Início Site Página 50

Na estreia de Jardim, Flamengo bate Flu e é campeão carioca

Na estreia de Jardim, Flamengo bate Flu e é campeão carioca - Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

O Flamengo é o campeão carioca de 2026. Neste domingo (08), na estreia de Leonardo Jardim, o Rubro-Negro derrotou o Fluminense nos pênaltis, após um empate sem gols no tempo normal, em jogo válido pela grande final da atual edição do torneio.

Com isso, o treinador português conquistou o 10º título de sua carreira, sendo o primeiro em solo brasileiro. A taça mais importante do comandante lusitano foi o Campeonato Francês de 2016/17, vencido com o Monaco.

1º tempo

A partida começou com um grande equilíbrio. O Flamengo ficava mais com a bola, mas não conseguia furar a sólida defesa tricolor. O Fluminense foi quem assustou primeiro, com um lançamento mirando Lucho Acosta. O argentino tentou alcançar a bola, mas não chegou. Após o lance, o meia sentiu a perna.

Aos 14 minutos, foi a vez do Rubro-Negro chegar com perigo. Após ataque bem construído, Samuel Lino arriscou finalização na área, barrada por Jemmes. Na sequência, o zagueiro voltou a salvar sua equipe, desviando o chute de Carrascal.

Depois do início muito estudado, o ritmo do clássico começou a aumentar. Em ataque rápido, Acosta acionou Serna na esquerda. O colombiano buscou o remate, mas foi travado.

Logo após a chance tricolor, um contra-ataque flamenguista gerou o primeiro cartão amarelo do duelo, para Renê, que derrubou Carrascal para evitar uma oportunidade perigosa.

A sequência, que parecia promissora para o espectador, não persistiu depois da parada técnica. O jogo voltou a ser frio, estudado, sem grandes sustos aos torcedores de ambas as equipes.

2º tempo

O Fluminense começou melhor na segunda etapa, exigindo uma defesaça de Rossi logo aos quatro minutos de disputa. Após triangulação, Lucho Acosta buscou o cantinho direito do gol com um bonito chute colocado, mas o goleiro argentino estava atento e foi buscar com a ponta dos dedos.

Apesar do bom começo tricolor, o segundo tempo seguiu como o primeiro. Uma das poucas diferenças entre as etapas foi a quantidade de faltas. Na metade final, os times começaram a apelar na marcação, parando muito o duelo e gerando diversos cartões.

A solidez defensiva dos rivais fez com que as principais tentativas viessem de chutes de longe, como os de Paquetá e Kevin Serna. No entanto, a mira dos atletas não estava afiada, tranquilizando as vidas dos goleiros.

Aos 32 minutos do segundo tempo, Fábio poderia ter trabalhado, mas Arrascaeta perdeu uma chance impressionante. Após jogada pela esquerda, o uruguaio recebeu cruzamento na pequena área, mas cabeceou por cima da meta.

A oportunidade do ídolo fez com que o Flamengo crescesse na partida. Logo na sequência, um bate-rebate na grande área tricolor assustou a torcida. Léo Pereira teve a maior chance da situação, porém, pegou mal na bola e jogou para fora.

Pênaltis

  • Fluminense 0 x 1 Flamengo: Jorginho converteu;

  • Fluminense 1 x 1 Flamengo: Ganso converteu;

  • Fluminense 1 x 1 Flamengo: Luiz Araújo perdeu (Fábio defendeu);

  • Fluminense 2 x 1 Flamengo: Savarino converteu;

  • Fluminense 2 x 2 Flamengo: Cebolinha converteu;

  • Fluminense 2 x 2 Flamengo: Guga perdeu (Rossi defendeu);

  • Fluminense 2 x 3 Flamengo: Léo Pereira converteu;

  • Fluminense 3 x 3 Flamengo: Arana converteu;

  • Fluminense 3 x 4 Flamengo: Paquetá converteu;

  • Fluminense 4 x 4 Flamengo: Kennedy converteu;

  • Fluminense 4 x 5 Flamengo: Léo Ortiz converteu;

  • Fluminense 4 x 5 Flamengo: Otávio perdeu (Rossi defendeu).

40 vezes Flamengo

O título conquistado nesta noite foi o 40º torneio estadual da história do Flamengo. A primeira taça do Campeonato Carioca do clube foi levantada em 1914.

Maior campeão do Rio de Janeiro, o Rubro-Negro assumiu este posto em 2009, com seu 31º troféu. Antes disso, o Fluminense era o maior vencedor do estado.

Desde então, o Flamengo já conquistou o Campeonato Carioca em nove oportunidades: 2011, 2014, 2017, 2019, 2020, 2021, 2024, 2025 e 2026.

Novo vice

Pela terceira vez em sua história, o Fluminense foi vice-campeão carioca em dois anos consecutivos. Em 2025, o clube das Laranjeiras havia perdido a decisão para o Flamengo.

