de Lúcia, destacou o impacto do espaço para a cidade. “É uma homenagem linda. Manaus precisava disso. É um lugar que chama pela beleza natural e vai atrair ainda mais turistas”, disse.

A artesã Rúbia Rodrigues, que expõe no mirante, comemorou o fortalecimento da economia criativa local. “As vendas são maravilhosas. A gente tem a chance de mostrar a nossa arte, nossa floresta, nossos rios. É um espaço que valoriza o artesanato e dá visibilidade ao nosso trabalho”, celebrou.

Fotos: Dhyeizo Lemos e Clóvis Miranda / Semcom

A moradora Rosemary Soares sintetizou o sentimento do público. “É uma ótima opção de lazer, maravilhosa para a família. Há muito tempo não tínhamos nada assim no Centro. O prefeito está de parabéns”.

O mirante Lúcia Almeida é mais que um ponto turístico. É símbolo de um novo tempo para Manaus. E, segundo o prefeito, vem mais novidades por aí. “Aguardem! Em breve, vamos ter o nosso aquário aqui no entorno. Estamos apenas começando”, finalizou David Almeida.

Moro diz que governo Lula ‘derreteu’ e que direita tem que se unir para ‘derrotar sem dó o PT’

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) - Foto: Roque de Sá / Agência Senado

O senador Sérgio Moro (União-PR) afirmou que o governo Lula “derreteu” e que a direita e centro-direita devem se unir para derrotar “sem dó” o PT nas próximas eleições presidenciais. A declaração foi feita ao Terra durante o evento de anúncio da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (União) à presidência em 2026.

“A gente está vendo o governo Lula derreteu. Ele acabou, não tem projeto para o país, a economia está se deteriorando e agora a gente ainda vai ter os desafios internacionais: inflação alta, juros elevadíssimos, a dívida pública e privada das famílias crescendo. E, do outro lado, um campo importante para a vida das pessoas que é a segurança pública, ela está totalmente abandonada pelo governo federal que não tem nenhuma proposta”, disse o senador.

Moro também pontuou que irá apoiar a pré-candidatura de Caiado à presidência da República em 2026. Questionado se aceitaria ser vice de Caiado, afirmou que seus planos são outros.

“Nós temos que, em 2026, aglutinar todos os candidatos do campo da direita, da centro-direita, para que nós derrotemos sem dó o PT. O país não aguenta mais quatro anos desse desgoverno. A Bahia, aqui onde está sendo feito esse lançamento, é um exemplo, 4.480 assassinatos ano passado, é o estado mais violento do Brasil e o que ele tem em comum com o governo federal? Governo do estado do PT. Vamos romper isso aí”, continuou.

Questionado sobre o fato de Jair Bolsonaro (PL) ter se tornado réu por envolvimento nos atos golpistas do 8 de janeiro, após julgamento no STF, Moro desconversou, e não comentou sobre o assunto.

*Com informações de Terra

‘Não será fácil, mas resultado será histórico’, diz Trump sobre tarifas

Foto: Jim Vondruska / GettyImages

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender o tarifaço do seu governo na manhã deste sábado, 5. Trump negou que a China tenha sido atingida “mais duramente” que os EUA.

“Eles, e muitas outras nações, nos trataram de forma insustentável. Fomos o ‘poste de chicote’ idiota e indefeso, mas não mais. Estamos trazendo de volta empregos e negócios como nunca antes”, escreveu em uma publicação na rede social Truth Social.

O presidente americano afirmou que o país já recebeu mais de US$ 5 trilhões em investimentos. “AGUARDEM RESISTENTES, não será fácil, mas o resultado final será histórico”, afirmou.

A manifestação de Trump ocorre em meio à entrada em vigor das tarifas globais de 10% sobre produtos importados pelos Estados Unidos neste sábado. A medida atinge mais de 180 países. A tarifa geral mínima de 10% passa a valer neste sábado, enquanto as tarifas individualizadas entrarão em vigor na próxima quarta-feira, 9.

A tarifa de 10% será aplicada também às nações que o presidente Trump selecionou para sobretaxas mais elevadas por meio da sua medida tarifária recíproca, caso da União Europeia e da China.

