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Pesquisa apoiada pela Fapeam identifica 50 fungos que geram colorantes naturais

(Foto: João Braga / Arquivo pessoal)

Um total de 50 fungos amazônicos apresenta potencial para produção de pigmentos naturais, que podem ser utilizados para coloração de alimentos, cosméticos e tecidos. Foi o que constatou uma pesquisa apoiada pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapeam), desenvolvida pelo doutor em Biotecnologia Industrial, João Vicente Braga, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O estudo está em andamento e já analisou 200 fungos, coletados a partir de amostras de solo e serapilheira, que são materiais em decomposição encontrados na superfície de florestas. Desse total, 50 apresentam capacidade de coloração natural de baixa toxicidade.

“Esses fungos foram analisados em laboratório e avaliados alguns parâmetros físico-químicos, como pH, temperatura, exposição à luz, com o objetivo de entender todos os seus processos fisiológicos. No momento, esses fungos estão em fase de testes laboratoriais para tingimento de tecidos e aplicação em formulação de creme ou cosmético”, destacou o pesquisador João Vicente.

Segundo ele, os colorantes produzidos por micro-organismos podem apresentar atividade antimicrobiana, antioxidante, imunossupressora, antiviral, anticancerígena e auxiliar na redução dos níveis de colesterol. Além dos benefícios para a saúde humana, os pigmentos com origem nos fungos não são afetados por fenômenos climáticos, como a seca, por exemplo, diferente dos colorantes produzido a partir de vegetais, que apresentam limitações, principalmente quanto ao período e à época de cultivo de cada espécie.

Outro fator importante apontado pelo pesquisador para a utilização de colorantes naturais é a preservação ambiental, uma vez que os produtos com origem sintética utilizam diversas propriedades químicas tóxicas, que podem impactar na flora e fauna, causando degradação ao meio ambiente.

Em contrapartida, segundo João Vicente, a Amazônia é um ambiente propício para o estudo de pigmentos naturais, em especial para os advindos de fungos, já que o clima quente e úmido da região favorece a diversidade de organismos fúngicos ainda desconhecidos.

“Entre os organismos que vivem na Amazônia estão os micro-organismos. Entre esses micro-organismos estão os fungos e, entre os fungos, estão aqueles que são capazes de produzir corantes. A temática da produção de pigmentos desse tipo tem sido muito abordada por pesquisas nos últimos anos, demonstrando que eles são, provavelmente, o próximo grupo a ser utilizados para extração de corantes”, ressaltou o doutor.

Parceria

O estudo que iniciou em 2019 reúne um time de pesquisadores formado por biólogos, biotecnólogos, farmacêuticos e engenheiros químicos do Inpa, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

“O financiamento da pesquisa com os recursos da Fapeam é fundamental para o alcance de bons resultados. O avanço na pesquisa só é possível com a ajuda financeira e a confiança depositada nos pesquisadores e nas instituições parceiras. Há anos a Fapeam financia e apoia a pesquisa no estado do Amazonas em diversas linhas, trazendo ótimos resultados e participando na geração de bioprodutos amazônicos com alto valor agregado”, comemorou.

Universal Amazonas

O projeto “Produção, estabilidade e aplicabilidade de colorantes produzidos por fungos filamentosos isolados de amostras de solo da região amazônica” recebeu apoio do Governo do Estado, por meio da Fapeam, no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas), Edital nº 006/2019.

O Universal Amazonas apoia atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que contribuem para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do estado.

*Com assessoria

Centenas de milhares de pessoas protestam em Berlim contra a guerra

No domingo (27), região em frente ao Portão de Bradenburgo, em Berlim, foi tomada por manifestantes pela paz (Imagem: Odd Andersen/AFP)

Centenas de milhares de pessoas saíram as ruas de Berlim neste domingo para se manifestarem contra a guerra na Ucrânia. Várias outras cidades da Europa e do mundo também tiveram manifestações contra a invasão russa.

Os organizadores do ato na capital alemã, que aconteceu sob o lema “Pare a guerra. Paz para a Ucrânia e toda a Europa”, estimaram o número de participantes em cerca de meio milhão – cifra bem acima dos 20 mil inscritos originalmente para participar do protesto.

A polícia falou em “algumas centenas de milhares” de manifestantes concentrados entre o Portão de Brandemburgo e a Coluna da Vitória e no vizinho parque Tiergarten. Os jornais alemães noticiaram mais de 100 mil pessoas no ato.