As outras duas oportunidades aconteceram na década de 1950. Entre 1952 e 1953, a equipe foi superada por Vasco e Flamengo, respectivamente. Já entre 1956 e 1957, o time ficou atrás do rival cruzmaltino e do Botafogo.

O Flu é o segundo maior vencedor da competição, com 33 conquistas. O último título estadual do Tricolor foi conquistado em 2023, quando bateu o Rubro-Negro na decisão.

Próximas partidas

Ambos os times voltam a campo nesta semana pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Na quarta-feira (11), às 21h30 (horário de Brasília), o Flamengo encara o Cruzeiro no Maracanã.

No dia seguinte (12), às 19h, o Fluminense faz a maior viagem de sua participação na atual edição do torneio de pontos corridos para enfrentar o Remo no Mangueirão.

*Com informações de IG

No Dia Internacional da Mulher, trajetória de Yara Amazônia Lins simboliza avanço feminino no controle externo

Primeira mulher a presidir o TCE-AM e com 50 anos de serviço público, conselheira consolida liderança técnica e institucional em um espaço historicamente ocupado por homens  - Foto: Assessoria

O Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), ganha um significado especial no âmbito do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM). À frente da Corte, a conselheira-presidente Yara Amazônia Lins representa uma mudança concreta em uma estrutura historicamente marcada pela predominância masculina. Mais do que ocupar um cargo de comando, ela construiu uma trajetória de cinco décadas dentro da própria instituição, rompendo barreiras com base em competência e permanência.

Yara Lins ingressou no Tribunal como taquígrafa, em um período em que a presença feminina em cargos técnicos e estratégicos era ainda mais restrita. Ao longo dos anos, percorreu praticamente todos os níveis da estrutura administrativa e técnica da Corte. Exerceu funções administrativas relevantes, aprofundou-se na dinâmica interna do controle externo e assumiu a direção de áreas estratégicas do Tribunal até ser nomeada auditora.

O reconhecimento veio de forma gradual e consistente. Nomeada conselheira, tornou-se a primeira mulher a presidir o TCE-AM. A eleição não teve caráter apenas simbólico. Representou o reconhecimento interno de uma carreira sólida, construída com conhecimento técnico, capacidade de articulação e compreensão profunda do papel institucional do Tribunal.

Reeleição histórica

Reeleita e atualmente em seu terceiro mandato como presidente, Yara Amazônia Lins consolidou um modelo de gestão marcado pela modernização administrativa, fortalecimento do diálogo com jurisdicionados e incentivo à atuação pedagógica do controle externo. Sob sua liderança, o Tribunal ampliou o uso de tecnologia na fiscalização e reforçou a transparência institucional.

No contexto do Dia Internacional da Mulher, sua trajetória reforça uma mensagem prática: espaços de poder precisam ser ocupados por mulheres com preparo e autonomia. O setor público ainda carrega desigualdades estruturais, especialmente em cargos de direção. A presença feminina em postos de comando altera não apenas a composição estatística, mas a cultura institucional.

A história da conselheira demonstra que liderança feminina não é exceção eventual, mas resultado de qualificação e experiência acumulada. Cinquenta anos de serviço público significam convivência com diferentes gestões, transformações políticas e mudanças legislativas. Essa vivência amplia a capacidade de decisão e fortalece a estabilidade institucional.

A atuação de Yara também ultrapassa os limites estaduais. Ao longo dos anos, participou de agendas nacionais e internacionais voltadas ao intercâmbio de boas práticas no controle externo, ampliando o diálogo entre instituições. Recentemente, assumiu a Diretoria de Relações Institucionais da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), em solenidade realizada no auditório do Tribunal de Contas da União, em Brasília — um reconhecimento nacional à sua trajetória.

Controle externo fortalecido

A data de 8 de março não se resume a homenagens formais. É um marco histórico de luta por igualdade de direitos e oportunidades. No ambiente do controle externo, onde decisões impactam diretamente políticas públicas e a aplicação de recursos, a presença feminina em posições estratégicas fortalece a pluralidade de visões e a qualidade institucional.

Ao celebrar o Dia Internacional da Mulher, o TCE-AM destaca não apenas uma presidência feminina, mas uma história construída com consistência.

Em um cenário nacional que ainda debate a ampliação da participação feminina nos espaços de poder, sua trajetória reforça que competência não tem gênero e que a ocupação de cargos estratégicos por mulheres é passo essencial para uma administração pública mais representativa, equilibrada e democrática.

CMM destaca Projetos de Lei de apoio às mulheres e fortalece liderança feminina nas diretorias

Vereadora Yomara Lins (Podemos) - Fotos: Cleuton Silva e Eder França / Dicom

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) destaca ações e projetos voltados à defesa dos direitos das mulheres, além da ampliação da participação feminina no Parlamento e na estrutura administrativa da Casa.

