Larissa Manoela se irrita com pergunta sobre suposta gravidez: "Decidi" - Foto: Reprodução / Instagram

A atriz e cantora Larissa Manoela utilizou nos últimos tempos as redes sociais para compartilhar um diagnóstico que a conecta a milhões de mulheres em todo o mundo: a endometriose, acompanhada da síndrome do ovário policístico. A revelação trouxe à tona a importância do debate sobre essas condições de saúde, que muitas vezes são subdiagnosticadas e podem ter um impacto significativo na qualidade de vida.

Em uma matéria especial que saiu na CARAS Brasil, a Dra. Janifer Trizi, dermatologista do Instituto Trizi, oferece uma explicação detalhada sobre a endometriose, esclarecendo o que é e como a condição se manifesta no corpo feminino.

De acordo com a especialista, a endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial – que normalmente reveste o útero – fora de sua cavidade. Esse tecido “ectópico” pode se alojar em diversas áreas, como ovários, trompas de falópio, intestino e bexiga. Entre as queixas mais comuns estão cólicas menstruais severas, dores intensas durante as relações sexuais, dor pélvica persistente e crônica, além de alterações nos hábitos intestinais e urinários. A condição também pode levar a problemas como infertilidade, fadiga extrema e náuseas, embora a médica saliente que algumas mulheres podem ser assintomáticas, o que dificulta o diagnóstico e, consequentemente, o início do tratamento.

Apesar de a endometriose não ter uma cura definitiva, existem tratamentos altamente eficazes para gerenciar a doença e aliviar os sintomas. A primeira linha de tratamento geralmente envolve abordagens clínicas com o uso de medicamentos, como a progesterona e a gestrinona. Em situações mais graves ou quando o tratamento medicamentoso não é suficiente, a cirurgia pode se tornar uma opção necessária para a remoção das lesões.

Como pode ser tratado?

Além dos tratamentos convencionais, a Dra. Trizi reforça que o sucesso no manejo da endometriose depende de uma abordagem multidisciplinar e da mudança no estilo de vida. A adoção de uma dieta equilibrada, a prática regular de exercícios físicos, a fisioterapia pélvica e o acompanhamento psicológico são pilares fundamentais para o bem-estar da paciente. O artigo conclui reforçando a necessidade vital de um acompanhamento ginecológico regular e do diagnóstico precoce, que pode evitar complicações futuras e melhorar significativamente a qualidade de vida das mulheres que vivem com essa condição.

*Com informações de Terra