A manifestação foi convocada por uma ampla aliança de organizações pela paz, direitos humanos, meio ambiente, como o Greenpeace, além de igrejas e sindicatos.

Entre várias bandeiras verdes e azuis da Ucrânia, os manifestantes pediram que o governo russo encerre os ataques, se retire da Ucrânia e restaure sua integridade territorial. Além disso, os manifestantes pedem que o Executivo alemão mantenha as fronteiras abertas aos refugiados do conflito.

Apoio ao povo ucraniano

A presidente do Conselho da Igreja Protestante na Alemanha (EKD), Annette Kurschus, condenou a invasão russa na Ucrânia e pediu, ao mesmo tempo, que não se caísse em uma espiral de ódio.

“Não daremos à camarilha governante belicista na Rússia o presente de odiar seu povo”, declarou, enfatizando a importância de apoiar o povo na Ucrânia e na Rússia.

Frank Werneke, presidente do ver.di, sindicato do setor público alemão, classificou a manifestação como um claro sinal de solidariedade ao povo ucraniano.

Ele também ressaltou que o presidente russo, Vladimir Putin, “não é a Rússia” e expressou seu respeito e solidariedade também aos bravos ativistas russos que se manifestam contra o regime de seu país.

Brasileiros no ato

O protesto em Berlim também contou com a participação de brasileiros. “É muito diferente você estar no Brasil e estar aqui. Aqui, você está muito mais próximo desse contexto. Não só geograficamente, mas também culturalmente. As pessoas sentem mais, estão angustiadas”, disse o jornalista brasileiro Flavio Lenz, de 67 anos, que vive na capital alemã desde 2016. Ele esteve no protesto ao lado da esposa, que é alemã.

“O que me choca é que os interesses econômicos estão acima de tudo. A Europa vacilou por dias em relação à adoção doSwift. Alguns estavam preocupados com o comércio de joias com os oligarcas russos. As pessoas morrendo, e eles discutindo sobre joias”, opinou o brasileiro.

*Com Deutsche Welle

Segeam mantém programa de saúde mental com apoio profissional

(Foto: Divulgação)

O Programa Ações que Resgatam, criado pela Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), após o início da pandemia da Covid-19, acumulou, em 2021, quase 3,5 mil atendimentos a profissionais de saúde e colaboradores vinculados à instituição. A iniciativa surgiu com o propósito de prestar apoio multidisciplinar àqueles que atuam na linha de frente, e que garantem uma assistência humanizada e de qualidade à população atendida no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado.

Os dados compilados em janeiro deste ano, pela Associação, mostram que, entre os atendimentos, 1.947 (57,14%) foram feitos pela equipe de psicologia do programa; 783 pela fisioterapia e 677 por assistentes sociais. As informações foram apresentadas ao Instituto Qualisa de Gestão (IQG), no processo de Certificação por Distinção do Serviço de Enfermagem em andamento na Segeam. A certificação tem por objetivo reenquadrar a enfermagem na estratégia das organizações onde atuam. O programa foi avaliado como um incentivador para melhoria da qualidade de saúde profissional e consequentemente a melhoria da qualidade da assistência.

De acordo com a coordenadora do programa Ações que Resgatam, psicóloga Quézia Freitas, os atendimentos seriam, inicialmente, temporários. Mas, com o avanço da pandemia da Covid-19 no Estado, que resultou no aumento expressivo de atendimentos nas unidades públicas de saúde nas quais atuam os colaboradores da Associação, notou-se a necessidade de tornar o programa permanente, de forma a ampliar o acolhimento de profissionais e seus familiares.

A Segeam é, hoje, uma das principais prestadoras de serviços de enfermagem especializada ao SUS no Amazonas, com mais de 1,1 mil associados. Os números gerados a partir dos atendimentos poderão ser utilizados, no futuro, como indicadores para a formulação de políticas na área da saúde mental, tendo como público-alvo os profissionais da saúde, os quais figuram entre as principais atores afetados pela pandemia.

“Nossos colaboradores atuam na linha de frente e absorvem boa parte dos impactos causados pela pandemia, principalmente, em unidades de grande porte para o atendimento em alta complexidade, como é o caso dos prontos-socorros Dr. Platão Araújo, 28 de Agosto e Dr. João Lúcio, além das maternidades públicas. Vivemos momentos difíceis e entendemos que esse apoio é essencial para que os profissionais mantenham o equilíbrio durante a assistência, pois, para cuidar de alguém, precisamos antes, focar no autocuidado”, destacou Quézia Freitas.

