Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução / Flickr

Em almoço com empresários da Mooca, na zona leste de São Paulo, Flávio Bolsonaro (PL) disse que “pretende entrar para história, nem que seja como presidente de transição”.

A declaração foi dada ao lado de Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governador participou apenas de uma das três agendas de Flávio em São Paulo. O senador disse que Brasil precisa “atravessar esse mar revolto” e fez referências ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mais cedo, Tarcísio havia dito que Flávio iria “honrar” a promessa de fim da reeleição, se eleito. O senador é autor de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) no Congresso que prevê o fim da reeleição para presidente e já usou o tema ao longo da pré-campanha para atrair votos.

“Hoje entendo que estou há 24 anos me preparando para ser o presidente do Brasil, que é o tenho de tempo dentro da vida pública. E eu não vou descansar enquanto a gente não reduzir essa carga tributária.”

“Eu pretendo entrar para história, Tarcísio, nem que seja como presidente de transição.” disse Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, em agenda hoje em SP.

Tarcísio era nome defendido por empresários e por setor da Faria Lima. Uma ala da direita apoiou o nome do governador até mesmo após a escolha de Jair Bolsonaro por seu filho na corrida ao Planalto. Ao longo das conversas, Tarcísio negava publicamente qualquer interesse no pleito federal e dizia que seria candidato à reeleição.

Ontem, o governador sugeriu que pretende ser candidato à Presidência no futuro. Ele foi questionado durante entrevista para Jovem Pan e disse “talvez”, pela primeira vez.

Em seu discurso, Flávio fez elogios a Tarcísio. O candidato à Presidência disse que quer entrar para história assim como o ex-ministro e seu pai. Ele conta com a popularidade do governador e do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para atrair votos no estado paulista, principalmente na capital, onde Lula venceu em 2022.

O candidato também falou em crise econômica para comerciantes. O senador contou a história de um empreendedor que teria dito ao candidato que espera a sua vitória em outubro para não fechar sua loja. “É uma responsabilidade muito grande e estou preparado para carregar, mas preciso de vocês, porque ninguém faz nada sozinho”, disse.

Tarcísio citou a crise nas Casas Bahia. O governador disse que o empreendedor está “apertado pela insegurança jurídica, endividado, fechando as portas”. “Se põe no lugar daquele trabalhador que passou 20 anos trabalhando na mesma empresa e agora está perdendo o emprego, é essa situação do nosso Brasil hoje e a gente precisa resgatar a esperança”.

Almoço com mortadela

O almoço reuniu cerca de 450 empresários no Hocca Bar, no shopping da Mooca. O restaurante serviu pão com mortadela, lanche de pernil, além de quibe, bolinho de bacalhau e pastel com queijo.

O evento foi organizado pelo vereador João Jorge (MDB). Havia a presença de comerciantes e empresários da Mooca, além de lideranças do setor da indústria. Candidatos a deputados, subprefeitos e vereadores também estiveram no local.

Em ambiente fechado, essa foi a única agenda na capital que Flávio não foi alvo de protestos. Em São Miguel Paulista e na Vila Formosa, um grupo de manifestantes gritavam “Fora, Flávio” e “Fora, Tarcísio”. Eles disseram à imprensa que são independentes e não querem a reeleição do governador nem a vitória do filho de Bolsonaro.

*Com informações de Uol