
Com foco em sustentabilidade, empreendedorismo e inclusão social, o projeto Jornada Verde concluiu, neste mês, uma série de atividades formativas voltadas à comunidade indígena Warao, refugiada da Venezuela e atualmente residente em Manaus. A iniciativa foi promovida pelo Instituto Hermanitos, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), reunindo 29 participantes entre homens, mulheres, jovens e idosos.
A Jornada Verde integra as ações desenvolvidas pelo Centro de Sustentabilidade Amazonas, uma iniciativa do ACNUR, que possui gestão compartilhada com o Instituto Hermanitos. O projeto busca fortalecer a integração social e econômica de pessoas refugiadas e migrantes em Manaus por meio de iniciativas educativas voltadas ao meio ambiente, qualificação profissional e geração de oportunidades.
A programação incluiu capacitações em educação ambiental, língua portuguesa aplicada ao empreendedorismo e empregabilidade, além de atividades voltadas ao desenvolvimento de habilidades comportamentais e geração de renda. Também foram ofertados três cursos, com foco na geração de renda, seja por meio do empreendedorismo ou emprego formal. Assim, foram realizados os cursos de crochê com materiais recicláveis, utilizando sacolas plásticas e tecidos reaproveitados, curso de cozinha sustentável com reaproveitamento de alimentos e construção civil, com orientações sobre economia de materiais, reaproveitamento, descarte adequado de resíduos e cuidados ambientais.
Segundo o coordenador de programas e projetos do Instituto Hermanitos, Anderson Mattos, a experiência também fortaleceu a troca de conhecimentos e o vínculo entre a equipe do projeto e a comunidade Warao.
“Foi um período de muito aprendizado para todos nós. Tivemos a oportunidade de conviver mais de perto com a comunidade, compreender desafios, trocar experiências e construir conhecimento de forma coletiva. Mais do que compartilhar conteúdos, essa jornada também nos ensinou sobre escuta, integração e respeito às diferentes vivências”, afirmou.
Para a assistente oficial de Campo do ACNUR, Juliana Serra, a Jornada Verde contribui para reconhecer os saberes tradicionais da comunidade e ampliar oportunidades de integração social e econômica em Manaus.
“Essa iniciativa busca reconhecer o potencial e o conhecimento dessa população indígena e entender como isso pode ser aplicado em uma vivência no contexto urbano de Manaus. É uma jornada de aprendizado que passa pelo português, pelo artesanato e por outras práticas que essa comunidade tem interesse em desenvolver, criando possibilidades de trabalho digno e integração local”, destacou.
Representando a comunidade Warao, Aleida Moraleda ressaltou a importância das capacitações oferecidas durante a Jornada Verde, especialmente nas áreas de sustentabilidade, educação ambiental e qualificação profissional.
“Agradeço por essa oportunidade da comunidade Warao estar recebendo o curso de sustentabilidade, educação ambiental, português e empregabilidade. Nós agradecemos por essa porta que se abriu para nós”, disse.