Na sexta-feira, 4, a China anunciou uma série de ações retaliatórias aos Estados Unidos. As medidas incluem tarifa recíproca de 34% sobre os produtos americanos importados, controles de exportação a sete categorias de itens relacionados a terras raras e a inclusão de 11 empresas dos EUA à “lista de entidades não confiáveis”. O governo chinês também registrou queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas dos Estados Unidos.

*Com informações de Terra

Polícia Militar do Amazonas prende seis homens por comércio ilegal de mercúrio usado no garimpo

Ação foi realizada na zona centro-sul de Manaus após denúncia de possível sequestro - Foto: Divulgação / PMAM

A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), prendeu seis homens e apreendeu produtos químicos utilizados no processamento de ouro ilegal. A ação aconteceu na sexta-feira (04/04), no bairro Parque 10 de Novembro, zona centro-sul de Manaus.

A equipe da PMAM recebeu uma denúncia, via linha direta, sobre um possível sequestro em andamento na rua Michel Fokine. Segundo as informações, os envolvidos estariam em três veículos: uma caminhonete MMC L200 Triton (placa PHR-1229), um Chevrolet Montana (placa TAE9A17) e um Honda HR-V (placa PHI0J92).

Ao chegar ao endereço indicado, os policiais militares encontraram os veículos estacionados em frente a uma loja. Funcionários do estabelecimento informaram que os proprietários dos carros estavam dentro do local. A equipe da PMAM entrou na loja, localizou seis suspeitos e realizou abordagem e revista pessoal, além de vistoria nos veículos.

Durante a inspeção, foram encontrados dois cilindros de azougue (mercúrio), produto químico altamente tóxico e proibido, utilizado no garimpo ilegal de ouro. Apesar de não se tratar de um sequestro, a ocorrência revelou o comércio ilegal de substâncias controladas.

Além dos cilindros de mercúrio, foram apreendidos seis aparelhos celulares e os três veículos utilizados pelos suspeitos. Todo o material e os envolvidos foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal no Amazonas (SR/PF/AM).

Denúncia

A Polícia Militar do Amazonas orienta a população a informar imediatamente qualquer ação criminosa, por meio do disque-denúncia 181 ou pelo 190. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

Workshop sobre I.A no TCE-AM prepara servidores para nova era digital na Corte

Foto: Filipe Jazz / TCE-AM

Com o auditório praticamente lotado, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) realizou, na manhã desta sexta-feira (4), um workshop sobre o uso da Inteligência Artificial (IA) voltado aos servidores da Corte. A capacitação é promovida pela Secretaria de Tecnologia da Informação (Setin) e pela Escola de Contas Públicas (ECP), com apoio do Comitê de IA da instituição.

O evento foi dividido em duas etapas. Na primeira parte, os participantes assistiram a uma palestra introdutória sobre os projetos de IA em desenvolvimento pelo Tribunal, com foco no uso seguro e responsável das ferramentas tecnológicas no contexto da fiscalização e da gestão pública. Já na segunda fase, o foco foi na prática: os servidores foram orientados sobre estratégias de engenharia de prompts, comandos otimizados para extrair melhores resultados das ferramentas de IA.

Um dos responsáveis por essa abordagem prática foi Arlesson dos Anjos, diretor de Inteligência Artificial (Dinar). Durante sua apresentação, ele demonstrou como os servidores podem utilizar a plataforma institucional Amazon.ia, que permite desde a criação de assistentes personalizados até a interação com documentos processuais por meio de um assistente integrado ao Sistema de Processo Digital (SPD).

“Mostramos casos concretos de como os servidores podem obter bons resultados utilizando a IA disponibilizada pelo Tribunal, com destaque para prompts voltados à elaboração de relatórios, votos e extração de informações de contratos e licitações. A ideia é aumentar a produtividade utilizando as plataformas que já estão à disposição”, explicou Arlesson, comemorando a expressiva participação no evento.

O diretor da Consultec, Ocimar Meloni, que também participou como palestrante, destacou o sucesso do workshop ao atingir dois objetivos principais.

