A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPAM), por meio do Núcleo de Defesa da Saúde (Nudesa), instaurou um procedimento coletivo para apurar a acessibilidade e a efetividade da transparência das filas de espera e dos mecanismos de regulação do acesso a consultas, exames e cirurgias no Amazonas.
No documento, a Defensoria oficiou o TCE-AM, requisitando, no prazo de 15 dias, cópia integral do processo de 2021, incluindo as manifestações e os documentos apresentados pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) após o acórdão de 2024, bem como informações sobre a situação atual do processo.
O procedimento coletivo também considera o julgamento do processo nº 16.068/2021, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), que reconheceu omissão quanto à publicidade e à transparência ativa da ordem de atendimento das demandas de acesso a tratamentos de saúde reguladas pelo SISREG no estado.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) também terá o prazo de 15 dias para indicar todos os endereços eletrônicos, sistemas, aplicativos ou ferramentas utilizadas para o cumprimento da Lei nº 5.078/2020 e do Decreto nº 42.706/2020, com descrição detalhada de seu funcionamento atual.
Para o defensor público e coordenador do Nudesa, Arlindo Gonçalves, a transparência das informações permite que toda a rede de controle consiga identificar os gargalos assistenciais, a insuficiência dos serviços e a desigualdade territorial enfrentada por moradores do interior e, a partir disso, promover critérios adequados para a ordenação e a melhoria dos serviços.