A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, quando instituiu o Ano Internacional da Mulher e consolidou o 8 de março como símbolo das conquistas sociais, políticas e econômicas alcançadas ao longo da história, bem como da necessidade de avançar na promoção da igualdade e no enfrentamento à violência de gênero.

De acordo com o presidente da CMM, David Reis (Avante), o Parlamento Municipal tem buscado fortalecer políticas públicas que ampliem direitos e garantam mais proteção às mulheres.

“O fortalecimento das políticas voltadas às mulheres é um compromisso permanente da Câmara Municipal de Manaus. Nosso papel é incentivar iniciativas que promovam mais segurança, igualdade de oportunidades e respeito, além de ampliar cada vez mais a participação feminina nos espaços de decisão”, afirmou o presidente.

Lei institui semana de combate ao feminicídio

Em Manaus, uma das iniciativas já consolidadas é a Lei nº 2.577, de 10 de janeiro de 2020, de autoria do vereador Professor Samuel (PSD). A norma inclui no Calendário Oficial do município a Semana de Conscientização e Combate ao Feminicídio e à Violência contra a Mulher.

Originada a partir do Projeto de Lei nº 013/2019, a proposta prevê a realização de debates, palestras e ações educativas com foco no enfrentamento da violência doméstica e no fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.

Durante pronunciamento em plenário, o parlamentar destacou a gravidade do cenário nacional e a importância da mobilização permanente do poder público.

“Nós sabemos que o Brasil detém alguns índices muito preocupantes relacionados à violência contra a mulher. São números que nos deixam muito tristes, com certeza, e que exigem de nós, enquanto representantes do povo, ações concretas, políticas públicas eficazes e um trabalho contínuo de conscientização para mudar essa realidade”, afirmou o vereador Professor Samuel (PSD).

No mês da mulher, Legislativo municipal reforça iniciativas de combate à violência, ampliação de direitos e fortalecimento da representatividade feminina – Fotos: Cleuton Silva e Eder França / Dicom

Projetos em tramitação

Outras matérias seguem em análise no Legislativo municipal. Entre elas, o Projeto de Lei nº 077/2025, de autoria do vereador Rodrigo Sá (Progressistas), que propõe a criação do aplicativo “SOS Mulher”. A ferramenta tem como objetivo atender mulheres em situação de ameaça no município, permitindo o acionamento imediato da Guarda Municipal em casos de risco.

Para o parlamentar, a defesa dos direitos das mulheres deve ser pauta permanente.

“O Dia da Mulher é todo dia. A pauta da mulher é prioridade neste mandato e precisa ser tratada com seriedade, responsabilidade e compromisso. Não podemos limitar essa discussão apenas a uma data comemorativa”, ressaltou o vereador Rodrigo Sá (Progressistas).

Ele também destacou a efetividade da proposta e o impacto direto na segurança das vítimas.

“O SOS Mulher é um projeto que já é case de sucesso em outros lugares. A ideia é que, ao acionar o aplicativo, a mulher tenha um atendimento rápido e eficaz, com o acionamento imediato da Guarda Municipal, garantindo mais segurança e resposta ágil em situações de risco”, explicou o vereador Rodrigo Sá (Progressistas).

Também está em tramitação o Projeto de Lei nº 496/2025, apresentado pelo vereador Sérgio Baré (PRD). A proposta trata da oferta de assistência fisioterapêutica para mulheres mastectomizadas na rede municipal de saúde, assegurando acompanhamento especializado para reabilitação física e melhoria da qualidade de vida após a cirurgia.

O vereador enfatizou a relevância social e humana da iniciativa.

“É um projeto muito relevante para a sociedade, especialmente para mulheres que sofrem com essa mutilação. Estamos falando de um momento delicado na vida dessas pacientes, e oferecer acompanhamento fisioterapêutico adequado é garantir dignidade, recuperação da autoestima e melhores condições de qualidade de vida”, declarou Sérgio Baré (PRD).

Representatividade feminina em destaque

A atual legislatura também é marcada pela presença feminina no Parlamento. Três vereadoras foram eleitas em 2024 para compor a 19ª Legislatura: Yomara Lins (Podemos), Professora Jacqueline (União Brasil) e Thayssa Lippy (PRD).

Diretora de Orçamento e Finanças da CMM, Ana Caroline – Fotos: Cleuton Silva e Eder França / Dicom

A parlamentar Yomara Lins (Podemos) relembrou o início da trajetória pública e destacou que a atuação nas comunidades despertou o desejo de ingressar na política para ampliar o alcance do trabalho social.