“Primeiro, motivar os servidores a buscarem conhecimento sobre IA. Segundo, garantir que, ao utilizarem essas ferramentas, o façam de forma responsável e segura. Queremos ‘usar menos a mão e mais o cérebro’. Nosso foco este ano é alcançar a hiper produtividade dentro do Tribunal, e isso só será possível com uma base de conhecimento sólida”, afirmou.

A capacitação também abordou temas como segurança digital, conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e aplicação prática da IA nos processos de trabalho da Corte. Apenas os servidores que participarem do treinamento estarão autorizados a utilizar as soluções desenvolvidas pelo TCE-AM, conforme determina a Portaria nº 54/2024 – GP, que instituiu o Comitê de IA.

Projeto tenta transformar maconha apreendida em biocombustível

Projeto amazônico tenta transformar maconha apreendida em biocombustível - Foto: Divulgação

Um projeto ainda estágio inicial no Pará pretende, eventualmente, reaproveitar maconha apreendida, evitando sua simples destruição. A ideia, que ainda precisa passar por diversos estágios até se concretizar, é transformar a droga em biocombustível e outras substâncias com potencial de uso.

Fazem parte do projeto a Polícia Federal, a UFPA (Universidade Federal do Pará) e a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

O destino das drogas apreendidas pela polícia é a destruição. Nélio Teixeira Machado, professor da UFPA, cita que existem custos envolvido em armazenagem, segurança e queima da maconha apreendida. Dessa forma, uma transformação do material poderia dar um fim mais nobre às apreensões.

Há cerca de um ano e meio, o perito da Polícia Federal Antônio Canelas, doutorando orientado por Machado, trabalhava com casca de cacau para produção de biogás, bio-óleo e biocarvão. Foi então que surgiu a ideia: por que não tentar fazer o mesmo para Cannabis, considerando os montantes que são apreendidos pela polícia?

“Existe uma diferença conceitual”, afirma Machado. “Evidentemente a casca do cacau não é um material apreendido.”

Diz o pesquisador da UFPA que, fora isso, a grosso modo, há características semelhantes. Vale destacar também que a ideia se aplica somente à maconha, por se tratar de um composto orgânico e, por isso, passível de potencial transformação em outros produtos.

Machado, que tem trabalhos com outros tipos de biomassa, especialmente oleaginosas amazônicas, afirma que desconhece outros projetos com uso de Cannabis para tal fim.

Por se tratar de um produto fruto de apreensão, para a realização do projeto é necessária autorização da polícia. O caminho, porém, tem sido um pouco mais fácil graças ao perito da Polícia Federal que compõe o projeto.

Os experimentos têm sido realizados nos laboratórios da própria polícia, diz Machado.

Mas o caminho ainda pode ser longo para o projeto de pesquisa em questão. “Foi montado todo o aparato para realizar os experimentos. Está na fase de analisar o bio-óleo e o biocarvão”, diz o pesquisador.

Depois de feita a caracterização, em um segundo momento, vem a análise de escalonamento e viabilidade econômica —afinal, existe um custo no processo de transformação, com necessidade, por exemplo, de um reator de pirólise, responsável pelo processo.

Agora os pesquisadores estão buscando parcerias de financiamento para dar continuidade ao projeto.

*Com informações de Folha de São Paulo

Datafolha: Lula estanca queda de popularidade, mas reprovação (38%) ainda supera aprovação (29%)

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Após ver sua popularidade desabar no começo deste ano e atingir o pior patamar de todos os seus mandatos, o presidente Lula (PT) estancou a crise e conseguiu uma leve melhora na proporção dos que avaliam sua gestão como ótima ou boa, segundo a mais recente pesquisa Datafolha.

O índice de aprovação subiu de 24%, no levantamento de fevereiro, para 29%. Mas segue distante dos 38% que consideram o governo como ruim ou péssimo —antes eram 41%. Já os que classificavam sua gestão como regular continuam sendo 32%.

O Datafolha ouviu 3.054 pessoas, com 16 anos ou mais, em 172 municípios, de terça (1º) até quinta-feira (3). A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os números aferidos nesta semana estão no segundo pior patamar da gestão Lula 3 —a situação é melhor apenas que a de fevereiro.