Pesquisa aponta os impactos da pandemia na saúde mental

Buscando dados sobre os impactos da pandemia na saúde mental dos profissionais que atuam no SUS, em Sáo Paulo (SP), o IQG desenvolveu uma pesquisa, a qual apontou que 93,3% dos entrevistados apresentaram, ao longo de 2021, quadros de sobrecarga mental e sensação de fadiga. Outros 92,2% relacionaram o estresse do trabalho à irregularidade do sono e apetite, além de enjoo e náusea.

A pesquisa “Segunda Vítima”, validada pelo CEP – Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS/SP), abrangeu 1.561 profissionais – médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem – que trabalham em UBSs, AMAs, UPAs e hospitais da cidade de São Paulo.

Questionados sobre suporte emocional, 62,6% dos profissionais afirmam que discutir as situações ruins com os colegas oferece sensação de alívio. Mas 85,7% dos participantes disseram que buscam esse suporte emocional entre amigos e familiares.

Entre os 1.561 profissionais que participaram da pesquisa realizada pelo IQG, 29,6% ultrapassam 12 anos de profissão; 16,7% têm de 9 a 11 anos; 16,2% estão entre 6 e 8 anos de carreira. Outros 19% têm entre 3 e 5 anos; já 18,5% responderam ter 2 anos de profissão ou menos.

O maior percentual de respondentes foi de agentes comunitários de saúde (29,7%), seguido por enfermeiros (15,1%), técnicos e auxiliares de enfermagem (13,6% e 11,3% respectivamente) e médicos (9,2%). Dentistas (2,9%), assistentes sociais (1,1%), psicólogos (1%) e fisioterapeutas (0,8%) também participaram.

*Com assessoria

Mega-Sena acumula e deve pagar R$ 57 milhões na quarta-feira

Os números sorteados foram 02 – 03 – 13 – 20 – 53 – 54.

A Mega-Sena – concurso 2458 – acumulou no sorteio realizado no último sábado (26). Eis os números sorteados: 15, 40, 44, 45, 47 e 51. O próximo concurso será na quarta-feira (2).

A estimativa é de um prêmio de R$ 57 milhões. As apostas podem ser feitas até as 19h (no horário de Brasília) do dia 2, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, ao preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), ao preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003.

*Com Agência Brasil

‘Exagero falar em massacre’, diz Bolsonaro sobre cerco russo

O presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou durante entrevista coletiva neste domingo, 27,que conversou com  Vladimir Putin, presidente da Rússia, e disse que é um “exagero falar em massacre” no cerco do exército russo a Kiev, capital da Ucrânia.

“Estive falando há pouco com o presidente Putin, tratamos dos fertilizantes, do nosso comércio, ficamos duas horas ao telefone. Ele falou da Ucrânia, mas me reservo a não entrar em detalhes da forma como vocês gostariam”, declarou.

Segundo o presidente, com o conflito no leste europeu, cai a produtividade de fertilizantes no País, e regiões como a foz do Rio Madeira, uma reserva indígena, poderia suprir essa demanda. O presidente criticou então a quantidade de demarcações de terras indígenas existem no país ele “o Brasil foi em parte inviabilizado no passado com a indústria da demarcação de terras indígenas”

Durante a coletiva de imprensa, Bolsonaro afirmou que não entraria no mérito sobre os motivos que levaram ao embate e disse que busca apenas a paz nessa questão. Bolsonaro declarou ainda que quase a totalidade da população da região da Ucrânia era favorável à independência das regiões de Donetsk e Luhansk.

“A história mostra o que vem acontecendo, desde quando a Rússia perdeu sua cortina de ferro e aquela região mais ao Sul, há uma região específica, quase que a totalidade da população no referendo há pouco tempo era favorável a sua independência. Essas questões são particulares. A própria Ucrânia nasceu de um referendo também e nós aqui assistimos o desfecho desse embate. O que a Rússia quer é a independência dessas duas áreas. Não vou entrar no mérito, se tem razão ou se não tem. Nós buscamos apenas a paz nessa questão”, afirmou.