“Tudo começou no ano 2000, quando fui ordenada pastora e comecei a andar nas comunidades, visitar os irmãos e acompanhar de perto as necessidades dos bairros. Como pastora, eu orava e ajudava em várias situações, mas percebi que havia coisas que eu não conseguia alcançar. Foi aí que nasceu o desejo de ir além e entrar para a política para ajudar ainda mais as pessoas”, relatou.

A vereadora também ressaltou os desafios enfrentados por mulheres que decidem disputar espaços de poder.

“Muitas pessoas disseram que seria difícil por eu ser mulher. Mas eu sempre digo: nós somos a maioria do eleitorado, porém não somos a maioria entre os eleitos. Isso acontece porque a mulher precisa acreditar na outra mulher e, para acreditar na outra mulher, ela precisa acreditar em si mesma”, concluiu a vereadora.

Diretoras da CMM

Além disso, a participação das mulheres também se destaca na estrutura administrativa da Casa. Das 16 diretorias existentes na CMM, nove são comandadas por mulheres.

À frente da Diretoria de Orçamento e Finanças da CMM, Ana Caroline ressaltou a importância da independência e da qualificação profissional.

“Sempre foquei em ser independente, em buscar minha qualificação e minha autonomia profissional. Estar hoje à frente de uma diretoria tão importante é muito gratificante, porque mostra que as mulheres estão cada vez mais ocupando espaços de liderança e responsabilidade”, afirmou a diretora.

No Legislativo municipal, o compromisso com a defesa dos direitos das mulheres permanece como prioridade, transformando debates em ações concretas voltadas à promoção da igualdade, proteção e fortalecimento da cidadania feminina.

Projetos impulsionam recomeço de mulheres refugiadas e migrantes em Manaus e Boa Vista

Foto: Assessoria

Projetos voltados à qualificação profissional, ao empreendedorismo e ao fortalecimento da autonomia feminina têm ajudado mulheres refugiadas e migrantes a reconstruir suas vidas em Manaus (AM) e Boa Vista (RR). As iniciativas são desenvolvidas pelo Instituto Hermanitos, organização fundada em 2019 que atua na promoção de oportunidades e na integração social de pessoas em situação de deslocamento forçado na região Norte.

“Sair de seu país de origem, muitas vezes de maneira forçada, é um processo que exige coragem e capacidade de adaptação. Muitas mulheres chegam ao Brasil precisando reconstruir praticamente tudo: rede de apoio, renda e perspectivas de futuro. Nosso trabalho é justamente criar caminhos para que esse recomeço aconteça com mais segurança, formação e oportunidades reais”, afirma Anderson Mattos, diretor de Programas e Projetos e cofundador do Instituto Hermanitos.

Ao longo de 2025, a organização desenvolveu e ampliou diversas iniciativas voltadas ao público feminino em Manaus (AM), incluindo projetos que valorizam culturas tradicionais e promovem oportunidades de geração de renda.

Um dos destaques é o projeto “Tida Warao”, que capacitou 20 mulheres indígenas do povo Warao, da Venezuela. A formação integrou empreendedorismo, saberes tradicionais e identidade cultural, valorizando práticas artesanais e conhecimentos transmitidos entre gerações.

Outra iniciativa que ganhou destaque foi o projeto “Somos Mais”, voltado para homens e mulheres com mais de 50 anos — público que frequentemente enfrenta maiores dificuldades para acessar ou retornar ao mercado de trabalho. A jornada formativa inclui atividades voltadas ao empreendedorismo, ao fortalecimento da autonomia financeira e ao resgate da autoestima das participantes. No final do ano passado, o projeto teve uma turma especial somente de mulheres.

Pensando também na juventude, a primeira edição do “Chicas Digitais” beneficiou 18 jovens mulheres, entre 16 e 20 anos. A formação abordou conteúdos relacionados à área de Tecnologia da Informação, incluindo informática, programação de computadores e inteligência artificial. Os três projetos são realizados pelo Hermanitos com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Os projetos Somos Mais e Tida Warao também contaram com o apoio da Embaixada do Japão.

Além das novas iniciativas, o projeto “Mujeres Fuertes” segue como uma das principais ações da organização. Voltado para mães solo e chefes de família em situação de vulnerabilidade social, o programa apresenta o empreendedorismo como um caminho possível para a independência financeira. A iniciativa é realizada em Manaus e Boa Vista.

“Ao longo das formações vemos mudanças muito concretas acontecerem. Muitas mulheres chegam inseguras ou desacreditadas nas próprias capacidades e, com o tempo, passam a desenvolver habilidades, planejar negócios e enxergar novas possibilidades para suas vidas e para suas famílias”, destaca a coordenadora do Mujeres Fuertes, Ana Vasconcelos.

O projeto é executado pelo Hermanitos com recursos oriundos de reversão trabalhista do Ministério Público do Trabalho no Amazonas e Roraima (MPT-AM/RR) e conta com apoio do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT 11ª Região), da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM).

