O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa durante o Debate Geral da Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York, em 23 de setembro de 2025 - Foto: Angela Weiss / Getty Images
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (23), em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, que a COP30 será o “momento de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta”.
A cúpula climática acontecerá em novembro, em Belém, e será a primeira COP realizada em plena Amazônia, maior floresta tropical do planeta.
“O ano de 2024 foi o mais quente já registrado. A COP30 será a COP da verdade. Em Belém, o mundo vai conhecer a realidade da Amazônia”, declarou Lula no plenário das Nações Unidas, cobrando dos países a atualização de suas Contribuições Nacionalmente Determinadas, ou seja, as metas de cada nação para enfrentar a crise climática.
“Sem ter o quadro completo das NDCs, caminharemos de olhos vendados para o abismo”, ressaltou. O presidente lembrou que o Brasil se comprometeu a reduzir suas emissões entre 59% e 67% e acusou países ricos de “usufruírem de um padrão de vida obtido às custas de 200 anos” de poluição.
“Nações em desenvolvimento enfrentam a mudança do clima ao mesmo tempo em que lutam contra outros desafios. Exigir maior acesso a recursos e tecnologias não é uma questão de caridade, mas de justiça”, destacou.
O mandatário reiterou que o Brasil pretende lançar o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, “para remunerar os países que mantêm suas florestas em pé”, e defendeu a criação de um conselho vinculado à Assembleia-Geral para monitorar metas de combate à crise climática.
“É chegado o momento de passar da fase de negociação para a etapa de implementação”, disse o presidente.
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