Cautela

O presidente também afirmou que a posição do Brasil deve ser de “cautela” em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

“Nossa posição tem que ser de bastante cautela. Não podemos, ao tentar solucionar um caso,que é grave, ninguém é favorável a guerra em nenhum lugar do mundo, trazer problemas gravíssimos para toda a humanidade e para nosso País também, que está nesse contexto”, afirmou.

Ao ser questionado sobre os impactos do conflito sobre os preços dos combustíveis, Bolsonaro afirmou que o aumento no barril do petróleo afeta todos os países. “A paz é o melhor caminho para que nós fiquemos livre de uma alta considerada no preço dos combustíveis. Nós e o mundo todo.”

*Com Portal Terra

Feira da FAS realiza primeira edição do ano, com entrada gratuita

(Foto: Divulgação)

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) realizará a primeira edição do ano da sua feira de incentivo à economia criativa e verde, a Feira da FAS, com mais de 70 empreendedores, no domingo, dia 6 de março, das 8h às 20h. A entrada será gratuita e o evento seguirá todos os protocolos de prevenção contra a Covid-19.

Nesta edição, a programação será especial, no ritmo de Carnaval, e terá apresentações musicais, atividades artísticas, Espaço Kids, Espaço Gastronômico e muito mais. O evento recebe apoio da Coca-Cola.

Entre as medidas de prevenção, para participar da Feira da FAS, será obrigatório o uso de máscara facial (cobrindo corretamente nariz e boca), apresentação da carteira de vacinação com a comprovação do esquema vacinal completo contra Covid-19 e respeito à capacidade de 75% do local, ou seja, 300 pessoas. Também haverá medidas de distanciamento social e a disponibilização de álcool gel.

O público que comparecer à feira poderá conferir a venda e exposição de produtos nas áreas gastronômicas e de variedades, como artesanatos, colecionáveis e roupas, além da área verde com itens de jardinagem e artigos naturais, entre outros.

Os expositores da Feira da FAS são empreendedores que têm foco na sustentabilidade e fomentam a economia criativa. Nesta edição, ganham destaque também a participação de empreendedores indígenas, além de refugiados e migrantes.

Um dos destaques desta edição da Feira da FAS será a realização de uma campanha contra a pobreza menstrual. Os visitantes poderão doar absorventes para a campanha, que terá um espaço especial para receber os produtos. Os absorventes doados serão destinados ao Projeto de Restauração Ecológica e Urbanização Sustentável na Amazônia (Reusa), iniciativa que atende mulheres em situação de vulnerabilidade social no bairro Redenção, além de realizar diversas atividades voltadas para a sustentabilidade e geração de renda comunitária.

Por conta da proximidade com as comemorações do Carnaval, essa edição da feira terá atividades e apresentações temáticas referentes à folia momesca. Haverá também um Ponto de Entrega Voluntária (PEV) no local para que resíduos sólidos possam ser encaminhados à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis do Amazonas (Ascarman) e descartados devidamente. Quem quiser, basta separar papéis, plástico, alumínio e materiais semelhantes para levar até o PEV.

“É com muita alegria que nos preparamos para a primeira edição da Feira da FAS deste ano. Quem visitar a feira vai poder participar das inúmeras atividades que temos programadas, experimentar delícias gastronômicas e ainda incentivar o consumo de produtos da economia verde e criativa. Realizar a Feira da FAS é sempre muito gratificante, pois conseguimos ter um espaço de lazer para toda a família e também incentivar o empreendedorismo local”, afirma a supervisora do Programa Cidades Sustentáveis da FAS e responsável pela realização da feira, Cristine Rescarolli.

A Feira da FAS acontecerá na sede da instituição, localizada na Rua Álvaro Braga, 351, Parque Dez, com entrada gratuita. O evento também terá acesso liberado para animais de estimação. Para mais informações, ligue ou envie um WhatsApp para o número  (92) 99359-0918.

*Com assessoria

Eleições brasileiras são as mais importantes para o WhatsApp

Levantamento é realizado com eleitores na porta de suas seções eleitorais e divulgados quando as urnas são lacradas. (Foto: Abdias Pinheiro/TSE)

O ano de 2022 apresenta enormes desafios para o WhatsApp, principal ferramenta de comunicação digital da sociedade brasileira. Além da pandemia e das eleições, dois grandes catalisadores de desinformação, o aplicativo virou uma importante arma para golpistas e fraudadores – segundo o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, o mês de setembro de 2021 registrou uma tentativa de fraude a cada 7 segundos no País.