Nos demais levantamentos do Datafolha ao longo do terceiro mandato do petista, o índice dos que viam o governo como ótimo ou bom era ao menos numericamente superior ao de ruim ou péssimo. Em dezembro, a taxa de aprovação era de 35%, contra 34% da de reprovação.

A queda de popularidade de Lula se deu em meio à subida do preço dos alimentos, que tem pressionado a inflação, e crises como a do Pix —com medidas que motivaram fake news sobre uma suposta taxação.

O petista fez no começo do ano uma mudança na Secom (Secretaria de Comunicação Social), colocando o marqueteiro Sidônio Palmeira para comandar a pasta. Conforme mostrou a Folha, integrantes do Executivo e parlamentares faziam a avaliação de que as medidas já tomadas ainda não haviam surtido efeito.

Segundo a pesquisa Datafolha, o atual índice de avaliação positiva de Lula é semelhante aos 28% registrados em outubro e dezembro de 2005, durante seu primeiro mandato e em meio à crise do mensalão.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

No mesmo período de seu mandato, em maio de 2021, em meio à pandemia de Covid, Jair Bolsonaro (PL) marcava 24% de bom ou ótimo e 45% de ruim ou péssimo. Naquela altura, 30% avaliavam o governo como regular.

Quando questionados se aprovam ou desaprovam o governo Lula, o cenário atual é de empate dentro da margem de erro: 49% desaprovam, enquanto 48% aprovam. Outros 3% dizem não saber.

Apesar da leve alta na aprovação desde fevereiro, a expectativa futura em relação ao governo não melhorou.

Quando questionados se, daqui para frente, Lula fará um governo ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo, o índice dos que fazem um prognóstico positivo é igual ao do negativo: 35%. Outros 28% dizem que será regular.

Em comparação com os resultados medidos anteriormente, é a primeira vez que a perspectiva mais otimista não é numericamente superior à negativa.

Além disso, o cenário se afasta bastante do medido no início do terceiro mandato, em março de 2023, quando 50% diziam que Lula faria um governo ótimo/bom, contra apenas 21% que tinham uma visão pessimista.

Também a resposta à pergunta se a vida melhorou ou piorou após a posse de Lula não traz boas notícias para o governo: 29% dizem que piorou. Em julho do ano passado, 23% diziam o mesmo.

Já os que dizem que a vida melhorou ficou em 28%, variando dentro da margem de erro (antes eram 26%). Os que respondem que a vida permaneceu igual passou a 42% (saindo do patamar anterior de 51%).

Considerando-se apenas as mulheres (com margem de erro de três pontos), a avaliação de ótimo ou bom de Lula agora é de 30%, melhorando o índice de fevereiro, em que tinha amargado 24% no segmento que dava a ele 38% até dezembro.

Foto: Agência Brasil

Entre os mais pobres —aqueles que ganham até dois salários mínimos, com margem de erro de três pontos—, o governo viu sua avaliação positiva oscilar apenas um ponto percentual, ficando em 30% (era de 29% em fevereiro). O segmento era aquele em que Lula se saía melhor, com 44% de avaliação positiva em dezembro.

A recuperação parcial da avaliação positiva do presidente de fevereiro para abril foi mais forte, conforme aponta o Datafolha, entre aqueles com escolaridade superior (margem de erro de quatro pontos), que passou de 18% para 31%, e também entre as faixas de renda mais altas.

Entre os que ganham de 2 a 5 salários (margem de erro de três pontos), a taxa de avaliação positiva passou de 17% para 26%. Tanto entre os que ganham de 5 a 10 salários (margem de erro de cinco pontos) quanto na faixa dos que ganham mais de 10 salários (margem de erro de oito pontos), passou de 18% para 31%.

Já entre as regiões do país, a avaliação positiva do presidente segue mais alta no Nordeste (margem de erro de quatro pontos), com 38%. Mas ainda não se recuperou da queda de dezembro para fevereiro, quando caiu de 49% para 33%.

No Sudeste, a avaliação positiva é 25%, frente a 20% no último levantamento.