Para o diretor-presidente do Instituto Hermanitos, Tulio Duarte, investir em formação e inclusão produtiva é uma forma concreta de promover transformação social. “Quando uma mulher encontra oportunidades para estudar, empreender e gerar renda, ela não transforma apenas a própria vida — ela fortalece sua família e contribui para o desenvolvimento das comunidades onde passa a viver. É esse ciclo de oportunidades que buscamos construir cada vez mais”, afirma.

Sobre o Instituto Hermanitos

O Instituto Hermanitos atua na promoção da dignidade, do acolhimento e da geração de oportunidades para pessoas refugiadas e migrantes nos estados do Amazonas e Roraima. Por meio de programas de empregabilidade, formação empreendedora, capacitações, apoio psicossocial e ações culturais, a instituição contribui para a integração e valorização desses grupos no contexto amazônico.

Operação Tamoiotatá 6: Ipaam aplica mais de R$ 585 mil em multas e embarga 115 hectares em Humaitá

Foto: Divulgação / Ipaam

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou R$ 585.500 em multas e embargou 115 hectares de área durante nova ação da 1ª etapa da Operação Tamoiotatá 6, realizada na sexta-feira (06/03), no município de Humaitá (a 590 km de Manaus), no sul do estado. As autuações ocorreram após a identificação de desmatamento, descumprimento de embargo ambiental e atividade agropecuária sem licença ambiental em áreas localizadas ao longo da BR-230, no km 76.

Esta é a terceira ação da Operação Tamoiotatá 6 divulgada pelo Ipaam somente neste mês de março em Humaitá, reforçando a intensificação das fiscalizações ambientais no sul do Amazonas, uma das regiões prioritárias para o combate a infrações e crimes ambientais.

A ação teve como base fiscalização em campo, com vistoria em áreas previamente identificadas por meio de monitoramento ambiental. Durante as diligências, as equipes percorreram aproximadamente 152 km ao longo da BR-230.

De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a atuação contínua da Operação Tamoiotatá integra a estratégia do Governo do Amazonas, sob a gestão do governador Wilson Lima, para ampliar o controle ambiental em regiões com histórico de pressão sobre a floresta.

“A operação é planejada de forma contínua e estratégica, com base em dados de monitoramento ambiental. Nosso trabalho é identificar rapidamente as irregularidades e adotar as medidas administrativas necessárias para interromper atividades ilegais e garantir a proteção da floresta”, destacou o gestor.

Infrações ambientais

Durante a fiscalização em campo, os técnicos identificaram desmatamento em uma área de 15 hectares, além de descumprimento de embargo ambiental e atividade agropecuária sem licença ambiental em uma área de 100 hectares. O responsável pela área já havia sido identificado anteriormente em outras ações de fiscalização.

Como resultado das irregularidades, foram lavrados dois termos de embargo, totalizando 115 hectares de área interditada, o que corresponde aproximadamente a 161 campos de futebol. Nessas áreas, fica proibida qualquer atividade até a regularização ambiental junto ao órgão competente.

Os responsáveis autuados têm prazo legal de 20 dias, a contar da notificação, para apresentar defesa administrativa ou optar pelo pagamento das multas aplicadas. Os valores arrecadados são destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), e utilizados em ações de proteção e conservação ambiental no Amazonas.

Fiscalização identificou desmatamento, descumprimento de embargo ambiental e atividade agropecuária sem licença ao longo da BR-230 – Foto: Divulgação / Ipaam

Os casos de descumprimento de embargo também podem ser comunicados aos órgãos de controle, como o Ministério Público Estadual (MPE) e o Ministério Público Federal (MPF), para adoção das medidas cabíveis.

Força-tarefa integrada

A Operação Tamoiotatá 6 é uma ação conjunta do Governo do Amazonas e conta, nesta etapa, com a atuação do Ipaam, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), além do apoio de órgãos federais, como o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), vinculado ao Ministério da Defesa.

As ações incluem fiscalização terrestre, vistorias em áreas com alertas ambientais, lavratura de autos de infração, embargos e outras medidas administrativas previstas na legislação ambiental. O trabalho também prioriza a proteção das Unidades de Conservação (UCs) estaduais e de áreas estratégicas para a conservação da floresta.

Estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada, a Operação Tamoiotatá 6 tem previsão de atuação até dezembro de 2026, abrangendo o período mais crítico da estiagem e reforçando as ações permanentes de combate ao desmatamento e às queimadas no Amazonas. A iniciativa conta ainda com o apoio da Sema e com recursos do Programa Floresta em Pé, fruto de cooperação financeira entre os governos da Alemanha e do Brasil, por meio do KfW Banco de Desenvolvimento.