No Brasil, à frente dos esforços para garantir a segurança dos usuários e a integridade da plataforma está Dario Durigan, 37. O mestre em direito constitucional pela UnB, que trabalhou como assessor especial da prefeitura de São Paulo entre 2015 e 2016 na gestão de Fernando Haddad, afirma que as eleições brasileiras são as mais importantes do mundo para o WhatsApp.

Ao Estadão, ele não falou apenas dos esforços do serviços no País para conter desinformação. Ele comentou a situação do Telegram, que virou alvo de autoridades brasileiras, e também tratou de informações presentes nos “Facebook Papers”, série de documentos internos da Meta (holding do Facebook, WhatsApp e Instagram) vazados pela ex-funcionária Frances Haugen. Confira.

Frances Haugen afirmou algumas vezes que a Meta não direciona recursos para segurança em outros países. Segundo ela, a Meta só pensa na audiência americana, ignorando outros mercados. O WhatsApp no Brasil tem os recursos financeiros e pessoais suficientes para garantir a segurança dos brasileiros e da nossa democracia?

As eleições brasileiras de 2022 são as mais importantes do mundo para o WhatsApp. Posso dizer com bastante segurança que temos os recursos necessários. Tenho liderado esse processo que olha para as eleições com bastante cuidado e preocupação. Temos um país bem polarizado e um ambiente difícil. O WhatsApp sabe disso e tem atuado de maneira muito responsável, mobilizando os recursos da empresa de maneira global. O chefe global do WhatsApp tem repetido a importância da democracia brasileira. A gente vinha mantendo conversa direta com o Ministro Barroso (então presidente do Tribunal Superior Eleitoral) e repetindo a mensagem de que essa é a eleição mais importante. Não me compete a falar de outras plataformas, mas, do lado de WhatsApp, o que se faz no Brasil é fronteira e serve de inspiração para outros lugares do mundo, inclusive para o Norte global. Os esforços por aqui são pioneiros.

Os executivos americanos da Meta entendem o impacto do WhatsApp na sociedade brasileira?

Eu não posso responder pela Meta. O WhatsApp tem uma equipe forte e plural no Brasil. Essa equipe tem por função olhar para a realidade brasileira e abrir um amplo diálogo com imprensa, sociedade civil, academia, forças políticas, autoridades e governos centrais e regionais. A presença do WhatsApp no Brasil tem ganhado muito peso. E, cumprindo esse papel, conversando sobre o WhatsApp, recebendo as críticas, encaminhando propostas e trabalhando com as autoridades, há um amadurecimento do time brasileiro, que se reflete nos times centrais. Não há dúvidas de que um time mais robusto aqui reflete em avaliações de cenário, levando de maneira mais viva o cenário brasileiro para dentro da companhia.

Os “Facebook Papers” mostraram o Brasil sempre nas categorias 0 e 1 (as mais importantes) no ranking de ‘países em risco’ (ARC, na sigla em inglês). Qual é a classificação atual do Brasil?

Não são essas as definições que usamos. Mas o Brasil é prioridade número um do WhatsApp em termos de eleições. Os esforços aqui são diferenciados e já estamos vendo refletido em outros países, como a Índia, México e Argentina.

Nas eleições de 2018 e 2020, o WhatsApp anunciou uma série de medidas para garantir a integridade das eleições e combater a desinformação. Por que parece que nada mudou?

O WhatsApp tem feito muita coisa em dois níveis: em produto, que é algo global, e, em nível Brasil, com esforços focados. Um desafio é como manter uma plataforma com criptografia, que mantém privacidade no seu cerne, ao mesmo tempo em que faz um combate à viralidade e desinformação. Os números da plataforma mostram que houve uma redução importante de viralidade. Outras pesquisas mostram que há um amadurecimento de usuários na forma de usar o WhatsApp. Então, há uma percepção crescente de ceticismo dos usuários com relação às mensagens que são mais encaminhadas ou que têm alguma indicação de mensagem viral. Isso tem sido apontado: o WhatsApp faz campanha para não compartilhar qualquer mensagem. Dentro disso, há uma série de iniciativas. Antes de 2020, havia um botão de atalho para encaminhar mensagens. Esse botão saiu e agora tem uma lupa para pesquisa na internet. É o incentivo reverso para que o usuário cheque a informação. Com os alertas e parceiros, como o TSE e checadores de fatos, há amadurecimento cultural e de uso da plataforma.