O governo Lula prepara uma ofensiva publicitária e prevê contratos de ministérios, bancos e estatais que podem alcançar R$ 3,5 bilhões neste ano, após a conclusão de licitações para seleção de agências de propaganda.

Na última quinta, sob comando de Sidônio, a gestão petista fez um evento com ares eleitorais para divulgar um balanço, intitulado “Brasil Dando a Volta por Cima”.

*Com informações de Folha de São Paulo

‘Foi muito triste’: Derico diz que Globo ‘forçou’ adeus de Jô Soares da TV

Jô Soares - Foto: Reprodução / Instagram

Derico Sciotti, 58, e os músicos de Jô Soares (1938-2022) vão se reunir neste sábado, no Blue Note, em São Paulo, para o show “Derico & Sexteto”, em homenagem ao apresentador. O espetáculo conta histórias ocorridas durante 28 anos de participação do músico no programa de entrevistas de Jô. Além dos relatos marcantes, o repertório do show tem músicas que fizeram parte do álbum gravado por Jô Soares & O Sexteto, em 1999, em São Paulo.

“Qual foi a minha ideia? Pegamos o projeto que fizemos com ele e falei: ‘vamos fazer uma homenagem ao Jô fazendo um show com esse repertório’. É um repertório que ele gostava de tocar, cantar, se preparou muito para fazer esse projeto e realizou. O Jô era um cara realizado, porque tudo que ele se propunha a fazer, ele fazia e é uma homenagem bacana de se fazer. A gente sabe fazer isso e é um show musical com aquela pegada de lembranças, memórias afetivas e trazendo para perto de novo uma lembrança dele, e ele sendo meio que protagonista sem estar presente.” afirmou Derico.

Multi-instrumentista vai se apresentar ao lado de Marcinho Eiras, Chico Oliveira, Marcos Romera, Binho Pinto e Marcelo Soares. Da formação original do grupo, Rubens Cubeiro Rodrigues, o guitarrista Rubinho, faleceu com o programa ainda no ar, em 1999. Já Bira, o baixista, morreu em 2019, período em que o programa já não estava mais no ar na Globo.

“O show vai ter músicas do disco, é o repertório inteiro, e muitas histórias. O show é um pouco interativo também, porque abro para perguntas, para as pessoas contarem as histórias próprias com relação ao programa e cada um de nós conta como entrou no programa. Então, também tem essa história particular de cada integrante que tem essa história com o Jô. É uma volta, digamos assim, ao que seria o Programa do Jô, só que com aquelas curiosidades sendo resolvidas.”

“Foi aposentado de forma compulsória”

Derico trabalhou por 28 anos com Jô Soares e integrou seus grupos musicais nos programas Jô Soares Onze e Meia (SBT) e no Programa do Jô (Globo). A relação com o apresentador transcendeu do contato de trabalho para amizade para vida.

“Ele era um amigo. A gente tinha muito respeito profissional. A gente sabia que a gente estava lá como funcionários de uma empresa, que a gente era contratado para um programa de televisão, mas o Jô dava liberdade para nós. Ele afrouxava a corrente para que a gente pudesse desenvolver o nosso potencial e ajudar, de alguma forma, o programa no sucesso, no desenvolvimento de ideias e tudo mais”, conta.

“Lógico que o programa era dele e ele que fazia o que ele bem entendia, mas a gente tinha um papel muito preponderante lá. Cada um tinha o seu protagonismo, mesmo que fosse pequeno, a gente tinha. O Jô dava espaço para mim, para fazer minhas brincadeiras, para fazer minhas paródias e isso é coisa de amigo. Isso não é coisa de patrão empregado. Isso é coisa de amigo, com certeza.”

O multi-instrumentista não esconde que sente falta do clima de alegria e descontração dos tempos de trabalho em SBT e Globo com o apresentador. “Quando o Jô mudou do SBT para Globo, ele foi com 22 componentes. Ele levou todo mundo, foi um dos requisitos do contrato. Ele é um cara muito fiel. Nós fomos muito felizes nas duas emissoras. Sinto muita falta daquele clima de alegria”.

