Ferran Torres comemora gol da Espanha
Foto: Michael Regan / FIFA
A Espanha martelou, balançou as redes na prorrogação, venceu a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo e conquistou seu segundo título mundial. A decisão aconteceu no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey (EUA), neste domingo (19).
O gol salvador foi de Ferran Torres, atacante do Barcelona. O camisa 7 foi o herói no tempo extra com o mesmo roteiro de 16 anos atrás, quando Iniesta também fez no tempo extra e deu o título à Espanha. Os sul-americanos resistiram por 106 minutos, mas Dibu Martínez acabou superado.
A Espanha aproveitou a superioridade numérica na prorrogação, já que Enzo Fernández foi expulso no fim do tempo regulamentar. O argentino levou o segundo amarelo após chegar atrasado em dividida com Cubarsí e complicou sua seleção nos minutos finais da decisão.
A equipe de Luis de la Fuente começou a Copa com empate contra Cabo Verde, mas venceu todas as partidas na sequência. A Fúria encerra o torneio levando apenas um gol, na vitória contra a Bélgica, nas quartas de final. O ataque, por outro lado, balançou as redes 14 vezes na competição.
Com a vitória, a Espanha também bateu recorde e agora é a seleção com maior sequência invicta na história. São 38 jogos sem perder, um a mais que a Itália, que ficou 37 duelos sem perder entre 2018 e 2021.
A Argentina venceu os sete jogos no caminho até a decisão. O time comandado por Lionel Scaloni marcou 19 gols e cedeu apenas oito. Viradas “relâmpago” no fim dos jogos contra Egito e Inglaterra, ambas no mata-mata, marcaram a campanha. A novela, no entanto, não se repetiu na final.
A Copa do Mundo teve 104 partidas disputadas. Foi a primeira edição com número ampliado de participantes, com 48 seleções em vez de 32. O Mundial também teve três sedes: Estados Unidos, México e Canadá.
De volta ao topo
Dezesseis anos depois, a Espanha levantou novamente a taça da Copa do Mundo. Em 2010, venceu a Holanda na decisão, em um jogo memorável que também terminou com gol na prorrogação.
Assim como em 2010, a Fúria chegou à Copa como dona da Velho Continente: foi campeã da Eurocopa há dois anos, quando venceu a Inglaterra por 2 a 1 na final, com gol decisivo de Oyarzabal. Em 2008, o herói do título foi Fernando Torres, que marcou na final contra a Alemanha.
Em 2012, dois anos após o primeiro título da Copa, a seleção comandada pelo técnico Vicente Del Bosque goleou a Itália na final da Eurocopa e levou a segunda taça seguida. Será que Luis de la Fuente conseguirá repetir o feito em 2028?
Pré-jogo e intervalo com ‘padrão norte-americano’
Assim como em partidas de ligas norte-americanas, como NBA e NFL, o jogo estava marcado para começar às 16h (de Brasília), mas atrasou.
A final contou com shows de abertura ao longo da tarde. Pouco antes do início do jogo, o tenista Carlos Alcaraz e a atriz Honyeon levaram a taça, e o ator Tom Cruise chegou a falar no microfone do estádio.
Mas o atraso não foi tão considerável: os jogos de basquete nos EUA, por exemplo, geralmente atrasam um pouco mais, entre 10 e 15 minutos. Em grandes eventos nos EUA, os cerimoniais pré-jogo são comuns — inclusive com grandes artistas cantando o hino nacional americano.
No intervalo, a pausa foi maior do que o habitual: durou pouco mais de 27 minutos, e não 15, por conta de apresentações musicais de Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS. O show do intervalo acontece anualmente na decisão da liga de futebol americano dos EUA, a NFL.
Como foi o jogo
A Espanha teve uma grande chance aos quatro minutos. Yamal tentou passar para a intermediária, mas a bola desviou na marcação e sobrou para Dani Olmo dentro da área. O camisa 10 fez o pivô e encontrou Yamal livre na direita. O jovem de 19 anos bateu fraco, e Dibu Martínez fez a defesa.
Aos 42 minutos, a seleção espanhola chegou de novo. Cucurella recebeu na ponta-esquerda da área argentina, ajeitou a bola e finalizou cruzado. O chute foi forte e passou perto da trave do goleiro Dibu Martínez.
Leandro Paredes entrou no segundo tempo e errou no primeiro lance. Com menos de um minuto, o meio-campista argentino passou errado na saída de bola e entregou nos pés de Baena. O espanhol puxou para a perna direita e bateu de fora da área, mas Dibu Martínez encaixou.
O time espanhol levou perigo aos 21 minutos. Yamal tentou passar pelo meio de dois marcadores, a bola desviou e estava saindo pela linha de fundo. Mas o camisa 19 alcançou e cruzou com o pé direito. Ferran Torres cabeceou livre na pequena área, mas a finalização foi em cima de Dibu Martínez, que defendeu.
Aos 31 minutos, Cubarsí se arriscou no ataque e bateu de fora da área. O chute do zagueiro espanhol teve muita força, e o goleiro argentino espalmou mal. A bola ficou viva e quase completou a Argentina na partida. Quatro minutos depois, Dibu Martínez salvou de novo ao defender o cabeceio de Laporte.
Nos acréscimos, a Argentina teve um jogador expulso. Enzo Fernández chegou atrasado em dividida com Cubarsí, levou o segundo cartão amarelo e foi embora para o vestiário mais cedo.
Praticamente no último lance do tempo regulamentar, Dibu Martínez salvou a Argentina. Yamal cobrou falta da intermediária, e a bola tinha endereço certo, mas o goleiro reagiu rápido e defendeu no próprio canto. No começo da prorrogação, o goleiro seguiu brilhando e defendeu desvio de cabeça de Nico Williams de maneira espetacular.
A Espanha marcou aos cinco minutos da prorrogação, mas o gol foi anulado. Pedro Porro passou para Ferran Torres, que não alcançou a bola, mas desviou, e Merino bateu para o gol. Nico Williams pegou o rebote e balançou as redes, mas o árbitro pegou falta de Merino na jogada.
O gol da Espanha saiu no início do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro cruzou na segunda trave, Nico Williams cabeceou para trás, e Ferran Torres finalizou livre quase na pequena área. Ele bateu forte, no alto, e a Espanha, enfim, superou o goleiro Dibu Martínez.