Parte da desinformação e dos golpes não chegam mais com ares de conteúdo enganoso, ou de conteúdo disparado em massa. Vem com cara de conversa privada. Qual é o tamanho desse desafio?

A desinformação coordenada profissional está sendo muito bem combatida, não só pelo WhatsApp. O sistema de identificação de abuso do WhatsApp funciona a partir do número e da forma como uma determinada conta se apresenta. Grande parte das pessoas tem um padrão de uso do app, que é comum: você envia e recebe mensagens. Há um ritmo para isso. Entre 2018 e 2022, a detecção de comportamentos abusivos e inautênticos avançou muito. Hoje, o número é quatro vezes maior do que em 2020. No mundo, banimos 8 milhões de contas por mês por comportamento abusivo. Isso impede o comportamento inautêntico. Além disso, no Brasil, entramos com várias ações judiciais contra empresas que oferecem esse tipo de marketing digital. A desinformação profissional, que chega com cara de orgânica, também é combatida nessa esteira. Mas, nesse quesito, é preciso avançar também em outras frentes, que são menos de repressão e mais de conscientização.

Até que ponto o WhatsApp se sente responsável pela disseminação de desinformação na pandemia?

É preciso reconhecer a natureza do WhatsApp como app de conversas privadas, então não é possível precisar o volume de conteúdos desse tipo. Porém, ao mesmo tempo em que fizemos uma série de iniciativas na pandemia, há estudos que mostram que o WhatsApp foi a ferramenta de comunicação mais importante para autoridades de saúde. Por exemplo, o Estado de São Paulo fez cadastro de vacina pelo WhatsApp e a prefeitura de Recife mandou mensagens proativas para pessoas com a segunda dose atrasada. Há um compromisso grande que diferencia o WhatsApp de seus concorrentes no País.

Como o WhatsApp acompanha a situação do Telegram, que entrou na mira de autoridades?

Não faço comentários sobre a concorrência, mas há uma reflexão importante. Não é possível fazer uma equiparação (entre WhatsApp e Telegram). Há uma diferença marcante. O WhatsApp está presente no Brasil com especialistas de várias áreas com a responsabilidade de olhar para o País. O WhatsApp cumpre a lei brasileira. Cumpre o Marco Civil da Internet. Cumpre a Lei Geral de Proteção de Dados. E tem discutido de maneira aberta com Congresso Nacional e TSE mecanismos de combate à desinformação. Temos um programa de colaboração com as autoridades criminais brasileiras. O presidente global de WhatsApp veio conversar com o TSE, o que mostra compromisso com a democracia e com as autoridades. Há um abismo de diferença.

Quais os principais pontos da estratégia do WhatsApp para lidar com as eleições de 2022?

Em 2020, a gente testou uma série de coisas que foram bem sucedidas. O WhatsApp contribuiu para a legislação, que proíbe disparo de mensagens em massa. A gente preparou uma plataforma de denúncia para disparos em massa, oferecida pelo TSE para os servidores, autoridades e partidos políticos. Quando há a denúncia, o TSE encaminha isso para o WhatsApp, que verifica se determinada conta teve comportamento abusivo. Vamos trazer isso para 2022. Há aqui uma mensagem importante para o mundo político: candidatos, não façam contratação de disparo em massa, de marketing político eleitoral, porque isso é proibido pelo WhatsApp e pela lei brasileira. Isso pode trazer comprometimentos grandes para as chapas. Como as campanhas se monitoram muito, no mínimo sinal de uso abusivo, isso trará repercussão. Para fechar, em reunião com o TSE, o chefe global de WhatsApp garantiu que não haverá mudança significativa no app até o fim das eleições.

Como o WhatsApp olha para a situação de golpes no Brasil? O que fazer para combater?

Vemos isso com muita preocupação. Sofremos muito com golpes no Brasil e, digitalmente, isso está muito amplo. O app tem funcionalidades e ferramentas para garantir a segurança dos usuários. Para evitar que a sua conta seja hackeada, o usuário nunca deve compartilhar com terceiros o código de registro que chega por SMS. Uma segunda recomendação importante é ativar a verificação em dois fatores. Caso a conta seja hackeada, é melhor instalar novamente seguindo as instruções de registro. Para casos em que golpistas fingem ser o dono do número, é melhor ativar o recurso que exibe a foto apenas para quem adicionou o número na agenda de contatos. É preciso também pedir para que os amigos denunciem para o WhatsApp quando a conta é hackeada. Do outro lado, precisamos conscientizar as pessoas. Fizemos um esforço grande com autoridades e operadoras para aumentar o volume de orientações para as pessoas.