“SBT é uma empresa espetacular e fizemos muita coisa legal, mas a Globo é a Disneylândia. Na Globo, o que você quer fazer, ela te dá a certeza de que você vai conseguir fazer. Era essa a relação que a gente tinha com a Globo e foi uma relação muito boa até acabar, porque a gente conseguiu fazer tudo que a gente imaginou.”

Derico alega que a emissora carioca pecou somente na condução de promover a saída de Jô Soares do ar. Ele entende que a relação de começo e o meio foi de excelência, mas o fim não houve “elegância”, por tudo que o apresentador representava para história da televisão.

“O fim não pegou todo mundo de surpresa, mas foi triste. Foi muito triste porque eu, particularmente, acho que não era o momento. Entendo que tudo tem um começo, um meio e um fim. Tanto o começo quanto o meio teve um patamar de excelência e de glamour, mas o fim não teve elegância e poderia ter tido porque o Jô merecia. Ele merecia esse resguardo e esse carinho, mas não foi bem assim que a coisa aconteceu.”

Jô Soares, segundo o músico, acabou aposentado pela Globo por falta de propostas para novos projetos. “Foi chato porque poderia ter ficado um pouco mais no ar, mas a concorrência já não era uma concorrência que o Jô estava a fim de peitar. As oportunidades que a Globo estava dando para que a coisa continuasse já não eram as mesmas”.

Foi ficando uma coisa um pouco restrita e muito sem opção, sabe? Eles não estavam dando muita opção de escolha. Ou você faz isso ou você tá fora e isso que eu acho que pegou. Isso que eu acho que foi uma coisa triste, porque não se deu a oportunidade de o Jô ter um plano B, uma coisa nova para continuar. Ele foi aposentado, na verdade, de forma compulsória.

“Não tinha nada a ver com TV”

Nascido em 1966, João Frederico Sciotti é natural de São Paulo e ficou famoso pelo apelido de Derico. Caçula de três irmãos, o artista cresceu numa família de músicos, todos pianistas, e viu o tio Pedrinho Matar fazer sucesso e ter até programa na TV.

“Quando fiz cinco anos, que é uma idade que a minha mãe achava interessante para os filhos estudarem música, ela me deu uma flauta doce, aquelas flautinhas de plástico, para iniciação musical. Me dei bem com o instrumento porque era uma sequência do que eu já fazia, que era assoviar. Comecei a tocar flauta com cinco, aos oito fui estudar e me profissionalizei e iniciei os trabalhos. Depois, fui para o saxofone, instrumentos de sopro e aprendi piano. Agora, com 58 anos, estou completando 50 anos de profissão.”

Aos 22, Derico começava a tocar safoxone e estava focado em uma carreira erudita, tocando com orquestras, fazendo recitais e viajando pelo país para apresentações. Quis o destino que o maestro Edmundo Villani Cortes, integrante do quarteto do Jô Soares Onze e Meia, o convidasse para um teste na atração.

“No meu repertório, eu tocava muito compositor brasileiro e um deles era o Edmundo Villani, que, coincidentemente, era pianista do quarteto do Jô. Quando o Jô pediu para aumentar para quinteto, o maestro me ligou porque me conhecia e pediu para eu fazer o teste com saxofone. Falaram assim: ‘O Derico é bom, estuda saxo e o Jô vai gostar dele, porque ele é meio bobão’. Olha a fama que eu já tinha”.

O convite para o teste no SBT chegou no fim de 1989, mas ficou marcado para 7 de março de 1990 em virtude das festividades de final de ano. No dia de ir ao canal, ele cogitou desistir em virtude da mulher entrar em trabalho de parto de seu primogênito. “Eu não tinha nada a ver com TV, mas aquilo era uma outra realidade porque seria CLT, teria todas as regalias, trabalharia na segunda maior emissora do país e com um cara que é topo da cadeia alimentar. Tudo o que a gente sempre quer”.

“Ela entrou em trabalho de parto, botei num carro que eu não tinha, que era emprestado, e levei ela pra maternidade. Falei pra ela que não iria fazer o teste: ‘vou conversar pra ver se o teste rola outro dia’. A minha mulher não aceitou a minha decisão e disse: ‘não adianta nada você ficar aqui. Tem um monte de coisa pra acontecer. Vai lá fazer o teste e volta’. Deixei ela com o ginecologista e fui embora para o SBT.”

