FAB aposta em gaviões para reduzir risco de acidentes aéreos - Foto: Pixabay

O Comando da Aeronáutica no Rio Grande do Norte abriu uma licitação para a compra de seis gaviões-asa-de-telha. Trata-se de uma iniciativa para inibir a presença de outras aves nas pistas de aeroportos e aumentar a segurança das operações aéreas.

Segundo o edital, será realizada a compra de aves de rapina da espécie Parabuteo unicinctus, com cerca de quatro meses de idade, legalizadas e em bom estado de saúde. Os animais serão utilizados em ações de segurança aeroportuária.

Força Aérea Brasileira, que começou a investir na técnica em 2023, destaca que essa é uma das espécies mais utilizadas no mundo em programas de controle de fauna em aeroportos. Os gaviões apresentam temperamento cooperativo, elevado grau de inteligência e capacidade de atuar em diferentes condições climáticas.

Além disso, a espécie consegue trabalhar bem em grupo ou sob comando humano direto. Segundo a FAB, isso contribui para fortalecer o Sistema de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos e aumentar a segurança nas operações aéreas.

A falcoaria em aeroportos

Falcoaria utiliza aves de rapina treinadas para afastar pássaros que representam risco às aeronaves durante pousos e decolagens. Entre as espécies mais visadas estão pombos e urubus.

Para se ter ideia, aves próximas às pistas podem colidir com aviões. Dependendo do impacto, motores podem ser danificados e voos colocados em risco.

Assim, os gaviões atuam como predadores naturais, assustando outras espécies e mantendo as áreas de operação mais seguras. A simples presença dessas aves já costuma ser suficiente para afastar bandos próximos às pistas.

O uso da falcoaria como ferramenta de afugentamento ativo representa uma medida moderna, eficaz e ecologicamente sustentável, amplamente reconhecida e empregada em diversos aeroportos civis e militares ao redor do mundo. Comando da Aeronáutica

Técnica exige treinamento especializado tanto das aves quanto dos falcoeiros responsáveis pelo manejo. Além disso, os animais recebem acompanhamento veterinário e seguem rotinas específicas para garantir o bem-estar e a eficiência do trabalho.

*Com informações de Uol