*Com Estadão Conteúdo

“Estou com o coração partido, silenciem as armas”, diz Papa

Pontífice voltou a pedir a abertura de corredores humanitários (Foto: Vatican Medi / ANSA)

O papa Francisco voltou a falar sobre a guerra na Ucrânia neste domingo (27), durante a celebração do Angelus, e afirmou que está “com o coração partido pelo que acontece no país e em outras partes do mundo”.

“Silenciem as armas, Deus está com os operadores da paz e não com quem usa a violência”, disse, ainda citando os conflitos do Iêmen, da Síria e da Etiópia.

Durante sua fala, o líder da Igreja Católica ainda voltou a fazer um apelo para a defesa dos civis que tentam fugir dos conflitos.

“Eles são irmãos e irmãs pelos quais é urgente abrir corredores humanitários. Eles precisam ser acolhidos. A lógica diabólica [da guerra] se distancia das pessoas comuns que querem a paz. Em cada conflito, são as pessoas comuns as verdadeiras vítimas que pagam em sua própria pele a loucura da guerra”, acrescentou.

“Quem ama a paz, como diz a Constituição italiana, repudia a guerra como instrumento de ofensa à liberdade de outros povos e como meio de resolução de controvérsias internacionais”, pontuou ainda.

A questão ucraniana vem sendo lembrada nas cerimônias e nos eventos do papa Francisco desde novembro do ano passado, quando a tensão começou a aumentar por conta dos exercícios bélicos da Rússia na fronteira com o país.

O Pontífice instituiu duas datas para rezar pela paz para os ucranianos: uma em 26 de janeiro e outra para o próximo 2 de março, dia que a Igreja celebra a quarta-feira de cinzas.

Além disso, Jorge Mario Bergoglio teve uma atitude inédita na última sexta-feira (25) indo pessoalmente à sede da embaixada da Rússia no Vaticano para pedir um cessar-fogo e o cuidado com os mais frágeis. No sábado (26), o líder católico telefonou para o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em contato que foi agradecido publicamente pelo mandatário.

*Com ANSA

 

‘Carnateatro’ reunirá seis bandas no palco do Teatro Amazonas, na segunda

(Imagem: Divulgação)

Na Segunda-Feira Gorda de Carnaval (28/02), das 18h às 21h, o Teatro Amazonas receberá uma programação especial em alusão à festa que, pelo segundo ano consecutivo, não será realizada na capital amazonense. O “Carnateatro” contará com seis atrações de gêneros musicais que tradicionalmente se apresentam no Carnaval amazonense: samba, frevo, forró e boi-bumbá.

A entrada será gratuita, com agendamento pelo Portal da Cultura (cultura.am.gov.br) e site www.teatroamazonas.com.br. O acesso ao Teatro só será permitido mediante apresentação da carteira de vacinação contra Covid-19.

Manaus Frevo, Auzier do Samba, George Japa, Rabo de Vaca, Banda Impakto e Carlinhos do Boi se apresentarão durante 30 minutos, com repertório especial.

De acordo com o titular de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz, a proposta é oferecer ainda uma programação eclética para que o público possa curtir o Carnaval sem sair de casa.

“O Carnaval no Amazonas sempre abraça todos os ritmos, por isso montamos uma programação para dar oportunidade a artistas representantes de diferentes estilos musicais”, comenta o secretário.

Marcos Apolo destaca ainda que o evento é também uma forma de apoiar os artistas que estariam trabalhando no Carnaval. “Já é o segundo ano que essas bandas não têm trabalho nessa época. No Carnaval a quantidade de shows aumenta bastante, e esses músicos, cantores, bailarinos e toda a equipe técnica têm a possibilidade de fazer uma renda extra. Como eles não terão essa agenda, nós estamos apoiando”.

Live

As vagas para a plateia do Teatro são limitadas, mas o público pode acompanhar as apresentações por meio do Facebook e canal do YouTube da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (@culturadoam) e pela TV Encontro das Águas (canal 2.1 da TV aberta). O evento é acessível e conta com audiodescrição e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

*Com assessoria

Pesquisadores do Inpa ajudam a descobrir nova espécie de palmeira da Amazônia

A palmeira foi encontrada pela primeira vez em 2007 (Foto: Reprodução/Inpa)

Pesquisadores do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) participaram da descoberta de uma nova espécie de palmeira na Amazônia, do gênero Mauritiella, da família Arecaceae. As últimas descrições de palmeiras desse gênero havia sido em 1935.