O Ipaam disponibiliza à população um canal direto para denúncias de infrações ambientais por meio do WhatsApp (92) 98557-9454. O número é administrado pela Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa) e permite o envio de informações que auxiliam no direcionamento das ações de fiscalização em todo o Amazonas.

71% das mulheres dizem já ter sofrido assédio, aponta pesquisa em 10 capitais brasileiras

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Sete a cada dez mulheres dizem já ter sofrido assédio em algum momento da vida, aponta a Pesquisa Viver nas Cidades: Mulheres 2026. A maioria delas relata ter sido assediada na rua ou no transporte público.

A pesquisa foi feita pelo Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec, com apoio do Sesc-SP e da Fundação Grupo Volkswagen.

O levantamento foi feito com 3.500 pessoas com mais de 16 anos moradoras de dez capitais brasileiras: Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia. As entrevistas foram feitas de forma online, entre os dias 2 e 27 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Segundo o levantamento, 71% das mulheres disseram já ter sofrido assédio em algum momento da vida, 56% relataram que a agressão ocorreu na rua ou em algum outro espaço público (como praça, parque ou praia) e 51% no transporte público.

Além disso, 38% disseram ter sido vítimas de assédio no trabalho e 28%, dentro do ambiente familiar.

Ainda 33% disseram ter sido assediadas em bares e casas noturnas e 17% dentro de transporte particular, como táxi ou carros por aplicativo.

Jennifer Caroline Luiz, supervisora da área de gestão da Fundação Volkswagen, diz que o número de mulheres vítimas de assédio pode ser ainda maior do que o captado pela pesquisa. “Existe a dor, a vergonha em admitir ter sido vítima dessa situação. Então, pode ser que o número seja maior, mas o formato da pesquisa, com entrevistas online, pode diminuir esse risco.”

Ela destaca ainda que o grupo etário com maior incidência de mulheres que relataram ter sofrido assédio foi o de 45 a 59 anos.

O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres – Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

“Se por um lado, mulheres mais jovens, da faixa de 16 a 24 anos, podem ter mais facilidade em reconhecer as situações de assédio e denunciá-las, por outro, as mulheres com mais idade vivem em um contexto em que o mais machismo é mais presente e foi mais naturalizado. Por isso, podem ter sofrido mais com esse tipo de situação.”

O levantamento também questionou os entrevistados sobre medidas que consideram eficazes para combater a violência doméstica e familiar. A medida mais citada por elas (59%) foi aumentar as penas para quem comete violência contra mulher. Em seguida, 52% delas disseram que seria ampliar os serviços de proteção a mulheres em situação de violência em todas as regiões da cidade.

Para os homens, essas também foram as duas medidas mais citadas, tendo sido respondidas por 48% e 45%, respectivamente.

A pesquisa incluiu ainda perguntas para entender a percepção de igualdade de gênero entre os entrevistados e encontrou diferenças significativas entre homens e mulheres.

Para 51% deles, os afazeres domésticos de suas casas são divididos igualmente entre homens e mulheres. Enquanto, apenas 29% das mulheres relataram que a divisão é igualitária.

Além disso, 28% dos entrevistados do sexo masculino disseram acreditar que os afazeres domésticos são de responsabilidade de homens e mulheres, mas reconheceram que elas fazem a maior parte. Entre as mulheres, 43% afirmaram que fazem a maior parte.

“A sobrecarga feminina é mais percebida pelas próprias mulheres. Há uma tendência de alguns homens aumentarem a percepção de que o trabalho doméstico é uma responsabilidade compartilhada, mas eles acham que está sendo dividido igualmente, enquanto elas não percebem o mesmo. Isso traduz a desigualdade de gênero”, diz Jennifer.

*Com informações de Folha de São Paulo

Esposa de Juliano Cazarré diz que ter filhos é missão religiosa: ‘Entendo que não é para todos’

Letícia e Juliano Cazarré - Foto: Reprodução / Instagram

Letícia Cazarré, esposa de Juliano Cazarré, interagiu com seus seguidores do Instagram. Por meio do recurso Caixinha de Perguntas, ela foi questionada sobre maternidade. Mãe de seis filhos com Juliano Cazarré, que atualmente interpreta Jorginho em Três Graças (Globo), ela afirmou que gerar filhos é uma missão que tem com Deus. Católico, o casal não usa método contraceptivo.

“Decidimos ter o terceiro filho enquanto eu ainda estava grávida do segundo. Nos aproximamos da fé católica e entendemos o que era ‘ser aberto à vida’, e decidimos receber mais filhos, se Deus quisesse”, disse ela a uma seguidora.

Na mesma postagem, acrescentou: “Mas hoje eu entendo que não é um desafio para todos, nem deve ser assumido sem muito entendimento entre o casal, sem muita formação interior e sem muito discernimento.”

