
Data criada para sensibilizar a população mundial sobre as questões ambientais e alertar sobre as consequências dos danos causados ao planeta, neste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1972, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) destaca alguns projetos apoiados pelo Governo do Amazonas, que reforçam a importância do amparo a estudos científicos e investimento continuados em pesquisas para uma melhor compreensão da realidade ambiental.
A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales Mendes Silva, ressalta que nos últimos 5 anos, o governador Wilson Lima encarou a Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) como áreas prioritárias para o encontro de soluções para o enfrentamento dos desafios ambientais no Amazonas.
“A decisão de tornar os investimentos em CT&I perenes no Amazonas tem propiciado ao Estado buscar, por meio da ciência, conhecimento que pode fundamentar políticas públicas e encontrar soluções eficazes para a conservação e preservação do meio ambiente na Amazônia”, comentou Márcia Perales.
Projeto BioClimAmazônia
A diretora-presidente da Fapeam lembra, ainda, que a Fapeam é a 5ª agência de fomento no mundo que mais investe em pesquisas sobre a Amazônia; e que o estado do Amazonas ocupa o 5º lugar no indicador Inovação entre as unidades federativas do Brasil.
Entre os projetos de pesquisa que se destacam está o estudo “Popularizando as múltiplas dimensões dos impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade amazônica junto à comunidade amazônida”, batizado de ‘BioClimAmazônia’, que traz a importância da educação ambiental e as dimensões dos impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade amazônica. A pesquisa é amparada pelo Programa Biodiversa/Fapeam: CT&I para Ambiência e Biodiversidade no Amazonas.
Desenvolvido por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sob a coordenação da doutora em Biologia Integrativa, Fernanda Werneck, com a atuação de bolsistas e estudantes do Laboratório de Ecologia e Evolução de Vertebrados do Inpa (Leevi), a pesquisa visa popularizar a importância da conservação de espécies amazônicas, com foco em organismos ectotérmicos como os anfíbios e répteis (conhecidos coletivamente por herpetofauna) que, por dependerem de condições climáticas e ambientais locais para controlar suas temperaturas corpóreas, são considerados grupos ameaçados pelas mudanças climáticas globais.
“Nossa pesquisa objetiva quantificar os impactos das mudanças climáticas e as possíveis respostas de diversos grupos da herpetofauna com base em estudos ecológicos e evolutivos integrativos com abordagens científicas de ponta. Com o projeto BioClimAmazônia, nossa atuação visa melhorar os cenários e mitigar os impactos dessas crises através da educação ambiental e científica, resultando em melhorias significativas tanto sociais quanto ambientais”, destacou Fernanda Werneck.
Sensibilização ambiental para a educação básica
A questão ambiental também entra nas escolas, por meio de projetos de pesquisa amparados pelo Programa Ciência na Escola (PCE), outro programa coordenado pela Fapeam. É o caso da pesquisa “Desmatamento e gases poluentes: riscos ambientais para os ecossistemas amazônicos”, que incentivou a percepção dos estudantes sobre a influência do aumento dos gases do efeito estufa e sua contribuição para o aquecimento global, além de chamar a atenção para a importância da preservação e conservação da região.