A planta foi encontrada pelos pesquisadores pela primeira vez na BR-319, que liga Manaus a Porto Velho (RO), em 2007, durante um levantamento de inventários florísticos.

Características

De pequeno a médio porte, a nova palmeira denominada Mauritiella alcança até sete metros de altura, possui caule coberto de espinhos, folhas que seguem o modelo em leque (flabeliforme) e frutos ovais parecidos com os do buriti (gênero Mauritia, irmão de Mauritiella).

Não se tem relatos sobre formas de consumo do fruto, mas por ser muito similar às demais buritiranas e ao buriti é muito provável que seja consumido ou pelo menos adequado ao consumo humano.

Outro potencial da nova espécie é quanto ao uso no paisagismo: a inserção das folhas no caule é sempre no mesmo plano e em direções opostas, formando um padrão muito bonito e exclusivo desta espécie no gênero, uma das características que a distingue das outras espécies do gênero.

Descoberta

O trabalho com a nova descoberta foi publicado recentemente em artigo da revista da americana Systematic Botany. É assinado por cientista que passaram pelos cursos de Doutorado em Botânica e em Ecologia do Inpa, Eduardo Prata e Thaise Emilio, vinculados ao Laboratório de Ecologia e Evolução de Plantas da Amazônia (Labotam/Inpa), e Universidade de Campinas, respectivamente.

O pesquisador Mario Cohn-Haft (Coleção de Aves/Inpa) e outros 13 autores de instituições do Brasil, Suécia, Alemanha, Holanda, Camarões, França e Reino Unido também participaram da descoberta.

A primeira autoria é compartilhada por Eduardo Prata e Maria Fernanda Jiménez, do Gothenburg Global Biodiversity Centre e do Department of Biological and Environmental Sciences, University of Gothenburg, ambos na Suécia.

De acordo com Prata, o achado científico no bioma mais biodiverso do planeta revela o quanto ainda há para se conhecer na flora amazônica. Outro fator importante no caso da Mauritiella disticha é que ela facialmente diferenciada por conta de sua aparência.

“Isso reflete não apenas a elevada diversidade de espécies na Amazônia, como também o baixo número de taxonomistas e a escassez cada vez maior de recursos e investimento em pesquisa na região e no Brasil de uma maneira geral”, destacou o biólogo.

O pesquisador do Inpa, Mario Cohn-Haft, que participou da pesquisa auxiliando a coletar material útil para a descrição da espécie, fala da satisfação de se ter uma nova espécie descrita e das surpresas que a Amazônia reserva.

“Me deu muita satisfação ver a espécie descrita e reconhecida a importância das expedições que se fazem no Inpa, e a divulgação de uma espécie que exemplifica a maravilhosa diversidade biológica amazônica que continua a surpreender mesmo depois de tantos anos de pesquisas intensivas”.

O processo de descoberta e descrição da nova espécie foi demorado, levou quase 15 anos, e foi possível por meio de financiamento de trabalhos de campo e de laboratório, como análise de DNA.

O estudo envolveu uma equipe multidisciplinar e internacional, formada por ecólogos, botânicos, biogeografos e bioinformatas, que acessaram áreas remotas da floresta amazônica. A coleta de referência da espécie encontra-se depositada no Herbário do Inpa.

Perigo para a preservação

A espécie é conhecida na bacia do médio Madeira, na região da BR-319 a oeste do Rio Madeira, e na região do rio Aripuanã Transamazônica (Apuí), a leste, no Amazonas. É encontrada em campos abertos e florestas baixas em ecossistemas de areia branca – as campinas e campinaranas, incluindo florestas secundárias próximas a estradas.

Mesmo sendo recém-descoberta, a distribuição da espécie preocupa cientistas pelo fato de ocorrer em parte no Arco do Desmatamento, região sujeita à degradação por abertura de estradas, desmatamentos, queimadas e ocupação irregular por grileiros.

“Isso, somado ao fato da aparente baixa densidade populacional da espécie, nos levou a categorizá-la como Vulnerável, de acordo com os critérios da Lista de Espécies Ameaçadas da International Union (IUCN)”, explica a bióloga Thaise Emilio.

*Com g1

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