Letícia e Juliano são pais de Vicente, de 15 anos; Inácio, de 13; Gaspar, de seis; Maria Madalena, de cinco; Maria Guilhermina, de três; e o caçula Estêvão, de um. Maria Guilhermina, a mais nova das meninas, nasceu com uma cardiopatia congênita rara, a Anomalia de Ebstein, e precisa de cuidados contínuos.

Maternidade e burnout

Em julho de 2025, Letícia precisou se manifestar nas redes sociais após revelar que teve burnout. Muitos seguidores afirmaram que o quadro ocorreu pelo fato de ela ter tido muitos filhos. Em posicionamento ao público, ela afirmou que sofreu o esgotamento por conta da saúde de uma das filhas, Maria Guilhermina.

“Meu burnout foi em função de um ano e meio como cuidadora intensiva da minha filhinha, que tem muitas doenças graves. Eu dormia, em média, quatro horas por noite e muitas vezes ela quase morreu nos meus braços. Passei oito meses dentro de uma UTI e longe da minha família”, contou ela, que completou: “Tudo isso tem um preço alto em exaustão e altos níveis de cortisol no organismo. Meu burnout não foi porque tenho seis filhos. Espero que agora tenha ficado claro para você. Ah, e eu continuo aberta à vida”.

*Com informações de Terra

Caso Epstein: Mulher diz ter sido violentada por Trump quando era adolescente

Donald Trump ao lado de Jeffrey Epstein - Foto: House Oversight Democrats

O Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos divulgou novos documentos do FBI sobre depoimentos de uma mulher que afirmou ter sido agredida pelo presidente Donald Trump, depois que o criminoso sexual Jeffrey Epstein a apresentou ao magnata do setor imobiliário.

Os documentos não haviam sido divulgados nas publicações anteriores de documentos relacionados ao falecido financista, determinadas pelo Congresso americano, porque haviam sido marcados por engano como “duplicados”, segundo o DoJ.

Os democratas monitoram a forma como o governo Trump administra a divulgação dos arquivos do caso Epstein.

Os documentos divulgados na quinta-feira incluem descrições de vários interrogatórios realizados em 2019 pelo FBI com a mulher: ela afirmou que Epstein e Trump a agrediram sexualmente quando ela tinha entre 13 e 15 anos.

Em um dos depoimentos, a mulher disse que Epstein a levou “para Nova York ou para Nova Jersey” e a apresentou a Trump. Ela disse aos investigadores que mordeu Trump quando ele tentou forçá-la a fazer sexo oral.

Também disse que ela e pessoas de seu entorno receberam durante muitos anos ligações ameaçadoras que exigiam seu silêncio, o que a mulher relacionou ao caso Epstein.

Trump negou qualquer comportamento equivocado relacionado às acusações ligadas a Epstein. O DoJ já havia afirmado que alguns documentos divulgados “contêm acusações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump”.

Os democratas acusaram o governo Trump de ocultar detalhes da investigação sobre Epstein que podem prejudicar o líder republicano.

Na quarta-feira, uma comissão da Câmara dos Representantes aprovou a convocação da procuradora-geral Pam Bondi para que ela responda às perguntas sobre como o Departamento de Justiça está lidando com os documentos do caso Epstein.

*Com informações de Uol

Resoluções aprovadas pelo TSE definem regras para as Eleições 2026

As regras que orientam o pleito já estão disponíveis no Diário da Justiça Eleitoral (DJE) do TSE - Foto: Júnior Souza / TRE-AM

A preparação para as Eleições 2026, cujo primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro, já mobiliza a Justiça Eleitoral em todo o país. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou 14 resoluções que irão nortear o processo eleitoral, estabelecendo regras e procedimentos para candidatos, partidos políticos, advogados e eleitores.

As normas regulamentam aspectos essenciais do pleito e buscam garantir maior organização e transparência ao processo democrático. Entre os principais temas abordados estão o calendário eleitoral, o registro de candidaturas, o financiamento de campanhas, o transporte de eleitores e as regras de propaganda eleitoral, inclusive no ambiente digital.

De acordo com o assessor da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Leland Barroso, as resoluções desempenham papel central na condução das eleições ao detalhar como a legislação eleitoral deve ser aplicada na prática. Ele destaca o Calendário Eleitoral como um dos pontos que exigem atenção prioritária. “Partidos, candidatos, advogados e todos os envolvidos devem ficar muito atentos ao calendário do processo eleitoral, que vai até o período posterior à diplomação. Ali estão definidos prazos importantes, como o das convenções partidárias, do registro de candidaturas e do início e término da propaganda eleitoral”, explicou.

Leland Barroso também chama atenção para regras relacionadas ao registro de candidaturas, que estabelecem critérios como a documentação exigida, a quantidade de candidatos por partido e as normas relacionadas à participação de homens e mulheres nas chapas proporcionais.