Chance de mostrar seu talento musical para se tornar o quinto elemento da banda do Jô Soares Onze e Meia foi direto numa gravação do programa. “Agradeci o maestro pelo convite e fui conhecer o Jô. Ele brincou ‘ô, Derico, gostei do seu nome. Escapou do Fred, hein’. Passei o som, vi que o teste era diferente e do nada aparece Pelé, o Papa e o presidente da república. Falei: ‘pô, esse teste vai ser lindo’. Não era teste e já era gravando oficial. O Jô gravava três programas por dia e fiz os três direitinho. No fim, a diretora do programa me agradeceu e o Jô veio falar: ‘vou contratar esse menino”.

“Eu fiquei todo feliz e falei: ‘Jô, que legal, obrigado, mas eu tenho que ir. Minha esposa entrou em trabalho de parto hoje e eu vim gravar com ela na maternidade’. O Jô ficou louco: ‘sabia que você é o cara. É a escolha certa’. A diretora já mandou passar no RH pra pegar um documento da contratação e me deram uma carteira do plano de saúde do SBT. Falei: ‘vou chegar na maternidade e pagar tudo’. Cheguei na maternidade depois da meia-noite e vi o nascimento do meu filho na madrugada de 8 de março. Foi assim que entrei no Jô: acordei com incertezas na vida e virei pai e ganhei emprego fixo.”

“Fama subiu para cabeça”

Derico viu a vida mudar totalmente após a exposição de seu trabalho na TV. Além de ganhar dinheiro com o vínculo com o SBT, o músico passou a fazer apresentações pelo Brasil afora e acabou se deslumbrando com a fama.

“Demorei um tempo para conseguir absorver a fama porque eu era um moleque de 23 anos. A fama é um susto, uma surpresa e uma realidade que você vira um todo-poderoso. Meu cachê estava nas alturas, todo mundo me ligando, eu saindo na rua e todo mundo tirando foto. Solicitações para viagens, propagandas, você associar sua imagem a marcas e tudo mais. Mudou toda a minha vida”.

Isso é uma coisa difícil de você lidar. A fama subiu para cabeça e demorei pra aprender a lidar. Eu consegui adquirir esse poder de adaptação e de segurança em cima da minha profissão depois de muito tempo, depois de anos trabalhando no programa.

Músico se recorda que uma das atitudes de deslumbramento com a fama lhe fez cogitar sair do Jô Soares Onze e Meia e levou uma bronca do apresentador ao avisar que a decisão era por não gostar de ser visto como humorista. “Falei pro Jô que estava sendo assediado como humorista e não músico e não queria isso. Era coisa de moleque minha e o Jô disse: ‘Derico, vem cá, deixa de ser idiota. Você não tem nada que sair. Aproveita o fato de você ser o assessor de assuntos aleatórios, faz um show, fala algumas bobagens e toca para as pessoas verem o músico maravilhoso que é”.

“Ele ainda disse: ‘o dia que você for imprescindível, você senta aqui e me fala isso de novo. Agora, vai para o camarim, se troca e vamos trabalhar’. Nunca mais na minha vida eu falei disso com ele. Foi a única vez que ele me pegou para Cristo e me deu uma lição de pai. Fiquei 28 anos lá.”

Aos 58, Derico se diz eternamente grato pelos ensinamentos de Jô Soares e realizado na vida pessoal e profissional. “O principal que eu levo do Jô como legado é essa coisa do respeito, essa coisa do saber ouvir, que é uma coisa que hoje em dia está tão difícil de você ter tempo para ouvir o que a pessoa tem a dizer. Eu guardo comigo e usufruo disso dentro da minha profissão, dentro das coisas que faço, dos meus relacionamentos humanos com meus filhos, com meu neto, com minha esposa, com minha mãe, com meus irmãos e amigos”.

