Carlo Ancelotti definirá a convocação para a Copa do Mundo em maio - Foto: Reprodução / CBF TV
A atuação da seleção brasileira diante do Panamá abriu a possibilidade de mudanças no time, alavancou o prestígio de alguns jogadores e deixou claro onde jogaria Neymar se puder entrar no futuro. Foram essas indicações dadas pelo técnico Carlo Ancelotti em sua entrevista coletiva após a partida.
A nova discussão é a dúvida sobre a formação tradicional com quatro atacantes e a variação com três no meio. Esse segundo modelo, com reservas, funcionou melhor no 2º tempo.
“Sim, passa pela minha cabeça de mudar. De mudar a estratégia. Acho que o segundo tempo me põe dúvida. É importante ter dúvida”, disse.
E Ancelotti completou, bem-humorado, que esse suspense vai substituir a discussão sobre a presença de Neymar ou não da lista da Copa.
“Não pode jogar como extremo. Mas no aspecto defensivo pode controlar o lateral. Até a Copa, eu quero criar um pouco de suspense ou não temos tema. É uma ajuda para vocês. Se acabou o tema Neymar, é um bom tema para estar desperto”, completou, em tom de brincadeira..
A formação alternativa, na visão do técnico, é com Danilo e Paquetá tendo o mesmo papel quando têm a bola. Ou seja, atuam como meias e podem trocar bastante de posição. Houve elogios rasgados ao meia do Flamengo:
“Começou Paquetá mais aberto quando não tinha bola. Paquetá tinha que jogar por dentro com a bola. Eles mudaram a posição. Tiveram o mesmo papel. Uma parte do papel, Danilo pela esquerda. A equipe estava bem equilibrada. Paquetá teve atuação muita boa”.
Mas Ancelotti faz ressalvas. Primeiro, entende que esse jogo com mais posse no meio tira potencial de alguns jogadores que são mais verticais e jogam bem em velocidade, como Vinicius Jr e Raphinha.
Outra indicação dada por Ancelotti é de que, caso Neymar esteja bem fisicamente, seria na posição de um dos dois jogadores que ele atuaria. Ele chama de ponta e meia-ponta, mas na realidade são os dois atacantes mais avançados.
“Sua posição é de ponta ou meia-ponta. Na posição em que jogaram Vini Jr ou Raphinha”, explicou.
Outra opção tática também utilizada no segundo tempo foi com Igor Thiago como um centroavante de mais corpo, que permite ao time sair da pressão no caso de bolas na frente.
“Igor Thiago é um perfil de atacante que a equipe precisa para alguns momentos do jogo. Rivais te metem pressão, e ele é muito forte”, analisou.
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