Entre as resoluções aprovadas está, ainda, a que trata da arrecadação e dos gastos de campanha. “Essa norma disciplina quem pode financiar campanhas eleitorais, como os recursos podem ser utilizados e quais são os limites de despesas. É fundamental para partidos e candidatos, pois após o pleito será necessária a prestação de contas e para que sejam aprovadas é preciso cumprir rigorosamente o que está previsto na resolução”, acrescentou.

Outro ponto regulamentado diz respeito ao transporte de eleitores, com atualizações voltadas à ampliação do acesso ao voto. As regras incluem diretrizes relacionadas ao transporte de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, que podem solicitar o serviço junto aos cartórios eleitorais dentro do período estabelecido pelo TSE. No campo da comunicação eleitoral, as resoluções definem as regras da propaganda eleitoral, estabelecendo o que é permitido e o que é proibido durante o período de campanha. Entre as atualizações estão a previsão de regras para o uso de inteligência artificial e a proibição de conteúdos manipulados sem a devida identificação.

Segundo Leland Barroso, as resoluções aprovadas pelo TSE têm como objetivo fortalecer a segurança jurídica e garantir maior transparência nas eleições. “São normas atualizadas que contribuem para dar previsibilidade e segurança ao processo eleitoral. Com regras claras, todos sabem quais são os limites e as responsabilidades durante o pleito”, concluiu.

Confira, em anexo, as resoluções publicadas no dia 03/03/2026 no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Força-tarefa atua para redução de impactos no abastecimento durante manutenção na Ponta das Lajes

Até a noite deste sábado, efetivo de carros-pipa da Águas de Manaus chegará a 1,2 milhões de litros de água distribuídos em áreas impactadas - Foto: Assessoria

Uma força-tarefa da Águas de Manaus segue mobilizada em uma manutenção elétrica de alta complexidade na Estação de Tratamento de Água da Ponta das Lajes (ETA-PDL), que atende a Zona Leste e parte da Zona Norte da capital. Até a noite deste sábado (7), mais de 1,2 milhão de litros de água foram distribuídos por meio de carros-pipa, em uma operação que ocorre desde a quinta (5) para atender demandas emergenciais em áreas impactadas pela redução temporária da produção na unidade. A previsão é que o sistema seja restabelecido totalmente até a segunda (9).

As equipes atuam para restabelecer o funcionamento do sistema após a pane registrada em uma das subestações elétricas da estação no último dia 5. A ETA-PDL opera com tecnologias e equipamentos de grande porte e, por isso, duas bombas anfíbias estão sendo transportadas do Complexo de Produção de Água da Ponta do Ismael (PDI) — responsável por atender cerca de 70% da capital amazonense — para o local, como forma de reforço temporário à capacidade operacional da unidade.

“Essas bombas foram adquiridas para reforço às nossas operações durante a estiagem de 2024 e ficaram como legado para o nosso sistema de abastecimento de água, podendo ser usadas em situações emergenciais. Como houve essa situação que ocorreu na Ponta das Lajes, deslocamos essa estrutura da Ponta do Ismael, que não terá seu funcionamento afetado em razão desse trabalho”, explica o diretor executivo da Águas de Manaus, Renee Chaveiro.

Áreas altas abastecidas

Em paralelo, um plano de manobras operacionais já garante o abastecimento em áreas mais altas da cidade, que costumam ser mais afetadas. “Estamos trabalhando para reduzir ao máximo os impactos no abastecimento. A partir de um plano de manobras operacionais, conseguimos levar água para áreas mais altas durante a noite de sexta e madrugada de sábado. Nosso objetivo é que nenhum cliente fique longos períodos sem abastecimento enquanto as equipes atuam na manutenção da estação”, afirma a gerente de Operações da concessionária, Jéssica Candeia.

Enquanto os trabalhos seguem, a concessionária também mantém equipes dedicadas ao atendimento das áreas impactadas pela redução temporária da produção de água tratada. O fornecimento emergencial por meio de carros-pipa foi reforçado, com prioridade para hospitais, unidades de saúde e serviços essenciais.

A Águas de Manaus reforça que todas as equipes permanecem mobilizadas até a conclusão da manutenção e a normalização gradual do abastecimento nas áreas afetadas. A concessionária orienta que qualquer situação emergencial seja informada por meio dos canais de atendimento: 0800-092-0195 (SAC e WhatsApp), site www.aguasdemanaus.com.br ou aplicativo Águas App, disponíveis 24 horas.

POLÍTICA

Câmara Municipal de Manaus debate câmeras em vans escolares e app...

A Sessão Plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), realizada nesta quarta-feira (8 de abril), debateu sobre um Projeto de Lei que estabelece que...

ECOLÓGICAS

Últimos dias de inscrições para os programas Prospam e Coleções Biológicas,...

O Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), recebe até às 17h (horário de Manaus)...