“Sou um cara realizado porque tudo que busco fazer consigo realizar. Hoje, eu tenho o Music Truck, que é um projeto que estou realizando pelo Brasil para divulgar música instrumental, chamar músico local pra tocar comigo. Divulgo o músico e a cidade e dou palestras para crianças sobre o mundo da música. Paralelo a isso, estou escrevendo o meu quarto livro sobre os 28 anos com o Jô, faço shows pelo país e quero ter um programa de TV, um talk show. Vamos ver o que acontece no futuro.”

*Com informações de Uol

Roberto Cidade comemora recorde de participação no Feclam 2025 e anuncia novidades para a edição 2026

Foto: Rodrigo Brelaz

Após dois dias de oficinas, palestras e encontros que proporcionaram aprendizados e troca de experiências entre mais de 850 participantes, sendo mais de 500 vereadores de todos os municípios do Amazonas, o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), encerrou nesta sexta-feira, 4/4, a 5ª edição do Fórum Estadual das Casas Legislativas do Amazonas (Feclam).

“Neste ano, batemos todos os recordes. Tivemos mais de 850 participantes entre vereadores e servidores das Casas Legislativas de todos os 62 municípios. Também recebemos presidentes de associações e prefeitos. Fico muito feliz e otimista por ver que, ao longo desses cinco anos, temos contribuído para melhorar legislaturas e, consequentemente, a vida da população dos municípios amazonenses. Quem ganha com o Feclam é o povo do Amazonas”, afirmou o deputado presidente.

Anfitrião do evento, o deputado presidente anunciou durante a solenidade de encerramento dos dois dias do Fórum, o Prêmio Câmara Inovadora. A premiação, com início na edição de 2026, terá três categorias: gestão, atendimento ao cidadão e projetos especiais.

“Com o ‘Prêmio Câmara Inovadora’ pretendemos estimular as câmaras municipais do interior a desenvolverem novos projetos, tanto voltados para as comunidades quanto para a gestão em si. Encontramos nessa premiação mais uma forma de maximizar os resultados do Feclam e, consequentemente, melhorar a gestão dos legislativos municipais”, afirmou o presidente.

Angelina Jolie visita ONG na Zona Leste de São Paulo

Angelia Jolie visita ONG em SP - Foto: Reprodução / cdhic_imigrante / Instagram

Angelina Jolie está no Brasil. Nesta sexta-feira, 4, a atriz visitou o Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC), no Tatuapé, Zona Leste da capital paulista. A ONG publicou imagens do encontro e comentou a visita da artista: “Hoje tivemos a honra de receber a visita de Angelina Jolie”.

De acordo com informações da colunista Mônica Bergamo, a atriz chegou ao local por volta das 10h desta sexta-feira, para uma visita de 20 minutos. No entanto, ela acabou ficando no espaço por cerca de 1 hora e meia.

“Ela foi muito acolhedora, quis ouvir as pessoas e se comprometeu a colocar sua visibilidade e a sua influência para ajudar a melhorar as políticas de refugiados no mudo”, disse Paulo Illes, diretor-executivo do CDHIC.

Ele contou que Angelina conversou com imigrantes atendidos pela ONG e com lideranças de outros países, que também integram o movimento em São Paulo.

Angelia Jolie é embaixadora da Organização das Nações Unidas (ONU) há três anos, onde tem se dedicado à causas humanitárias desde então.

Na quinta-feira, 3, a atriz teve um encontro com a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, em Brasília, no Distrito Federal.

“Falamos sobre o papel que o mundo pode cumprir no apoio aos povos indígenas brasileiros, a importância da defesa dos territórios demarcados e apresentei algumas iniciativas do poder público brasileiro, como os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs)”, escreveu a ministra.

A visita ao Brasil também já rendeu um encontro entre a atriz e o cacique Raoni na quarta-feira, 2. Ela esteve na aldeia Piaraçu, na região do Xingu, no Mato Grosso, para se reunir com o líder do povo Kayapó.

“Ela teve a oportunidade de conhecer um território indígena e mais da cultura dos povos indígenas no Brasil. Esse é um esforço importante da comunidade internacional de reconhecimento que a sobrevivência e construção de um futuro possível para o mundo passa pela luta dos povos indígenas”, completou Guajajara.

*Com informações de Terra

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